Início Breves

Breves

  1. Vendas da Zona Euro estagnam em junho
  2. Desfiles de Milão em contagem decrescente
  3. Importações em queda na China
  4. Adidas leva produção para os EUA
  5. Yoox Net-a-Porter soma e segue
  6. Bangladesh adianta-se na importação de algodão

1Vendas da Zona Euro estagnam em junho

As vendas a retalho na Zona Euro permaneceram estagnadas em junho, com os consumidores a reduzirem as suas compras de combustível, segundo os dados do Eurostat. As vendas nos 19 países com a moeda única subiram apenas 0,4% em termos mensais. Embora os consumidores tenham mostrado um maior apetite para realizar compras discricionárias, uma queda na aquisição de combustível manteve o indicador praticamente inalterado. As vendas de produtos não-alimentares subiram 0,3%, enquanto as vendas de produtos alimentares, bebidas e tabaco registaram um aumento de 0,1%. Em termos anuais, as vendas a retalho em junho cresceram 1,6%, ficando abaixo das expectativas dos analistas, que antecipavam uma subida de 1,8%. Na UE a 28, as vendas a retalho desceram 0,2% em termos mensais, tendo crescido 2,4% em termos anuais. Entre as maiores economias da Zona Euro, em termos mensais as vendas a retalho caíram 0,1% na Alemanha e 0,4% em França, tendo aumentado em Espanha (+1%). Registaram-se ainda subidas nas vendas na Roménia e na Lituânia e declínios acentuados na Áustria, Bélgica e Malta.

2Desfiles de Milão em contagem decrescente

Milão está a preparar-se para receber as coleções de pronto-a-vestir feminino para a primavera-verão 2017, com a semana de moda – que decorrerá depois de Nova Iorque e Londres – a revelar um calendário com 60 desfiles. Gucci, Roberto Cavalli, Max Mara, Fendi, Prada, Moschino, Giorgio Armani e Versace são algumas das casas de moda que constam das apresentações. A Semana de Moda de Milão irá começar com a Grinko a 21 de setembro, encerrando cinco dias depois, com os eventos de marcas como Lucio Vanotti, Mila Schön e Piccione.Piccione.

3Importações em queda na China

As importações chinesas caíram mais do que o esperado em julho devido à desvalorização do yuan, com o sector do luxo a ser o mais atingido, uma vez que os consumidores estão a privilegiar marcas locais mais acessíveis. As importações em dólares caíram 12,5% em comparação com o ano passado, enquanto as exportações desceram 2,2%. Os analistas antecipavam quedas de 7% e 3%, respetivamente. A analista da HSBC Global China, Ma Xiaoping, disse à Reuters que os dados das exportações estão em linha com as expectativas, mas os dados das importações são «um pouco piores do que o esperado». Os dados do comércio estão a chamar a atenção para o abrandamento do crescimento económico da China, com as exportações a pesarem na procura, apesar do consumo interno relativamente forte. As vendas a retalho subiram 10,3% no primeiro semestre do ano. Segundo Ma Xiaoping, a queda nas importações deveu-se sobretudo à questão do excesso de capacidade, que terá um impacto muito maior na procura nos próximos trimestres. A desvalorização do yuan e a campanha anticorrupção do governo chinês também contribuiu para a queda na procura por bens de luxo importados, apontam os analistas. Louis Tse, diretor da VC Brokerage, afirmou ao jornal South Morning Post que as marcas de gama média e marcas nacionais estão a ser preferidas pelos consumidores chineses devido ás questões cambiais e que essa tendência se deverá manter. Tang Xiaotang, fundador do portal de notícias relacionadas com o luxo NoFashion, acrescentou que muitos consumidores de bens de luxo estavam agora a escolher comprar na China através de plataformas de comércio eletrónico, em vez de viajarem para o estrangeiro para fazerem essas aquisições. «Isto porque um yuan mais fraco significa que será mais dispendioso para eles viajarem para o exterior», sublinhou Tang.

