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  1. Hong Kong compra mais roupa do que a que usa
  2. H&M duplica lojas na Índia
  3. Otimismo escorrega nos EUA
  4. Aquazzura põe Trump em tribunal
  5. China alimenta marcas de desporto
  6. Uniqlo acelera para entregas num dia

1Hong Kong compra mais roupa do que a que usa

Os residentes em Hong Kong estão a comprar mais roupa graças à ascensão da fast fashion, mas 16% das suas compras nunca são usadas ou são usadas apenas uma ou duas vezes, de acordo com um estudo da Greenpeace. Em média, os consumidores compraram 10,45 peças de vestuário no ano passado e tinham 94 peças no guarda-roupa. Dessas, 15, ou o equivalente a 16%, nunca foram ou raramente foram usadas. Assumindo que cada artigo custa 100 dólares de Hong Kong (cerca de 11,65 euros), o estudo estimou o custo da roupa não usada ou pouco usada em 502,6 milhões de dólares (aproximadamente 454 milhões de euros). Bonnie Tang, ativista da Greenpeace, afirmou ao jornal The South China Morning Post que a popularidade das marcas da fast fashion impulsionou a ideia de vestuário descartável. Cerca de 64% dos inquiridos afirmou nunca ter comprado vestuário em segunda-mão ou arranjada, provando a noção tradicional chinesa de não usar roupa velha. Os inquiridos, no geral, também não sabiam onde procurar vestuário amigo do ambiente, incluindo amigo dos animais, feito à mão ou confecionado com respeito pelos princípios do comércio justo. A Greenpeace pediu esforços coordenados entre o governo, sectores de negócio e consumidores para promoverem a consciência ecológica e práticas de consumo sustentável.

2H&M duplica lojas na Índia

A H&M vai abrir seis novas lojas na Índia até ao final do ano, duplicando o número de pontos de venda no país. Duas lojas vão abrir em Bombaim, uma nos subúrbios da cidade, em Malad, a que se seguirá a primeira loja em Chennai, com 3.200 metros quadrado,s e duas outras em Pune. Janne Einola, country manager da H&M Índia, afirmou ao jornal online Mint que a marca está a ter um ótimo primeiro ano na Índia, graças ao facto dos consumidores adotarem tendências internacionais e à força da economia. «Todas as nossas novas localizações serão concept stores completas, com a oferta das mais recentes propostas de moda de homem, senhora e criança», acrescentou. A H&M entrou na Índia em outubro do ano passado e atualmente opera seis lojas em Deli, no Punjab e Bangalore.

3Otimismo escorrega nos EUA

Os consumidores americanos estão menos otimistas em junho, revelando preocupação com a possibilidade do crescimento económico abrandar no próximo ano. A Universidade do Michigan revelou que o seu índice de confiança dos consumidores caiu para 93,5 em junho, em comparação com a leitura de 94,7 em maio. Os analistas antecipavam uma queda mais modesta, para 94,0. Os números de maio foram os mais elevados em 11 meses e a mais recente queda foi impulsionada por uma descida no índice de expectativas, enquanto o índice relativo às atuais condições económicas subiu ligeiramente em comparação com a leitura de maio. «Embora não seja antecipada uma recessão, os consumidores esperam cada vez mais um ritmo de crescimento económico mais lento no próximo ano», afirma Richard Curtin, analista-chefe do estudo, destacando, no entanto, que o índice de confiança flutuou apenas ligeiramente nos últimos 18 meses, sobretudo quando comparado com o caminho mais volátil do PIB. A queda neste índice coincide com outra medida de confiança dos consumidores, compilada pelo Conference Board, que mostrou que a confiança na economia está a cair pelo segundo mês consecutivo em maio. Contudo, os americanos têm gasto nos últimos meses, com o consumo pessoal a subir 1% em abril e com as vendas a retalho a aumentarem 0,5% em maio, segundo o Departamento de Comércio. «A força persistente nas finanças pessoais vai manter o nível de consumo a níveis relativamente elevados e continuar a apoiar a expansão económica ininterrupta», acredita Richard Curtin. O aumento no consumo surgiu após um mês fraco na criação de emprego, com a economia a acrescentar 38 mil novos empregos em maio. Isso levou a receios de um abrandamento na contratação, tendo em conta que o crescimento do emprego nos últimos três meses foi de 116 mil em média, cerca de metade da média mensal de 2015, que ficou nos 229 mil postos de trabalho.

