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  1. Retalho alemão cai em junho
  2. Natal já chegou ao Selfridges
  3. Dior sucumbe ao WeChat
  4. Mango abre megaloja em Cuba
  5. Emporio Armani troca Milão por Paris
  6. Gap desaponta em julho

1Retalho alemão cai em junho

As vendas a retalho na Alemanha caíram inesperadamente 0,1% em termos mensais em junho, segundo o gabinete de estatística Destatis. Os analistas antecipavam um ganho modesto de 0,1%. Após o aumento de 0,7% das vendas em maio, esta foi a primeira queda em três meses. Em termos anuais, o crescimento das vendas a retalho abrandou para 2,7%, em comparação com 2,8% em maio. No entanto, o ritmo da expansão excedeu as previsões dos analistas, que esperavam uma subida de apenas 1,5%. As vendas de artigos não alimentares aumentaram 2,1% em termos anuais, enquanto as vendas de bens alimentares, bebidas e tabaco subiram 2,3%. A perspetiva das vendas a retalho para a Alemanha no terceiro trimestre é positiva, com a confiança dos consumidores a manter-se alta, apesar de um pequeno declínio no índice, de 10,1 pontos em julho para 10 pontos em agosto, segundo a empresa de pesquisa de mercado GfK. O crescimento do PIB alemão deverá enfraquecer no segundo semestre de 2016 e em 2017, devido ao voto do Reino Unido para sair da UE, mas o consumo privado deve manter-se «bastante bem» este ano e cair ligeiramente para um valor ligeiramente acima da média no próximo ano.

2Natal já chegou ao Selfridges

Os grandes armazéns londrinos Selfridges abriram a sua loja de Natal logo no início de agosto, com 145 dias de compras até ao Natal. A retalhista lançou o departamento da época festiva no seu quarto piso, adornado com 50.000 enfeites. Entre as grandes tendências deste ano estão decorações personalizadas, metalizados em branco e madeira nórdica. Geraldine James, diretora de compras de decorações e artigos de casa para o Natal, explicou a razão desta antecipação da época festiva: «temos muitos consumidores a visitarem-nos de todo o mundo e ansiosos por comprar lembranças festivas durante as suas férias de verão, que não conseguem comprar em casa. Por isso, temos de ter a certeza que estamos prontos a mostrar as decorações de Natal que eles realmente apreciam».

3Dior sucumbe ao WeChat

A francesa Christian Dior tornou-se na primeira marca de luxo a vender carteiras de gama alta no WeChat, a rede social e de mensagens mais popular na China, oferecendo uma edição especial da carteira Lady Dior na plataforma online a tempo do Dia dos Namorados, que na China se celebrou a 9 de agosto. A carteira de tamanho pequeno, que devia estar à venda durante quatro dias, esgotou logo no segundo dia. Nesta edição limitada, os consumidores podiam selecionar as decorações que queriam, tornando a carteira personalizada. O preço era de 28 mil yuans (cerca de 3.720 euros) e os compradores tiveram a oportunidade de a comprar e pagar diretamente através do WeChat. «Uma vez que as marcas de luxo podem encontrar os seus consumidores alvo através dos dados do WeChat, a maior rede social da China, é mais fácil para eles publicitar e vender produtos no WeChat», afirma Lu Zhenwang, especialista em internet e diretor-executivo da Wanqing Consultancy. «Muitas marcas de luxo estão a operar sob pressão e gostariam de abrir o mercado através de plataformas de comércio eletrónico. Mesmo que as vendas sejam lentas, podem conseguir resultados através do marketing e do branding», acrescenta. Algumas outras marcas, incluindo a Cartier, a Montblanc e a Longchamp, já lançaram as suas plataformas de vendas online no WeChat e forneceram alguns serviços especiais e descontos. Segundo o estudo de 2015 China Luxury Forescast, da empresa de relações públicas Rider Finn e da Ipsos, uma empresa de pesquisa de mercado sediada em Paris, 36% dos inquiridos na China indicaram que gostariam de comprar artigos de luxo online – um aumento de 24% face ao ano anterior. A Dior está sob pressão em termos mundiais, tendo registado uma queda dos lucros de 30,2%, para 74 milhões de euros, no primeiro semestre do ano.

4Mango abre megaloja em Cuba

A Mango vai abrir a primeira megaloja em Cuba ainda este ano, segundo indicou uma fonte próxima da retalhista de moda espanhola, mencionada pelo WGSN. A nova loja cubana será no centro comercial Manzana de Gomez, em pleno centro histórico de Havana. A Mango faz parte de um pequeno grupo de retalhistas ocidentais, que também inclui a Benetton, que já operam em Cuba, tendo a retalhista espanhola uma unidade em franchise na cidade, aberta há 20 anos. As principais rivais da Mango, nomeadamente a Zara, a H&M e a Gap deverão preparar em breve as suas entradas, após a retoma das relações diplomáticas do país de Raúl Castro com os EUA.

5Emporio Armani troca Milão por Paris

O designer italiano Giorgio Armani vai apresentar a nova coleção da marca mais acessível Emporio Armani em Paris em vez de Milão, mas a mudança, sublinhou, é «pontual». O designer revelou que a decisão para fazer o desfile em Paris é «excecional» para esta estação, respondendo à especulação de que podia abandonar a passerelle de Milão de vez. «A remodelação da loja e do EA Caffé em Saint-Germain [em Paris] deu a oportunidade para repensar a localização e o timing do desfile», indicou. A linha de pronto-a-vestir da Armani vai apresentar-se a 27 de setembro em Paris.

6Gap desaponta em julho

A Gap Inc registou uma queda de 4% nas vendas comparáveis em julho, um valor superior ao esperado pelos analistas, que antecipavam uma descida de apenas 0,3%. Nas quatro semanas terminadas a 30 de julho, as vendas comparáveis da Banana Republic caíram 14% e as da Gap desceram 4%, enquanto as da Old Navy se mantiveram estagnadas. Os analistas antecipavam uma queda de 3,9% na Banana Republic, de 1,4% na Gap e de 1,6% na Old Navy. «Embora a performance tenha variado durante o trimestre, fizemos progressos nas nossas iniciativas de eficiência e continuamos a ver sinais de melhoria nas nossas principais marcas», afirmou a diretora financeira Sabrina Simmons. As vendas no segundo trimestre desceram para 3,85 mil milhões de dólares (cerca de 3,4 milhões de euros), em comparação com 3,9 mil milhões de dólares registados no período homólogo do ano passado, com as vendas comparáveis a descerem 2%. Os analistas antecipavam um volume de negócios de 3,78 mil milhões de dólares.