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  1. Colômbia perde na OMC
  2. Christophe Lemaire na Uniqlo
  3. Americanos querem reutilizar vestuário
  4. Hermès novamente na linha de fogo
  5. Sensoria desenvolve soutien inteligente
  6. Zalando e Adidas juntas em comércio integrado

1Colômbia perde na OMC

A Organização Mundial do Comércio (OMC) manteve a decisão tomada anteriormente de que a Colômbia quebrou as regras de comércio mundial com a imposição de taxas sobre têxteis, vestuário e calçado do Panamá. A Colômbia argumentou que a medida era necessária para combater a lavagem de dinheiro, mas a divisão de recursos da OMC confirmou que as taxas adicionais violam as regras da OMC e que não parecem necessárias para combater a lavagem de dinheiro. O caso foi apresentado pelo Panamá há três anos, desafiando as taxas de importação compostas como injustificadas e incompatíveis com as obrigações da Colômbia na OMC. O panamá alegou que as taxas, que consistem num valor fixo de 10% e numa componente variável, violam o máximo permitido de 35% a 40% sobre este tipo de produto. Em resposta, a Colômbia argumentou que o aumento das taxas foi necessário porque as importações constituíam «comércio ilícito» já que eram importadas a «preços artificialmente baixos» para lavar dinheiro. Contudo, na decisão do caso em dezembro, os painéis de disputa da OMC sublinharam que a taxa composta é aplicada pela Colômbia a todas as importações de produtos em questão, sem distinguir se essas importações constituem comércio «lícito» ou «ilícito» ou se estão a ser usadas para lavagem de dinheiro.

2Christophe Lemaire na Uniqlo

A marca de vestuário casual Uniqlo contratou Christophe Lemaire, ex-diretor criativo da Hermès, como diretor artístico do seu recém-criado Centro de I&D Uniqlo Paris e da nova linha Uniqlo U. A marca tinha já trabalhado com o designer quando Lemaire e a sua sócia Sarah-Linh Tran criaram a coleção “Uniqlo and Lemaire”, lançada em outubro de 2015, tendo sido seguida pela gama primavera-verão 2016 lançada em março deste ano. A primeira coleção Uniqlo U foi desenhada com a equipa de Paris de Lemaire e deverá ser revelada em Paris no início de julho, antes do lançamento mundial. «Estou muito satisfeito por dar as boas-vindas ao Christophe como membro da equipa Uniqlo», afirma Tadashi Yanai, presidente e CEO da Fast Retailing, que detém a marca. «Fiquei várias vezes surpreendido pelo seu extraordinário talento no trabalho para criar a coleção Uniqlo e Lemaire. Fico a aguardar mais das inovações que ele inspira e estou confiante que a sua enorme experiência e talento vão prosperar na Uniqlo», acrescenta. Lemaire acrescenta que «o empenho da Uniqlo no desenvolvimento de produto, elevada qualidade e trabalho de equipa é verdadeiramente impressionante e inspirador. É um desafio e uma alegria para mim fazer parte da equipa que desenha a Uniqlo LifeWear – vestuário para o dia a dia com que pessoas de todo o mundo se identificam». Lemaire já foi diretor artístico das marcas francesas Hermès e Lacoste. O Centro de I&D Uniqlo Paris complementa as outras unidades de pesquisa e design da empresa em Tóquio, Xangai, Nova Iorque e Los Angeles. Para além de funcionarem como centros de design de produtos, estas unidades também reúnem informação sobre tendências de moda e estilos de vida locais, assim como novos materiais.

3Americanos querem reutilizar vestuário

Os consumidores americanos subestimam a quantidade de vestuário e têxteis que deitam ao lixo todos os anos, apesar de muitos quererem aprender mais sobre reciclagem. O estudo The State of Reuse da retalhista americana de artigos em segunda mão Savers analisou as perceções sobre consumo de vestuário e reutilização e identificou oportunidades educacionais para mudar hábitos de desperdício. O estudo foi comissionado à luz de estatísticas que mostram que os consumidores deitaram fora 81 libras (cerca de 36,7 kg) de vestuário no ano passado – 95% do qual pode ser reutilizado ou reciclado. Os consumidores, contudo, têm um forte desejo de aprender sobre reutilização e os impactos económicos e ambientais positivos, com mais de metade dos inquiridos a afirmar que têm mais probabilidade de reutilizar depois de conhecer o impacto da indústria de vestuário no meio ambiente. E mais de 90% acredita que os conceitos por detrás da reutilização devem ser ensinados nas escolas para aumentar os hábitos sustentáveis nas gerações futuras. «Enquanto organização empenhada na reutilização, a Savers sentiu-se compelida a identificar barreiras e a clarificar equívocos sobre a doação de vestuário e compra de artigos previamente usados», afirma Ken Alterman, CEO da Savers. «Os conhecimentos recolhidos com o estudo The State of Reuse da Savers apontam para a crescente oportunidade para os sectores público e privado para trabalharem juntos para educar as pessoas sobre reduzir a pegada ambiental do vestuário e impulsionar a adoção da reutilização», acrescenta.

