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Breves

  1. Primark mantém-se firme no crescimento
  2. Marcas japonesas fazem apostas online na China
  3. Yonex e Uniqlo vencem Open dos EUA
  4. Tudo a postos para a Semana de Moda de Londres
  5. Wang mostra coleção para a Adidas
  6. ITV dos EUA exporta menos

1Primark mantém-se firme no crescimento

Embora não tenha sido imune às variações climáticas que afetaram o início do ano, a Primark ainda espera um crescimento de 9% das vendas anuais, graças, em parte, a um aumento de 9% na área de venda. Este ano, a Primark já somou mais 22 lojas, equivalente a cerca de 111.500 metros quadrados e espera adicionar mais 11 unidades internacionais no próximo ano. Contudo, a Associated British Foods (ABF), que detém a Primark, já afirmou que as vendas comparáveis da retalhista de moda deverão cair 2% em termos anuais, uma vez que o tempo quente antes do Natal de 2015 e os meses «muito frios» de março e abril afetaram a procura. No Reino Unido, a performance ficou em linha com as expectativas, enquanto no estrangeiro, a Irlanda obteve uma performance «forte», Espanha, França e Áustria «estiveram bem» e a Holanda e a Alemanha «melhoraram». Nos EUA, a Primark começou com uma baixa notoriedade e tem continuado a crescer. «A marca tem sido bem recebida, com um feedback muito positivo por parte dos consumidores, sobretudo pelo seu excecional valor por dinheiro e abrangência da sua gama de produtos. Sentimo-nos encorajados pelas mais recentes aberturas nos centros comerciais regionais em Danbury, Willow Grove e Freehold Raceway», indicou a ABF. No próximo ano, a Primark vai abrir cinco lojas na Alemanha, duas em Itália – em Florença e Brescia –, e uma flagship no centro de Amesterdão. Irá ainda acrescentar três novas lojas nos EUA, elevando o total para oito pontos de venda, devendo ainda aumentar a área da loja de Boston em 20%. Apesar de ter saído praticamente incólume da queda da libra após o Brexit, uma vez que a empresa usa contratos em moeda local, a ABF revelou que as margens da Primark deverão sofrer com a desvalorização da moeda do Reino Unido. «A taxas de câmbio atuais, as margens serão afetadas negativamente no novo ano fiscal», assumiu.

2Marcas japonesas fazem apostas online na China

As marcas japonesas JillStuart Studious e United Arrows estão a optar pelo digital em vez dos espaços de venda físicos para atrair consumidores na Grande China. Cada vez mais marcas japonesas estão a lançar lojas online para criar notoriedade na China, Hong Kong e Taiwan, de acordo com o Nikkei Report, antes de abrirem uma loja física. A TSI Holdings vai criar um website de comércio eletrónico e um outlet virtual no Tmall para duas das suas marcas de vestuário de senhora – a Jill by JillStuart e a JillStuart – e aumentar a notoriedade através de contas oficiais na rede social Weibo. A Tokyo Base, que opera a loja multimarca japonesa Studious, está a lançar um site de compras online antes de planear lojas físicas nos mercados potenciais de Hong Kong e Taiwan. Cerca de 20% das vendas na loja flagship de Tóquio é resultante das compras de turistas estrangeiros, levando a marca a vender os seus produtos diretamente a consumidores fora do Japão. A United Arrows, por seu lado, planeia expandir a sua rede de lojas físicas em Taiwan para 10 pontos de venda em 2022, depois de ter lançado a sua loja online e as primeiras experiências físicas em 2013. A empresa conta agora com três lojas em Taiwan com uma subsidiária local. Os consumidores chineses gastaram online 795,8 mil milhões de ienes (6,9 mil milhões de euros) em produtos japoneses em 2015, segundo o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, o que representa um crescimento de 31% em termos anuais. O valor deverá atingir 2 biliões de ienes em 2019.

3Yonex e Uniqlo vencem Open dos EUA

No Open de Ténis dos EUA, as duas marcas japonesas foram as grandes vencedoras. A final entre Novak Djokovic e Stan Wawrinka, da qual este último saiu vencedor, opôs as duas gigantes japonesas: a Uniqlo e a Yonex, respetivamente. No total, as produtoras japonesas de vestuário, lideradas por Djokovic e pela Uniqlo, estiveram em sete semifinais do Grand Slam este ano, mais do que a Nike, a Adidas e a New Balance em conjunto. O marketing faz parte de uma iniciativa mais vasta para impulsionar as vendas internacionais e compensar os efeitos de uma população envelhecida e em queda, a somar à estagnação da economia no Japão. A Uniqlo tem agora mais lojas fora do Japão e a Yonex Co, que produz vestuário e raquetes, realizou, pela primeira vez, mais de metade do seu lucro no estrangeiro no ano passado. A notoriedade das marcas japonesas está a ser ganha à custa da Nike, segundo a análise feita pela Bloomberg. Até 2016, as estrelas Roger Federer e Rafael Nadal, da Nike, dominaram o ténis masculino, tendo estado presentes em 32 das 40 finais do Grand Slam desde 2005. Mas nenhum dos dois é agora invencível: Federer, de 35 anos, cancelou o resto da época depois de ter perdido a semifinal em Wimbledon, e Nadal, de 30 anos, foi afastado na quarta ronda do Open dos EUA. A ascensão de jogadores como Djokovic e, mais recentemente, Kei Nishikori (que perdeu a semifinal para Wawrinka), tem sido um bónus para a Uniqlo. «Nishikori aumenta a notoriedade da marca e também nos dá feedback sobre a roupa que usa e nós implementamos isso no nosso desenvolvimento de produto generalista», afirmou Naoto Miyazawa, porta-voz da Fast Retailing Co, que detém a Uniqlo. Tanto a Yonex Co como Stan Wawrinka têm crescido a bom ritmo nos últimos três anos. O jogador suíço perdeu para Djokovic numa semifinal do Open dos EUA em 2013, depois ganhou o Open da Austrália em 2014, o Open de França em 2015 e, agora, o Open dos EUA. Já as vendas da Yonex no Japão têm aumentado todos os anos desde 2012, revertendo um declínio de três anos, e o volume de negócios fora do país duplicou durante o mesmo período, atingindo agora cerca de 23,5 mil milhões de ienes (204,4 milhões de euros).

