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  1. Balmain troca de mãos
  2. Retalho britânico surpreende em maio
  3. Puma pede desculpa por camisolas defeituosas
  4. Boohoo.com revê previsões em alta
  5. Luxo na arena digital na China
  6. Trio português esteve na London Collections Men

1Balmain troca de mãos

A empresa de investimento privado do Qatar Mayhoola, que detém a marca Valentino, confirmou que deverá adquirir a marca de luxo francesa Balmain. A Mayhoola não forneceu detalhes financeiros, mas fontes indicaram à Reuters que a empresa irá pagar mais de 460 milhões de euros pela marca. O negócio põe fim de meses de negociação com os investidores da Balmain, que incluem o cofundador da Sanofi, Jean-François Dehecq, e a família do anterior diretor-executivo e acionista maioritário Alain Hivelin, que faleceu em 2014.

2Retalho britânico surpreende em maio

O sol voltou a brilhar sobre o retalho britânico, com as vendas a aumentarem mais do que o esperado em maio, graças à subida das vendas de vestuário e calçado, segundo os números apresentados pelo gabinete de estatística do país. No geral, as vendas a retalho cresceram 6% em termos anuais no mês passado, em comparação com um aumento de 5,2% registado em abril, o que representa a maior subida desde setembro. Os analistas antecipavam um crescimento de 3,9%. Excluindo combustíveis, as vendas a retalho aumentaram 5,7% em comparação com 4,8% no mês anterior, enquanto os analistas esperavam um aumento de 3,8%. O volume de vendas a retalho também cresceu 0,9% em termos mensais em maio, o que mais uma vez superou as expectativas dos analistas de um aumento de 0,2%. No entanto, essa subida representa um abrandamento base ao crescimento de 1,9% em termos mensais registado em abril. Excluindo combustíveis, o volume de vendas mensal subiu 1%, excedendo as estimativas dos analistas, que antecipavam um crescimento marginal de 0,3%.

3Puma pede desculpa por camisolas defeituosas

A Puma foi forçada a pedir desculpa por um conjunto de camisolas defeituosas que levou cinco jogadores da seleção suíça a acabarem com as camisolas rasgadas durante um jogo do Campeonato da Europa de Futebol. «Foi um incidente muito infeliz e a Puma pede desculpa à Federação Suíça e aos seus jogadores», afirmou a gigante alemã de sportswear em comunicado. «Houve um lote em que os fios ficaram estragados durante o processo de produção, levando a um enfraquecimento da peça final», explicou, acrescentando que «isso pode acontecer se a combinação de temperatura, pressão e tempo não for controlada de forma eficaz no processo de produção». As camisolas foram feitas na Turquia e são uma mistura de fibras de elastano e poliéster, que tem sido usada desde 2014, incluindo no último Campeonato Mundial de Futebol. A Puma é a responsável dos equipamentos de cinco seleções – incluindo, além da Suíça, Itália, Eslováquia, Áustria e República Checa (estas duas últimas já eliminadas na fase de grupos) – sem que nenhuma outra tenha tido incidentes semelhantes. «Todas as federações confirmaram que nunca tiveram problemas semelhantes e que estão muito satisfeitas com a qualidade, funcionalidade e design das suas camisolas», adiantou a Puma. A maior parte da seleção suíça riu-se com os rasgos nas camisolas, com o médio suíço Xherdan Shaquiri a afirmar ao jornal suíço: «Espero que a Puma não produza preservativos». A principal rival da Puma, a Adidas, teve também um problema com os equipamentos durante o mesmo jogo em Lille. A bola “Beau Jeu”, desenhada especialmente para o campeonato, rebentou na disputa entre dois jogadores durante a segunda parte.