4Aquazzura põe Trump em tribunal

A marca italiana de calçado de luxo Aquazzura confirmou que apresentou queixa em Nova Iorque contra a designer de calçado Ivanka Trump. A marca alega violação de direitos de propriedade intelectual da sandália Wild Thing com a venda de «uma sandália praticamente idêntica», batizada Hettie, por parte da empresa de Trump. «A Aquazzura luta por criar designs únicos e não pode permitir que os seus modelos bem conhecidos e de assinatura sejam copiados, já que isso mina a identidade da marca Aquazzura e confunde o público», afirmou a marca italiana em comunicado. «Nos últimos dois anos, a Aquazzura protestou repetidamente contra os designs de Ivanka Trump e está agora a tomar medidas em tribunal. A Wild Thing é um design de assinatura de que a Aquazzura se orgulha e orgulha-se também do sucesso e notoriedade que alcançou», explica, acrescentando ainda que «estamos confiantes que a lei não vai permitir o tipo de cópia que temos visto aqui».

5China alimenta marcas de desporto

As marcas internacionais de vestuário de desporto estão a registar alguns dos seus melhores resultados na China. A Adidas reportou um aumento de 38% nas vendas na China Continental, em Hong Kong e em Macau no ano passado, representando 15% do seu volume de negócios total, indica o jornal China Daily. A marca abriu 500 novas lojas na China e planeia acrescentar mais 500 este ano. A Nike registou igualmente um aumento nas vendas na China, que subiram 18%, para mais de 3 mil milhões de dólares (2,71 mil milhões de euros). Catherine Lim, analista da Bloomberg Intelligence, afirmou que os consumidores chineses querem menos mostrar a sua riqueza com compras de luxo e preferem algo mais «funcional». A indústria de fitness no conjunto tem registado mais interesse, com mais vendas e novos ginásios a abrirem. O governo está igualmente a promover ativamente a prática de atividades desportivas, antes de Pequim acolher os Jogos Olímpicos de Inverno em 2022, tendo como meta aumentar o valor no mercado da indústria de desporto na China para 3 biliões de yuans (407,6 mil milhões de euros) até 2020. As marcas chinesas de sportswear, contudo, ainda têm de dar a volta às vendas, já que a concorrência das cadeias internacionais continua a intensificar-se. Analistas da Fitch antecipam que as margens de lucro das marcas locais vão ser pressionadas nos próximos cinco anos, com os consumidores a procurarem «mais valor na identidade da marca e na diferenciação de produto, que são fraquezas das marcas nacionais».

6Uniqlo acelera para entregas num dia

A Fast Retailing desenvolveu um novo sistema de logística no Japão que vai permitir a entrega de um dia para o outro no país para a sua marca Uniqlo já a partir deste outono. O novo sistema, codesenvolvido com a consultora americana Accenture, consegue determinar a localização de um artigo imediatamente após a encomenda online, reduzindo o tempo de entrega para o dia seguinte em comparação com os atuais dois a cinco dias. O tempo de entrega mais rápido não irá implicar um aumento dos preços dos produtos nem o valor da compra que permite entregas gratuitas, garantiu a Fast Retailing ao The Nikkei, e vai funcionar em conjunto com os serviços de transportes para fazer entregas frequentes tanto nas lojas como diretamente aos consumidores. A entrega de um dia para o outro será lançada após a implementação do novo sistema nos principais centros logísticos em Tóquio, Sapporo, Sendai e Nagoya. Estão ainda planeados novos centros logísticos na China, na Europa e na América do Norte numa tentativa de melhorar os serviços de entregas no estrangeiro. A ação surge uma altura em que a Fast Retailing está a rever os seus sites de compras para aumentar as compras online, que nos próximos três a cinco anos deverão representar 30% das vendas, em comparação com os atuais 5%. O mercado de comércio eletrónico no Japão tem crescido a uma taxa anual de 10%, segundo o Ministério da Economia, Comércio e Indústria, com um valor total de 12,8 biliões de ienes (112,9 mil milhões de euros) em 2014.