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  1. Delta Galil de vento em popa
  2. Preços do vestuário em queda
  3. Olimpias reutiliza 100% da água
  4. Kohl’s abre lojas de menor dimensão
  5. Químicos tóxicos com efeito prolongado
  6. Columbia Sportswear investe na reciclagem

 

1Delta Galil de vento em popa

A Delta Galil Industries, especializada em lingerie, pijamas e meias, confirmou a previsão anual, depois de registar um crescimento de dois dígitos das vendas no terceiro trimestre, impulsionado por um aumento do segmento de produtos de activewear. As vendas, nos três meses terminados a 30 de setembro, aumentaram 6%, para 284,5 milhões de dólares, face a 267,2 milhões no mesmo período do ano anterior. Na moeda original, as vendas cresceram 12% e as vendas orgânicas aumentaram 10%. O lucro líquido, no entanto, caiu 2%, para 13,4 milhões de dólares, face a 13,8 milhões, em resultado de investimentos feitos, como a aquisição da marca PJ Salvage. O lucro atribuído aos acionistas subiu 2%, para 14,1 milhões de dólares. «Considerando os principais motores do nosso crescimento este trimestre, assistimos a um aumento das vendas nos EUA e nos segmentos globais de mercado superiores, enquanto o negócio Schiesser na Europa e a Delta Israel verificaram um aumento das vendas em moeda original», revela o CEO, Isaac Dabah. «Uma proporção crescente das vendas provém de produtos de marca, que tem sido outra das nossas principais iniciativas estratégicas». A margem bruta diminuiu ligeiramente de 30,9% no ano passado para 29,2%. No início deste ano, a Delta Galil adquiriu a marca PJ Salvage numa tentativa de expandir a presença nos segmentos de sleepwear e loungewear, atrair uma base de jovens clientes e reforçar a posição no mercado superior. Paralelamente, assinou um acordo de licença com a Columbia para roupa íntima masculina e feminina, e prepara-se para inaugurar uma nova fábrica no Vietname, no primeiro semestre de 2016. A empresa reiterou a previsão financeira de vendas para 2015, situada na faixa de 1,08 mil milhões a 1,09 mil milhões de dólares, o que representa um crescimento orgânico de 4% a 6%, fixando o lucro entre 48,5 milhões e 51,5 milhões de dólares, o que representa um aumento de 0,6% face ao lucro líquido de 48,4 milhões de dólares obtido em 2014.

2Preços do vestuário em queda

A deflação dos preços do vestuário no Reino Unido acelerou no mês de setembro, em resultado das «significativas promoções sazonais» utilizadas pelos retalhistas como incentivo ao aumento das vendas. A deflação dos preços de vestuário e calçado fixou-se em 6%, face a 5,4% em agosto, de acordo com o Índice de Preços em Loja, produzido pelo Consórcio de Retalho Britânico em parceria com a Nielsen, com todas as subcategorias a figurarem em território negativo. Embora as categorias de vestuário e acessórios infantis e femininos continuem a sentir uma maior deflação, o vestuário infantil foi a única categoria a registar um abrandamento desta queda, ainda que reduzido. O segmento de calçado e vestuário masculino conheceu uma aceleração das taxas deflacionárias, enquanto o vestuário de bebé reportou uma deflação apenas pela segunda vez este ano. Em comparação mensal, os preços do vestuário e calçado diminuíram 0,2%, depois de terem estagnado em agosto. Em geral, os preços em loja caíram 1,9% em setembro, superando o declínio de 1,4% registado em agosto, e a deflação em bens não-alimentares acelerou para 2,9%, face a 2,4%, no mês anterior. Diversos retalhistas de bens não-alimentares estão a recorrer a promoções sazonais para impulsionar o crescimento das vendas, de acordo com Mike Walkins, diretor de retalho e negócios da Nielsen. «Foi um mês especialmente bom para quem procura pechinchas de calçado e vestuário», afirma a diretora-geral do Consórcio de Retalho Britânico, Helen Dickinson. «Embora a confiança do consumidor tenha abrandado ligeiramente, a combinação fortuita de inflação quase nula e preços decrescentes, nos bens alimentares e não-alimentares, permite manter a confiança dos retalhistas num futuro próximo», acrescenta.

