- Retalho desaponta na China
- John Lewis apoia produção local
- Lacoste retoma expansão na Índia
- London Fashion Week em modo vanguardista
- PVH revê em alta previsões anuais
- Os “must-have” segundo o Google
1Retalho desaponta na China
O crescimento das vendas a retalho na China abrandou significativamente em julho, ficando abaixo das expectativas e refletindo um abrandamento generalizado na segunda maior economia do mundo. As vendas a retalho subiram 10,2% em termos anuais em julho, segundo o gabinete de estatística do país, em comparação com o aumento de 10,6% registado em junho. Os analistas antecipavam um crescimento das vendas de 10,5%. O governo chinês tem procurado mudar o foco da sua economia dos investimentos e exportações para o consumo, mas ainda não registou os progressos desejados, com um crescimento lento do PIB. No mês passado, a produção industrial e o investimento subiram 6% e 8,1%, respetivamente, ficando igualmente abaixo das expectativas de um aumento de 6,2% e 8,9%. O gabinete de estatística afirma que a economia chinesa ficou «basicamente estável» em julho, com a estagnação dos preços e do emprego. O analista Zhao Yang, da Nomura, considera que os números mostram uma debilidade maior do que a esperada, destacando a forte contração nas importações e baixa procura de investimento interno. A produção deverá registar uma nova quebra no próximo trimestre, acreditam os analistas, devido aos esforços para reduzir o excesso de capacidade.
2John Lewis apoia produção local
A John Lewis lançou uma iniciativa para apoiar os produtores e fornecedores britânicos locais de artigos para a casa e de oferta. O projeto, batizado “Locally Made”, prevê a junção de produtos desenhados e feitos localmente numa área dedicada nas lojas dos grandes armazéns. O ponto de venda de Leeds será o primeiro a contar com esta área especial, a partir de 20 de outubro, com mais de 120 produtos de fornecedores locais do Yorkshire. Todos os fornecedores estão sediados num raio de cerca de 50 quilómetros e os produtos estarão disponíveis igualmente na loja online da John Lewis, tornando-os acessíveis aos consumidores em todo o Reino Unido. Nos próximos meses, as lojas da John Lewis em Edimburgo, Glasgow e Cardiff vão também aumentar a sua oferta de produtos feitos localmente, a que se seguirá a abertura de novas lojas em Oxford e Westfield London. Anna Rigby, diretora de compras de acessórios para a casa e artigos de oferta na John Lewis, afirmou que «sabemos que os nossos consumidores estão interessados na proveniência de produtos e, enquanto retalhista britânica, temos orgulho de apoiar o design e a qualidade britânicos com o aprovisionamento local. A nossa campanha “Made Locally”, em parceria com a The Great British Exchange, vai ajudar-nos a reforçar a nossa atual base de fornecedores e, inevitavelmente, ter mais designers e produtores britânicos».
3Lacoste retoma expansão na Índia
A Lacoste vai retomar o seu plano expansionista na Índia, depois de dois anos de interregno, nomeadamente com o desenvolvimento do negócio de comércio eletrónico e a duplicação dos seus 50 pontos de venda até 2021. A expansão irá centrar-se no canal online, em lojas independentes em centros comerciais e na rua e em shop-in-shops, segundo o Business Stardard, com o objetivo de conseguir um crescimento das vendas de 15% a 20%. Rajesh Jain, diretor-geral da Lacoste India, afirmou que a marca vai direcionar-se para mais centros comerciais premium e que até ao final do ano estão planeadas oito lojas novas. «Excluindo o curto período do último ano e meio a dois anos, o nosso crescimento tem sido muito grande na Índia», indicou Jain. No ano passado, a marca de moda sportswear abriu sete pontos de venda na Índia.
4London Fashion Week em modo vanguardista
A partir de 16 de setembro, os holofotes da moda vão ser apontados para Londres, para mais uma London Fashion Week que, até 20 de setembro, irá revelar as coleções para a primavera-verão 2017 de marcas e designers como Paul Smith, Charlotte Olympia, J.W. Anderson, Topshop Unique, Mulberry e Christopher Kane. Esta edição irá ainda ficar marcada pelo desfile da primeira coleção “veja agora, compre agora” da Burberry, que deverá chegar às lojas imediatamente a seguir. A apresentação da casa de moda britânica irá ainda, e também pela primeira vez, juntar na passerelle as propostas para homem e senhora.
