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  1. Retalhistas estão fora do tempo
  2. Sears aposta na moda europeia
  3. Russos longe das lojas
  4. Victoria’s Secret desafia o mercado
  5. Compras de Natal começam no fim de semana
  6. Speedo corta patrocínio a Lochte

1Retalhistas estão fora do tempo

Demasiados retalhistas estão a cometer erros na comunicação e no merchandising, apesar de terem os produtos certos. A conclusão é do estudo de vestuário de junho da Verdict Retail, que mostra que 85,6% dos consumidores preferem comprar roupa imediatamente, apesar dos produtos que os retalhistas estão a promover estarem muitas vezes dessincronizados com as condições meteorológicas do momento. O estudo indica que 75,6% dos consumidores acredita que as lojas estão a oferecer vestuário relevante para as condições do tempo mas que o marketing e o merchandising ainda está atrasado, acompanhando um modelo de duas estações. «O problema das vendas fracas não se deve à escolha limitada, tem mais a ver com as estratégias de marketing e merchandising que têm estado tradicionalmente alinhadas para estações de pico. Uma análise rápida às atuais propostas nas lojas, que estão a mostrar casacos para o outono-inverno, pelos e camisolas numa altura em que está relativamente quente, mostra porque este sistema é contraintuitivo», aponta a Verdict. O estudo indica que 51,4% dos consumidores prefere não comprar roupa antes do tempo, preferindo comprar roupa mais leve quando o sol brilha e peças mais quentes quando está frio. A Verdict avança que a obsessão com as redes sociais está igualmente a tornar a abordagem tradicional menos relevante. «As redes sociais encurtaram os ciclos da moda e criaram uma mentalidade “veja agora, compre agora e use agora”, ao mesmo tempo que geram um desejo constante por novos produtos», explica. A empresa de pesquisa de mercado indica que marcas como a Zara, a Superdry e a Burberry estão entre as que estão a acertar com a fórmula, embora de maneira diferente. «A Zara usa a sua cadeia de aprovisionamento verticalmente integrada para ser reativa através de entregas faseadas e reativas de produto e frequentes atualizações no visual merchandising», refere. Já a Burberry tem-se afastado das estações tradicionais e irá mostrar no próximo mês a primeira coleção “compre agora”, que depois do desfile ficará disponível nas lojas.

2Sears aposta na moda europeia

A Sears está a dar um novo passo para melhorar a sua oferta de vestuário com o lançamento do Showcase at Sears, que descreve como «uma experiência única de shop-in-shop que dá aos membros e aos clientes uma oportunidade exclusiva de comprar mais de 10 das marcas de vestuário internacionais mais interessantes da Europa e da América Latina». A maior parte destas marcas estarão pela primeira vez nos EUA. O conceito será lançado inicialmente em cinco lojas da área de Nova Iorque no outono, contemplando vestuário de homem e senhora, calçado de senhora, roupa interior e carteiras, assim como vestuário de criança. A Sears está a criar uma loja entre 930 e 1.400 m2 dentro da área dedicada a vestuário, que terá assistentes de venda próprios. As marcas selecionadas incluem a Biography, Fiorentina, Hawes & Curtis, Ilusión, Jack & Jones, Limental, Mango, MaryPaz, Punt Roma, 3 Pommes e Zatchels. «Estamos a criar uma experiência para os nossos membros diferente de tudo o que existe na indústria de retalho dos EUA – uma coleção de vestuário na moda e numa shop-in-shop com marcas internacionais populares e conhecidas», considera David Pastrana, presidente de vestuário da Sears Holdings. Para ajudar a criar o Showcase, a Sears fez uma parceria com o SGN Group, especialista em moda europeia. «Estas marcas estão desejosas de se lançarem na América e o Showcase at Sears é a plataforma perfeita para isso», considera Sever Garcia, fundador do SGN.

3Russos longe das lojas

As vendas no retalho russo desceram 5% em termos anuais em julho, para 2.364 biliões de rublos (cerca de 32,4 mil milhões de euros), depois de terem já caído 5,9% em junho. Os dados do Rosstat, o serviço federal de estatística do país, mostra, contudo, que as vendas a retalho subiram 4,2% em termos mensais em julho, em comparação com um crescimento de apenas 0,6% em junho. Embora a queda anual tenha sido considerável, os economistas esperavam que as vendas caíssem ainda mais, com uma sondagem da Interfax a mostrar a previsão de uma queda de 5,7%. A divulgação dos números surge depois de outros dados terem revelado que os salários ajustados em termos de inflação, que tinham vindo a subir, caíram 5,5% em termos mensais em julho. Apesar dos anteriores aumentos salariais, as vendas a retalho na Rússia têm vindo a cair, tendo descido 5,6% nos sete meses de janeiro a julho. As vendas de bens não-alimentares, no entanto, foram ligeiramente melhores no mês passado do que no resto do ano. Caíram apenas 5%, para 1,2 biliões de rublos, sendo que tinham diminuído 6,1% em junho e 6,1% no período de sete meses.