4Boohoo.com revê previsões em alta

A retalhista britânica online Boohoo.com reviu em alta as suas previsões de vendas anuais, depois de um aumento no número de novos consumidores ter contribuído para que o volume de negócios no primeiro trimestre tenha superado as expectativas. A empresa indicou que antecipa que as vendas anuais aumentem entre 25% a 30% – a expectativa anterior era de um crescimento de cerca de 25%. O forte crescimento da Boohoo, melhores perspetivas e crescentes receitas colocam-na numa «posição invejável na paisagem de retalho», escreveram os analistas da Liberum numa nota aos investidores, tendo aumentado as previsões de volume de negócios para 251,8 milhões de libras (328,7 milhões de euros). A Boohoo desenha, aprovisiona, comercializa e vende online vestuário, calçado e acessórios de marca própria, direcionado para um público-alvo entre os 16 e os 24 anos, na Grã-Bretanha e mundialmente. A empresa indicou que o volume de negócios subiu 41% em termos anuais, para 58,2 milhões de libras nos três meses terminados a 31 de maio. A Boohoo tem agora 4,2 milhões de consumidores ativos, mais 30% em termos anuais, indicou. A empresa afirmou que as margens estarão em linha com o ano passado, já que planeia investir para angariar novos consumidores e crescer internacionalmente.

5Luxo na arena digital na China

As marcas de luxo estão a mudar o seu foco para o digital na China, com o abrandamento da economia e a luta contra a corrupção no país, que está a afetar o consumo de luxo, a pesar nos lucros. O volume de negócios das vendas online é reduzido, representando apenas 5% do mercado de luxo, avaliado em 22,5 mil milhões de dólares (19,8 mil milhões de euros), indica o Dow Jones, mas o crescimento é rápido. Em 2015, as vendas online de luxo subiram 20% – quase três vezes mais do que a média mundial. Os dispositivos móveis são cada vez mais importantes, com as pesquisas de marcas de luxo em smartphones a serem duas vezes superiores às que são realizadas num computador, aumentando 44% em termos anuais em 2015, segundo um estudo da L2. Várias marcas de luxo aceleraram os seus esforços na área digital na China, fazendo campanhas de marketing em plataformas como o WeChat e a Weibo e abrindo lojas no Tmall e no JD.com. A Burberry trabalhou com o modelo chinês Yifan Wu para a sua campanha de moda de homem outono-inverno 2016, com Wu a colocar conteúdos exclusivos através da Weibo, que levou a picos no envolvimento social. A marca espera que o comércio eletrónico represente um terço do volume de negócios nos próximos três anos. No WeChat, a Coach oferece cupões e a Cartier criou um localizador de lojas e uma ferramenta de tradução. A Shanghai Tang e a Chow Tai Fook estão entre as que expandiram a sua presença no comércio eletrónico na China, lançando o seu próprio site de compras e fazendo parceria com grandes mercados online. Um porta-voz da Chow Tai Fook revelou que uma equipa com mais de 250 pessoas está a gerir o comércio eletrónico e a monitorizar as pesquisas em plataformas como o Tmall e o JD.com. Um dos grandes desafios para as marcas nos mercados chineses são as falsificações, que continuam a crescer apesar de anos de esforços anti-contrafação do governo e dos donos das plataformas. Os analistas veem a mudança para o digital como uma normalização para muitas marcas de luxo, que entraram na China nos últimos anos, atraídos por uma crescente classe média. Mas o excesso de oferta no retalho de luxo, juntamente com a mudança nos hábitos de consumo e nos gostos, deixou muitos em dificuldades em termos de lucros, sobretudo os que têm lojas em cidades mais pequenas.

6Trio português esteve na London Collections Men

Londres encerrou na semana passada a apresentação das coleções de homem para a estação quente do próximo ano, onde estiveram presentes, nos “Designers Showrooms”, os portugueses Hugo Costa, Estelita Mendonça e a marca KLAR. A London Collections Men contou ainda com 57 desfiles, onde marcas da high street e de designer mostraram uma mistura de alfaiataria, vestuário casual e o chamado “smart casual”. Barbour, Topman, House of Holland, Burberry, Tiger of Sweden, Alex Mullins, Lou Dalton x Jaeger, J.W. Anderson, Belstaff, Wales Bonner – que recentemente venceu o prémio LVMH (ver Wales Bonner sucede à Marques’Almeida) –, Christopher Kane, Coach e Thom Sweeney foram alguns dos nomes que apresentaram as suas propostas na London Collections Men. A seguir a Londres a moda masculina rumou já a Milão e Paris durante este mês. Seguem-se as apresentações em Nova Iorque, agendadas de 11 a 14 de julho.