5PVH revê em alta previsões anuais
A gigante do vestuário PVH Corp registou lucros melhores do que o esperado no segundo trimestre e, com isso, reviu em alta as suas previsões anuais. A empresa, que detém as marcas Calvin Klein e Tommy Hilfiger, indicou que antecipa um lucro por ação entre 6,55 dólares (5,8 euros) e 6,65 dólares, mais 0,10 dólares do que nas previsões anteriores. No segundo trimestre, a empresa registou um lucro de 1,47 dólares por ação, com o volume de negócios a crescer 4% em termos anuais, para 1,93 mil milhões de dólares – um valor que ficou ligeiramente abaixo das expectativas dos analistas. Apesar dos números serem, no geral, positivos, houve pontos negativos na performance da empresa, nomeadamente uma queda de 4% nas vendas comparáveis nos EUA da Calvin Klein e de 7% na Tommy Hilfiger. Contudo, no conjunto o volume de negócios da Calvin Klein subiu 12%, para 726 milhões de dólares, enquanto as vendas da Tommy Hilfiger caíram 6%, para 860 milhões de dólares, embora a câmbios neutros este valor seja equivalente a um aumento de 7%. Já o negócio da Heritage Brands, que inclui, entre outras, as marcas Van Heusen, Arrow e Speedo, registou uma queda de 14% do volume de negócios, para 347 milhões de dólares. Para o CEO e presidente do conselho de administração da PVH Corp, «a nossa forte performance no ano até agora excedeu as expectativas e demonstrou a nossa capacidade de cumprir o nosso plano para 2016, apesar das dificuldades do ambiente macroeconómico». Ainda que a empresa tenha revisto em alta as suas previsões de lucro para o ano, Chirico referiu que vai continuar «a ter uma abordagem prudente no planeamento do nosso negócio, já que esperamos que a volatilidade macroeconómica e geopolítica em todo mundo continue a ter impacto no consumidor».
6Os “must-have” segundo o Google
O bomber jacket é uma das peças-chave do ano, segundo o estudo “Fashion Trends 2016” do motor de busca Google. Inicialmente parte da tendência “militar chique”, estes blusões tornaram-se mais versáteis no mundo da moda, graças a celebridades como Kanye West e Kim Kardashian, que os incorporam regularmente nos seus looks. Os bomber jackets deverão manter-se na moda, mas estão a ficar mais femininos – em abril, quando as pesquisas por esta peça subiram 297% em termos anuais no Reino Unido e 612% nos EUA, os consumidores incluíram na procura cetim, seda, cor de rosa, florais e bordados. Os tops sem ombros são igualmente uma tendência, de acordo com o estudo da Google. Vistos em toda a gente, de Kendall Jenner a Michelle Obama, as pesquisas por esta peça aumentaram 261% no Reino e 347% nos EUA entre dezembro de 2015 e maio de 2016. Outras peças para o ano incluem os macacões curtos (conhecidos pelo termo inglês romper), popularizado por Taylor Swift, que deverá tornar-se numa tendência ainda maior, refere a Google, que indica que os jumpsuits e os bralettes (tops parecidos com soutiens que cobrem apenas a zona do peito) deverão também crescer. Estas tendências foram categorizadas como “rising starts”, estando mais relacionadas com a estação, mas a Google também destaca outras tendências, mais sustentáveis, para o resto do ano, onde se incluem calças de motoqueiro e jeans rasgados. Já as calças de estilo sarouel ou com entrepernas descidas, os jeans com lavagens agressivas e peças de vestuário transparentes estão em queda enquanto tendência, segundo os dados. Os vestidos babydoll, as saias assimétricas e os corpetes para afinar a cintura estão igualmente de saída da cena da moda.

















