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  1. LVMH bate expectativas
  2. Negócios da Índia
  3. A missão olímpica de Louboutin
  4. Saltos altos pesam nas contas
  5. Os tentáculos de Amancio Ortega
  6. Descontos abrem portas

1LVMH bate expectativas

O relatório de vendas relativas a produtos de moda e artigos de couro do segundo trimestre do conglomerado de luxo superou as expectativas, alavancado por uma procura sólida nos EUA e uma melhoria nos negócios na Ásia, excluindo o Japão. As vendas da divisão subiram 1%, ultrapassando a previsão dos analistas que apontava para vendas estagnadas ou com uma quebra ligeira, bem como a estagnação do primeiro trimestre. No entanto, o crescimento do lucro total do LVMH manteve-se estável face a um aumento de 3% nas receitas do primeiro semestre, em linha com as previsões. O CFO do LVMH, Jean-Jacques Guiony, afirmou que o crescimento da procura na Louis Vuitton foi «muito positivo nos EUA» e tinha melhorado na China. Todavia, a procura desacelerou na Europa e no Japão. Guiony acrescentou que a rentabilidade da Louis Vuitton, maior contribuinte para o resultado do grupo, manteve-se constante no primeiro semestre, quando comparado com o período homólogo de 2015. O CFO deixou saber que, para já, será difícil quantificar o impacto nas vendas do lançamento do primeiro perfume da Louis Vuitton, que acontece em setembro. A fragância será vendida em 350 a 400 lojas da marca, enquanto os perfumes Chanel e Dior são vendidos em espaços de retalho, ou seja, estão representados em 40 a 50 vezes mais lojas a nível mundial, apontou Guiony. O LVMH, que controla 70 marcas, incluindo a Louis Vuitton, Dior e Hennessy, revelou que a procura em França, onde faz 10% das vendas, conheceu um declínio significativo no tráfego de turistas no primeiro semestre. A indústria de artigos de luxo está a atravessar um dos períodos mais difíceis nos últimos sete anos, com um crescimento anual de vendas a um dígito ou estagnado, face o crescimento de dois dígitos de há quatro anos. Vários grupos e marcas de luxo têm visto a sua rentabilidade atingida pela desaceleração no consumo de bens de luxo, incluindo Burberry, Richemont e Swatch.

2Negócios da Índia

A maior empresa de comércio eletrónico da Índia comprou a retalhista doméstica de moda online Jabong ao Global Fashion Group por 70 milhões de dólares (aproximadamente 63,7 milhões de euros), representando o mais recente movimento de consolidação no sector do comércio eletrónico do país, numa altura em que a concorrência se intensifica. O Myntra, uma ramificação do Flipkart que se dedica ao retalho de moda na Índia, está a completar a compra da Jabong e, de acordo com a informação já divulgada, somando o tráfego dos dois websites, serão cerca de 15 milhões de utilizadores ativos mensais. O Global Fashion Group é apoiado pelo fundo de investimento alemão Rocket Internet e pelo sueco Kinnevik. O acordo coloca o Myntra, que foi comprado pelo Flipkart por cerca de 300 milhões de dólares no ano passado, numa posição privilegiada para competir com a maior rival local do Flipkart, o Snapdeal, e com a Amazon, que se comprometeu a investir mais de 5 mil milhões de dólares na Índia para aumentar a quota de mercado no país. O espaço de retalho online na Índia é especialmente atrativo para nomes estabelecidos como o Flipkart, Snapdeal e a Amazon, mas também para jogadores novos, como a Reliance Industries (RELI.NS) – que já traçou planos para o lançamento de um website de comércio eletrónico. O mercado digital da Índia tem elevado potencial, com vendas anuais de 36,7 mil milhões de dólares até 2020, segundo os consultores da KPMG. Os websites Myntra e Jabong vão oferecer exclusivamente marcas internacionais, como a Topshop, Dorothy Perkins, Forever 21 e Swarovski.

3A missão olímpica de Louboutin

O criador pode ser conhecido pelos seus sapatos de sola vermelha, mas a nova coleção de Christian Louboutin é ainda mais alegre do que o habitual. O designer de calçado de luxo estabeleceu uma parceria com a retalhista digital francesa SportyHenri.com para criar os uniformes sociais da missão cubana nos Jogos Olímpicos de 2016, que terão lugar em agosto no Rio de Janeiro. Os fatos, apresentados no último fim de semana em Lisboa, serão usados pela delegação de mais de 100 atletas em ocasiões formais, como a cerimónia de encerramento. As peças incluem sapatilhas de cano alto e mocassins Naza Star para os homens e sandálias de salto baixo quadrado para as atletas, modelo batizado de Naza Sandal. Os casacos tailoring, em vermelho para os homens e em bege para mulher, apresentam a bandeira do país no bolso e são completados por calças, calções e saias. A estrela de cinco pontas é usada como emblema da sorte, exibida nas costas do casaco de cada atleta. «Nos Jogos Olímpicos, parece que estes atletas vestem roupa de performance e, simultaneamente, se transformam em super-heróis que desafiam a gravidade, que desafiam o tempo, que desafiam todas as regras da física», explicou o ex-jogador de andebol francês e fundador da SportyHenri.com Henry Tai. «Nós desenhámos o vestuário da cerimónia para o momento em que [os atletas] se transformam em seres humanos, ainda naquele momento de glória, ainda naquela luz, mas de regresso ao mundo real». A colaboração nasceu quando Louboutin viajou para Cuba para apoiar Tai durante uma sessão fotográfica para a SportyHenri.com. A dupla criou a coleção em conjunto com atletas e ex-atletas olímpicos.

