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  1. Denim Première Vision regressa a Paris
  2. Camboja enfrenta novos desafios
  3. Delta Apparel foi às compras
  4. Nike e Under Armour com mais moeda social
  5. Retalho britânico supera expectativas
  6. Americanos mais confiantes no futuro

1Denim Première Vision regressa a Paris

O salão Denim Première Vision vai regressar a Paris este ano, depois de cinco edições em Barcelona. A mudança, segundo a diretora da feira, Chantal Malingrey, resulta de uma oportunidade para se realizar no novo Paris Event Center, um espaço localizado na zona oriental de Paris – uma área que foi já escolhida por alguns dos principais players da moda para os seus desfiles e showrooms. O salão de denim reúne habitualmente cerca de 100 especialistas do Japão, Itália, Turquia, França e outros mercados, incluindo Portugal, e apresenta as tendências, acabamentos especiais e cortes para cada estação. A organização estima que 4.000 profissionais visitem o salão. Juntamente com a localização, a data do salão sofre igualmente alterações, estando agendado para 2 e 3 de novembro. «É importante que a Denim Première Vision, que se direciona principalmente para as marcas criativas do sector, se realize na altura certa, para que os expositores estejam prontos a oferecer às marcas quase a totalidade das suas coleções e os mais recentes desenvolvimentos sazonais», explica Malingrey. «Estas datas antecipadas correspondem a um ajustamento em relação às realidades do mercado», acrescenta. Mas apesar das alterações no onde e quando, a diretora da feira afirma que o evento vai manter-se fiel «ao seu conceito e valores originais» e ressalva que «estamos muito satisfeitos com as últimas cinco edições que tiveram lugar em Barcelona, assim como com as anteriores 13 edições no Halle Freyssinet em Paris». Contudo, sublinha, «Paris é uma das cidades essenciais. É a capital mundial da moda, com tudo o que isso implica em termos de influências culturais e de inspiração, para os nossos expositores e para as marcas que visitam o nosso salão».

2Camboja enfrenta novos desafios

A concentração na produção de vestuário, juntamente com o abrandamento do crescimento na China, está entre os principais desafios da economia do Camboja. Embora tenha mantido a sua classificação B2 no ano passado, graças ao crescimento forte e estável e a um défice relativamente pequeno, uma atualização anual do Investors Srvice da Moody’s afirma que as exportações de vestuário e o turismo, os principais motores de crescimento do Camboja, vão enfrentar dificuldades com a diminuição da procura mundial. A agência de rating também aponta para números mais baixos no crescimento económico real do país, de 7% em 2015 para 6,8% em 2016. A Moody’s sublinha que o forte crescimento do PIB do Camboja nos últimos anos tem sido acompanhado por um rápido crescimento do crédito e afirma que esse ritmo, e os riscos associados com a especulação imobiliária em alguns mercados, aponta para a probabilidade de um ciclo económico com rápido crescimento e retração – que deve ter vários efeitos graves na economia e no sistema bancário – apesar do banco central ter implementado medidas para reduzir o aumento dos empréstimos bancários. O abrandamento do crescimento na China deverá ter também implicações negativas para a economia do Camboja, tendo em conta a importância do gigante asiático como fonte de investimento, comércio e empréstimos. Pela positiva, o Camboja deverá beneficiar da formação da Comunidade Económica da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), formalizada em dezembro de 2015, porque vai ganhar uma maior presença no mercado em crescimento desta região. Números recentes mostram que o volume de importações de vestuário da UE a partir do Camboja aumentou 12,6% em 2015 e 17,7% nos primeiros três meses de 2016. Contudo, o volume de importações do Camboja para os EUA caiu 15,3% em termos anuais nos seis meses entre janeiro e junho.

3Delta Apparel foi às compras

A americana Delta Apparel comprou a maior parte dos ativos da marca de vestuário casual Coast Apparel. A empresa indica que pretende rapidamente expandir a presença da Coast e aumentar a sua oferta aos consumidores. Também planeia aumentar o número de pontos de venda no retalho da Coast e a notoriedade da marca através da presença digital, posicionando a Delta Apparel para um maior crescimento no comércio eletrónico e no negócio direto ao consumidor. «Estamos satisfeitos por acrescentar a Coast ao nosso portefólio de marcas lifestyle e estamos entusiasmados com a sua versatilidade geográfica e potencial de crescimento nos mercados regionais», afirma Robert Humphreys, CEO da Delta Apparel. «A nossa recente experiência e sucesso em alimentar e fazer crescer outras marcas jovens e start-ups, nomeadamente a Salt Life e a Art Gun, mostraram os benefícios de um investimento numa fase inicial em marcas e extensões de negócio com elevado potencial de crescimento», acrescenta. A marca Coast Apparel oferece uma linha completa de vestuário tradicional com um look casual e desportivo, assim como acessórios. Está essencialmente direcionada para as vendas diretas ao consumidor, com duas lojas de retalho na Carolina do Sul, EUA, e através do seu website. Pode ainda ser encontrada em retalhistas independentes. A Delta Apparel, que detém as suas subsidiárias MJ Soffe, Junkfood Clothing Company, Salt Life e Art Gun, é uma empresa de design, marketing, produção e sourcing, especializada em vestuário lifestyle básico e activewear e acessórios.

