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  1. Julho surpreende retalho alemão
  2. Gisele Bündchen lidera lista da Forbes
  3. Sandro e Maje somam vendas
  4. Islândia no mapa dos turistas aventureiros
  5. Britânicos recuperam confiança
  6. El Corte Inglés cresce em 2015

1Julho surpreende retalho alemão

As vendas a retalho na Alemanha aumentaram 1,7% em termos mensais, uma taxa mais elevada do que o esperado – os analistas antecipavam um aumento de 0,5%. Os números do gabinete de estatística Destatis mostram que o aumento ajustado em termos sazonais e de calendário mais do que reverteu a queda de 0,6% registada em junho. Contudo, em termos anuais, as vendas a retalho caíram 1,5% em julho, uma surpresa para os analistas, que esperavam um aumento de 0,3%. As vendas de bens não-alimentares desceram 1,8% em termos anuais em julho, enquanto as vendas de bens alimentares, bebidas e tabaco caíram 1,3%. Nos primeiros sete meses do ano, as vendas totais a retalho cresceram 1,7% em termos anuais.

2Gisele Bündchen lidera lista da Forbes

A manequim brasileira Gisele Bündchen manteve-se na liderança da lista das mais bem pagas no mundo, com um rendimento anual de 30,5 milhões de dólares (27,3 milhões de euros). Bündchen fez mais dinheiro do que qualquer outra manequim desde 2002 e continua a colecionar contratos com a Chanel, Carolina Herrera e Pantene. Em segundo lugar surge a compatriota Adriana Lima, com 10,5 milhões de euros, que além da Victoria’s Secret trabalha com a Maybelline e os relógios IWC. Kendall Jenner mais do que duplicou o seu rendimento, de acordo com os números compilados pela Forbes. Jenner foi mesmo a manequim que registou o maior aumento, tendo passado de 4 milhões de dólares em 2015 para 10 milhões de dólares em 2016, em parte devido às parcerias com a Estée Lauder e a Calvin Klein, indicou a Forbes. Karlie Kloss, de 24 anos, ficou também no terceiro lugar, com 10 milhões de dólares de rendimento. Das seis novas entradas, Gigi Hadid foi a que ficou mais bem posicionada, no quinto lugar. Hadid tem mais de 22 milhões de fãs no Instagram e a Forbes afirma que marcas como a Maybelline e a Tommy Hilfiger estão desejosas de chegar a essa audiência. As 20 manequins ganharam, em conjunto, 150 milhões de dólares entre 1 de junho de 2015 e 1 de junho de 2016. Os resultados incluem rendimentos provenientes de contratos com cosméticos, perfumes e outros e foram baseados em entrevistas com gestores, agentes e executivos das marcas.

3Sandro e Maje somam vendas

O SMCP, o grupo por detrás das marcas de moda francesas Sandro, Maje e Claudie Pierlot, registou um aumento de 9,3% das vendas comparáveis no primeiro semestre do ano, suportado pela continuação da procura em França. As três marcas operam no segmento de luxo acessível, que registou uma procura mais forte do que as marcas de gama mais alta e semelhante a marcas da fast fashion, como a Zara e a H&M. O SMCP afirmou que as vendas comparáveis em França, onde gera metade das vendas, aumentaram por um dígito alto, contrastando com o mercado de moda francês no geral, onde as vendas no ano até agora têm sido ligeiramente negativas. «Estamos a ganhar quota de mercado em França», afirmou o diretor-executivo do SMCP, Daniel Lalonde. Incluindo o impacto cambial e novas lojas, as vendas no primeiro semestre subiram 19,2%, para 377,2 milhões de euros, enquanto na França o crescimento foi de 12%. Lalonde acredita que a estratégia digital do SMCP está a compensar, até porque as vendas online representam agora 10% do volume de negócios total, um aumento de 6% face ao ano passado. O grupo está agora focado na expansão internacional, sobretudo na China, onde vai continuar a abrir 30 lojas por ano. O diretor-executivo do SMCP revelou ainda que a estratégia permanece inalterada depois da venda de uma quota maioritária aos chineses do Shandong Ruyi, num negócio de 1,3 mil milhões de euros. O Shandong Ruyi vai deter 80% do SMCP, enquanto o KKR (o anterior proprietário maioritário) vai manter uma quota de 10%. Os fundadores Evelyne, Ylan Chetrite e Judith Milgrom vão partilhar os restantes 10%.

