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  1. Levi’s lucra mais
  2. Chanel foi às compras
  3. Max Azria afastado do BCBG
  4. Grandes armazéns perdem brilho
  5. Adidas aposta na expansão na China
  6. Retalhistas sul-coreanos perdem confiança

1Levi’s lucra mais

A redução dos custos e uma melhoria da produtividade levou a uma melhoria dos lucros da Levi Strauss & Co. Mas as vendas caíram no segundo semestre nos EUA, devido à queda no sector dos grandes armazéns, onde a empresa realiza grande parte do seu negócio. «Não vamos desistir dos grandes armazéns, para sermos claros», afirmou o CEO Chip Bergh ao The Wall Street Journal, apesar de uma parte considerável do crescimento estar agora concentrado nas vendas diretas ao consumidor final e nos negócios internacionais. A gigante do denim indicou que o lucro trimestral subiu 163%, para 31 milhões de dólares (27,8 milhões de euros), graças a um corte dos custos, incluindo nas despesas ligadas ao seu programa de redução da despesa. O volume de negócios manteve-se estagnado em 1,01 mil milhões de dólares. Um ambiente «difícil» nas vendas grossistas levou a uma queda de 5% nas vendas na divisão Américas, para 589 milhões de dólares. Em contrapartida, as vendas na Europa subiram 8%, para 241 milhões de dólares, e as vendas na Ásia aumentaram 8%, para 182 milhões de dólares. As margens brutas subiram de 49,4% para 51,1%, sobretudo devido ao crescimento das vendas internacionais e vendas diretas ao consumidor. Os custos mais baixos e operações de aprovisionamento mais eficientes também contribuíram para este aumento. A dívida total no final do trimestre ficou em 1,2 mil milhões de dólares.

2Chanel foi às compras

A casa de moda de luxo Chanel anunciou a aquisição de empresa de curtumes, a Richard, um negócio de família especializado na produção de pele de carneiro de gama alta – «particularmente importante» no pequeno mercado de artigos em pele. A Chanel «comprou uma quota maioritária na empresa de curtumes Richard, uma operação familiar fundada em 1852, localizada no centro de Aveyron, em Millau. A Richard combina processos artesanais e técnicas de produção inovadoras, criando peles de fantasia metalizadas, com madrepérola, estampados, lacadas, etc.», explicou a Chanel em comunicado. A Richard «emprega cerca de 40 pessoas e exporta cerca de 60% da sua produção, sob a liderança do diretor Xavier Richard, que tem cerca de 30 anos de experiência no serviço e desenvolvimento de pele», acrescentou a Chanel. Para bruno Pavlovsky, presidente de moda na Chanel, «esta aquisição vai sustentar uma ligação vital à cadeia de produção de peles e oferece uma oportunidade para reforçar a excelência da indústria de pele da Chanel». Xavier Richard vai continuar a ser o diretor da organização e a empresa vai manter os seus clientes, «sem exclusividade, em linha com a estratégia definida pela Chanel como parte das suas aquisições», afirmou a casa de moda francesa.

3Max Azria afastado do BCBG

O designer Max Azria já não está a gerir o grupo BCBG Max Azria, a casa de moda que ele fundou e liderou durante quase 30 anos e que está atualmente com grandes dívidas, segundo informou uma fonte familiarizada com o assunto ao Dow Jones Newswire. Azria, de 67 anos, estará de baixa e não vai ao escritório há semanas, apontou uma das pessoas. O consultor da BCBG Marty Staff, que já foi executivo de topo de marcas como a Calvin Klein e a Hugo Boss, assumiu o cargo de diretor-executivo interino da empresa. Um porta-voz da BCBG indicou que Staff entrou como consultor em março e que está a ocupar o lugar até que o conselho de administração da empresa consiga «identificar um sucessor para o Max». A BCBG opera mais de 570 lojas em todo o mundo e detém outras marcas, incluindo a Hervè Leger e a Manoukian. Em julho de 2013, a BCBG tinha cerca de 685 milhões de dólares em dívida, dos quais 475 milhões de dólares à empresa de investimento Guggenheim Partners. A Standard & Poor’s classificou a dívida em “lixo” mas deixou de fazer a avaliação de crédito à empresa em novembro de 2014. No ano passado, a BCBG anunciou a reestruturação da sua dívida e recebeu uma infusão de 135 milhões de dólares de investidores, incluindo afiliados e clientes da Guggenheim Partners. A empresa afirmou que a reestruturação deixou Azria e a esposa, Lubov Azria, que é diretora criativa, com «uma posição significativa».

