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Breves

  1. Gerber Technology soma linhas ao PLM
  2. UE e EUA juntos contra a China
  3. T-shirt da Adidas usa plástico do mar
  4. Trabalho no México sob investigação
  5. Inditex e Lenzing juntas pela sustentabilidade
  6. Acordos comerciais são cruciais para o Reino Unido

1Gerber Technology soma linhas ao PLM

A Gerber Technology está a oferecer uma nova forma de designers e retalhistas especificarem facilmente as linhas, depois de integrar os produtos da American & Efird (A&E) na mais recente versão da solução YuniquePLM. As linhas e cores da A&E estão agora disponíveis nas bibliotecas de cor e materiais do YuniquePLM V7 e podem ser integradas também nas versões anteriores do software, que contém agora 1.477 cores e 103 linhas, oferecendo aos designers mais de 100 mil combinações. «Ao simplesmente usar o arrastar e largar para acrescentar cores e linhas simultaneamente a múltiplos estilos destas bibliotecas de dados, a sua integração robusta simplifica o trabalho dos designers e dos responsáveis pelo desenvolvimento de produto», afirma Clayton Parker, gestor de PLM da Gerber Technology. A A&E é uma das maiores produtoras e distribuidoras de linhas industriais. A sua oferta é produzida em 27 unidades de produção em todo o mundo e vendida em mais de 100 países.

2UE e EUA juntos contra a China

A União Europeia e os EUA estão a tomar medidas legais contra as restrições às exportações que a China colocou sobre as matérias-primas, que podem ter implicação na indústria têxtil e de vestuário. As queixas foram apresentadas na Organização Mundial do Comércio no passado dia 19 de julho, com os EUA a alargarem o âmbito da queixa já apresentada no dia 13 de julho para incluir mais uma matéria-prima, o crómio. As matérias-primas abrangidas incluem diversos metais, usados não só na indústria aerospacial e automóvel, mas também na indústria têxtil e vestuário, nomeadamente em fios metalizados, botões e fechos éclair. A União Europeia afirmou ter notificado o secretariado da OMC de um pedido de consulta com a China relacionado com taxas alfandegárias e outras medidas relacionadas com a exportação de certas matérias-primas. No pedido, a UE alega que as taxas, quotas e outras restrições são «inconsistentes com o protocolo de acesso da China e outros provimentos da OMC». Em duas disputas anteriores na OMC relacionadas com matérias-primas, o organismo concluiu que a imposição de taxas de exportação e de quotas da China eram inconsistentes com as regras da OMC, tendo rejeitado as tentativas do Império do Meio de justificar a imposição de quotas como medidas legítimas de conservação e proteção ambiental.

3T-shirt da Adidas usa plástico do mar

A Adidas criou a sua primeira t-shirt produzida a partir de resíduos recolhidos do mar, como parte da colaboração com o grupo ambientalista Parley for the Oceans. O desenvolvimento segue-se ao lançamento dos ténis de edição limitada da Adidas em junho, que integra uma sola intermédia impressa em 3D e uma parte de cima feita com plástico recolhido do oceano na área que rodeia as Maldivas pela Sea Shepherd, uma organização parceira da Parley for the Oceans. A t-shirt com o logo Texrrex Parley estará disponível nas lojas na primavera-verão 2017. «Estamos a criar novos padrões, novos materiais e tecnologias que são tão diferentes daqueles a que a indústria de artigos de desporto está habituada», aponta Cyrill Gutsch, fundador da Parley for the Oceans. «É um desafio em curso, mas demos o primeiro passo. Podemos agora substituir plástico novo por plástico reciclado de resíduos marinhos: o Parley Ocean Plastic. Podemos criar calçado e artigos de vestuário com isso e estamos prontos a aumentar a produção», refere. No início deste ano, a Adidas anunciou o fim gradual da utilização de sacos de plástico nas suas lojas próprias até ao final do seu primeiro trimestre fiscal e acabar com a utilização de microcontas em plástico em todos os seus produtos de cuidado para o corpo até ao final do ano. Também deixou de usar garrafas de plástico nas reuniões que decorrem na sua sede em Herzogenaurach, na Alemanha. No segundo semestre de 2016, um dos principais franchises da Adidas vai integrar o Parley Ocean Plastic no primeiro lançamento comercial de calçado da Adidas e a Parley for the Oceans.

