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  1. Calor afasta consumidores da H&M
  2. ABG salva 400 lojas da Aéropostale
  3. Moda ignora mulheres mais velhas
  4. Vendas de vestuário destacam-se em agosto
  5. Hugo Boss adere ao novo modelo de retalho
  6. Galeries Lafayette quer crescer fora de França

1Calor afasta consumidores da H&M

O aumento das vendas da H&M em agosto foi pouco mais do que metade do que os analistas esperavam, com a gigante do retalho de moda a afirmar que o tempo anormalmente quente em mercados-chave manteve os clientes afastados das lojas na segunda metade do mês. O grupo sueco, que faz a maior parte do seu negócio na Europa, indicou que, em moeda local, as vendas em agosto, o último mês do seu terceiro trimestre, subiram 7% em termos anuais, abaixo dos 13% antecipados pelos analistas. «O desenvolvimento das vendas em agosto teve um bom início. Mas as vendas foram afetadas negativamente na segunda metade do mês pelo tempo anormalmente quente na maior parte dos mercados do grupo», referiu a retalhista. Os números das vendas em agosto foram ajudados por comparações fáceis, sendo o primeiro mês desde setembro de 2015 em que o crescimento foi mais rápido do que o mesmo mês no ano anterior. A H&M revelou que as vendas nos últimos três meses atingiram 49 mil milhões de coroas suecas (5,1 mil milhões de euros), um aumento face aos 46 mil milhões de coroas suecas registados no ano anterior, mas abaixo da previsão de 50 mil milhões de coroas suecas.

2ABG salva 400 lojas da Aéropostale

Até 400 lojas Aéropostale podem agora permanecer abertas após a aprovação da compra pelo Authentic Brands Groups (ABG) da retalhista de vestuário para adolescentes, caída em bancarrota, por 243,3 milhões de dólares (216,7 milhões de euros). O diretor-executivo do ABG, Jamie Salter, revelou que o plano exige que «até 400 lojas» se mantenham abertas, salvando cerca de 7.000 postos de trabalho. Salter indicou ainda que a empresa vai lançar um negócio de vendas por grosso e tem planos para shops-in-shop com outros retalhistas. O ABG está a constituir a equipa de gestão para as operações da Aéropostale.

3Moda ignora mulheres mais velhas

Os retalhistas britânicos de vestuário de senhora estão a perder a oportunidade de servir as consumidoras mais velhas, que têm um maior rendimento disponível e uma «paixão pela moda», afirma a Mintel. Cerca de 44% das mulheres britânicas com 55 ou mais anos afirmam querer roupa mais na moda e sentem-se frustradas pela falta de escolha na high street – um valor superior à média de 32% de todas as mulheres. O estudo concluiu que 74% coloca a qualidade no topo das suas exigências em comparação com apenas 55% das mulheres entre os 16 e os 24 anos, e 75% considera mais importante encontrar um visual que se adeque à sua idade do que tentar parecer mais nova. Quase 90% comprou vestuário no ano passado e 41% comprou três ou quatro estilos diferentes de produto. Uma questão essencial para o mercado da faixa etária acima dos 55 anos é o tamanho, com quase um quarto das mulheres que usam roupas no tamanho 18 ou acima a afirmar ser impossível encontrar moda nesse tamanho, enquanto 26% deste grupo etário gostaria de ver uma maior disponibilidade de roupas em tamanhos maiores. Alice Goody, analista de retalho da Mintel, afirma que os retalhistas precisam de fazer mais para atrair este mercado essencial. «Com as mulheres com mais de 55 anos a serem a demografia com crescimento mais rápido nos próximos cinco anos, servir estas mulheres é uma oportunidade para o mercado de vestuário de senhora, sobretudo tendo em conta o seu elevado rendimento disponível», explica. Além disso, estas consumidoras atentas à moda e à qualidade têm tendência para trabalhar até mais tarde e até durante a reforma, aumentando a necessidade de um guarda-roupa mais cuidado. «Contudo, uma questão essencial para a consumidora madura é a falta de vestuário com estilo para a sua idade, o que sugere que os retalhistas têm de trabalhar mais de perto com a sua cliente-alvo quando desenvolvem as suas gamas», aponta Alice Goody. «Vários novos retalhistas lançaram coleções para servir as clientes plus-size, muitas vezes ignoradas. A não ser que se adaptem, os retalhistas mainstream arriscam-se a perder para estes que estão a servir estes outrora segmentos de nicho de mercado», conclui.

