Início Breves

Breves

  1. Jovens preferem roupa e experiências
  2. Tom Ford causa furor na NYFW
  3. Trabalhadores indianos exigem aumentos
  4. China não vai recuperar algodão
  5. Ferragamo contrata Paul Andrew
  6. Retalho em ascensão na Nova Zelândia

1Jovens preferem roupa e experiências

Mais de metade dos jovens adultos dão prioridade a noites de divertimento, moda e produtos de beleza de luxo do que a fazer poupanças. Um novo estudo levado a cabo pelo website de empréstimos e investimentos “peer-to-peer” RateSetter concluiu que cerca de 59% dos jovens entre os 18 e os 30 anos admite dar primazia a este tipo de atividade e bens, associado ao conceito “só se vive uma vez”, em vez de poupança e investimento. As saídas regulares mais populares entre os jovens com menos de 30 anos incluem ir buscar refeições fora, sair para jantar, comprar vestuário, serviços de televisão, idas ao café e produtos de beleza de luxo. Cerca de 26% das 1.000 pessoas inquiridas revelou gastar tudo o que ganha, não fazendo qualquer poupança, e 35% indicou que não se imagina a ter casa própria a não ser que herde alguma propriedade. Ao mesmo tempo, 69% dos jovens britânicos não fez qualquer plano financeiro para a reforma, apesar de 47% estar preocupado com o futuro, quando for mais velho. Os que fizeram algumas poupanças, fizeram-nas para financiar umas férias no estrangeiro, acrescenta o estudo. Rhydian Lewis, fundador e CEO do RateSetter, considera que, «com as taxas de juro a manterem-se em valores historicamente baixos há anos e recentemente quase a zero, é ainda mais importante para os jovens assegurarem-se que estão a par das suas finanças».

2Tom Ford causa furor na NYFW

Tom Ford transformou o primeiro dia da Semana de Moda de Nova Iorque em algo maior, tendo juntado as principais celebridades clientes – como Julianne Moore, Alicia Keys, Iman, Naomi Campbell e Uma Thurman – com algumas das suas silhuetas e looks favoritos. O resultado foi uma coleção que refletiu o seu negócio ultraluxuoso, mas também tirou o melhor partido do seu estilo sensual, aprimorado durante os seus dias na Gucci e na Saint Laurent. O que mais se destacou, contudo, foi o facto da coleção ter sido imediatamente colocada à venda. Qualquer pessoa que tenha visto o desfile online teve a possibilidade de fazer a compra imediatamente, até porque os coordenados foram pensados para este outono-inverno que se avizinha. Casacos, botas, saias-lápis, tops em couro, vestidos com lantejoulas ou em veludo, lãs e tons suaves foram pensados para o tempo frio em cidades como Nova Iorque, Moscovo, Londres ou Pequim. Para os homens, o designer criou fatos em veludo e casacos em tweed, pautados pela elegância que caracteriza o homem Tom Ford.

3Trabalhadores indianos exigem aumentos

Centenas de trabalhadores têxteis no estado do Tamil Nadu, na Índia, estão em protesto para exigir o primeiro aumento do salário mínimo em 12 anos. Em julho, o tribunal superior de Madras ordenou um aumento de até 30% do salário para centenas de milhares de trabalhadores da indústria de vestuário em Tamil Nadu, mas os recursos apresentados pelos empresários deixaram os trabalhadores num limbo. De acordo com a lei em vigor, os governos estaduais têm de aumentar o salário mínimo a cada cinco anos para proteger os trabalhadores contra a exploração laboral, mas os empresários têxteis na região têm-se recusado repetidamente a fazê-lo. «O governo tem de forçar a notificação sobre o salário mínimo», afirma S. Elizabeth Rani, secretária-geral do Sindicato de Trabalhadores do Vestuário e da Moda, num comunicado citado pela Thomson Reuters Foundation. «Os nossos salários estagnaram enquanto o custo de vida continua a aumentar. Muitos de nós são pais solteiros e com um único rendimento», acrescenta. Sob a decisão judicial, os trabalhadores deveriam ter um aumento do salário médio de 4.500 rupias para 6.500 rupias (de cerca de 60 euros para 86 euros) – o que os sindicatos afirmam ser um valor semelhante ao dos salários dos empregos na área têxtil na maioria dos outros estados. «Os estados não podem ter a sua própria forma de fixar salários sem perceber a realidade e o passado», considera K.Venkatachalam, consultor-chefe da Associação de Fiações de Tamil Nadu. «Se forem tomadas essas decisões, as indústrias vão tentar ir para outro estado, onde se sintam confortáveis com as políticas laborais», refere. A Índia é uma das maiores produtoras de têxteis e vestuário do mundo. A indústria representa um volume de negócios anual de 40 mil milhões de dólares (cerca de 35,5 mil milhões de euros) e emprega aproximadamente 45 milhões de pessoas. Muitos destes trabalhadores são obrigados a trabalhar para pagar dívidas, são abusados e trabalham muitas horas em más condições, garantem os ativistas. «Os produtores têm de reconhecer que isto é uma unidade de trabalho intensivo que exige trabalhadores altamente qualificados», sublinha, por seu lado, Sujata Mody, presidente do Sindicato de Trabalhadores do Vestuário e da Moda.

