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  1. Retalho da Zona Euro em alta
  2. Armani e Bugatti em coleção de edição limitada
  3. Alibaba reforça luta contra pirataria
  4. Amazon lidera no Reino Unido
  5. Guess lança primeira linha sustentável
  6. Karl Lagerfeld culpa o campo pelo Brexit

1Retalho da Zona Euro em alta

As vendas a retalho na Zona Euro subiram 0,4% em termos mensais em maio, registando o maior aumento mensal deste ano, segundo o gabinete de estatística da Europa (Eurostat). As vendas a retalho subiram ainda 1,6% em termos anuais, em linha com as expectativas do mercado. O aumento registado em maio confirmou uma tendência no geral positiva para as vendas em 2016, com subidas mensais consecutivas, com exceção de março, em que baixaram 0,6%. O Eurostat reviu também em alta os números de abril, para um aumento de 0,2%, em comparação com a anterior leitura de vendas estagnadas. As vendas mais altas foram impulsionadas por um aumento das compras de bens não-alimentares, incluindo têxteis, artigos médicos e eletrodomésticos, que registaram uma subida de 0,7% em termos mensais. Entre as principais economias da Zona Euro, as vendas voltaram ao crescimento (+0,9%) na Alemanha, permanecendo estagnadas em França. Os maiores aumentos mensais foram registados na Suécia, Estónia e Irlanda, enquanto os maiores declínios foram sentidos na Roménia, na Dinamarca e em Portugal. A incerteza provocada pelo Brexit deverá afetar o crescimento da Zona Euro nos próximos meses, acredita Chris Williamson, analista-chefe na Markit. «A economia da Zona Euro não conseguiu ganhar dinamismo em junho, fechando um segundo trimestre desapontante. O crescimento mais rápido da produção industrial foi contrariado por um abrandamento no sector dos serviços, deixando o ritmo de expansão da atividade económica inalterado desde maio», afirmou, ressalvando ainda que «todas as respostas da indústria e 90% das dos serviços para junho foram recebidas antes dos resultados do referendo no Reino Unido sobre a UE, por isso qualquer potencial impacto do Brexit ainda não apareceu».

2Armani e Bugatti em coleção de edição limitada

A casa de moda italiana Giorgio Armani e a produtora de automóveis Bugatti juntaram forças para produzir uma coleção-cápsula de vestuário e acessórios. A coleção “Giorgio Armani for Bugatti” é inteiramente dedicada aos homens e tem um posicionamento de gama alta. Os materiais usados incluem camurça, pele de crocodilo, pele de bezerro e caxemira. As peças estão ainda numeradas, sendo produzidas numa edição limitada. «A nossa parceria com a Bugatti surgiu de forma bastante natural. Ambos gostamos de produtos bem feitos, pensados para durar e criados com os melhores materiais disponíveis. A coleção encapsula esta afinidade, através de uma série de peças de vestuário e acessórios criados para homem que procuram apenas o melhor, mas que têm uma vida ativa e dinâmica», explicou Giorgio Armani. A coleção estará disponível para o outono-inverno 2016/2017 e põe a tónica nos elementos distintivos da marca Bugatti: o emblema em forma de cavalo na grelha do radiador e a cor azul (a que se junta o castanho-conhaque e o verde caqui). Entre os acessórios contam-se uma pasta em pele de bezerro feita à mão, também disponível em pele de crocodilo, um saco de fim de semana, cintos, carteiras e capas para iPad. O vestuário, por seu lado, inclui um sobretudo e um casaco desportivo, camisolas em caxemira, um casaco em couro, e jeans, entre outras peças. A coleção estará à venda a partir de agosto em lojas selecionadas da Giorgio Armani e nas lojas lifestyle Ettore Bugatti.

