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  1. Maior parte dos países com risco de escravatura
  2. China ultrapassa EUA no retalho
  3. Target corta relações com a Welspun
  4. Coreia do Sul é o paraíso do luxo
  5. Vendas e lucro da Weiqiao em queda
  6. Moda regressa a Nova Iorque em setembro

1Maior parte dos países com risco de escravatura

Quase 60% dos países têm risco elevado de usar trabalho escravo nas suas cadeias de aprovisionamento, segundo um novo índice mundial lançado este mês, que aponta ainda a Coreia do Norte como tendo o pior registo de trabalho escravo no mundo. Através da avaliação de incidentes de tráfego humano ou escravatura, das leis e da qualidade de aplicação da lei em 198 países, a empresa de análise de risco Verisk Maplecroft concluiu que 115 países têm risco elevado ou extremo de usar escravos. «Poucos países no mundo estão realmente imunes à escravatura moderna», afirma Alex Channer, analista de pesquisa na área dos direitos humanos na Verisk Maplecroft. Quase 46 milhões de pessoas vivem como escravos, forçados a trabalhar em fábricas, minas e quintas, vendidas para sexo ou nascidas em servidão, segundo o Global Slavery Index 2016 do grupo de direitos humanos Walk Free Foundation. A questão da escravatura tem recebido mais atenção nos últimos anos, com a descoberta de casos em diversos sectores, incluindo a indústria da pesca, das minas e dos têxteis. No ano passado, a Grã-Bretanha aprovou uma lei antiescravatura que exige que as empresas com um volume de negócios superior a 36 milhões de libras reportem o que estão a fazer para erradicar a escravatura das suas cadeias de aprovisionamento. A seguir à Coreia do Norte, o relatório aponta o Sudão do Sul, o Sudão e a República Democrática do Congo, um dos maiores produtores mundiais de cobalto, usado na eletrónica, como os países com mais trabalho escravo. Grandes exportadores, como a Índia e a China, têm «risco extremo» de usar escravos nas suas cadeias de produção, juntamente com a República Democrática do Congo e a Costa do Marfim, um dos maiores produtores de cacau. A União Europeia, por seu lado, comporta um «risco médio» de usar escravos, embora a Grã-Bretanha, a Alemanha, a Dinamarca e a Finlândia sejam as únicas economias europeias com baixo risco de trabalho escravo. «No geral, a maior parte dos países têm um quadro legal média a excelente. O que varia é a capacidade efetiva de aplicar realmente essas leis», afirma Channer.

2China ultrapassa EUA no retalho

A China deverá ultrapassar os EUA para se tornar no maior mercado de retalho do mundo até ao final do ano, de acordo com um novo estudo publicado pela empresa de pesquisa de mercado eMarketer. O valor total gasto no retalho na China Continental deverá crescer 13,3% em termos anuais, para atingir 4,89 biliões de dólares (4,33 biliões de euros), este ano, ultrapassando o valor previsto de 4,82 biliões de dólares para os EUA. No ano passado, a PwC antecipava que esta ascensão da China só se efetivasse em 2018. Monica Peart, diretora de previsões da eMarketer, afirma que o comércio eletrónico deverá ancorar o crescimento do retalho na China, graças à expansão da classe média, maior penetração da Internet e da utilização de telemóveis e melhorias no apoio logístico e infraestrutural. O estudo mostra que a diferença do consumo no retalho na China e nos EUA deverá aumentar significativamente até 2020, atingindo 7,09 biliões de dólares na China, em comparação com 5,48 biliões de dólares nos EUA. A China é já o maior mercado de retalho online do mundo, com as vendas a deverem atingir 899,1 mil milhões de dólares este ano, representando quase metade (47%) das vendas digitais internacionalmente, em grande parte devido à proliferação de mercados online como o Tmall e o Taobao, do Alibaba, e a rival JD.com. «O consumo através de dispositivos móveis está também a aumentar e este ano vai representar 55,5% do todas as vendas de comércio eletrónico e atingir 68% até 2020», indica Peart. Quase dois terços dos utilizadores de smartphones na China fazem agora pagamentos frequentes nos seus dispositivos, segundo o China Network Information Centre. O número total de utilizadores da Internet atingiu 710 milhões em junho, quase o dobro da população total dos EUA, e cerca de 656 milhões de utilizadores estão a aceder à Internet através de dispositivos móveis.

3Target corta relações com a Welspun

As ações na gigante do têxtil Welspun India caíram 20% depois da Target Corp ter avisado que vai cortar relações com a empresa devido a uma disputa relacionada com o aprovisionamento de algodão. A Target afirma que a Welspun substituiu algodão egípcio por algodão não-egípcio nos lençóis e fronhas de almofada feitos para a retalhista, que já retirou os mesmos das suas lojas. «Informamos a Welspun que, devido a esta conduta, estamos no processo de terminar a nossa relação com eles», afirma a Target em comunicado. Durante o fim de semana, a empresa têxtil indiana revelou estar a investigar um problema com um dos seus clientes e nomeou uma auditoria externa para investigar a causa do problema. «Esta é uma questão com a maior prioridade para nós e vamos tomar as medidas necessárias para a resolver», assegurou a empresa.