4Adidas leva produção para os EUA

A Adidas está a apostar na produção nos EUA. A gigante alemã anunciou que planeia abrir uma nova “Speedfactory” em Atlanta, nos EUA, até ao final de 2017. O objetivo é levar os produtos o mais rapidamente para os consumidores e a Adidas afirma que a fábrica vai permitir oportunidades de customização «sem precedentes». Um porta-voz da empresa indicou ser ainda cedo para desvendar exatamente o que isso significa, mas adiantou que «podemos potencialmente criar uns ténis completamente adaptados à forma/tamanho do pé do consumidor com a estética que ele pretende». A Adidas, que lançou a primeira “Speedfactory”, altamente automatizada, na Alemanha no ano passado, acredita que descentralizar a produção e criar fábricas perto dos seus principais mercados vai permitir-lhe reagir mais rapidamente à procura. «Equipada com tecnologia de vanguarda, a fábrica nos EUA permite à Adidas criar produtos em volumes cada vez maiores com uma complexidade avançada de cores, materiais e tamanhos», afirmou a empresa em comunicado. A unidade produtiva em território americano mostra ainda que a Adidas planeia continuar a lutar por quota de mercado nos EUA. Depois de ter sentido dificuldades em bater a concorrência da Nike e da Under Armour, a Adidas está agora a recuperar. Os seus modelos clássicos estão a encontrar novos consumidores e as vendas subiram 26% no último trimestre. «Mudamos o nosso negócio na América», explicou Mark King, presidente para a América do Norte da Adidas. «Estamos a reinventar designs, a focar o marketing e a inovar nas operações para ficarmos mais próximos dos consumidores. Há uma nova energia aqui», acrescentou. O objetivo da Adidas é que a fábrica americana produza 50 mil pares de ténis, sobretudo calçado de corrida, na última metade de 2017, mas a médio prazo pretende atingir uma produção de 500 mil pares para corrida e outras atividades. A nova unidade industrial deverá criar 160 novos postos de trabalho.

5Yoox Net-a-Porter soma e segue

A retalhista online Yoox Net-a-Porter registou um crescimento de 15,8% no volume de negócios nos primeiros seis meses do ano, impulsionada pelos saldos sazonais. As vendas subiram para 897 milhões de euros, apenas um milhão de euros abaixo das expectativas dos analistas. As vendas a câmbios neutros subiram 13,3% em termos anuais. Só no segundo trimestre, as vendas cresceram 17%. O Ebitda ajustado aumentou para 76,5 milhões de euros, superando as previsões dos analistas de 71 milhões de euros. O lucro líquido ajustado também cresceu 14,2%, para 37 milhões de euros. Contudo, esse valor caiu para 18,8 milhões de euros, devido aos custos superiores a 18 milhões de euros relacionados com a fusão, concluída em outubro do ano passado. O grupo sublinhou que aumentou o número de visitantes únicos mensais, de 26,15 milhões para 28 milhões, e revelou que processou 3,9 milhões de encomendas, em comparação com 3,3 milhões, tendo o preço médio por encomenda descido ligeiramente para 354 euros. O número de clientes ativos aumentou de 2,3 milhões para 2,6 milhões.

6Bangladesh adianta-se na importação de algodão

O Bangladesh vai ultrapassar a China como maior importador de algodão dentro de quatro anos, segundo a Australian Trade and Investment Commission (Austrade). O país produz apenas 0,1 milhões de fardos de algodão, importando atualmente mais de 6 milhões de fardos anualmente. Este número deverá duplicar dentro de quatro anos, segundo Tim Martin, comissário de comércio e country manager do Bangladesh da Austrade, levando assim o país a superar a China. Sendo o segundo maior importador de algodão do mundo, o Bangladesh é um mercado importante para o algodão australiano. Para posicionar a Austrália – o quarto maior exportador de algodão – como principal fornecedor do Bangladesh, a Austrade, em parceria com a Australian Cotton Shippers Association, tem realizado diversas iniciativas com o sector têxtil local. «Embora as fiações do Bangladesh ainda pensem que o algodão australiano é caro, os laços entre empresas têxteis no Bangladesh e grandes compradores de retalho australianos estão a revelar-se lucrativos e um canal em crescimento para os produtores australianos de algodão», resumiu Tim Martin.