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  1. Zara abranda na Índia
  2. Burberry investe na indústria
  3. Prime Day da Amazon bate recordes
  4. Incerteza e mau tempo afeta retalho britânico
  5. Nike aposta na sustentabilidade da distribuição
  6. Estratégia afeta vendas da M&S

1Zara abranda na Índia

A Zara registou o maior abrandamento no crescimento das vendas na Índia desde a sua entrada no país em 2010, com a marca espanhola do grupo Inditex a sofrer com a concorrência de outras marcas ocidentais. A Inditex Trent, a joint-venture da Zara com a retalhista indiana Tata Group, registou um crescimento de 17% em termos de vendas, para cerca de 113,2 milhões de euros para o ano terminado no final de março, em comparação com o aumento de 24% há um ano. O crescimento das vendas da marca tem vindo a cair desde 2010, indicou o The Economic Times. Os analistas afirmam que a Zara teve o fator de novidade a seu favor quando entrou na Índia, mas agora está a enfrentar uma concorrência intensa das marcas internacionais e do grande impulso do comércio online. A empresa indicou no relatório financeiro que irá abrir mais lojas na Índia nos próximos três ou quatro anos, com o principal desafio a ser encontrar espaços de retalho de qualidade. As vendas médias por loja continuam a ficar acima da maior parte das marcas de vestuário, incluindo Levi’s e Marks & Spencer. A concorrência, contudo, é grande, com rivais como a Gap, a H&M e a Aeropostale anunciaram planos de expansão agressivos para o país. Atualmente a Zara conta 18 pontos de venda na Índia, após ter somado mais duas lojas no ano passado.

2Burberry investe na indústria

O Burberry Group Plc planeia construir uma nova tecelagem, com um investimento de 50 milhões de libras (cerca de 60 milhões de euros), no Reino Unido, numa altura em que a produtora de bens de luxo avalia o impacto do voto no Brexit. A empresa, que anunciou mudanças na administração, revelou que pretende avançar com a fábrica em Leeds, apesar de estar a ser «muito cautelosa» nos seus planos de investimento, afirmou o presidente do conselho de administração, John Peace. «Certamente colocamos em pausa por agora, mas isso pode ser durante um período de tempo muito curto», explicou Peace aos jornalistas. «Depende de como os eventos se desenrolarem. Não é em termos de reverter a nossa decisão de fazer ou não fazer, mas é a rapidez com que investimos», acrescentou. «Cada dia é como toda uma vida neste momento em termos de fluxo de informação», sublinhou o presidente do conselho de administração. A Burberry anunciou em novembro que planeia construir uma nova unidade, que irá empregar 1.000 pessoas e será dedicada à produção das suas famosas gabardinas. Os trabalhos deverão começar este ano, prevendo-se a sua conclusão em 2019.

3Prime Day da Amazon bate recordes

Os clientes da Amazon fizeram mais 60% de encomendas no evento Prime Day em comparação com um ano antes, indicou a gigante o comércio eletrónico, o que significa que os números superaram o comércio registado na Black Friday e na Cyber Monday. Foram compradas mais de 90 mil televisões, mais de 23 mil robots aspiradores Roomba, mais de 2 milhões de brinquedos e de um milhão de pares de sapatos. Mais de um milhão de clientes usaram a aplicação da Amazon pela primeira vez. Contudo, a empresa de pesquisa de mercado L2 concluiu que os negócios de vestuário seguidos na Amazon terminaram antes de esgotarem, tendo vendido cerca de 24% do stock, indicou o WWD. A Amazon não publicou os números gerais das vendas para o Prime Day, mas as vendas nas 24 horas do ano passado ficaram estimadas, pelos analistas, entre 375 milhões de dólares (337 milhões de euros) e 400 milhões de dólares. As previsões para este apontam para o dobro desse valor. O Prime Day foi «mais um sucesso que bateu recordes para os vendedores e pequenos negócios em todo o mundo», afirmou a Amazon em declarações. Os analistas estimam que a Amazon ganhou 6 milhões de novos membros Prime este ano, em comparação com 4 milhões o ano passado.

