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  1. Gerber Technology tem nova parceria
  2. Hugo Boss fecha lojas na China
  3. Preços dominam compras no regresso às aulas
  4. Sindicatos asiáticos unidos por salários mais altos
  5. ITV da Malásia ganha impulso
  6. Consumidores americanos em contenção

1Gerber Technology tem nova parceria

A Gerber Technology integrou o software YuniquePLM com o da Texbase para ajudar as empresas a simplificarem o processo de desenvolvimento de vestuário inovador e socialmente responsável. A Texbase oferece uma solução complementar ao YuniquePLM, fornecendo uma forma detalhada de automatizar e certificar o cumprimento dos critérios exigidos, gerir a aprovação de cores e os materiais, assim como assegurar a colaboração com parceiros da cadeia de aprovisionamento. «A sinergia entre a nossa solução e o YuniquePLM resulta numa situação win-win para os nossos clientes mútuos», indica Jose Walkuski, CEO da Texbase. Clayton Parker, gestor de produto PLM na Gerber Technology, afirma que a parceria foi construída sob o pressuposto comum de ajudar os clientes a simplificar os processos, aumentar a eficiência e permitir a colaboração. «Com a Texbase, marcas, retalhistas e produtores serão capazes de conseguir uma maior inovação, integridade de produto e rastreabilidade ao longo da cadeia de aprovisionamento», aponta. A parceria será apresentada na conferência anual da Gerber, a Ideation2016, que terá lugar a 29 e 30 de setembro em Miami.

2Hugo Boss fecha lojas na China

A casa de moda alemã Hugo Boss vai encerrar cerca de 20 lojas na China, num primeiro sinal das mudanças que estão para vir sob a liderança do novo CEO, Mark Langer. Os lucros nos três meses até ao final de junho caíram para 11,1 milhões de euros, em comparação com 70,7 milhões de euros no mesmo período de 2015. Apesar da abordagem mais disciplinada aos preços e à redução dos custos, as vendas desceram 14% no trimestre, sobretudo devido às promoções. A Hugo Boss culpou ainda um «ambiente de mercado difícil» pelo declínio nos EUA. As vendas do grupo desceram 4%, para 622 milhões de euros, em resultado dos efeitos negativos do câmbio – um valor que, ainda assim, superou as expectativas dos analistas. As vendas na Europa tiveram uma boa performance (+7%), mas na Ásia o declínio atingiu os 6%, com o mercado chinês a reportar uma queda de 16% devido à diminuição das vendas em Hong Kong e em Macau. Na China Continental, os ajustes de preço introduzidos no início do ano e um reforço na comunicação digital da marca resultaram num aumento de dois dígitos no volume de vendas. Langer revelou que vai fechar 20 das 443 lojas independentes na China nos próximos 18 meses. O CEO espera que esta ação suporte um regresso ao crescimento sustentado do lucro. «Num ambiente tudo menos fácil, tivemos uma boa performance nos últimos meses», considera Langer. «Já melhoramos significativamente a nossa eficiência operacional com a introdução de uma série de medidas. Para regressar ao crescimento do lucro novamente a médio prazo, tomamos decisões que são difíceis. Estas incluem o encerramento das lojas e uma mudança estrutural na nossa distribuição no canal de vendas por grosso nos EUA», acrescentou. Quanto ao futuro, «o ambiente do mercado vai continuar difícil», acredita. «Contudo, está nas nossas mãos reforçar as nossas marcas e o nosso modelo de negócio. Enquanto empresa, temos de nos focar mais nos clientes, sermos mais rápidos e mais flexíveis», resumiu.

3Preços dominam compras no regresso às aulas

Embora as compras para o regresso às aulas tenham começado mais cedo este ano, a família média americana com crianças fez apenas cerca de metade (48%) das suas compras até ao início de agosto, com 70% ainda à procura de roupas e 57% de sapatos. Segundo o estudo anual da National Retail Federation (NRF), apenas 13% das famílias com crianças do infantário ao secundário concluiu as suas compras, com 22% das famílias a terem ainda de iniciar o processo, um aumento em comparação com 20% em 2015. «É evidente que muitas famílias ainda consideram o preço e o valor quando fazem compras para o regresso às aulas», afirma o presidente e CEO da NRF, Matthew Say. «Comprar cedo e frequentemente é uma tendência que vimos em muitos consumidores atentos ao orçamento nos últimos anos. Nas próximas semanas, os pais vão aproveitar as promoções agressivas que os retalhistas vão oferecer, à medida que se preparam para receber os artigos para o outono», explica. Quando estão à procura de bons negócios, 48% dos pais são influenciados por cupões, um valor superior aos 43% do ano passado e o mais alto desde o início da realização do estudo. As famílias vão ainda aproveitar as promoções em loja (39%) e as publicidades (33%) para completar as suas listas de compras. Para os que começaram a comprar antecipadamente, metade das compras foram influenciadas por cupões, saldos e/ou promoções. Tal como no regresso às aulas dos mais novos, os estudantes universitários e as suas famílias já concluíram quase 48% das suas compras, uma ligeira descida face aos 49% na mesma altura do ano passado. Segundo o estudo, apenas 15% dos consumidores concluíram as suas listas de compras, em comparação com 19% no ano passado. «Quando se trata de eventos em que se gasta muito, como o regresso às aulas, as famílias estão a ser muito inteligentes na forma como abordam a lista de compras», acrescenta a analista Pam Goodfellow. «As famílias estão lentamente a concluir as suas compras nesta estação, ao mesmo tempo que aproveitam as promoções que vão continuar até ao Dia do Trabalhador [celebrado a 5 de setembro nos EUA] e distribuindo o orçamento à medida que é necessário», refere. De acordo com o estudo, 50% dos estudantes universitários e respetivas famílias ainda têm de fazer compras de vestuário.

