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Breves

  1. Zona Euro mais confiante
  2. Metro doido por compras
  3. Moda lidera e-commerce
  4. M&S dobra aposta na Índia
  5. A vitória do crocodilo Lacoste
  6. Retalho continua a crescer em Espanha

1Zona Euro mais confiante

A confiança económica na Zona Euro atingiu o valor mais elevado dos últimos quatro anos em setembro, aliviando as preocupações face à economia chinesa e ao lento crescimento global. A Comissão Europeia adiantou que o índice de confiança económica subiu para 105,6 em setembro, o maior valor desde junho de 2011. As previsões indicavam uma queda marginal para 104,1 face à estimativa inicialmente indicada de 104,2 em agosto. O reforço da confiança na Zona Euro resultou da melhoria da confiança na indústria, serviços e comércio a retalho. O índice de confiança do comércio a retalho aumentou para 4,1, de 3,5. O desenvolvimento ascendente da confiança no comércio a retalho reflete o crescente otimismo dos gestores face à situação de negócios antecipada, tendo sido ligeiramente atenuada por preocupações crescentes face à adequação do volume de stocks. Os consumidores mostraram-se mais otimistas face às suas finanças pessoais, mas menos positivos perante a situação macroeconómica.

2Metro doido por compras

O gigante do retalho Metro pretende crescer através de aquisições e parcerias, anunciou o Olaf Koch, CEO do grupo alemão. Koch afirmou que o grupo Metro está atualmente focado em aquisições que reforcem a posição nos seus principais mercados de longa data, como França, Itália e Espanha. Após a venda de 2,82 mil milhões de euros da rede de grandes armazéns Galeria Kaufhof e do segmento grossista no Vietname, o grupo Metro possui agora liquidez que lhe permite fazer face a potenciais aquisições.

3Moda lidera e-commerce

Um estudo relativo ao terceiro trimestre de 2015, baseado nas atitudes dos consumidores face à indústria da moda, concluiu que as tecnologias móveis são, cada vez mais, uma parte integrante do mercado da moda, pelo qual são adotadas a um ritmo mais rápido do que nos restantes segmentos do retalho. Nos últimos três meses, as vendas online mundiais de artigos de moda cresceram 18%. Cerca de 33% das vendas de comércio eletrónico ocorreram através de dispositivos móveis, indica o relatório, que refere ainda que a Espanha cresceu 13% no último trimestre, sendo superada apenas pela França (18%), Alemanha (28%), Estados Unidos (37%) e Brasil (78%). As pessoas que compram moda online tendem a consultar mais do que apenas uma plataforma de comércio eletrónico e, cada vez mais, usam vários dispositivos ao longo do processo de compra, apontou o estudo realizado pela Criteo. A empresa sugere que as marcas de moda devem acelerar os investimentos móveis e oferecer uma experiência de compra, tendo em vista um maior volume de vendas

4M&S dobra aposta na Índia

A retalhista britânica Marks & Spencer (M&S) pretende duplicar o número de lojas em território indiano nos próximos 15 meses, apostando no segmento de lingerie e beleza. A Índia assumiu um lugar de destaque no portefólio da marca, tendo assinalado um crescimento de 23% no último ano fiscal. A M&S opera atualmente em 21 cidades indianas, incluindo Mumbai, Deli e Calcutá, mas planeia expandir a presença a cidades menos desenvolvidas, como Vijayawada, Jalandhar e Vizag, durante o atual ano fiscal, que termina em março de 2016. A retalhista britânica, que opera na Índia através de uma joint-venture com a Reliance Industries, inaugurou a 50ª loja no aeroporto de Mumbai no dia 1 de outubro. Até ao final do próximo ano, a M&S pretende controlar 100 lojas na Índia, que é já o seu maior mercado fora da Reino Unido, em termos de pontos de venda. A retalhista planeia duplicar os investimentos nos segmentos de lingerie e beleza, considerando que a sua flagship independente em Mumbai «está a sair-se bem». O segmento de lingerie responde pelo melhor desempenho da M&S na Índia, representando cerca de 20% da receita local. Das 50 novas lojas que planeia inaugurar, 19 serão destinadas ao segmento de lingerie e beleza. A Índia e a Arábia Saudita são os únicos mercados nos quais a M&S detém estas lojas independentes.

5A vitória do crocodilo Lacoste

A marca Lacoste venceu a disputa jurídica no tribunal europeu, que se prolongava desde 2007, contra um concorrente polaco que adotou uma variante do logotipo do crocodilo, agora confirmado como uma marca registada da empresa francesa. O Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu que o logotipo que a Mocek e Wenta pretendeu registar era demasiado semelhante ao icónico emblema da Lacoste. «O tribunal europeu considera que o prestígio do crocodilo Lacoste é de tal forma elevado que impede o registo de figuras de crocodilos ou jacarés em artigos de couro, vestuário e calçado», revelou em comunicado. O tribunal considerou que os dois símbolos tinham um «grau médio de semelhança», uma vez que ambos apresentam uma espécie de crocodilo. «Existe o risco de confusão, uma vez que o público em geral poderá considerar que os produtos que ostentam o símbolo em causa provêm da mesma empresa ou de empresas ligadas economicamente», referiu o tribunal.

6Retalho continua a crescer em Espanha

Os preços no retalho em Espanha caíram ao seu ritmo mais rápido nos sete meses terminados em setembro, afetados pela redução dos custos da eletricidade e do petróleo. No entanto, as vendas no retalho continuaram a aumentar, suportadas pela procura crescente. Os preços ao consumidor caíram 1,2% em setembro, face a igual período do ano passado, revelou o Instituto Nacional de Estatística espanhol, superando a previsão de queda de 0,6%, assim como uma queda anterior de 0,5%. Os preços também caíram mais do que no mês anterior, diminuindo 0,9% em setembro em base anual, face à derrapagem de 0,4% em agosto. Apesar dos preços de consumo se manterem em território negativo, as vendas no retalho aumentaram pelo décimo terceiro mês consecutivo, em resultado do crescimento da procura no mercado interno, depois de anos de estagnação, continuando a estimular a atividade económica. As vendas no retalho em agosto subiram 3,1% face ao ano anterior, depois de um aumento revisto de 4% no mês precedente.