4Trabalho no México sob investigação

Uma investigação do Departamento de Trabalho dos EUA ao retalhista mexicano Chedraui concluiu que não há provas de violações laborais, mas alerta que é necessário aprovar urgentemente reformas laborais no país. A avaliação surge após uma queixa apresentada por sindicatos e grupos de defesa dos trabalhadores dos EUA e do México que alegam que o governo mexicano não cumpriu as suas obrigações sob o North American Agreement on Labor Cooperation, tendo falhado na implementação das leis laborais na cadeia de supermercados Chedraui. O retalhista é o terceiro maior do México e vende uma grande variedade de artigos, desde produtos alimentares e vestuário. As violações incluiriam, alegadamente, a liberdade de associação e negociação coletiva, assim como discriminação de trabalhadores. Embora o Departamento de Trabalho tenha dita que há provas insuficientes «nesta altura» para suportar conclusões específicas, admite que a queixa levantou «preocupações sérias» em relação a estas questões. O relatório sublinha ainda a importância de aprovar as reformas constitucionais e legislativas pendentes no Congresso do México e acrescenta que «vamos continuar a monitorizar e a colaborar com o governo mexicano nestas e noutras questões». As reformas laborais propostas são também vistas como essenciais para que o México cumpra as obrigações sob a Parceria Transpacífico.

5Inditex e Lenzing juntas pela sustentabilidade

A Inditex assinou um acordo exclusivo com a produtora de fibras celulósicas Lenzing para produzir matérias-primas premium a partir de resíduos têxteis como parte do compromisso da gigante espanhola de moda para com a economia circular. Os planos, anunciados na assembleia-geral anual da Inditex, que teve lugar no passado dia 19 de julho, prevê que a empresa espanhola forneça a Lenzing com tecidos para que sejam reciclados em novos materiais. O projeto piloto vai começar com 500 toneladas de resíduos têxteis, com o objetivo de que em poucos anos atinja 3 mil toneladas – o suficiente para produzir cerca de 48 milhões de peças de roupa. A estratégia ambiental para 2016 a 2020 inclui ainda a aposta na investigação de novas tecnologias para criar novas fibras têxteis a partir de vestuário reciclado juntamente com o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e várias universidades espanholas. A Zara vai ainda implementar um projeto de recolha gratuita de vestuário usado quando entrega compras online. O teste piloto – que irá começar em setembro e terá a colaboração da instituição de solidariedade Cáritas e da empresa de transportes Seur – vai ser feito em Madrid, com o objetivo de chegar a todo o país. A Inditex vai também instalar entre 1.500 e 2.000 contentores de recolha de roupa nas principais cidades espanholas – a Cáritas irá depois fazer a seleção, distribuindo as peças em bom estado e colocando para reciclar as restantes. Durante a assembleia, Pablo Isla, presidente do conselho de administração, enfatizou o progresso e os marcos feitos nos últimos quatro anos, como a rastreabilidade da cadeia de aprovisionamento e monitorização de iniciativas na cadeia de aprovisionamento, desde as matérias-primas ao fim do ciclo de vida. O grupo também cresceu «acentuadamente» em todas as geografias, com progresso na integração do offline com o online e no ritmo de criação de emprego, com a Inditex a gerar 15.800 novos postos de trabalho.

6Acordos comerciais são cruciais para o Reino Unido

A incerteza em relação aos futuros acordos comerciais que o Reino Unido vai ter de negociar quando decidir formalmente abandonar a União Europeia deverão pesar nas perspetivas de crescimento a médio-longo prazo. Segundo o estudo anual de análise de crédito do Investors Service da Moody’s, a credibilidade do Reino Unido está sob pressão negativa após o voto no Brexit e a saída da UE vai provavelmente afetar o crescimento económico e enfraquecer as finanças do Estado. «A economia vai abrandar significativamente a curto prazo e as perspetivas de crescimento a médio prazo podem ser materialmente inferiores se o Reino Unido não conseguir chegar a um novo acordo comercial com a UE que permita um acesso razoável ao mercado único europeu», afirma Kathrin Muehlbronner, vice-presidente sénior na Moody’s. «Tendo em conta a complexidade e quantidade de decisões de política económica nos próximos anos, as instituições britânicas serão postas à prova», acrescentou. A Moody’s antecipa um crescimento real do PIB de 1,5% e de cerca de 1% para 2016 e 2017, respetivamente, mas afirma que uma taxa de crescimento significativamente mais baixa para 2017 é «uma distinta possibilidade». Mas o Reino Unido mantém ainda forças importantes que não serão afetadas pela saída, incluindo o facto de ter uma economia grande, diversificada e competitiva, com elevados níveis de riqueza e um mercado de trabalho flexível. A credibilidade do Banco de Inglaterra deve ainda assegurar a estabilidade financeira, enquanto a flexibilidade de câmbio confere algum apoio às exportações e à estabilidade externa do Reino Unido, conclui o relatório.