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  1. Retalho americano surpreende pela positiva
  2. Sudeste asiático pondera salário mínimo comum
  3. Paris fecha calendário da moda de homem
  4. Online soma consumidores na Índia
  5. Loja da Alexander McQueen distinguida
  6. Hong Kong abre centro comercial pop-up

1Retalho americano surpreende pela positiva

As vendas a retalho nos EUA cresceram em maio mais do que o esperado, apesar do aumento dos preços dos combustíveis, sugerindo que o crescimento económico está a ganhar força. As boas notícias chegaram igualmente dos retalhistas de vestuário e do sector online, que registaram subidas no ano passado, mas os grandes armazéns ainda não retomaram. O Departamento de Comércio revelou que as vendas a retalho subiram 0,5% em termos mensais em maio, depois de terem crescido 1,3% em abril. Em termos anuais, as vendas aumentaram 2,5% em maio. Com base nos aumentos em maio, os analistas antecipam que o consumo no segundo trimestre esteja a crescer 3% a 4% em termos anuais. Embora as vendas tenham sido particularmente impulsionadas pelas compras de automóveis, os americanos também compraram vestuário, que registou uma subida de 0,8% no mês passado, e foram às compras online, que aumentaram 1,3% em termos mensais e 12,2% em termos anuais. Artigos de desporto e de lazer, socializar e a aquisição de eletrónica e eletrodomésticos foram outras das áreas onde os americanos investiram. Já os grandes armazéns registaram uma queda de 0,9% das suas vendas face a abril, tendo caído 4,9% nos últimos três meses em comparação com o período homólogo do ano passado. As famílias também reduziram os seus gastos em materiais de construção, equipamentos para jardim e mobiliário. Excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços alimentares, as vendas a retalho em maio subiram 0,4% no mês passado, depois de uma subida de 1% em abril.

2Sudeste asiático pondera salário mínimo comum

Os países da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático) podem vir a fixar um salário mínimo comum. Alguns países membros da associação vocalizaram a sua preocupação com as disparidades entre centros de produção low-cost, como o Vietname, e de países como a China, que têm mão de obra mais cara. O jornal Jakarta Post noticiou que Jusuf Kalla, vice-presidente da Indonésia, introduziu a recentemente ideia de um salário mínimo padronizado para a região do sudeste asiático no seu discurso no Fórum Económico Mundial, em Kuala Lumpur, na Malásia, sublinhando que o Vietname e o Camboja expressaram interesse no conceito. «A concorrência é boa e até agora não perdemos para os salários baixos porque a matéria-prima é a mesma, as fábricas também», afirmou Kalla, citado pelo jornal, sublinhando ao mesmo tempo que muitas empresas de vestuário e calçado deslocalizaram as suas fábricas para a Indonésia, Vietname e Camboja porque os salários eram mais baixos aí. «Eles produzem calçado e vestuário a 15 dólares, mas vendem-nos a 100 dólares. Não nos deixemos usar desta forma. Não deixemos também que os nossos trabalhadores sejam explorados», acrescentou. Os salários na região Asean variam de 2,74 dólares por dia em Myanmar até 10,11 dólares por dia nas Filipinas. Embora os detalhes da proposta da Indonésia devam ser discutidos no próximo conselho de ministros, e faltar ainda que outros países vocalizem o seu apoio, há ainda questões sobre se a Asean tem capacidade para implementar um padrão regional desta escala.

3Paris fecha calendário da moda de homem

O calendário da Semana de Moda de Homem de Paris está, finalmente fechado. Os desfiles das coleções para a primavera-verão 2017 terão lugar em vários pontos da cidade, de 22 a 26 de junho, num evento onde Lucien Pellat Finet terá honras de abertura. O encerramento está a cargo de Thom Browne, com um desfile agendado para as 18h de 26 de junho. Do calendário oficial destaca-se a ausência da Saint Laurent, que anunciou que o novo diretor criativo, Anthony Vaccarello, não irá apresentar a coleção em Paris para a próxima estação quente. Já Sean Suen estará pela primeira vez na Semana de Moda de Homem de Paris, com o desfile agendado para o último dia. Balenciaga, Lemaire, Valentino, Carven, Rick Owens, Issey Miyake Men, Yohji Yamamoto, Dries Van Noten, Louis Vuitton, Maison Margiela, Cerruti, Givenchy, Berluti, Kenzo, Dior Homme, Balmain Homme, Hermès, Lanvin e Paul Smith estão igualmente confirmados na passerelle parisiense.