4Saltos altos pesam nas contas

Devido à baixa médica motivada por questões relacionadas, os saltos altos estão a custar cerca de 260 milhões de libras (aproximadamente 310 milhões de euros) às empresas britânicas. Numa investigação recente sobre o efeito dos códigos de indumentária no local de trabalho, a coach de comunicação Helen Sewell reivindica que esta perda é causada por ausências associadas a «calçado inadequado», observando que o salto alto pode originar uma «geração de mulheres com graves problemas de saúde». O inquérito foi criado depois de uma petição online, assinada por mais 150.000 pessoas, para que fosse considerado ilegal exigir que as mulheres usassem saltos no trabalho – a lei britânica permite que as empresas exijam saltos altos e maquilhagem no seu código de indumentária. A questão surgiu quando Nicola Thorp – uma atriz e rececionista a tempo parcial – lançou a petição depois de ter sido dispensada por se recusar a usar sapatos com um salto de 10 cm. «Usar saltos tem um sério impacto na capacidade de pensar corretamente e na capacidade de respirar corretamente», afirmou Sewell, ex-locutora da BBC à comissão de petições. Sewell alega que 7,2% da força de trabalho tira um dia de baixa médica pelo menos uma vez por ano devido a problemas de voz e que usar saltos é um fator contributivo. A evidência leva a uma estimativa de que isso custe uma média de 260 milhões de libras por ano à economia britânica.

5Os tentáculos de Amancio Ortega

Amancio Ortega, o homem mais rico da Europa e fundador do grupo de moda global Inditex, gere também cerca de 6 mil milhões de euros em ativos imobiliários. O braço de investimento imobiliário do magnata, a Pontegadea Inmobiliaria, geria, no final de 2015, ativos avaliados em 6,06 mil milhões de euros, um aumento de 8,3% face ao ano anterior, tornando-se numa das maiores empresas imobiliárias de Espanha. Ortega, que fez 80 anos este ano, consolidou a maioria dos seus interesses privados na holding Pontegadea Inversiones em dezembro passado, que tem o fundador da Inditex à cabeça e a sua esposa Flora Perez e um parceiro de negócios listados como vice-presidentes. A Pontegadea Inversiones, que detém uma quota de 50,01% da Inditex ao lado de milhares de milhões de euros em investimentos imobiliários, teve um lucro de 810 milhões em 2015 dos dividendos da empresa, um aumento de 5,2% em relação ao ano anterior. Usando os dividendos da Inditex, que quase duplicaram ao longo dos últimos cinco anos, Ortega fez compras de imóveis de Londres a Nova Iorque. A primeira compra de Amancio Ortega foi a Torre Picasso, um edifício de escritórios em Madrid, adquirido em 2011. Desde então, o empresário comprou um bloco de escritórios em Mayfair e espaços em Oxford Street, Londres, e o E.V. Haughwout Building no SoHo, Nova Iorque. Em Madrid, Ortega é proprietário do número 32 da Gran Via. O edifício Art Deco, construído como um dos primeiros grandes armazéns da cidade na década de 1920, alberga agora a maior loja em Espanha da arquirrival Primark. Em fevereiro, Amancio Ortega fez a sua primeira incursão na Ásia com a aquisição de um edifício em Myeongdong, bairro comercial trendy de Seul.

6Descontos abrem portas

Com o objetivo de chegar às 2.500 lojas nos EUA, a cadeia de descontos Ross Stores teve os meses de junho e julho muito movimentados, abrindo portas a 24 Ross Dress for Less e sete lojas dd’s Discounts em 15 estados norte-americanos. Os novos locais fazem parte dos planos de expansão para 2016 da retalhista que prevê inaugurar cerca de 70 espaços Ross e 20 lojas dd’s Discounts ao longo do ano. «Estas aberturas recentes refletem a nossa estratégia atual para expandir a nossa base de lojas quer nos novos, quer nos mercados existentes», afirmou Jim Fassio, diretor de desenvolvimento. «A longo prazo, vamos continuar a procurar oportunidades de expansão em todos os nossos mercados e continuamos confiantes na nossa capacidade de crescer até 2.000 Ross Dress for Less e 500 dd’s Discounts», acrescentou. A Ross Dress for Less, a maior cadeia off-price de vestuário nos EUA, tem 1.317 pontos de venda em 34 estados e a cadeia de desconto dd’s contabiliza já 185 espaços em 15 estados.