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  1. Brexit afasta britânicos das compras
  2. Puma não está à venda
  3. Ikea investe no mercado russo
  4. Uniqlo pensa em grande nos EUA
  5. Aeropostale com os olhos na Índia
  6. Retalho espanhol abranda mas não para

1Brexit afasta britânicos das compras

Os pagamentos com cartões de crédito dos consumidores britânicos caíram no fim de semana passado, quando uma onda de cautela invadiu o país após os resultados do referendo que ditam a saída da União Europeia. «Só o anúncio [do referendo] foi o suficiente para ver uma retração no consumo», afirmou Sarah Quinlan, vice-presidente sénior de inteligência de mercado na Mastercard Advisors, ao BusinessDesk do Scoop.com. Mas após o voto no Brexit, houve uma queda «drástica» no consumo, acrescentou a analista, sediada nos EUA. «Tínhamos começado a ver a retoma nas viagens no Reino Unido e no consumo em bens discricionários, como na joalharia e no retalho. Isso cair agora é bastante preocupante», afirmou, sublinhando que antes do referendo, os EUA e o Reino Unido eram as únicas economias mundiais em que o mercado de consumo estava a revelar fortes performances. Agora resta os EUA, indica, onde o consumo está a aumentar em resposta à retoma económica, embora algumas das mudanças de comportamento durante a crise de 2008 se possam manter. Entre as principais alterações está a compra de menos bens de luxo e uma tendência para o consumo de «experiências», como férias, espetáculos e atividades que envolvam a família e os amigos, em vez da compra de produtos. O fim do guarda-roupa de trabalho está igualmente a levar as pessoas a comprarem menos roupa, uma vez que usam o mesmo tipo de vestuário no trabalho e em lazer. Outros mercados tradicionais de luxo como o Médio oriente, China e Rússia estão igualmente a ser afetados, devido, respetivamente, aos preços mais baixos do petróleo, luta contra a ostentação e corrupção e sanções internacionais. «Já não é chique ser chique. Já não conseguimos encontrar esse consumidor. Questiono se eles irão alguma vez voltar», aponta Sarah Quinlan.

2Puma não está à venda

François-Henri Pinault, CEO do Kering, afirmou ao The Financial Times que o grupo não vai vender a sua subsidiária Puma a curto prazo. «Para já, não temos qualquer intenção de vender a Puma a curto prazo», garantiu. Vários analistas acreditam que a venda potencial da marca de desporto não terá lugar antes de 2017, assim que a Puma, que atualmente enfrenta dificuldades, recuperar. Embora estimem que o redirecionamento do grupo para os bens de luxo (Gucci, Bottega Veneta e Saint Laurent) permitisse uma valorização das ações do Kering, sublinham que o prejuízo em que o grupo iria incorrer com a venda neste momento é ainda demasiado elevado. O Kering, na altura ainda PPR, adquiriu uma quota maioritária na Puma em 2007, a um preço de 330 euros por ação. A 23 de junho, as ações estavam cotadas a 205,85 euros na Bolsa de Valores de Frankfurt. Depois de anos em queda e de perda de mercado para os seus principais concorrentes, a Nike e a Adidas, a Puma começou a recuperar, nomeadamente graças ao calçado de desporto de senhora, em parceria com a cantora Rihanna, que foi nomeada diretora criativa da marca alemã.

3Ikea investe no mercado russo

A maior operadora de centros comerciais na Rússia, a Ikea Centers Russia, está a investir pelo menos 2,1 mil milhões de dólares (1,89 mil milhões de euros) para atualizar e expandir o seu atual portefólio de 14 centros comerciais “Mega” no país. O grupo planeia, primeiro, renovar dois centros comerciais em Moscovo, aumentando a área locável em 15% a 20%, direcionada para moda, brinquedos, eletrónica, entretenimento e espaços de restauração. Na Rússia, os centros comerciais “Mega” têm em média 200 lojas e atraem 275 milhões de visitantes por ano. «Mais retalhistas querem um espaço maior para mostrar os seus produtos», afirma Olga Shevtsova, diretora de vendas e desenvolvimento comercial na Ikea Centers Russia. O grupo, que tem ainda planos a longo prazo para desenvolver mais centros comerciais no leste da Rússia nos próximos 10 anos, opera mais de 50 centros comerciais ancorados na gigante do mobiliário Ikea na Europa, na Rússia e na China.