4Islândia no mapa dos turistas aventureiros

Os adultos cujos filhos já saíram de casa e que têm rendimento disponível estão a partir à aventura para países como a Islândia e o Equador, segundo um estudo recente, que dá conta de um aumento das viagens de aventura entre as pessoas mais abastadas. O estudo, publicado pela Virtuoso, uma rede internacional de especialistas em viagens de luxo, mostra que as vendas de viagens de aventura registaram um aumento nos últimos 12 meses e deverão aumentar nos próximos anos. A impulsionar a procura estão turistas mais velhos, com idades entre os 50 e os 65 anos (41%) que ainda estão em boa forma física, têm dinheiro para gastar e querem tirar da lista este tipo de destino enquanto ainda podem. Outros fatores que contribuem para a crescente popularidade das viagens de aventura incluem a oportunidade de se ligar à natureza e passar tempo de qualidade em férias multigeracionais, citam os inquiridos. A paisagem dramática da Islândia, com os seus vulcões, cascatas, glaciares, grutas e fontes de água quente, é a mais procurada como destino de aventura. A salva tropical da América Latina, contudo, domina o top 10, com países como Equador, Costa Rica e Chila ou o Peru a constarem do ranking.

5Britânicos recuperam confiança

A confiança dos consumidores britânicos voltou a subir depois da queda acentuada provocada pelo voto no Brexit, segundo o estudo da GfK sobre as atitudes dos consumidores. O UK Consumer Confidence Barometer subiu cinco pontos depois de ter registado a maior descida em 26 anos após o voto no Brexit. Embora o índice se mantenha em território negativo, em -7 em comparação com +7 há um ano, o que representa o valor mais baixo desde 2014, subiu consideravelmente face aos -12 registados em julho e bastante acima do valor de -39 durante a recessão de 2008. O estudo mostrou ganhos em todas as cinco áreas que cobre, com os consumidores a afirmarem estar mais confiantes na sua situação financeira pessoal e mais entusiasmados com a economia no geral. «Estamos a registar alguma recuperação no índice este mês, com os consumidores a habituarem-se à nova realidade “esperar para ver” pós-Brexit, antes da saída do Reino Unido», confirmou Joe Staton, diretor de dinâmica de mercado na GfK. «A retoma na confiança está a ser impulsionada por boas notícias dos dados brutos, a combinação de taxas de juro historicamente baixas com preços em queda e elevados níveis de emprego», acrescentou. Contudo, os analistas avisaram que as boas notícias podem ser de curta duração. A queda de dois dígitos no valor da libra vai, eventualmente, aumentar os preços, à medida que as importações se tornam mais caras e afetam o poder de compra, refere Anna Leach, diretora de análise económica no CBI. «Embora a queda da libra tenha aumentado o número de visitantes no Reino Unido, deverá fazer subir o preço dos bens importados com o tempo, o que significa que as famílias vão provavelmente restringir o consumo em bens não essenciais», acrescenta.

6El Corte Inglés cresce em 2015

O lucro dos grandes armazéns El Corte Inglés subiu 10% em 2015, impulsionado pela recuperação económica proporcionada por um aumento do consumo, forte época turística e baixo défice orçamental. A empresa privada, que em vendas é um dos maiores grandes armazéns europeus, é vista como um barómetro da economia em Espanha, onde uma em cada quatro pessoas tem um cartão do El Corte Inglés. A forte procura dos consumidores tem sido um dos principais motores do crescimento económico, já que os espanhóis que mantiveram o emprego durante a recessão que terminou há três anos, gastaram em artigos de preços elevados, como máquinas de lavar loiça e férias. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do retalhista subiu 10,4%, para 913 milhões de euros em 2015, enquanto o lucro líquido aumentou 34%, para 158 milhões de euros, graças a um crescimento de 4% do volume de negócios, para 15,2 mil milhões de euros. A injeção de liquidez do ano passado de mil milhões de euros do ex-Primeiro-Ministro do Qatar, o Sheikh Hamad Bin Jassim Bin Jaber Al Thani, em troca de uma quota de 10%, permitiu ao retalhista reduzir os custos financeiros em quase um terço. No final do ano fiscal de 2015, a dívida líquida situava-se em 3,83 mil milhões de euros, em comparação com 4,97 mil milhões de euros há um ano.