4Nike e Under Armour com mais moeda social

A Nike e a Under Armour ficaram no topo dos chamados rankings de moeda social, que medem a forma como as marcas se relacionam com os seus consumidores através das redes sociais. Segundo a consultora Vivaldi Partners, que publicou o estudo “Business transformation through greater customer centricity: the power of social currency”, o termo descreve a forma como as marcas ou empresas conseguem ajudar os consumidores a tomar uma decisão e a viver as suas vidas de forma «mais eficiente e efetiva». Com uma pontuação de 120, a gigante americana de sportswear Nike é a marca mais bem posicionada no estudo, facilitando «comportamentos de criação de identidade» a uma taxa 20% superior à média de 90 marcas líderes da indústria abrangidas pelo estudo. Segue-se a marca de vestuário e calçado de performance Under Armour, com uma pontuação de 112, graças, em grande parte, ao investimento de 750 milhões de dólares (cerca de 670 milhões de euros) na aplicação UA Record. A app, que a Under Armour afirma ter sido pensada para tornar os atletas melhores, é uma oportunidade para transformar a empresa de um negócio de vestuário de performance numa empresa de tecnologia, segundo a Vivaldi. A consultora realça ainda que a Under Armour tem um quarto do volume de negócios da Adidas e um sétimo do da Nike mas, ainda assim, tem um resultado melhor nesta questão do que a marca alemã e o facto de estar tão próxima da pontuação da Nike é «impressionante». A Adidas, por seu lado, registou uma pontuação de 102 e não conseguiu o suficiente para ficar no top 10, que inclui a gigante dos jeans Levi Strauss & Co. De acordo com o estudo, poucas empresas estão a lidar bem com a transformação digital. Apesar de 97% das empresas terem lançado esforços de transformação digital, mais de 70% desses esforços deverão falhar. «A moeda social tem a ver com novos comportamentos dos consumidores no mundo social, digital e móvel de hoje», explica Erich Joachimsthaler, CEO e fundador da Vivaldi. «Compreender esses comportamentos vai ajudar a aumentar o sucesso de qualquer esforço de transformação do negócio», acrescenta.

5Retalho britânico supera expectativas

Depois do gabinete de estatística do Reino Unido ter revelado vendas a retalho melhores do que o esperado em julho, há novas provas de que o consumo continua forte no país após o voto no Brexit. O mais recente Distributive Trades Survey da Confederação Britânica da Indústria (CBI) mostra que o volume de vendas no retalho aumentou ao melhor nível dos últimos seis meses em agosto. O vestuário registou um forte volume de vendas, com um saldo de 39% dos retalhistas de vestuário a darem conta de um aumento, em termos anuais, das vendas em agosto. Os retalhistas de vestuário tiveram um mês particularmente bom graças às temperaturas mais quentes e à desvalorização da libra, o que encorajou os turistas a gastar. «O tempo estival trouxe os consumidores para a rua, com os retalhistas a reportarem um aumento das vendas, que superou as expectativas, embora as empresas esperem que o crescimento abrande no próximo mês», afirmou Anna Leach, diretora de análise económica e estudos da CBI. O estudo mostrou que 35% dos retalhistas indicaram que o volume de vendas aumentou em agosto em comparação com o ano anterior, enquanto 26% deu conta de um decréscimo, dando um saldo positivo de 9%, o nível mais alto desde fevereiro. O crescimento no volume de vendas online acelerou no ano até agosto (+42%), em comparação com o mês anterior (+23%), excedendo as expectativas. É esperado um crescimento semelhante em setembro. No entanto, o estudo, que abrangeu 131 empresas, das quais 58 retalhistas, também revelou que o volume de encomendas colocadas nos fornecedores caiu pelo quinto mês consecutivo. Os preços médios de venda caíram pela primeira vez desde novembro de 2015 (-5%), depois de terem subido no primeiro semestre deste ano. Estes resultados andam em linha com os números do gabinete de estatística, que anunciou recentemente que o consumo se manteve resiliente após o referendo, com crescimento em todos os sectores, em especial dos grandes armazéns, têxteis, vestuário e calçado, artigos para a casa e outras lojas.

6Americanos mais confiantes no futuro

O ambiente de retalho nos EUA parece ter regressado ao equilíbrio, com a confiança dos consumidores a melhorar em agosto para o nível mais alto em quase um ano. O índice de confiança dos consumidores, que caiu ligeiramente em julho para 96,7, subiu para 101,1 em agosto, de acordo com a The Conference Board. «A confiança dos consumidores melhorou em agosto para o nível mais elevado em quase um ano, depois de um declínio marginal em julho», revelou Lynn Franco, diretora de indicadores económicos da organização. «A avaliação dos consumidores tanto das condições de negócio como do mercado de trabalho foi consideravelmente mais favorável do que no mês passado. As expectativas a curto prazo relacionadas com as condições de negócio e de emprego, assim como as perspetivas de rendimento pessoal, também melhoraram, sugerindo a possibilidade de uma retoma moderada nos próximos meses», acrescentou. Segundo a The Conference Board, a avaliação dos consumidores das condições atuais melhorou em agosto. A percentagem de inquiridos que considera que as condições de negócio são “boas” subiu de 27,3% para 30%, enquanto a percentagem dos que afirmam que as condições são “más” continua estável em 18,4%. O otimismo dos consumidores em relação às previsões a curto prazo também registaram melhorias. 17,3% espera que as condições melhorem nos próximos seis meses (em comparação com 15,7%) e a percentagem dos que acham que vão piorar caiu de 12,4% para 11,1%. Já a percentagem de consumidores que espera um aumento de rendimentos melhorou de 17,1% para 18,8%, enquanto a dos que antecipam um declínio registou uma descida, de 11% para 10,7%.