4Tudo a postos para a Semana de Moda de Londres

A Semana de Moda de Londres está pronta para a sua 64.ª edição, onde, de 16 a 20 de setembro, deverá acolher mais de 5.000 convidados de 58 países. Números publicados em junho mostram que o valor da indústria da moda britânica aumentou 8% desde 2013, totalizando agora cerca de 28 milhões de libras e a Semana de Moda de Londres quer capitalizar a força do sector, com um evento que se irá centrar na mudança e na inovação. Os olhos estarão postos na Burberry, que pela primeira vez irá mostrar na mesma passerelle as coleções para homem e senhora, que estarão imediatamente à venda após a apresentação. A casa de moda britânica, liderada por Christopher Bailey, não é, contudo, a única a abraçar estas alterações. Fyodor Golan, House of Holland e Topshop Unique irão igualmente adotar o modelo “veja agora, compre agora”, enquanto a Aquascutum, Belstaff, Joseph e Teatum Jones, a marca de Catherine Teatum eRob Jones que venceu o prémio Woolmark Womenswear, vão igualmente juntar homem e senhora no mesmo desfile. A apresentação em Londres das coleções para a primavera-verão 2017, que inclui ainda o desfile da Marques’Almeida, conta também com diversos eventos paralelos, incluindo uma festa organizada pela Wonderland Magazine e a designer portuguesa Alexandra Moura. Do calendário constam ainda os chamados Designer Showrooms, em Brewer Street Car Park, onde, além de Alexandra Moura, estarão presentes, a partir de 16 de setembro, as criadoras portuguesas Carla Pontes, Daniela Barros e Susana Bettencourt.

5Wang mostra coleção para a Adidas

A Adidas Originals e Alexander Wang finalmente revelaram o resultado da sua colaboração, com uma coleção de 84 peças unissexo a ser mostrada como final surpresa no desfile do designer na Semana de Moda de Nova Iorque, no passado sábado, 10 de setembro. A coleção, que inclui vestuário e calçado, joga com a ideia de subversão das regras, invertendo o famoso logótipo de três riscas da marca de sportswear, que surge ao contrário nas peças, criando assim um novo símbolo. As primeiras peças ficaram à venda num camião pop-up em Nova Iorque no dia seguinte ao desfile – uma ideia que será replicada nas ruas de Londres e Tóquio a 17 de setembro, antes de chegar a outras cidades. A primeira parte da coleção inclui nove modelos da colaboração, incluindo t-shirts, sweatshirts e camisolas com capuz com grafismos, assim como um grupo de produtos em malha e calções com o novo monograma. Os primeiros três modelos de calçado também já estão disponíveis. Mais peças da coleção serão lançadas no início de 2017, antes do lançamento de toda a coleção nas lojas online e físicas da Alexander Wang e da Adidas, assim como em retalhistas selecionados, na primavera do próximo ano.

6ITV dos EUA exporta menos

As exportações de têxteis e vestuário dos EUA desceram 7,66% em termos anuais nos primeiros sete meses do ano. O valor das exportações ficou em 12,9 mil milhões de dólares (11,5 mil milhões de euros) entre janeiro e julho de 2016, em comparação com 14 mil milhões de dólares no mesmo período do ano passado, segundo os dados do Gabinete de Têxteis e Vestuário do Departamento de Comércio dos EUA. Por categorias, as exportações de vestuário caíram 8,5% em termos anuais, para 3,2 mil milhões de dólares, enquanto as de têxteis diminuíram 7,37%, para 9,7 mil milhões de dólares nos primeiros sete meses de 2016. Entre o vestuário, o maior aumento (+15,33%) foi registado nas exportações de camisolas em malha para homem e rapaz, enquanto o maior declínio foi sentido nas exportações de fatos para mulher e menina. Entre os artigos têxteis, as exportações de fio registaram uma quebra de 9,72% em termos anuais, para 2,6 mil milhões de dólares e as exportações de tecidos baixaram 7,02%, para 5 mil milhões de dólares. O México e o Canadá são os principais destinos das exportações de têxteis e vestuário dos EUA, representando, em conjunto, cerca de metade do total. O México recebeu exportações no valor de 3,48 mil milhões de dólares, enquanto o Canadá foi o destino de 2,93 mil milhões de dólares em produtos têxteis e vestuário. Num terceiro lugar longínquo, ficou o mercado das Honduras, com exportações de 876 milhões de dólares. Nos últimos anos, as exportações de têxteis e vestuário dos EUA mantiveram-se entre 22 e 25 mil milhões de dólares por ano: 24,4 mil milhões de dólares em 2014 e 23,7 mil milhões de dólares em 2015.