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    1. Qatar investe nos EUA
    2. Desigual na estabilidade
    3. Consumo americano em alta
    4. China não afeta Fast Retailing
    5. Retalho britânico supera expectativas
    6. Giorgio Armani continua independente

1Qatar investe nos EUA

O Qatar planeia investir 35 mil milhões de dólares nos Estados Unidos durante os próximos cinco anos, num momento em que o rico Estado do Golfo diversifica a sua presença global. A Autoridade de Investimento do Qatar (QIA na sigla inglesa) revelou os planos de investimento nos EUA aquando de um comunicado que anunciava a abertura de um escritório em Nova Iorque. Este escritório «permitirá à QIA desenvolver e expandir a sua carteira de investimentos globais, com o Estado do Qatar a comprometer-se a investir 35 mil milhões de dólares nos Estados Unidos da América ao longo dos próximos cinco anos», refere. A QIA anunciou que «continua comprometida com os seus investimentos na Europa, Ásia e Médio Oriente», enquanto o escritório de Nova Iorque «facilita o acesso a oportunidades de investimento significativas». O portefólio do Qatar – avaliado em cerca de 256 mil milhões a 334 mil milhões de dólares – inclui participações significativas na cadeia de supermercados britânica Sainsbury e no London Stock Exchange, bem como a tutela dos armazéns Harrod’s e do arranha-céu Shard na capital britânica.

2Desigual na estabilidade

A Desigual encerrou o primeiro semestre do ano com um volume de negócios de 451,9 milhões de euros, uma queda de 0,2% face ao total assinalado no primeiro semestre de 2014. O ritmo estável de crescimento assinalado nos primeiros seis meses de 2015 mostram disparidades entre os países onde a Desigual marca presença: as vendas em França e em Espanha caíram 4% e 5%, respetivamente, enquanto na Alemanha se mantiveram estáveis e no mercado italiano cresceram 7%. A empresa, sediada em Barcelona, destacou os resultados positivos na Ásia e na América Latina, onde registou um aumento de vendas de 24% e 36% nos primeiros meses até junho. Estes resultados colocam em perspetiva as oportunidades de que a empresa beneficia em termos de expansão nestas regiões. O EBITDA da Desigual atingiu os 92,1 milhões de euros, uma queda de 26% face aos resultados de 2014, o que reflete o aumento dos custos derivados do plano de expansão da marca, somados ao desempenho constante das vendas. Neste contexto, a Desigual anunciou que pretende continuar a otimizar a rede de lojas, investir na inovação do produto e aplicar o seu plano de custo-eficiência.

3Consumo americano em alta

Os gastos dos consumidores americanos cresceram a um ritmo positivo durante o mês de agosto, apresentando um aumento de 0,4% face a julho, anunciou o Departamento de Comércio americano. Este resultado segue-se a um aumento complementar de 0,4% em julho, que reflete fortes ganhos em compras de bens duráveis, como automóveis. Os últimos resultados consubstanciam a expectativa de que os gastos deverão permanecer fortes no segundo semestre deste ano. O estudo revelou que o rendimento individual dos americanos cresceu 0,3% em agosto, impulsionado por um aumento sólido dos salários, após um ganho de 0,5% em julho, o melhor resultado em oito meses. O governo divulgou a sua estimativa final de crescimento económico para a primavera, afirmando que o produto interno bruto cresceu a uma taxa anual de 3,9% no trimestre decorrido entre abril e junho, o que representa um aumento de 0,6% face ao período anterior. Uma parte substancial desse crescimento reflete o aumento dos gastos do consumidor, que cresceram a uma taxa de 3,6% na primavera, o dobro da taxa assinalada no inverno anterior. A inflação, excluindo alimentação e energia, aumentou 0,1% em agosto. Nos últimos 12 meses, os preços subiram 0,3%, enquanto a inflação aumentou 1,3%. Ambos os valores de inflação estão aquém da meta estabelecida pela Reserva Federal, que antecipava um aumento anual dos preços de 2%.

