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  1. UE fecha acordo com países africanos
  2. Lacoste aposta na Índia
  3. Moda de homem cresce no Reino Unido
  4. Nike mais próxima dos consumidores
  5. Inverno continua no retalho britânico
  6. La Rinascente recebe prémio de melhor do mundo

1UE fecha acordo com países africanos

A União Europeia e seis países do sul de África assinaram um acordo de comércio depois de 12 anos de negociações. O chamado Acordo de Parceria Económica dá a produtos do Botswana, Lesoto, Moçambique, Namíbia e Suazilândia acesso sem quotas e sem taxas à União Europeia. A África do Sul, que é a economia mais desenvolvida da região, vai ter um melhor acesso ao mercado que vai além do atual pacto de comércio preferencial. O novo acordo será revisto a cada cinco anos. Apesar dos atrasos, do facto de alguns países europeus estarem a enfrentar dificuldades e da possível saída do Reino Unido da UE, o negócio é o mais favorável conseguido até agora com países africanos, destacou a Comissária do Comércio da UE, Cecilia Malmstrom. «Abre completamente o mercado da UE a todos os bens e matérias-primas numa base assimétrica», afirmou. «Contém salvaguardas para sectores vulneráveis e é uma cooperação a longo prazo no desenvolvimento económico. Mais comércio é melhor mas o nosso é o [acordo] mais vantajoso», acrescentou. Os países africanos que assinaram o acordo com a UE vão ganhar acesso ao fundo de 100 milhões de euros disponibilizado para a integração económica. A UE também concordou em aliviar as regras de origem, que vão permitir que os países africanos importem matérias-primas de outras regiões, as processem e exportem os produtos sob os termos do novo acordo comercial. As exportações da UE para a África Subsaariana totalizaram 88,6 mil milhões de dólares no ano passado, enquanto os bens importados equivaleram a 81,5 mil milhões de dólares, segundo os dados compilados pela Bloomberg.

2Lacoste aposta na Índia

A Lacoste vai somar mais de 50 lojas e expandir os seus canais de comércio eletrónico na Índia, com a expectativa de duplicar as vendas no país até 2021. Como primeiro passo, a marca vai abrir até sete lojas físicas este ano, com uma mistura de lojas próprias e franchises, indica uma notícia do Press Trust of India, acrescentando que o número atual de lojas é 48. A loja online envia hoje em dia para mais de 6.000 códigos postais na Índia. O CEO da Lacoste India, Rajesh Jain, afirmou que a marca está igualmente em conversações com mercados online para vender os seus produtos, o que pode ajudar a chegar a um número maior de consumidores. «Nos próximos 18 a 24 meses, esperamos que a nossa flagship digital contribua com 3% a 5% das nossas vendas totais», afirmou Jain, acrescentando que «o comércio eletrónico, no geral, deverá contribuir com 10% do volume de negócios total nessa altura». A Lacoste opera na Índia em parceria com a licenciada Sports and Leisure Apparel e o lançamento da sua loja online no país foi o quinto na região da Ásia-Pacífico, a seguir à Coreia do Sul, japão, China e Austrália.

3Moda de homem cresce no Reino Unido

A indústria da moda de homem vale mais de 14 mil milhões de libras (17,8 mil milhões de euros) para a economia britânica, num estudo publicado antes da semana de moda London Collections Men, dedicada ao vestuário de homem, que terminou na passada segunda-feira, 13 de junho. O estudo do British Fashion Council mostra ainda que o mercado de vestuário de homem cresceu mais do que o de vestuário de senhora em 2015 e representa atualmente 25% das vendas de moda no Reino Unido. Os números foram revelados na mesma altura em que Sadiq Khan, mayor de Londres, declarou a capital britânica «casa do vestuário de homem. Temos os conhecidos alfaiates de Savile Row e lideramos a área com os nossos brilhantes designers contemporâneos. O mayor acrescentou ainda que «a London Collections mostra de forma brilhante esta oferta única, juntando as melhores marcas britânicas, marcas independentes londrinas e talentos emergentes. Em apenas algumas estações, estabeleceu Londres como uma central da moda de homem, uma indústria que vale 14 mil milhões de libras e que está a crescer rapidamente». Ed Vaizey, Ministro da Cultura, afirmou que «as indústrias criativas são uma das grandes histórias de sucesso do Reino Unido, contribuindo com quase 9 milhões de libras por hora para a nossa economia. A moda britânica tem um papel fulcral nesse sucesso». Esta estação, a London Collections Men contemplou 32 desfiles, 25 apresentações e 55 designers com showrooms.