4Incerteza e mau tempo afeta retalho britânico

Um estudo do British Retail Consortium (BRC) revelou que o consumo abrandou em junho, por entre uma mistura de mau tempo e incerteza em relação à saída da União Europeia. Segundo o BRC, o consumo aumentou apenas 0,2% em termos anuais no mês passado, tendo abrandado acentuadamente em comparação com 1,4% em maio. Em termos comparáveis, o BRC afirmou que as vendas caíram 0,5%, contrabalançando o aumento de 0,5% em maio. As vendas de vestuário e calçado foram prejudicadas pelo tempo pouco propício a compras de verão. Em termos anuais, o vestuário registou o crescimento mais lento desde dezembro de 2009. «Embora as ramificações do voto do Brexit possam afetar a confiança do consumidor, os retalhistas esperam que a onda de calor prometida e as férias potencialmente em casa possam ser o suficiente para trazer de volta os consumidores às lojas», afirmou David McCorquodale, diretor de retalho da empresa de consultoria KPMG, que realiza o estudo. Helen Dickinson, CEO do BRC, acrescentou que «o abrandamento foi sobretudo impulsionado por um declínio nas vendas em categorias de moda e não foi uma surpresa, tendo em conta que em junho de 2015 houve um crescimento recorde no vestuário e calçado». Contudo, um outro estudo do Barclaycard mostra que o consumo aumentou 3,6% em maio e em junho – o crescimento mais forte desde janeiro segundo o Barclaycard, que processa quase metade das transações com cartão de débito e crédito na Grã-Bretanha. Na semana após o referendo, o consumo também aumentou 2,1%, referiu. «Embora seja demasiado cedo para tirar conclusões a longo prazo de como o consumo e a confiança foi afetada pelos resultados do referendo, as primeiras indicações são que a maioria dos consumidores evitou uma reação reflexa», afirmou Paul Lockstone, direto-geral do Barclaycard. Mas quatro em cada 10 consumidores antecipam que as finanças familiares se vão deteriorar como resultado da decisão do Reino Unido de deixar a UE, acrescentou o Barclaycard.

5Nike aposta na sustentabilidade da distribuição

O novo centro de distribuição da Nike na Europa coloca todos os trunfos na sustentabilidade. A operação, localizada na Bélgica, é gerida completamente com recurso a energia renovável, com seis turbinas eólicas capazes de produzir eletricidade suficiente para alimentar 5.000 casas, e com painéis solares que podem cobrir três campos de futebol. Um sistema de energia térmica armazena água quente no verão para aquecer o edifício no inverno e o contrário para o verão. Tanto quanto possível, o centro evita usar camiões para ajudar a baixar a pegada de carbono no transporte. Mais de 95% dos produtos chegam em barcos, ajudando a evitar 14.000 viagens de camião por ano. Para a entrega aos consumidores, porque normalmente o sistema de transporte em canais demora muito tempo, a empresa usa comboios em vez de camiões. «Otimizamos os nossos processos de logística e as rotas de transporte para equilibrar as necessidades de reduzir o nosso impacto ambiental, ao mesmo tempo que nos asseguramos que chegamos aos consumidores a tempo», afirma Bert Stevens, vice-presidente de operações de cadeia de aprovisionamento para a Nike Europe. Quando a Nike decidiu expandir o seu centro de distribuição, mediram a biodiversidade da área e pensou num plano para a aumentar. Telhados e paredes com plantas atraem pássaros e insetos e as flores atraem abelhas. As ovelhas mantêm o relvado, em vez de fazer o corte da relva. A Nike vê este centro como um modelo para o resto da cadeia de aprovisionamento. «Estamos incrivelmente orgulhosos do que conseguimos aqui na Europa», afirma Eric Sprunk, diretor de operações da Nike. «Vamos levar as melhores práticas e aprendizagens do centro e aplica-los onde são relevantes, à medida que continuamos a levar a cadeia de aprovisionamento para o futuro», acrescenta.

6Estratégia afeta vendas da M&S

Os mercados esperavam más notícias para o primeiro trimestre da Marks & Spencer, mas a retalhista britânica apresentou números ainda piores, tendo atingido o valor mais baixo em 11 anos. As vendas comparáveis caíram 8,9% nas divisões de vestuário e artigos para a casa e, no total, a queda foi de 8,3%. Os analistas previam uma queda de 6% nas vendas comparáveis. A M&S apontou a «debilidade do mercado», baixa confiança dos consumidores e mudança do período de saldos para julho, em comparação com junho do ano passado. O grupo reduziu 28 promoções sob um plano para oferecer preços baixos todos os dias em vez de descontos – uma decisão que custou uma queda de 5% nas vendas comparáveis de vestuário e artigos para a casa. «Sabíamos que as nossas ações iriam reduzir as vendas totais, mas estamos a ver alguns sinais encorajadores», afirmou o diretor-executivo Steve Rowe, que acrescentou ainda que a confiança dos consumidores continua frágil após a decisão de sair da UE. «Estamos a operar numa altura incerta», acrescentou.