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  1. Queda da libra atrai chineses ao Reino Unido
  2. Lenço anti-paparazzi no mercado
  3. Camisolas de Usher atacam Trump
  4. Polícia iraniana cancela desfile da Levi’s
  5. Slimane ganha processo contra o Kering
  6. Consumo reforça economia dos EUA

1Queda da libra atrai chineses ao Reino Unido

Os consumidores chineses estão a voltar-se para a Internet para comprarem bens de luxo nos websites de comércio eletrónico do Reino Unido, para aproveitar a desvalorização da libra, que atingiu o nível mais baixo em três décadas após o voto do país para abandonar a União Europeia. A libra caiu mais de 10% face ao renminbi depois do referendo, indicou o jornal China Daily, tornando os bens mais baratos para os consumidores estrangeiros. O negócio dai gou – com agentes de compras estrangeiros – está igualmente a crescer, com os consumidores chineses a contratarem estes indivíduos para os ajudarem a comprar artigos nas lojas britânicas e enviá-los para a China. O site de e-commerce internacional Ymatou.com revelou que as vendas de artigos europeus duplicaram desde o Brexit, devido à desvalorização da libra e aos saldos de verão, que estão em curso na maior parte dos centros comerciais europeus. Os dados do Baidu Index, que segue as pesquisas online na China, mostram que o número de pesquisas com a expressão “UK dai gou” subiram 175% no período de 17 a 21 de junho, já que a queda da libra atraiu consumidores online de marcas japonesas e sul-coreanas para as marcas britânicas. Os produtos de luxo que mais se vendem no website incluem uma carteira Kelly da Hermès com o preço de 98 mil renminbi (13.200 euros).

2Lenço anti-paparazzi no mercado

Na luta contra os paparazzi, Saif Siddiqui está a dar às celebridades uma oportunidade de manterem a sua privacidade em público. O jovem de 28 anos criou um lenço ISHU (uma combinação de tecnologia e moda) que bloqueia fotografias com flash. A ideia surgiu em Amesterdão, «quando alguns dos meus amigos me tiraram uma fotografia em cima de uma bicicleta. O refletor na bicicleta semiarruinou a fotografia e foi aí que pensei em criar o produto», explicou o jovem ao Quartz. Siddiqui reuniu uma equipa de especialistas, que demorou seis anos a desenvolver o produto final, que chegou ao mercado em outubro de 2015. O lenço anti-paparazzi, que custa 289 libras (cerca de 345 euros), tem já muitos adeptos, incluindo a atriz Cameron Diaz, o cantor Nick Jonas e o apresentador do Daily Show, Trevor Noah. Saif Siddiqui está agora a lançar capas para iPhone ISHU que vão ter a mesma função. O nome ISHU é uma combinação de “problema” e “shh” – um apelo a silenciar os paparazzi que tentam documentar a vida das celebridades constantemente. «Às vezes as pessoas não querem ser vistas. Quero dar novamente o direito à privacidade às pessoas», explicou o jovem. Os próximos projetos incluem molduras para museus e galerias de arte e trabalhar com a indústria de entretenimento para eventos e festas onde fotografias com flash são proibidas. «O negócio vai além da moda, já que a própria tecnologia pode ser aplicada em várias indústrias», concluiu Siddiqui.

3Camisolas de Usher atacam Trump

Usher lançou uma coleção de t-shirts de edição limitada a criticar o potencial candidato à presidência dos EUA, Donald Trump. O cantor fez uma parceria com a plataforma de vestuário Teespring para vender a coleção de quatro peças, que está disponível até 5 de julho. A gama conta com duas t-shirts, uma camisola com capuz e um colete, com o slogan “Don’t Trump America”. As peças de vestuário têm vários tons de verde e têm preços entre 15 a 25 dólares (entre 13,5 e 22,5 euros). A coleção pode ser adquirida na teespring.com.

4Polícia iraniana cancela desfile da Levi’s

A polícia iraniana cancelou um desfile pensado para marcar a abertura de uma loja não oficial da Levi’s num centro comercial de Teerão, indicou a agência noticiosa Tasnim. O evento foi cancelado por uma «intervenção policial no último minuto», apenas momentos antes dos manequins masculinos percorrerem a passerelle perante uma assistência de 150 pessoas no passado dia 29 de junho à noite, referiu a Tasnim. Apesar da oposição dos líderes religiosos à ocidentalização do país, os centros comerciais de luxo começaram a brotar na capital, com muitas lojas não-autorizadas a venderem marcas ocidentais falsificadas ou contrabandeadas. A maior parte das empresas americanas estão ainda proibidas de fazer negócio no Irão, apesar do acordo relativamente à questão da energia nuclear ter levantado algumas sanções em janeiro. A organização do evento de quarta-feira, que deveria ter tido lugar no centro comercial de Rosha, numa zona elegante de Teerão, afirmou que o cancelamento deveu-se a «problemas técnicos», revelou a agência noticiosa. Os posters a publicitarem o evento com o logótipo da Levi’s ainda estavam disponíveis nas páginas do Instagram e da Telegram do centro comercial.

5Slimane ganha processo contra o Kering

O grupo de bens de luxo Kering foi condenado a pagar 13 milhões de dólares (cerca de 11,8 milhões de euros) ao designer Hedi Slimane, numa sentença provisória sobre a forma como foi realizada a sua saída da empresa, noticiou a Reuters. Slimane trabalhou para a marca Yves Saint Laurent e desenhou roupas para o cantor David Bowie e o ator Brad Pitt, entre outros. O designer apresentou queixa depois do seu empregador não ter aplicado a cláusula de não-concorrência que estava no seu contrato quando deixou a empresa em abril. Hedi Slimane argumentou que a cláusula devia ter sido aplicada, juntamente com a respetiva compensação financeira. «Ganhamos», revelou o advogado do designer, Herve Temime, à Reuters. «Estou contente porque é um resultado natural. Os termos do contrato são absolutamente claros», acrescentou.

6Consumo reforça economia dos EUA

Os consumidores americanos foram às compras na primavera, tendo aumentado as compras em maio pelo segundo mês consecutivo, o que é uma boa notícia para o crescimento económico. O Departamento de Comércio revelou que o consumo cresceu 0,4% em maio, a somar a uma subida de 1,1% em abril. As compras de bens não-duráveis, como o vestuário, aumentaram 0,5%, enquanto o consumo de bens duradouros, como automóveis e eletrodomésticos, subiu 0,6%, enquanto o consumo em serviços registou um incremento de apenas 0,1%. Os números gerais mostram que o consumo, que representa cerca de 70% da atividade económica dos EUA, retomou na primavera, depois de ter tido um arranque lento em 2016. Entre janeiro e março, a economia cresceu a 1,1%, em parte porque o consumo cresceu apenas 1,5%, o ritmo mais lento em dois anos. Contudo, os analistas antecipam um crescimento de 2% ou mais no segundo trimestre. «O consumo aguentou-se bem», indicou Michael Dolega, economista sénior na TD Economics, numa nota a que a Associated Press teve acesso. «Com efeito, após um primeiro trimestre tímido, os consumidores americanos parecem estar a toda a força no segundo trimestre, com o consumo real a subir mais de 4% em termos anuais – o suficiente para impulsionar o crescimento [económico] acima da marca dos 2% este trimestre», acrescentou.