4Nike mais próxima dos consumidores

A Nike vai abrir a sua primeira megaloja “de bairro” em Londres em King’s Cross este verão. A gigante americana de equipamento desportivo deverá abrir a loja de dois pisos a tempo do início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no início de agosto, indica o jornal Evening Standard. A Nike descreveu a unidade como a sua primeira concept store «citadina» na secção de recrutamento do seu website. «King’s Cross vai dar vida à Nike numa área de regeneração. Aspiramos a fazer negócio localmente com o envolvimento genuíno e autêntico da comunidade onde os consumidores vivem, onde trabalham e onde fazem compras», acrescentou. Uma porta-voz da Nike não quis comentar ao WGSN os planos, mas fontes da indústria afirmam que será um formato não tradicional com uma grande presença de espaços “clique e recolha” para os transeuntes que gostam de fitness. A informação no local irá incluir informação sobre clubes de corrida e os funcionários terão um iPad para ajudar os clientes.

5Inverno continua no retalho britânico

O retalho britânico está envolvido num «profundo inverno financeiro» na high street que tem prejudicado as vendas de produtos de primavera e verão. A análise surge com o BDO High Street Sales Tracker para maio, que registou uma queda de 1,9% das vendas em termos anuais, atribuído à incerteza do referendo sobre a UE e pressão sobre os orçamentos familiares. As vendas de lifestyle, que incluem o importante sector da moda, foram as mais atingidas no mês passado, tendo caído 2,4%. Contudo, pelo lado positivo, os consumidores estão ainda a gastar em produtos com preços mais altos, com as vendas de artigos para a casa a subirem 1% em termos anuais. A empresa de consultoria afirma que a performance do retalho no geral tem registado crescimento negativo todos os meses desde outubro do ano passado, com exceção do mês de janeiro. Segundo o estudo, «o início de junho pode ter registado os primeiros sinais de verão em 2016, mas os números publicados hoje mostram que a high street do Reino Unido está envolvido num profundo inverno financeiro». O estudo sublinha ainda que os números seriam piores se não fosse a atividade promocional na parte final do mês, numa tentativa por parte dos retalhistas de aumentar o tráfego em loja e liquidar stocks. Sophie Michel, diretora de retalho e vendas por grosso na BDO, referiu que «uma queda nas vendas a retalho é muitas vezes despoletada pelo facto dos consumidores escolherem gastar o seu rendimento disponível em coisas como refeições fora, mas as provas mostram que as pessoas estão a reduzir os seus gastos em toda a linha. As coisas têm estado difíceis para os retalhistas desde o fim do verão passado e não há muito a sugerir que a confiança irá retomar em breve».

6La Rinascente recebe prémio de melhor do mundo

As lojas La Rinascente foram consideradas os melhores grandes armazéns do mundo na Cimeira Mundial de Grandes Armazéns em Zurique. Mais de 7.000 executivos da indústria de retalho e grandes armazéns – incluindo fornecedores e vendedores – foram convidados a votar em três categorias e um júri internacional, com ex-executivos do retalho e especialistas nesta área de negócios, avaliaram os candidatos após o voto da indústria. A cadeia italiana de grandes armazéns, com 150 anos, que é detida pela Central Retail, ficou no topo do ranking por uma mistura de «perfil invejável; desenvolvimentos e execução de produtos bem sucedidos; estratégias de inovação na loja, online e de serviço; entrega de uma experiência extraordinária em loja; excelente serviço ao consumidor; e forte performance financeira». A Harvey Nichols ganhou o prémio para melhor montra com a campanha “Avoid Gift Face”, com critérios não só estéticos mas também tendo em conta o impacto nas vendas e no tráfego, assim como cobertura dos media. Já o Selfridges venceu a categoria de campanha de sustentabilidade e responsabilidade social corporativa para 2016. A sua campanha “Comprar Melhor, Inspirar a Mudança” demonstrou a abordagem inovadora da retalhista à responsabilidade social corporativa. Anne Pitcher, diretora-geral do Selfridges, afirmou que «mais do que nunca, o papel do negócio na sociedade está a mudar. A sustentabilidade já não é um acessório ou algo que é simpático ter, é fulcral para o sucesso de qualquer negócio».