4Uniqlo pensa em grande nos EUA

A Uniqlo vai está a encerrar lojas mais pequenas nos EUA, tendo mesmo fechado já cinco pontos de venda desde janeiro. Segundo o jornal The New York Post, a marca, detida pela japonesa Fast Retailing, irá concentrar-se em lojas maiores nas grandes áreas metropolitanas. A notícia afirma que a Uniqlo encerrou cinco lojas em centros comerciais suburbanos, incluindo uma loja em Staten Island que estava aberta há menos de três anos. De acordo com o jornal, a empresa pode estar a antecipar uma «concorrência mais forte» da retalhista britânica Primark, que se está a expandir nos EUA, tendo recentemente aberto a sua segunda e terceira loja no país, no Staten Island Mall e no Danbury Fair Mall, de onde a Uniqlo saiu. Embora o porta-voz da Uniqlo, Aldo Liguori, tenha recusado comentar os encerramentos, ele confirmou que a empresa se está a focar em cidades grandes nos EUA, onde pode abrir lojas maiores. Uma estratégia que é confirmada pela mais recente loja da Uniqlo no Walt Disney World Resort, na Florida, que abrirá no próximo mês e terá uma área de 2.320 metros quadrados. «A nova localização vai dar às famílias de todo o mundo uma experiência de retalho inovadora e inesquecível, assim como mostrar um conjunto de produtos inspirados na Disney», indicou Hiroshi Taki, CEO da Uniqlo USA. A retalhista opera atualmente 43 lojas nos EUA, incluindo Los Angeles, Seattle e Boston.

5Aeropostale com os olhos na Índia

Apesar dos problemas que tem tido no seu mercado interno, a americana Aeropostale vai apontar baterias para o crescente grupo de jovens consumidores na Índia. A retalhista, direcionada para o mercado adolescente, está a somar 30 novas lojas na Índia nos próximos três anos, num plano de expansão agressivo, apenas dois meses após ter submetido um pedido de bancarrota nos EUA. A marca, que tem um acordo de licença com a indiana Arvind, vai usar a rede de retalho e a plataforma de comércio eletrónico NNNow.com da Arvind para reforçar a sua presença na Índia. Juntamente com as 30 novas lojas, a Arvind está igualmente a planear 25 shop-in-shops para a Aeropostale. Kenneth Ohashi, vice-presidente sénior de licenças internacionais da Aeropostale, afirmou ao jornal The Hindu que a marca atualmente aprovisiona 75% das suas matérias-primas na Índia, um valor que pretende aumentar para manter a competitividade dos seus preços. «A Índia é uma parte muito importante da nossa estratégia», indicou Ohashi. «Nos próximos cinco anos, esperamos que a Índia represente 20% das nossas vendas fora dos EUA», acrescentou. Ohashi revelou que a Aeropostale está a vender três vezes mais do que a sua principal concorrente, em média 800 mil rupias (cerca de 10.670 euros) por dia no primeiro mês de operações. A marca, adiantou o vice-presidente sénior de licenças internacionais da Aeropostale, deve atingir o break-even nos próximos três anos. A Aeropostale conta atualmente com seis lojas na Índia.

6Retalho espanhol abranda mas não para

As vendas a retalho em Espanha aumentaram 2,3% em termos anuais em maio, segundo o instituto de estatística do país. Um valor que ficou abaixo do crescimento de 4%, revisto em alta, de abril, sendo a subida mais baixa desde dezembro de 2015. Os analistas tinham antecipado um aumento de 3,6%. A economia espanhola tem permanecido, em grande parte, indiferente à instabilidade política que o país vive desde as eleições de dezembro. O regresso às urnas no domingo passado, 26 de junho, foi ligeiramente superior, embora vá exigir novamente negociações políticas para a formação do governo. O forte consumo das famílias, alimentado por uma reviravolta no mercado laboral, suportou o crescimento, que registou mesmo um dos ritmos mais fortes da Zona Euro nos primeiros três meses do ano.