4Victoria’s Secret desafia o mercado

A L Brands, empresa que detém a Victoria’s Secret, reviu em alta as suas previsões anuais, depois do volume de negócios no segundo trimestre ter ultrapassado as expectativas, apesar das preocupações aparentemente infundadas de um abrandamento no mercado de lingerie. No trimestre terminado em junho, as vendas totais aumentaram 5%, para 2,89 mil milhões de dólares (2,56 mil milhões de euros), e as vendas comparáveis subiram 3%, graças a uma melhoria nas vendas da Victoria’s Secret e do reforço no negócio da Bath and Body Works. Apesar da inquietação provocada por um possível abrandamento do mercado, as vendas comparáveis na Victoria’s Secret subiram 2%, em comparação com 1% no primeiro trimestre. A L Brands reportou um aumento no lucro, para 252,4 milhões de dólares, em comparação com 202,5 milhões de dólares. Depois dos resultados melhores do que o antecipado inicialmente, a L Brands reviu em alta as suas previsões para o ano, esperando agora um lucro de 3,70 a 3,85 dólares por ação, acima das expectativas dos analistas de 3,73 dólares por ação.

5Compras de Natal começam no fim de semana

Este fim de semana, que inclui o feriado na segunda-feira, 29 de agosto, deve marcar o início das compras de Natal no Reino Unido, segundo um estudo publicado pelo eBay Advertising. Depois dos consumidores terem feito quase 0,5 milhões de pesquisas pela palavra “Natal” no eBay em agosto do ano passado, um aumento de 70% face ao mês anterior, o eBay Advertising 2016 Christmas Tracker prevê que a roupa de festa perfeita deverá ser a primeira coisa na mente dos consumidores. As pesquisas na categoria de roupa, calçado e acessórios aumentou na terceira semana de agosto no ano passado, antes de atingir um pico no início de outubro, dando à categoria o interesse mais antecipado e mais prolongado no tempo. A categoria brinquedos e jogos foi a segunda mais antecipada em 2015, seguida da categoria casa, mobiliário e bricolagem. A janela de oportunidade para as marcas de entretenimento em casa surgiu muito mais tarde. «Embora as pesquisas por artigos relacionados com o Natal tenham a tendência a aumentar constantemente a partir de agosto, o estudo do eBay Advertising revela que certos eventos despoletam interesse – as pesquisas por “Natal” no eBay aumentaram 74% na semana após a Bonfire Night (5 de novembro) no ano passado», explica o estudo. Rob Bassett, diretor de publicidade multinacional do eBay para o Reino Unido e UE, acrescenta que «o Natal parece chegar mais cedo todos os anos, contudo os nossos dados mostram que as compras de Natal continuam até ao próprio dia, com mais de 300 mil pesquisas pela palavra “Natal” no eBay na última semana para o evento no ano passado. Com uma janela de oportunidade vasta para as marcas, os marketers têm de pensar cuidadosamente como gastar o seu orçamento na altura em que vai ter o maior retorno».

6Speedo corta patrocínio a Lochte

A Speedo USA foi a primeira das grandes patrocinadoras de Ryan Lochte a cortar relações com o atleta olímpico após o comportamento do nadador nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, mas foi rapidamente seguida pela Ralph Lauren, pela produtora japonesa de colchões Airweave e pela empresa de depilação Syneron Candela. A Speedo afirmou que teve «uma relação vencedora com Ryan durante mais de uma década e ele foi um membro importante da equipa Speedo», mas que não pode desculpar um comportamento que não reflete os valores da marca. O acordo da Speedo com Lochte devia expirar este ano após 10 anos de compromisso, mas era provável que a marca quisesse renovar: o sucesso do nadador nos Jogos Olímpicos, onde venceu uma medalha de ouro, deveria torná-lo numa “marca” ainda mais desejável junto de várias empresas de desporto. Ryan Lochte e outros nadadores norte-americanos afirmaram ter sido assaltados, quando os factos apurados apontam para que tenham causado distúrbios num posto de abastecimento de combustível. Os acordos de patrocínio têm atualmente uma cláusula de “mau comportamento” que permite que as empresas acabem com a relação se o patrocinado se mostrar prejudicial para as marcas. A Speedo acrescentou que «apreciamos os seus muitos feitos e esperamos que ele avance e aprenda com a experiência». A empresa vai ainda doar 50 mil dólares (cerca de 44,4 mil euros) do contrato de patrocínio à organização Save The Children no Brasil.