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  1. A moda das colaborações
  2. Confiança em queda na Zona Euro
  3. França quer reiniciar negociações do TTIP
  4. Queda do turismo afeta compras em Hong Kong
  5. Vaccarello faz pausa na marca própria
  6. Chanel não resiste à quebra no luxo

1A moda das colaborações

No próximo outono-inverno, as colaborações estão na moda, como provam as novas coleções da Tommy Hilfiger, Aubade, Uniqlo e H&M. Para além de ser embaixadora da marca, a manequim Gigi Hadid criou em parceria com a Tommy Hilfiger uma coleção com um toque sportswear-chique, incluindo camisolas de malha grosa, vestidos maxi, calças de cintura subida com botões, casacos compridos, botins e diversos acessórios. As propostas da coleção Tommy X Gigi estão já à venda online, devendo chegar às lojas físicas a 10 de setembro, um dia após o desfile em Nova Iorque. A marca de lingerie Aubade conseguiu um nome de peso para a nova coleção. Christian Lacroix trabalhou uma das linhas icónicas da Aubade – a Idylle Parisienne –, com vários estilos de soutiens e calcinhas, num estilo rococó, que podem ser adquiridos em duas cores: Pricesse Impériale, disponível desde o verão, e Gardénia, que chega ao mercado em outubro. Inès de La Fressange retoma a colaboração com a marca japonesa Uniqlo, para mais uma coleção inspirada pelo estilo parisiense da icónica manequim, e agora designer de moda, francesa. Esta sexta coleção-cápsula tem três temas principais: “La Femme Rive Droite”, mais elegante, “La Femme Rive Gauche”, para um chique descontraído, e “La Femme 70s”, que encarna o espírito livre. As 70 peças da coleção estarão à venda a partir de 8 de setembro, em lojas físicas e online. A 3 de novembro chegará a coleção da Kenzo para a H&M, com alguns dos traços distintivos da casa de moda fundada por Kenzo Takada, como cores fortes, estampados e peças para combinar. As propostas para homem e senhora ficarão disponíveis em 250 lojas H&M selecionadas.

2Confiança em queda na Zona Euro

A confiança económica na Zona Euro caiu em agosto, com as preocupações relativas ao Brexit a inquietar os consumidores europeus. O indicador de confiança da Comissão Europeia caiu para 103,5 este mês, em comparação com 104,5 em julho, a leitura mais baixa desde que o Reino Unido votou para sair da UE. A Comissão indicou que quatro das cinco das maiores economias na Zona Euro registaram uma queda na confiança, com apenas França a ter um resultado positivo no mês. As preocupações com a inflação foram sublinhadas nos dados mais recentes da Alemanha, onde o aumento dos preços abrandou, em termos anuais, em agosto. Os analistas antecipavam uma inflação de 0,5% em vez dos 0,3% registados, em comparação com 0,4% em julho.

3França quer reiniciar negociações do TTIP

A França e a Alemanha estão a apelar ao congelamento das atuais negociações do acordo de comércio livre com os EUA, considerando que seria mais proveitoso iniciar novas conversações. Matthias Fekl, o Secretário de Estado francês responsável pelo comércio externo, anunciou que vai pedir em nome da França o cancelamento das negociações do Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (sigla TTIP) na próxima reunião de ministros da economia da União Europeia, em Bratislava, este mês. «Deve haver um fim absolutamente claro para que possamos recomeçar em bons termos», afirmou Fekl à RMC Radio. O Ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, anunciou recentemente que as negociações do TTIP falharam, depois da Europa ter recusado aceitar algumas das exigências americanas. Os três anos de negociações parecem não ter sido suficientes para resolver as diferenças entre a Europa e os EUA, incluindo as que respeitam alimentação e segurança ambiental, mas o porta-voz do Representante do Comércio dos EUA afirmou à revista alemã Der Spiegel que as negociações «estão, efetivamente, a progredir». A Casa Branca voltou a afirmar que o objetivo é chegar a acordo até ao final do ano. «Vai exigir a resolução de negociações muito difíceis, mas o presidente e a sua equipa estão empenhados nisso», afirmou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest. A Comissão Europeia está igualmente otimista. «Embora as negociações levem tempo, a bola está a rolar e a Comissão está a fazer progressos nas negociações do TTIP», indicou o porta-voz Margaritis Schinas. Os apoiantes do acordo afirmam que o TTIP pode resultar em mais de 100 mil milhões de dólares (89,6 mil milhões de euros) em ganhos económicos para ambos os lados do Atlântico, mas os críticos alegam que o acordo vai dar muito poder a grandes multinacionais à custa dos consumidores e trabalhadores.