4Vendas de vestuário destacam-se em agosto

A apatia no retalho atingiu os EUA em agosto, onde o vestuário constituiu uma exceção. Os consumidores não foram às compras nem em lojas físicas nem online, com as vendas a retalho a descerem, em ambos os canais, 0,3% em termos mensais, para um valor sazonalmente ajustado de 456,32 mil milhões de dólares (406,5 mil milhões de euros), segundo os números do Departamento do Comércio. Os analistas esperavam uma queda das vendas de 0,1% em agosto. As vendas de vestuário, contudo, deram sinais de recuperação, com um aumento de 0,7%, apesar da diminuição de 0,6% das vendas nos grandes armazéns e da estagnação das vendas em lojas generalistas. Este foi o primeiro declínio das vendas desde março e afetou as perspetivas de uma subida das taxas de juro esta semana. A queda correspondente nas vendas online foi também o maior declínio mensal desde janeiro de 2015. Contudo, as vendas a retalho cresceram 1,9% em termos anuais em agosto e as vendas online aumentaram 10,9% em termos anuais. Excluindo automóveis, as vendas a retalho desceram 0,1% no mês passado. O consumo tem sido o principal motor de crescimento no ano até agora, expandindo a um ritmo duas vezes superior ao da economia no geral na primeira metade de 2016. As vendas a retalho deram sinais de forte crescimento na primavera, antes de abrandarem nos últimos meses.

5Hugo Boss adere ao novo modelo de retalho

No desfile de moda da Hugo Boss na Semana de Moda de Nova Iorque, na semana passada, a marca sediada na Alemanha mostrou o seu primeiro produto “veja agora, compre agora” – a Boss Vespoke Soft, uma mala em couro pintada à mão inspirada por David Hockey e disponível em quatro cores, que, após a apresentação, ficou à venda imediatamente em lojas Boss selecionadas e no website da marca. «Penso que agora é a altura perfeita para a Boss oferecer novos e excitantes produtos diretamente aos nossos consumidores na altura em que eles os veem», afirmou Jason Wu, diretor artístico da Boss Womenswear, ao portal Business of Fashion. «Estamos a tornar-nos ainda mais direcionados para o retalho e faz sentido ter uma experiência mais customizada nas nossas lojas e em hugoboss.com», sublinhou.

6Galeries Lafayette quer crescer fora de França

A Galeries Lafayette está e conversações com potenciais parceiros na China e no Médio Oriente para abrir cinco grandes armazéns até 2020, numa altura em que as suas operações em território francês estão a sentir os efeitos dos ataques terroristas no país. Nicolas Houzé, diretor-executivo do grupo familiar, afirmou que os ataques terroristas dissuadiram os turistas de visitar França e que as vendas desceram quase 6% no primeiro semestre, para 1,6 mil milhões de euros. A visita de turistas e volume de negócios relacionado na loja flagship da Boulevard Haussman em Paris caiu 15% em termos anuais. Os turistas representam 50% dos clientes da loja de Haussmann, com os chineses a liderarem, seguidos dos visitantes de Taiwan e dos EUA. «No verão e no período de regresso às aulas, vimos a tendência negativa tornar-se mais pronunciada, com uma queda de 20% nas vendas para clientes internacionais. As vendas para os clientes locais entraram em território negativo desde agosto e permaneceram aí em setembro até agora», acrescentou. «A segurança é uma questão global em França, mas as Galeries Lafayette e a França ainda são o sonho dos turistas e eles vão voltar», afirmou Houzé na conferência de imprensa, acrescentando que está confiante que o grupo pode atingir o seu objetivo de duplicar a rentabilidade em 2020, mantendo os investimentos anuais na ordem dos 150 milhões de euros. A Galeries Lafayette espera aumentar o volume de negócios na loja da Boulevard Haussman em 8% assim que começar a estar aberta ao domingo, a partir de 2017. A flagship está ainda a preparar o lançamento de um plano de cinco anos de remodelação, que inclui um espaço de 2.600 m2 para grupos de turistas chineses, independente da loja principal. Esta zona, que deverá abrir no início do próximo ano, terá artigos de beleza, acessórios, relógios e joalharia, óculos de sol e produtos de higiene pessoal. A Galeries Lafayette está também a tentar impulsionar as suas operações de comércio eletrónico, que atualmente representam apenas 2% das vendas, com a meta de chegar aos 10% até 2020, indicou Nicolas Houzé. O grupo adquiriu o site de vendas flash BazarChic recentemente, depois de ter já comprado o site de vendas online de artigos de luxo Instantluxe em junho. A retalhista, que tem ainda lojas em Berlim, Casablanca, Jacarta, Dubai e Pequim, planeia abrir pontos de venda em Doha, no Qatar e em Istambul em 2018, com Milão igualmente no radar. As vendas na loja de Pequim subiram 15% no primeiro semestre, enquanto a loja no Dubai está no caminho para atingir vendas de 100 milhões de euros este ano.