4Grandes armazéns perdem brilho

Os grandes armazéns estão a ser substituídos por novos tipos de retalho que estão a atrair mais consumidores nos centros comerciais, segundo uma notícia do The Wall Street Journal. Retalhistas de artigos de desporto, cadeias de fast fashion, supermercados, ginásios, restaurantes, cinemas e outros tipos de entretenimento estão a ser agora os preferidos dos promotores de centros comerciais para tentarem manter as suas propriedades relevantes numa altura dominada pelas compras online. «A definição de âncora mudou», afirmou Stephen Lebovitz, diretor-executivo da promotora de centros comerciais CBL & Associates Properties, ao The Wall Street Journal. «O Cheesecake Factory [restaurante] faz tanto negócio como o Sears costumava fazer», acrescentou. A CBL dividiu uma loja Sears em espaços mais pequenos que agora albergam as lojas da American Girl, H&M e Cheesecake Factory. Os grandes armazéns em centros comerciais, contudo, não estão acabados. Em 229 centros comerciais que o CoStar Group analisou na última década, uma marca de grande armazém substituiu outra em 46% do espaço de âncora que foi devolvido. Mas o restante espaço, ou quase 54%, foi entregue a ocupantes que não grandes armazéns, como restaurantes, lojas de artigos para casa e artigos de desporto. Os grandes armazéns não estão a fechar lojas suficientemente rápido, segundo a empresa de pesquisa de mercado Green Street Advisors, que estima que é necessário fechar 800 lojas, ou cerca de um quinto do espaço âncora em centros comerciais, para reganhar as vendas por metro quadrado que tinham há uma década. Muitos grandes armazéns têm contratos de arrendamento a longo prazo com múltiplas opções de renovação a rendas abaixo do preço do mercado, o que permite que lojas marginais continuem a operar durante anos.

5Adidas aposta na expansão na China

A Adidas fez um acordo com a empresa de desenvolvimento de propriedades comerciais Wanda para abrir lojas nos seus centros comerciais e promover desportos com mais eventos de desporto. A marca vai tornar-se a única patrocinadora de dois eventos de triatlo Homem de Ferro na China este ano, indicou o Channel NewsAsia, e vai trabalhar com a Wanda para desenvolver o seu negócio na China, com a promoção do futebol e do basquetebol no país. A parceria inclui ainda a abertura de mais lojas em centros comerciais Wanda e noutras propriedades comerciais. O mercado de desporto em crescimento na China continua a atrair marcas internacionais para reforçarem a sua presença através da associação com eventos desportivos, como a Nike, que está a dominar o tema do basquetebol e corrida. O governo chinês pretende também que o negócio ligado ao desporto atinja 5 biliões de yuans até 2025. Para a Adidas, a China foi o mercado em mais rápido crescimento no ano passado, com as vendas a crescerem 18% em termos anuais, contribuindo em 15% para o total de vendas. Jianlin Wang, diretor do grupo Wanda, afirmou que a empresa está a investir mais em eventos de desporto, em marketing e na construção de estádios para expandir o que chama de «indústria cultural», tendo comprado 20% do clube espanhol Atlético de Madrid no ano passado e tornar-se o primeiro patrocinador chinês de alto nível da FIFA.

6Retalhistas sul-coreanos perdem confiança

Os retalhistas sul-coreanos antecipam a continuação da queda nas vendas no terceiro trimestre, com o comércio eletrónico a ser o único dado positivo. O índice do estudo do comércio a retalho da Câmara de Comércio e Indústria Coreana ficou em 96 para o trimestre que termina em setembro, em comparação com 98 no segundo trimestre, com a recuperação da confiança dos consumidores a abrandar. Os negócios físicos – em grandes armazéns, supermercados e lojas de conveniência – deverão sofrer da concorrência intensa e compras mais pequenas por parte de pessoas que vivem sozinhas. Os retalhistas online foram os únicos otimistas no estudo, com o índice em 110. O estudo inquiriu 941 retalhistas em Seul e em outras seis cidades na Coreia do Sul. Uma leitura abaixo de 100 significa que há mais negócios pessimistas do que otimistas.