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Breves

  1. Mango lança coleção para grávidas
  2. Americanos compram mais online
  3. Ralph Lauren renova estratégia
  4. Milão perde desfiles masculinos
  5. Sportswear cresce na China
  6. Gucci acelera no luxo

1Mango lança coleção para grávidas

A Mango lançou uma nova coleção para grávidas. A linha de maternidade está disponível em 158 lojas em 86 países, assim como online. Segundo a retalhista espanhola, a coleção pretende dar às futuras mamãs opções confortáveis e com estilo. A gama contempla nove itens, incluindo quatro dos estilos de jeans mais populares, três tops, um vestido e uma camisola – todos desenhados para servir a diferentes corpos. Nas próximas estações, a gama deverá crescer e integrar novos modelos.

2Americanos compram mais online

Os consumidores americanos que compram online compram agora mais produtos através dos canais eletrónicos do que nas lojas, segundo um estudo anual da United Parcel Services e da empresa de análise de dados comScore. Esses consumidores compõem agora 51% das suas compras através da Internet em comparação com 48% em 2015 e 47% em 2014, segundo um estudo de 5.000 consumidores online, que fazem pelo menos duas compras online num período de três meses, excluindo produtos alimentares. O estudo não inquiriu consumidores que não compram online, por isso não afirma que 51% dos bens sejam agora comprados online, já que muitos consumidores ainda não se aproximam de um computador ou de um smartphone quando gastam dinheiro. Embora os millennials façam 54% das compras online, a taxa de adoção por pessoas mais velhas está a crescer a uma taxa mais rápida. Os não-millennials fizeram 49% das suas compras online, segundo o estudo, em comparação com 44% em 2014. No total, os consumidores reportaram que apenas 20% das suas compras são feitas da forma convencional – ir a uma loja, procurar na loja e comprar –, em comparação com 22% há um ano. 42% escolhem procurar e comprar totalmente online, enquanto os restantes afirmam que as suas compras combinam o online com as lojas físicas. Os inquiridos também revelaram que agora selecionam entregas em dois dias 20% das vezes, em comparação com 16% no ano passado e 10% em 2014. «A Amazon Prime deverá impulsionar este aumento, com os membros a selecionarem a entrega em dois dias 31% das vezes, em comparação com uma média de apenas 8% dos não-membros», segundo o estudo. Embora o consumo online tenha representado 7,8% das compras a retalho no primeiro trimestre, de acordo com o Departamento de Comércio, mais de metade da população, ou cerca de 190 milhões de consumidores americanos, irá fazer compras online este ano, de acordo com a Forrester. A Amazon representou 60% do crescimento das vendas online só no ano passado, segundo as estimativas da Forrester.

3Ralph Lauren renova estratégia

A Ralph Lauren está em reestruturação, com planos para reduzir os custos anuais em 200 milhões de dólares (cerca de 176,3 milhões de euros). O objetivo passa por um foco maior nas marcas mais populares, aceleração dos prazos de produção em seis meses e encerramento de mais de 50 lojas. O plano agora apresentado soma-se à meta de reduzir a despesa em 125 milhões de dólares através da mudança na gestão, que passa a ser focada em marca em vez da região, anunciada anteriormente. Resolver os problemas no canal de vendas por grosso, sobretudo nas vendas em grandes armazéns, é a prioridade, segundo o novo CEO, Stefan Larsson, que destacou ainda que apesar das vendas terem aumentado 7% nos últimos três anos, o inventário também cresceu 26% no período. O novo plano prevê uma maior ênfase nas três marcas com mais vendas: Ralph Lauren, Polo Ralph Lauren e Lauren Ralph Lauren. Outras partes do negócio, incluindo a Polo Sport, Chaps, Denim & Supply, RXL e Club Monaco, assim como categorias como artigos para a casa e perfumes, deixam de ser centrais na estratégia. «A nossa performance tem sido desapontante nos últimos três anos e não corresponde à força da marca. O meu objetivo é focar-nos naquilo que nos tornou grandes», explicou o CEO. O anúncio da estratégia foi acompanhado de um aviso de que as vendas neste ano fiscal deverão cair 12%, depois de terem diminuído 3%, para 7,41 mil milhões de dólares nos 12 meses terminados a 2 de abril.