4Hermès novamente na linha de fogo

A marca de luxo Hermès está novamente na linha de fogo devido à venda de carteiras feitas com peles exóticas, depois de ativistas dos direitos dos animais terem confrontado o CEO do grupo na assembleia-geral anual que teve lugar no final de maio em Paris. Isabelle Goetz, porta-voz da PETA, questionou o diretor-executivo Axel Dumas sobre se a Hermès tinha planos para deixar de usar peles exóticas. Ele respondeu que a empresa «assegura que os seus fornecedores respeitam as leis internacionais além das suas próprias regras de conduta ética». A questão surgiu apenas um dia depois de uma carteira em crocodilo Hermès ter registado um novo recorde num leilão em Hong Kong. A PETA revelou que dois estudos no seu website mostram que avestruzes jovens são «eletrocutadas, espancadas e desmembradas e que os repteis vivem amontoados em poços malcheirosos e são serrados vivos» para serem transformados em material para as carteiras de luxo da Hermès. A produtora da carteira Birkin tem sido alvo de repetidos ataques por parte da PETA por causa da sua utilização de pele de avestruz e de crocodilo, depois de uma investigação levada a cabo em março ter mostrado violações em duas quintas e matadouros na África do Sul. A Hermès refutou a acusação, descrevendo-a como «uma alegação infundada». A empresa afirma que as empresas mostradas no vídeo não lhe pertencem e operam a nível secundário dentro da indústria.

5Sensoria desenvolve soutien inteligente

A empresa de tecnologia para vestuário inteligente e fitness wearable Sensoria está a desenvolver uma linha de soutiens de desporto e t-shirts inteligentes que monitorizam os batimentos cardíacos através de elétrodos laváveis que são embebidos no tecido e se conectam a uma nova versão da sua app Fitness v2.0. A nova app tem um algoritmo criado e testado por um cardiologista batizado Heart Sentinel que pode detetar algumas irregularidades cardíacas que muitas vezes precedem eventos catastróficos, afirma a empresa, e alertar um familiar ou amigo sobre os potenciais problemas através de uma mensagem de texto. O Heart Sentinel é ainda capaz de localizar a pessoa através de coordenadas GPS. Cada peça de vestuário da Sensoria é feita com fio Emana, um fio inteligente de poliamida que usa tecnologia de infravermelhos. Para além de manter o utilizador seco, confortável e protegido dos raios UV, o fio melhora a elasticidade da pele para ajudar a reduzir a aparência da celulite e a fadiga muscular. «Desenhamos esta nova linha de vestuário inteligente com corredores de longa distância, ciclistas e entusiastas de fitness em mente», afirma Davide Vigano, CEO e cofundador da Sensoria. «Permitimos que deixe de haver a faixa à volta do peito porque o nosso soutien ou t-shirt Sensoria Fitness Sports a substitui com elétrodos confortáveis e laváveis embebidos no tecido», acrescenta. As peças de vestuário podem ser usadas com o módulo Bluetooth HRM da Sensoria e com a app Sensoria Fitness para iOS e Android, assim como outros dispositivos como o Polar H7 ou o Garmin Premium e outras aplicações como Strava, Endomondo, PolarBeat ou MapMyRun. A nova linha está disponível para pré-encomendas através da campanha de crowdfunding que começou este mês.

6Zalando e Adidas juntas em comércio integrado

A retalhista de moda online Zalando, sediada em Berlim, nomeou a Adidas como a primeira marca internacional a juntar-se à sua plataforma online, com stocks da sua loja de performance na Tauentzienstraße na cidade a ficarem disponíveis para entrega gratuita no mesmo dia. Para a Zalando, o teste é o próximo passo para a sua visão de comércio integrado que dá aos consumidores um único ponto de contacto onde podem encontrar todo o tipo de vestuário. A visão a longo prazo da retalhista de comércio eletrónico é criar uma rede que ligue o stock em lojas e armazéns aos consumidores europeus. «Os consumidores de hoje estão online. Contudo, a maior parte dos artigos de moda ainda estão em lojas locais», explica David Schneider, cofundador e CEO da Zalando. «Queremos dar aos consumidores acesso a qualquer artigo de moda em qualquer lugar e permitir que as lojas locais se envolvam com os consumidores digitais de uma nova forma. O teste-piloto mostra como ligamos a moda com as pessoas e como o offline e o online se vão fundir no futuro», acrescenta. «O novo teste com a Adidas é um passo importante para nós», sublinha. Os consumidores da Zalando em Berlim podem agora comprar artigos da Adidas através da app ZipCart da retalhista online, com os produtos a serem diretamente entregues a partir da loja no mesmo dia, entre as 19h e as 21h, desde que a encomenda seja colocada antes das 15h. Harm Ohlmeyer, vice-presidente sénior do comércio digital da marca Adidas, afirma que o teste é mais um marco importante na digitalização da empresa. «O nosso objetivo é dar aos consumidores a melhor experiência de marca que podem ter, independentemente do sítio e altura em que decidem comprar. Os nossos consumidores querem os produtos mais recentes – e querem tê-los agora. Estamos muito entusiasmados com o nosso teste com a Zalando em Berlim e estamos ansiosos por implementar o que aprendermos noutras áreas do nosso negócio», acrescentou.