4Coreia do Sul é o paraíso do luxo

Um mercado de luxo bem estabelecido, um influxo constante de turistas chineses e uma penetração relativamente baixa do comércio eletrónico tornam a Coreia do Sul numa «oportunidade única de crescimento» para as marcas de luxo mundiais, segundo um estudo do Exane BNP Paribas. Sendo a quarta maior economia asiática, a Coreia do Sul tem um PIB equivalente ao de Itália e um dos maiores excedentes comerciais do mundo, concluiu o estudo. O rendimento médio disponível também aumentou a uma taxa composta de crescimento anual de 6%. O país representa cerca de 5% do mercado mundial de bens de luxo pessoais, do qual 75% está concentrado em Seul, Incheon e Gyeonggi-do, a segunda maior área metropolitana do mundo e que representa cerca de metade da população do país. Para além de ter um grupo de consumidores concentrado, a Coreia do Sul beneficia ainda de um crescimento continuado de turistas, sobretudo provenientes da China. A estrutura de retalho na Coreia do Sul é também um ponto a favor, com grandes armazéns como a Lotte, Hyundai e Shinsegae a impulsionarem a maior parte das vendas de luxo do país. A taxa de penetração do comércio eletrónico está estimada em 4%, em comparação com a média mundial de 7%, tornando o digital numa oportunidade lucrativa para as marcas internacionais. O estudo identifica a Burberry e o Kering como os atores do luxo mais bem posicionados para se desenvolverem no mercado da Coreia do Sul, com, respetivamente, uma exposição de 10% e 6% do volume de negócios no país. Em julho, o LVMH comprou uma quota minoritária na Clio Cosmetics por 700 milhões de dólares (cerca de 620 milhões de euros) e, em 2014, o seu ramo de investimento L Capital investiu 80 milhões de dólares na YG Entertainment, que gere ídolos da pop sul-coreana, incluindo Taeyang e G-Dragon.

5Vendas e lucro da Weiqiao em queda

A maior produtora de algodão da China Continental, a Weiqiao Textile, revelou um volume de negócios e lucro mais baixos no primeiro semestre, mas indicou que «aproveitou oportunidades de mercado, otimizou o mix de produto, melhorou a gestão interna e as capacidades de inovação». O volume de negócios caiu 9,9%, para 4,38 mil milhões de yuans (cerca de 583 milhões de euros) nos primeiros seis meses do ano, com o lucro bruto a cair 63,9%, para 74 milhões de yuans, e o lucro líquido a descer 9,2%, para 343 milhões de yuans. A lenta recuperação da economia mundial, a estabilização da economia interna e a fraca procura de produtos têxteis tanto dentro como fora da China foram algumas das causas apontadas para esta quebra. Numa antevisão do segundo semestre, o presidente do conselho de administração, Zhang Hongxia, referiu que, «apesar de todos os desafios enfrentados pela indústria, como a incerteza em relação ao crescimento da economia mundial, falta de brilho na procura no mercado de produtos têxteis, aumento dos custos laborais e escassez de oferta de algodão de qualidade, a indústria têxtil e vestuário chinesa está bem posicionada para manter uma operação estável. Para enfrentar os desafios e as oportunidades neste novo ambiente, a Weiqiao Textile vai continuar a focar-se em abordagens inovadoras ao nível da gestão, redução de custos e melhoria da eficiência, melhoria da produtividade e aumento do valor acrescentado dos produtos». A empresa vai ainda testar uma nova “fábrica inteligente”, localizada num parque industrial em Zoupin, cuja abertura está planeada para novembro. O número de trabalhadores por 10 mil fusos será reduzido para menos de 10, permitindo assim reduzir os custos laborais associados à produção.

6Moda regressa a Nova Iorque em setembro

Depois das propostas para homem em junho e da alta-costura em julho, o mundo da moda prepara-se para a próxima ronda de desfiles, com o pronto-a-vestir de senhora a tomar conta da passerelle. Nova Iorque será, como habitualmente, a primeira capital da moda a abrir a época, onde serão apresentadas as coleções para a primavera-verão 2017 a partir do dia 8 de setembro. A cidade será ainda a primeira a mostrar as alterações que têm abalado o mundo da moda, antecipando-se coleções mistas e a passagem direta das peças da passerelle para as lojas. Entre os nomes que vão passar pela “Big Apple” até 15 destaca-se a Lacoste, Jason Wu, Tommy Hilfiger, Coach, Ralph Lauren, DKNY e Marc Jacobs.