4Milão perde desfiles masculinos

O calendário da moda de homem de Milão está neste momento cheio de buracos, com a Zegna, Calvin Klein, Cavalli, Costume National, Ermanno Scervino e Bottega Veneta a optarem por não desfilarem em junho. Carlo Capasa, presidente da Camera Nazionale della Moda Italiana, revelou que as marcas de moda estão a fazer experiências em termos estratégicos e estão a usar o vestuário de homem para o fazer. Capasa afirmou que espera que as mudanças para apresentações em vez de desfiles «deem energia à semana de moda» porque «estamos a questionar-nos». Marcas como a Zegna e a Calvin Klein optaram por uma pausa da passerelle enquanto mudam de designers. A Costume National tem um novo dono. A Bottega Veneta está a preparar um desfile que junta vestuário de homem e vestuário de senhora em setembro para o seu 50.º aniversário, enquanto a Brioni vai desfilar em Paris.

5Sportswear cresce na China

A Fitch Ratings espera que a indústria chinesa de sportswear se expanda rapidamente nos próximos cinco anos, mas o crescimento dos atuais líderes de mercado estrangeiros e novas entradas irão intensificar a concorrência. Como resultado, os pequenos players domésticos que têm uma menor notoriedade da marca e diferenciação de produto deverão sofrer com a erosão da quota de mercado. Segundo a Fitch, que teve como base o plano quinquenal para o desporto, publicado no início de maio, o mercado de sportswear na China deverá crescer para cerca de 300 mil milhões de yuans em 2020, em comparação com os 100 mil milhões de yuans em 2015. A agência de rating estima que as cidades mais pequenas representem cerca de 50% do mercado de sportswear na China, com os mercados a expandirem-se de forma saudável. Os mercados nessas cidades têm muitas marcas domésticas e competem sobretudo pelo preço. Com o aumento do rendimento disponível e uma mudança para estilos de vida mais saudáveis, os consumidores nas cidades mais pequenas podem procurar mais valor e diferenciação de produto, que são um ponto fraco para as marcas chinesas. As vendas da Adidas na Grande China nos primeiros três meses de 2016, subiram 28% em termos anuais, em comparação com o crescimento de 18% em termos anuais no ano completo de 2015. A Nike registou um aumento de 27% nas vendas em termos anuais nos três meses terminados em fevereiro de 2016 na Grande China. Para os produtores chineses de sportswear, a crescente concorrência para as marcas estrangeiras está já a afetar o crescimento das suas encomendas. A Fitch espera que as margens mais pequenas dos produtores fiquem sob pressão nos próximos cinco anos devido à crescente concorrência, limitação na flexibilidade dos preços para os distribuidores e aumento dos custos laborais. A Fitch espera que os players estrangeiros continuem a liderar o mercado de sportswear nas maiores cidades nos próximos cinco anos.

6Gucci acelera no luxo

A Gucci, que faz parte do grupo Kering, registou uma forte subida das vendas desde março e espera crescer a uma velocidade duas vezes superior à do mercado de luxo a médio prazo, indicou a empresa. «Em março, registamos um forte crescimento nos produtos vendidos a preço total, incluindo carteiras, e esta tendência aumentou em abril e maio», afirmou o diretor-executivo da Gucci, Marco Bizarri. A Gucci acredita que a médio prazo a sua nova imagem vai permitir-lhe crescer 2% a 3%. A Gucci revelou ainda que antecipa vendas de 6 mil milhões de euros a longo prazo, em comparação com 3,89 mil milhões de euros no ano passado. Bizarri afirmou que as vendas nas lojas renovadas registaram um crescimento a dois dígitos desde março e que o crescimento da procura está muito forte na Europa, nos EUA e na China. Segundo indicou, as vendas nas lojas em Paris aumentaram 10% desde janeiro, apesar dos ataques terroristas de novembro terem afastado alguns turistas. As vendas de carteiras a preço total subiram 7% desde janeiro, enquanto as vendas de pronto-a-vestir aumentaram 66% e as de calçado subiram 46%. «Estamos a lutar por quota de mercado e para ganhar precisamos de ser desejáveis e diferentes», afirmou Bizarri, que revelou que a Gucci quer atrair novos clientes, nomeadamente os millennials, e alargou a sua gama com artigos em pele, joalharia e lenços com preços no limite mais baixos. Também pretende triplicar as vendas online, que atualmente representam 3% do total.