3Olimpias reutiliza 100% da água

O Olimpias Group, especializado no fabrico de têxteis e vestuário, inaugurou o que afirma ser a primeira estação de tratamento de água, que poderá recuperar até 100% da água utilizada no processo de tingimento têxtil, integrada num esforço mais vasto de maximização da sustentabilidade da sua cadeia de aprovisionamento. A empresa, controlada pela família Benetton, afirma que esta estação permitirá, gradualmente, recuperar até 100% da água utilizada na sua unidade de fabrico em Osijek, Croácia. A anterior estação da Olimpias permitia, apenas, remover substâncias orgânicas e não substâncias inorgânicas, como alcalinidade, sílica, cloros, sulfatos e metais pesados, pelo que a água não podia ser reutilizada. Porém, a nova unidade de tratamento permitirá a recuperação de 70% dos 1.000 metros cúbicos de água utilizados diariamente na produção, face aos 10,5% anteriormente conseguidos, contribuindo para a redução da quantidade de água utilizada globalmente, que totaliza agora 600 metros cúbicos por dia, face a 1.600. A nova unidade, assim como os sistemas OX e de nanofiltração resultarão em poupanças de energia, custos de produção mais reduzidos, uma redução de 1.250 toneladas nas emissões de dióxido de carbono e melhoria da qualidade do produto finalizado. «Na nossa visão, não existe sustentabilidade sem inovação», sustenta o CEO Gianni Zanella. «Revolucionando o tratamento da água utilizada nos processos, podemos reduzir significativamente o consumo de água e energia, resultando num impacto positivo significativo face ao ambiente, poupança de custos e melhoria do produto acabado, devido à qualidade superior da água reutilizada».

4Kohl’s abre lojas de menor dimensão

A retalhista americana Kohl’s planeia inaugurar 10 novas lojas de menor dimensão, no próximo ano, disponibilizando aos consumidores uma maior variedade de conveniências, integradas na iniciativa estratégica multianual, concebida para aumentar as vendas do grupo. A Kohl’s revelou que pretende inaugurar protótipos de lojas de menor dimensão, em mercados nos quais tem uma presença mais limitada, no âmbito da sua “Greatness Agenda”. A estratégia tem como objetivo aumentar as vendas para 21 mil milhões de dólares até 2017, assente em cinco pilares: produto de excelência, poupança, experiência simples, conexões personalizadas e equipas vencedoras. Neste contexto, a retalhista anunciou que planeia inaugurar 10 a 15 lojas independentes em centros comerciais, dedicadas à venda de vestuário da marca Fila, assim como duas unidades suplementares da OffAisle by Kohl’s, em 2016. «Com quase 80% das vendas associadas e consumidores conhecidos, sabemos, melhor do que qualquer outro retalhista, como os nossos consumidores se comportam e o que compram», explicou o CEO Kevin Mansell. «Estamos a investir na personalização de experiências. Isto permitirá disponibilizar experiências que são mais relevantes para os hábitos, interesses e famílias dos nossos consumidores. Pretendemos envolver o consumidor de uma forma que supera a oferta de promoções», acrescentou.

5Químicos tóxicos com efeito prolongado

Os químicos perigosos utilizados no fabrico de vestuário permanecem nas peças mesmo após lavagem, de acordo com os dados revelados por uma nova pesquisa. Investigadores da Universidade de Estocolmo descobriram que as 60 peças de vestuário analisadas, provenientes de diversas marcas internacionais, continham milhares de químicos e cerca de 100 substâncias foram preliminarmente identificadas. Algumas são potencial ou comprovadamente cancerígenas, contribuindo, simultaneamente, para a toxicidade da água. Várias substâncias não figuravam na lista dos fabricantes, pelo que os investigadores suspeitam que estes sejam produtos, resíduos ou químicos adicionados durante o transporte. A exposição a estes químicos aumenta o risco de dermatite alérgica e pode estar relacionada com problemas de saúde mais graves. Após a lavagem das peças, algumas das substâncias foram eliminadas, consubstanciando um risco de contaminação dos ambientes aquáticos. Outras permaneciam, em quantidades elevadas, nas peças de roupa, tornando-se uma potencial fonte de exposição dérmica prolongada. No entanto, os investigadores afirmam que é difícil determinar se os níveis de substâncias nocivas são perigosos e quais os efeitos que estes químicos, presentes nas peças de vestuário, poderão ter no longo prazo.

6Columbia Sportswear investe na reciclagem

A empresa de vestuário e calçado Columbia Sportswear está a dirigir um programa de reciclagem em parceria com a I:Collect, especializada em soluções de reciclagem têxtil, pretendendo encerrar o ciclo da cadeia de aprovisionamento de vestuário. O esquema Rethreads encoraja os consumidores a entregarem o vestuário e calçado usados numa das sete lojas nos estados do Oregon, Washington e Minnesota, que estão a realizar o estudo piloto, sendo recompensados ​​com 10% de desconto em compras iguais ou superiores a 75 dólares. Os produtos recolhidos serão enviados para uma unidade de processamento parceira da I:Collect, onde serão avaliados e classificados para reutilização ou reciclagem. Os produtos que possam ainda ser reutilizáveis são encaminhados pera o mercado de segunda mão, enquanto os restantes são reciclados em matérias-primas secundárias, destinadas a artigos tais como fibras para peças de vestuário novas. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, atualmente, cerca de 85% das peças de roupa e calçado têm como destino os aterros, o que equivale a cerca de 10 mil milhões de quilos de resíduos por ano, ou 31 quilos de resíduos por pessoa por ano. «Através do Programa Rethreads, a Columbia adere ao movimento que pretende reduzir significativamente a quantidade de vestuário e calçado que tem como destino os aterros sanitários, a fim de contribuir para a conservação dos nossos recursos materiais, redução da nossa pegada de carbono coletiva e renovação do planeta e das nossas comunidades» explicou a empresa.