4Online soma consumidores na Índia

O número de consumidores online na Índia deverá triplicar para 175 milhões até 2020 – um crescimento impulsionado pelas melhorias a nível logístico e maior poder de compra, sobretudo entre as mulheres, de acordo com um estudo da Google e da AT Kearney. O estudo prevê que um terço desses 175 milhões de consumidores (60 milhões) sejam clientes de alto valor, que deverão impulsionar dois-terços do consumo online total da Índia. As plataformas digitais e móveis deverão ter um papel importante no retalho para a descoberta de produtos, interação entre empresas e consumidores e pagamentos. As mulheres irão duplicar a sua quota no consumo online, para cerca de 40%, comprando mais produtos de lifestyle, eletrónica de consumo e artigos de cuidado pessoal. Entre os homens, as categorias de produto mais populares serão a eletrónica de consumo, lifestyle, livros e media. O melhor serviço ao consumidor irá igualmente alimentar o crescimento do comércio eletrónico, incluindo ser capaz de escolher a altura da entrega e levantar encomendas sem ter de revelar detalhes pessoais. Os consumidores irão além dos descontos, antecipa o estudo, e irão procurar variedade de produtos e conveniência na altura de decidir em que plataforma vão comprar. Do lado da oferta, o número de vendedores online deverá quintuplicar nos próximos quatro anos para servir o aumento da procura. Os mercados online irão igualmente diversificar os seus vendedores, tal como autorizado pelas mais recentes políticas governamentais para reduzir as vendas originárias de um único vendedor. Melhorar as operações de backoffice será um dos principais desafios para os vendedores, já que os especialistas vêm a indústria de comércio eletrónico da Índia a amadurecer para a diferenciação de produtos, como entrega mais rápida, extensão da garantia e serviços personalizados.

5Loja da Alexander McQueen distinguida

A loja de Paris da Alexander McQueen venceu a segunda edição do Prix Versailles para Arquitetura Comercial, segundo uma notícia do Women’s Wear Daily. Um júri de arquitetos e especialistas culturais ponderaram e escolheram a loja, situada na Rue Saint-Honoré, pela sua capacidade de integração com o ambiente em volta, arquitetura exterior, design de interiores e serviços. Embora na primeira edição do concurso, que decorreu no ano passado, apenas pudessem participar lojas em França, o concurso deste ano abriu a competição a espaços internacionais, tendo sido considerados projetos do Camboja, EUA, Índia e Brasil. A joalharia Ganjam em Bangalore, na Índia, recebeu o prémio de design de interiores, enquanto a loja TOG-Philippe Starck em São Paulo, no Brasil, venceu a categoria de melhor arquitetura exterior.

6Hong Kong abre centro comercial pop-up

Vai abrir em Hong Kong, próximo da fronteira com a China, um centro comercial pop-up. Pensado essencialmente para responder à procura dos chineses continentais de artigos de necessidade diária e produtos alimentares, o complexo temporário deverá abrir em agosto e manter-se apenas durante dois anos. O projeto contempla a instalação de 208 lojas, que vão vender desde mercearia a produtos de cuidado pessoal, eletrónica de consumo e vestuário. Uma empresa de transportes irá ter 50 carreiras de autocarro diárias de uma estação de comboios em Shenzhen para o centro comercial, indica o jornal South China Morning Post, enquanto os residentes em Hong Kong poderão visitar o centro comercial usando os transportes públicos. O representante do sector de importação e exportação de Hong Kong, Ting-kwong Wong, revelou que antecipa 9.000 a 10.000 visitantes diários durante os dias de trabalho e 12.000 ao fim de semana. Os analistas, contudo, afirmam que é pouco provável que o centro comercial impulsione as indústrias de retalho e turismo de Hong Kong, já que tem como principal objetivo um grupo diferente de viajantes e uma intenção de compras diferente. Andy Kwan, diretor do ACE Centre for Business and Economic Research, também duvida que as pessoas de Hong Kong visitem o centro comercial, a não ser que haja mais características locais únicas nos produtos disponíveis.