3Alibaba reforça luta contra pirataria

O gigante chinês de comércio eletrónico Alibaba Group anunciou uma nova iniciativa para mostrar a sua determinação na luta contra a contrafação, apelando às marcas para ajudarem na sua campanha anti-pirataria. Numa conferência sobre propriedade intelectual em Hangzhou, o Alibaba revelou um novo sistema para ajudar a detetar e eliminar produtos falsificados. «Face a um problema tão complexo, não nos podemos queixar uns dos outros, ou criticar-nos mutuamente… Temos de ter toda a gente envolvida e a trabalhar em conjunto para o fazer», afirmou Jessie Zheng, responsável pela implementação e desenvolvimento de políticas da plataforma. O “IP Joint-Force System” é uma plataforma online pensada para tornar mais eficientes as comunicações entre as marcas e o Alibaba, explicou a empresa. É o passo seguinte no atual projeto de “retirada em boa-fé” iniciado no ano passado e que foi desenhado para simplificar a eliminação de produtos suspeitos de contrafação.

4Amazon lidera no Reino Unido

Os grandes websites generalistas do Reino Unido, liderados pela Amazon, eBay e Argos, continuam a crescer, de acordo com os dados da empresa de consultoria de mercado digital SimilarWeb. O estudo, que teve lugar em janeiro, concluiu que os sites generalistas registaram um crescimento de 2% em termos anuais no número de visitantes no Reino Unido, tanto através de computadores como de dispositivos móveis, com base numa análise do tráfego de compras online. O estudo aponta que a continuação do aumento das visitas em sites generalistas é impulsionado pelo crescimento do tráfego “direto” nestes sites em termos anuais. As visitas diretas são aquelas em que os internautas escrevem diretamente o endereço do site, que correspondem a 46,6% de toda as visitas deste sector, refletindo o tamanho e a notoriedade das marcas destes grandes players. Os grandes nomes têm ainda vantagem nas visitas feitas através de pesquisas em motores de buscas, com as mesmas a representarem 27,6% das visitas. Segundo Pavel Tuhinsky, diretor de inteligência digital na SimilarWeb, «no Reino Unido os consumidores gravitam em torno de sites que vendem a gama mais abrangente de produtos e que têm uma notoriedade elevada. Estes sites estão a ultrapassar os sectores mais de nicho com crescimento consistente». Os 10 principais websites na categoria de produtos generalistas no Reino Unido são os sites específicos no Reino Unido da Amazon e do eBay, seguidos do site geral da Amzon, Argos, o site geral do eBay, o Aliexpress, John Lewis, Marks & Spencer, Etsy e Debenhams.

5Guess lança primeira linha sustentável

A Guess lançou a sua primeira coleção-cápsula com denim sustentável, que combina moda responsável com um estilo casual, com peças para toda a família. Cada fase do processo de produção foi repensada para reduzir o impacto ambiental da marca, desde as técnicas de produção às escolhas dos tecidos e acessórios. A marca garante, contudo, níveis de performance idênticos aos do denim usado noutras coleções. Esta coleção usa ainda um processo que poupa substancialmente a quantidade de água e energia, assim como as emissões de gases com efeito de estufa, durante o tratamento e acabamento do denim. O denim ecológico da marca é ainda tingido com corantes à base de água e acabado com produtos químicos com baixa pegada ambiental. O algodão usado é orgânico e as etiquetas em couro são certificadas pelo Oeko-Tex. A coleção contempla modelos para homem, senhora e criança, incluindo leggings, skinny jeans e outras peças. A Guess junta-se, assim, a várias outras marcas de moda que já lançaram coleções a pensar no meio ambiente. A H&M tem várias coleções sustentáveis, incluindo uma linha de denim feita a partir de vestuário reciclado e a G-Star fez uma parceria com Pharrell Williams para lançar uma linha de denim sustentável.

6Karl Lagerfeld culpa o campo pelo Brexit

A lenda da moda Karl Lagerfeld culpou as zonas rurais do Reino Unido pelo voto para a saída da União Europeia. «Olhem para quem votou, foram as pessoas das zonas profundas do campo, as grandes cidades não queriam isso de todo», afirmou o diretor criativo da Chanel à AFP, após o desfile de moda masculina da Dior em Paris. O kaiser da moda, como é conhecido o designer alemão, considera que o Brexit é um momento temporário de loucura. «Não creio que vá funcionar, podem vir a ter outra votação. Não penso que seja uma boa ideia. A análise à votação mostra que é uma má decisão. Não precisamos de dizer muito mais sobre isso», resumiu.