4China não vai recuperar algodão

A área de cultivo do algodão na China diminuiu mais de 50% nos últimos oito anos e a queda deverá ser permanente, segundo um orador que participou no evento anual Cotton Roundtable. O espaço dedicado ao algodão diminuiu de 6,2 hectares há cerca de oito anos para 2,9 hectares este ano. A maior parte da queda registou-se nas províncias do interior, onde os agricultores trocaram para colheitas menos intensivas, explicou Joe Nicosia, diretor sénior de algodão e merchandising da Louis Dreyfus, em Memphis, EUA, na discussão que teve lugar na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Atualmente, a China tem um enorme stock de algodão, superior a 50 milhões de fardos (mais de 24 toneladas). Assim que este algodão for consumido, a China vai tornar-se num grande importador, acredita Nicosia, até porque o país é o maior consumidor desta fibra. «Em dois ou três anos, podemos ver a China a tornar-se novamente um importador de 15 milhões de fardos por ano», destacou Joe Nicosia.

5Ferragamo contrata Paul Andrew

A casa de moda italiana Salvatore Ferragamo nomeou Paul Andrew como diretor de design de calçado de senhora. «Estamos entusiasmados por acolher um talento tão dinâmico e reputado na empresa», afirmou Ferrucio Ferragamo, presidente da Salvatore Ferragamo, em comunicado. «Temos uma história, de que nos orgulhamos, de alimentar o talento no design e acreditamos que a ideologia do Paul corresponde ao espírito que está no centro da nossa casa de moda», acrescentou. Conhecido pelos seus designs luxuosos e elegantes, Paul Andrew fundou a linha epónima de calçado de senhora há três anos. O designer britânico, que trabalhou na Calvin Klein e na Alexander McQueen, é uma estrela em ascensão na indústria do calçado e, em 2014, foi o vencedor do CFDA/Vogue Fashion Fund, tendo mesmo sido o primeiro designer de calçado a ganhar o prémio. «É uma grande honra ser convidado a liderar a visão criativa para o futuro da divisão de calçado de senhora. Espero trazer uma nova perspetiva para a empresa, em linha com as exigências de hoje do mercado, conjugando o poder desta herança e a sua força industrial com o design e as mais recentes inovações em materiais e produção», declarou Andrew, que irá manter o trabalho na sua marca própria. A primeira coleção do designer para a casa de moda italiana será revelada no próximo ano.

6Retalho em ascensão na Nova Zelândia

As vendas a retalho na Nova Zelândia registaram um aumento no segundo trimestre, terminado em junho, impulsionadas pelo aumento da procura de bricolagem e produtos para construção. O volume total das vendas a retalho subiu 2,3% em termos anuais, de acordo com o gabinete de estatística do país, sendo o maior crescimento percentual desde o trimestre terminado em dezembro de 2006. Em valor, as vendas a retalho aumentaram 2,2%, para 19,9 mil milhões de dólares neozelandeses (cerca de 13 mil milhões de euros). «O consumo está em marcha, com os clientes de bricolagem e equipas comerciais [de empresas] a impulsionarem as vendas na área de materiais de construção. As vendas de veículos também continuaram fortes», indica Neil Kelly, diretor sénior de indicadores de negócio do gabinete de estatística. Os sectores com maior aumento de volume de vendas foram: construção e artigos de jardim (+5%); veículos a motor e peças (+2,6%); produtos farmacêuticos (+5,2%); e serviços de alimentação e bebidas (+3,3%). Os analistas afirmam, contudo, que o banco central poderá cortar as taxas de juro no futuro próximo, apesar dos números positivos no retalho.