4China não afeta Fast Retailing

O gigante de retalho Fast Retailing revelou não ter sentido qualquer impacto resultante do abrandamento da economia chinesa, anunciou Tadashi Yanai, CEO do grupo. Yanai sublinhou, inclusive, que a China tem apresentado «inúmeras oportunidades» para o grupo nipónico. Quando questionado sobre o impacto da desaceleração sobre os negócios da Fast Retailing, Yanai afirmou que «absolutamente nenhum. A economia chinesa está a transformar-se, passando de uma economia impulsionada pela produção e exportação para uma economia de consumo. Os padrões de vida dos cidadãos irão melhorar. Os salários irão aumentar». «Os bens de luxo poderão não se vender tão bem mas nós vendemos vestuário destinado a todos», referiu. Yanai acrescentou ainda que a Uniqlo pretende controlar 1.000 espaços de loja na China continental ao longo dos próximos cinco anos, mais do que o total que detém no Japão e, eventualmente, poderá vir a gerir cerca de 3.000. A marca detinha 442 espaços comerciais na China, Hong Kong e Taiwan no final de maio.

5Retalho britânico supera expectativas

O crescimento das vendas a retalho britânicas superou as expectativas em setembro, assegurando uma margem confortável, indica um estudo da Confederação da Indústria Britânica (CBI na sigla original). O estudo produzido pelo CBI revelou que o saldo das vendas no retalho aumentou para 49 pontos positivos em setembro, o valor mais elevado desde maio. Isto representa um crescimento face aos 24 pontos assinalados em agosto e ultrapassa as previsões dos analistas, que apontavam um resultado de 28 pontos. As expectativas de vendas para outubro fixaram-se em 51, o nível mais elevado desde junho. «A reduzida inflação e a recuperação do crescimento salarial estão a estimular a procura por parte dos consumidores, mas a desaceleração da economia global e as margens apertadas significam que os retalhistas não devem entusiasmar-se à medida que nos aproximamos do outono», explicou Rain Newton-Smith, diretora de economia do CBI. Os dados oficiais, revelados no início deste mês, mostraram que as vendas no retalho cresceram a um ritmo lento em agosto, somando-se os sinais de que o crescimento económico global abrandou no terceiro trimestre.

6Giorgio Armani continua independente

A casa italiana Giorgio Armani não pretende abdicar do controlo do seu império de moda em vida do célebre designer. «Enquanto estiver vivo, haverá independência», disse Armani, de 81 anos, após o seu desfile de moda em Milão, adiantando a intenção de preparar a empresa para um «tipo de independência que seja mais comedida, mais controlada». Alguns dos maiores nomes da moda suscitam dilemas de sucessão à medida que vão avançando na idade. Armani e o estilista da Chanel, Karl Lagerfeld, têm já 80 anos, enquanto Bernard Arnault, presidente da empresa que detém a Louis Vuitton, tem 66 anos. Em causa está uma receita anual combinada de mais de 40 mil milhões de euros e o controlo europeu do mercado global de bolsas, sapatos e outros artigos de luxo pessoais. Armani disse, no ano passado, não ter ainda decidido o que acontecerá à casa depois do seu desaparecimento. Em maio, afirmou que uma eventual cotação em bolsa ou uma fundação eram possibilidades, excluindo a venda a um grupo de maior dimensão. O designer não tem filhos, mas alguns sobrinhos ocupam lugares de direção nos quadros da marca e explorou, anteriormente, acordos com a Hermes e o grupo LVMH. A sua empresa de capital fechado auferiu uma receita de 2,5 mil milhões de euros em 2014, exclusivamente provenientes das vendas. «Ser capaz de escolher a luz de que se gosta num escritório, tanto como conceber uma coleção indisciplinada ou altamente elegante, isto é independência», disse Armani, que é proprietário, diretor criativo e executivo da empresa que fundou há 40 anos. «Mas são necessários meios para manter a independência».