4Queda do turismo afeta compras em Hong Kong

As vendas a retalho de Hong Kong caíram pelo 17.º mês consecutivo em julho, com os suspeitos habituais a serem apontados como causa da continuação do declínio: menos turistas, menor confiança dos consumidores e valorização do dólar local. As vendas a retalho desceram 7,7% em termos anuais, para 34,6 mil milhões de dólares de Hong Kong (cerca de 4 mil milhões de euros), representando, contudo, uma melhoria face ao declínio de 8,9% registado em junho. Em volume, as vendas desceram 8,5% em julho. Thomson Cheng Wai-hung, presidente do conselho de administração da Hong Kong Retail Management Association, revelou que espera que as vendas a retalho em agosto sejam piores do que em julho, devido aos tufões e à chuva. Segundo indica, as vendas podem ter caído 10% em comparação com agosto de 2015, apesar da ligeira melhoria no comportamento de consumo. Mas nem tudo foram más notícias em julho e as vendas de vestuário regressaram ao “verde” pela primeira vez em meses, com um aumento de 1,8%. Pelo contrário, as vendas de luxo, incluindo joalharia e relógios, desceram 26,2% em valor, o 23.º mês de declínio. «Olhando para o futuro, as previsões para as vendas a retalho a curto prazo vão continuar a depender da performance do turismo e da forma como as várias incertezas externas afetam, ou não, o sentimento dos consumidores locais», aponta o governo de Hong Kong em comunicado.

5Vaccarello faz pausa na marca própria

O designer belga Anthony Vaccarello suspendeu a atividade da sua marca epónima para se focar no seu novo papel como diretor criativo da Yves Saint Laurent. «Esta aventura tem sido fantástica, mas agora sinto a necessidade de me focar completamente neste novo projeto», afirmou o designer em comunicado, onde agradeceu a todos o que apoiaram a sua marca desde o seu lançamento, em 2008. Vaccarello foi nomeado diretor criativo da Yves Saint Laurent em abril, depois de ter passado três anos na Versus Versace, onde subiu de consultor a diretor criativo. Juntamente com as suas funções na Versus, o designer belga supervisionou, desde 2008, a sua marca epónima, conhecida pelas suas coleções sensuais com minissaias rendadas, fatos de calças com decotes pronunciados usados sobre corpetes e vestuário exterior em pele preta. A primeira coleção do designer para a Yves Saint Laurent vai ser mostrada em outubro, na Semana de Moda de Paris.

6Chanel não resiste à quebra no luxo

A produtora francesa de bens de luxo Chanel foi gravemente afetada pela queda no consumo de bens de luxo no ano passado, o que levou a uma descida acentuada nos lucros e nas vendas, segundo os números apresentados na Bolsa de Valores de Amesterdão. A Chanel International BV indicou que o lucro operacional no ano até 31 de dezembro caiu 23%, para 1,6 mil milhões de dólares (cerca de 1,43 mil milhões de euros), com o volume de negócios a baixar 17%, para 6,24 mil milhões de dólares. Controlada pelos bilionários Alain e Gerard Wertheimer, a Chanel é uma das maiores marcas de luxo do mundo, juntamente com a Louis Vuitton, do grupo LVMH, que, segundo as estimativas, registará vendas anuais de 8 mil milhões de euros. Em França, a Chanel apresentou os números para o seu negócio de cosmética e perfumes, que mostram que no ano passado o volume de negócios atingiu 2,6 mil milhões de euros, uma descida de 21% face ao ano anterior. Para aumentar as vendas do perfume Nº5, que chegou a ser o perfume mais vendido do mundo, a Chanel está a relançar a fragrância criada em 1921, com uma nova versão batizada “Nº 5 L’eau”. Esta é uma área em que a Louis Vuitton se está a lançar, com a sua primeira coleção de perfumes a chegar recentemente às suas lojas próprias.