4Sindicatos asiáticos unidos por salários mais altos

Num encontro em Phnom Penh, no Camboja, as filiais do IndustriAll de sete países asiáticos discutiram como reforçar a sua colaboração para atingir salários de sobrevivência para os trabalhadores da indústria de vestuário na região. Após o debate, as filiais concordaram que o nível inicial de negociação tem de ser desenvolvido em linha com o acordo existente entre o IndustriAll e as principais marcas de vestuário, enquanto os sindicatos irão continuar a ter uma abordagem mais estratégica ao acordo para as negociações coletivas ao nível das fábricas. Os sindicatos terão de fazer campanha por salários mínimos mais altos e mecanismos mais eficientes, mas afirmam que o reduzido sindicalismo torna difícil a obtenção de salários mínimos mais elevados, ao mesmo tempo que o não cumprimento e a falta de implementação efetiva dos salários mínimos são problemas constantes. Outras organizações sindicais, como a ITUC, Solidarity Center e Apheda também estiveram presentes na reunião e comprometeram-se a apoiar as campanhas pelo salário de sobrevivência.

5ITV da Malásia ganha impulso

As exportações têxteis e vestuário da Malásia subiram 10% na primeira metade do ano, graças a um aumento na procura mundial de vestuário e tecidos de qualidade. As exportações atingiram 6,99 mil milhões de ringgit (1,55 mil milhões de euros) nos primeiros seis meses de 2016, em comparação com 6,33 mil milhões de ringgit no mesmo período do ano passado, indicou o ministro da indústria e do comércio Datuk Ahmad Maslan. O responsável atribuiu o aumento à subida da procura por têxteis e vestuário de elevada qualidade na Malásia, assim como ao aumento do poder de compra nos principais países de importação, nomeadamente os EUA, União Europeia e Canadá. O ministro revelou que antecipa que a procura atinja 30 milhões de toneladas até 2018, com a Ásia a ser uma grande fonte de importações por parte dos EUA e dos países da UE. Atualmente, o país conta com 970 empresas do sector têxtil e vestuário, das quais 400 produzem pronto-a-vestir, 80 fazem linhas e 108 malhas. Em 2015, as exportações de têxteis e vestuário do país ascenderam a 12,6 mil milhões de ringgit, um aumento de 8,7% face a 2014. As principais exportações foram fios, representando 25,5%, e vestuário em malha, que representou 18,6%, de acordo com a Malaysia External Trade Development Corporation. Os EUA, o Japão, China, Turquia e Indonésia foram os principais mercados de exportação.

6Consumidores americanos em contenção

As vendas a retalho nos EUA permaneceram estagnadas em julho face ao mês anterior, com os consumidores a conterem os gastos discricionários em artigos como vestuário. Segundo os números do Departamento de Comércio dos EUA, as vendas a retalho subiram 2,3% em julho face ao mesmo mês do ano anterior. Excluindo os veículos automóveis, combustíveis e restaurantes, as vendas a retalho permaneceram também inalteradas em comparação com junho e subiram 1,9% face ao mesmo período do ano passado. Contudo, as vendas em lojas de vestuário e acessórios de vestuário desceram 0,5% em termos mensais e 1,2% face ao ano passado. Os dados sugerem ainda que o consumo está a arrefecer depois dos números mais robustos no trimestre anterior. Neil Saunders, CEO da Conlumino, destaca que o crescimento em termos anuais das vendas a retalho caiu para o valor mais baixo desde fevereiro de 2013. «O padrão para julho é bastante claro: os consumidores foram mais cautelosos com o que gastam e alguns reduziram. A questão é porque é que o fizeram, quando tantos indicadores económicos são positivos», sublinha. A resposta, acredita, «tem a ver com confiança, alguns contratempos, embora menores, na economia, que não ajudam, e as distrações do verão». Os dados da Conlumino sugerem que a confiança dos consumidores se deteriorou em julho – sobretudo no início do mês, após o tumulto nos mercados mundiais após a decisão do Reino Unido de sair da UE. O verão quente também foi uma distração, com mais orçamento destinado a serviços, como viagens e entretenimento – uma tendência que descarrilou o crescimento no retalho. Para o futuro, Saunders revela que «esperamos que os números saiam reforçados, mas não ao nível do mês passado. Algures entre [os valores de] meados deste mês e o mês passado será o resultado provável do crescimento no resto deste ano».