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  1. Algodão em alta
  2. Retalho online supera lojas físicas
  3. De Castelbajac em mãos sul-coreanas
  4. Produção de chapéus regressa aos EUA
  5. Coleção de Claudia Schiffer chega ao mercado
  6. Paris a postos para receber “a” semana da moda

1Algodão em alta

Um novo estudo do International Cotton Advisory Committee (ICAC) aponta para um crescimento de 6% na produção mundial de algodão, para 22,5 milhões de toneladas, em 2015/2016. Contudo, o ICAC estima que os stocks mundiais finais caiam 13%, para 19,5 milhões de toneladas, em 2015/2016, devido a uma procura por algodão superior à produção. O consumo mundial da fibra deverá permanecer estável em 23,8 milhões de toneladas, com a China a manter-se como principal consumidor em 2016/2017, apesar de uma diminuição esperada na utilização das fiações de 3%, para 7,1 milhões de toneladas, o que pode representar a sétima época consecutiva de contração. Segundo o estudo, o consumo mundial de algodão em 2016/2017 deverá ultrapassar a produção de algodão em 1,4 milhões de toneladas, o que irá levar a uma redução de 7% dos stocks mundiais, para 18,1 milhões de toneladas, em comparação com a época 2015/2016. «A procura estável e maiores colheitas em muitos dos principais países de exportação deverão levar a um aumento de 3% no volume de comércio mundial, para 7,5 milhões de toneladas», aponta o estudo. As importações pelo Bangladesh deverão subir 12%, para 1,2 milhões de toneladas, tornando o país no maior importador mundial, enquanto as compras de algodão por parte do Vietname deverão igualmente aumentar 12%, para 1,1 milhões de toneladas.

2Retalho online supera lojas físicas

O retalho no Reino Unido parece estar a ganhar uma dupla personalidade, com as lojas físicas na high street a sentirem a estagnação desde o início do ano, enquanto o comércio eletrónico continua a crescer, segundo a BDO. As vendas caíram 1,5% em termos anuais em agosto, o sétimo mês consecutivo sem crescimento para o sector, de acordo com o High Street Sales Tracker da BDO. Os números são particularmente preocupantes tendo em conta que agosto do ano passado foi um dos piores meses da high street em quase oito anos. O sector da moda continua a ser o mais afetado, tendo caído 3,3% durante o mês. Só na última semana de agosto, as vendas nesta área desceram 9,9%, afetadas pelo fim de semana prolongado. Em contrapartida, as vendas online somam e seguem, tendo aumentado 21,1% em termos anuais em agosto, a segunda melhor performance do ano, a seguir ao crescimento de 21,7% em julho. Embora a confiança do consumidor tenha recuperado após o voto no Brexit, a high street tem ainda de colher os frutos, tendo em conta que agosto foi um dos piores meses desde novembro de 2008, indica a BDO. Sophie Michael, diretora de retalho e vendas por grosso na BDO, indica que «o tráfego esteve em alta na maior parte do mês de agosto, mas a maioria dos retalhistas teve dificuldade em traduzir de forma consistente o recente otimismo dos consumidores e os níveis mais altos de consumo em vendas nas lojas físicas». Michael acrescenta ainda que «uma verdadeira história de sucesso para alguns retalhistas britânicos tem sido a sua capacidade de responder ao cada vez maior desejo dos consumidores de usarem outros canais que não as lojas. Isso irá deixar os retalhistas online bem posicionados à medida que os hábitos de consumo dos compradores continuam a evoluir».

3De Castelbajac em mãos sul-coreanas

O sul-coreano Fashion Group Hyungji Co comprou a PMJC, a empresa que detém a casa de moda francesa De Castelbajac. Os termos do negócio, que deverá ficar concluído no final de setembro, não foram revelados. O presidente do conselho de administração da Hyungji, Choi Byoung-oh, afirmou que quer listar a unidade Castelbajac na bolsa de valores coreana nos próximos três anos e expandir o negócio para que atinja receitas anuais de 200 mil milhões de wons (158,3 milhões de euros), antecipando ainda 10 mil milhões de wons em royalties. Para a próxima primavera, a empresa sul-coreana planeia laçar a Castelbajac Living e oferecer linhas de pronto-a-vestir para homem, senhora e criança. Também pretende lançar a marca na China até 2018. Choi revelou ao jornal Maeil Business que a Hyungji decidiu comprar a PMJC após a aquisição no ano passado dos direitos da marca para a Ásia. A Hyungji lançou a marca de acessórios Jean-Charles de Castelbajac no seu mercado interno em agosto e a Castelbajac Golfwear no ano passado.

4Produção de chapéus regressa aos EUA

A empresa americana que produz os chapéus usados pelo ator Samuel L. Jackson e vários rappers trouxe as máquinas que faziam a produção da China novamente para os EUA. Uma notícia publicada no Reading Eagle revela que a Bollman Hat Co começou recentemente a fazer os chapéus Kangol em Adamstown, na Pensilvânia. A empresa angariou mais de 100 mil dólares (cerca de 89 mil euros) numa campanha no Kickstarter no ano passado, com um vídeo onde surgia Samuel L. Jackson a usar uma t-shirt com a palavra “Motherfunder” (algo como “financiador mãe”). A empresa conseguiu ainda cerca de 160 mil dólares em subsídios governamentais e crédito de impostos em agosto. O diretor-executivo Don Rongione afirma que o custo de comprar, enviar e instalar as máquinas foi superior a um milhão de dólares. A empresa tem atualmente 85 teares, 10 dos quais estão a trabalhar.

5Coleção de Claudia Schiffer chega ao mercado

Anunciada no início do ano (ver Claudia Schiffer lança coleção própria), a coleção em caxemira da modelo alemã Claudia Schiffer, lançada em parceria com a marca nova-iorquina TSE, já está à venda. Para criar a linha, que inclui 40 peças (camisolas e cardigans), o ícone da moda dos anos 90 inspirou-se nas suas viagens no sul de Espanha, nomeadamente para as cores, que incluem vermelho, laranja e azul-céu, numa homenagem ao pôr do sol e aos telhados e mosaicos típicos do país. Em 2014, a modelo lançou uma linha de produtos de beleza, a Essence Ultime, em colaboração com a marca alemã Schwarzkopf. A nova linha de vestuário está disponível no site Stylebop.com, com preços entre os 279 e os 589 euros.

6Paris a postos para receber “a” semana da moda

Com Nova Iorque já para trás, Londres a começar amanhã e Milão na próxima semana, os preparativos para a Semana de Moda de Paris, que se realiza de 27 de setembro a 5 de outubro, estão já a todo o vapor. Lucien Pellat Finet terá honras de abertura da passerelle, que conta com um total de cerca de 90 desfiles no calendário oficial, enquanto a Miu Miu será a responsável por “apagar as luzes”. Pelo meio, serão apresentadas as coleções para a primavera-verão de 2017 de Olivier Theyskens, Saint Laurent, Maison Margiela, Lemaire, Dries Van Noten, Balmain, Issey Miyake, Giambattista Vali, Hermès, Chanel e Louis Vuitton. O calendário “off-schedule”, que conta habitualmente com designers portugueses, ainda não foi anunciado.