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  1. Franceses vão às compras online
  2. Consórcio quer comprar a Charles Voegele
  3. Hermès cautelosa apesar dos bons resultados
  4. Centro comercial atrai 1,5 milhões em 10 dias
  5. Robots substituem 10.000 trabalhadores
  6. Consumo resiste no Reino Unido

1Franceses vão às compras online

As vendas online em França deverão atingir 70 mil milhões de euros este ano, com o volume de negócios no primeiro semestre a aumentar 13%, para 35 mil milhões de euros, impulsionado por um número crescente de transações nos smartphones e a ascensão dos mercados sediados na Internet, indicou a Fevad, a Federação Francesa de Comércio Eletrónico. No segundo trimestre, as vendas online cresceram 15%, para 17,4 mil milhões de euros, com um aumento de 21% no número de transações a compensar um declínio de 5% no valor médio de compra, para 75,50 euros. Apesar da economia estar ainda debilitada, o volume de vendas gerado nos mercados de comércio eletrónico subiu 16% no segundo trimestre. As vendas realizadas a partir de tablets e smartphones também aumentaram 38% no trimestre. O número de websites de comércio eletrónico atingiu 190 mil no final de junho, um crescimento de 13% em termos anuais. No final do terceiro trimestre, a Fevad antecipa que excedam os 200 mil. Os três sites mais visitados em França são a Amazon, a CDiscount, detido pelo retalhista francês Casino, e a cadeia de retalho de livros e eletrónica Fnac. A França é, atualmente, o sexto maior mercado de comércio eletrónico em todo o mundo e o terceiro na Europa, atrás da Alemanha e do Reino Unido.

2Consórcio quer comprar a Charles Voegele

Um consórcio, onde se inclui a retalhista de moda italiana OVS, fez uma oferta para comprar a Charles Voegele Holdings por cerca de 56 milhões de francos suíços (51,1 milhões de euros), assegurando a sobrevivência da cadeia suíça de moda. A administração da Charles Voegele está a recomendar que os acionistas aceitem a oferta. A Sempione Retail, um grupo de investimento que inclui a OVS, a Aspen Trust Services e a Retails Investment, fez uma oferta de 6,38 francos suíços por ação, um valor 2,1% acima do preço das ações da Charles Voegele no fecho da sessão de 16 de setembro. A retalhista suíça, que não é rentável desde 2010, tem vindo a fechar lojas, com as vendas a abrandarem devido à valorização do franco, que tem aumentado os preços. A compra «é a melhor solução que a Charles Voegele pode ter, já que uma recuperação sozinha ainda acarreta muitas incertezas», escreveu Rene Weber, analista do Banco Vontobel de Zurique.

3Hermès cautelosa apesar dos bons resultados

A Hermès International revelou-se cautelosa com os resultados para o ano completo, afirmando, na apresentação dos resultados do primeiro semestre, que não iria fazer previsões de vendas. O lucro da casa de moda de luxo francesa subiu 13% em termos anuais, com os seus artigos em couro (sobretudo as carteiras) a manterem fortes vendas, com um crescimento de 16%. Em contrapartida, as vendas de pronto-a-vestir e acessórios desceram 2%. No primeiro semestre, o lucro líquido atingiu 545 milhões de euros, enquanto o lucro operacional subiu 11%, para 827 euros. As margens operacionais atingiram o recorde de 33,9% das vendas. O volume de negócios consolidado aumentou 7% a câmbios neutros, para 2,44 mil milhões de euros no primeiro semestre. Ajustado em termos cambiais, o crescimento ficou em 6%. Por região, as vendas no primeiro semestre aumentaram 10% no Japão, graças à rede de distribuição seletiva, indica a casa de moda. Excluindo o Japão, as vendas na Ásia subiram 5%, enquanto na China Continental as vendas continuaram a aumentar, «apesar do contexto continuar difícil em Hong Kong e em Macau». Nas Américas, o crescimento foi de 8%, o mesmo que na Europa, onde as lojas da Hermès tiveram uma boa performance, «o que confirma a sua resistência, apesar do impacto de eventos recentes, sobretudo em França». No que concerne às categorias de produto, as vendas de artigos em pele e selaria registaram um aumento de 16%, «graças ao sucesso das coleções e da diversidade de modelos, em particular as carteiras Constance, Halzan e Lindy, juntamente com a Birkin e a Kelly». O negócio de seda e têxteis, pelo contrário, sentiu uma queda de 7%, «penalizado no primeiro semestre pelos eventos na Europa e pelo abrandamento das vendas na Grande China e na América», explicou a Hermès. A divisão de perfumes subiu 4% nas vendas, os relógios registaram um crescimento de 1% e os outros negócios (que incluem joalharia, artes da mesa e da casa) viram as vendas cair 2%.

4Centro comercial atrai 1,5 milhões em 10 dias

O maior centro comercial da Coreia do Sul, o Starfield, atraiu mais de 1,5 milhões de visitantes nos primeiros 10 dias de funcionamento, um número que foi impulsionado pelo Chuseok, um feriado de três dias que celebra as colheitas. Um porta-voz da Shinsegae, a entidade gestora do centro, anunciou ao jornal Korea Herald que «o Starfield teve um resultado superior ao antecipado graças a várias promoções que fizemos antes da abertura, como publicidade na televisão com celebridades e mensagens enviadas para clientes importantes». Cerca de 240 mil consumidores visitaram o espaço antes mesmo da abertura oficial, acrescentou o porta-voz. O único lado negativo foi a queixa sobre a falta de lugares de estacionamento (comporta 6.200 automóveis) e os congestionamentos do trânsito. O centro comercial Starfield Hanam, localizado a cerca de 20 quilómetros a leste de Seul, abrange uma área de 459.498 metros quadrados, incluindo nas instalações um parque aquático coberto, uma arena para eventos desportivos e de entretenimento e 750 lojas.

5Robots substituem 10.000 trabalhadores

A gigante indiana do vestuário Raymond vai aumentar a utilização de robots nos seus centros produtivos nos próximos três anos, o que deverá resultar na perda de cerca de 10 mil postos de trabalho. O CEO da empresa, Sanjay Behl, afirmou ao jornal The Times of India, que diversas iniciativas na área tecnológica irão levar a uma redução no número de funcionários para 20 mil, dos atuais 30 mil que trabalham em 16 unidades produtivas. «Um robot pode substituir cerca de 100 trabalhadores», indicou. «Tal como está a acontecer atualmente na China, vai também acontecer na Índia», acrescentou. Behl referiu ainda que tem uma equipa a monitorizar a implementação da tecnologia nas fábricas.

6Consumo resiste no Reino Unido

As vendas a retalho no Reino Unido registaram um ligeiro decréscimo em agosto, de acordo com os dados avançados pelo gabinete de estatística do país, com o mercado a revelar resiliência após as preocupações causadas pelo voto no Brexit. O volume de vendas no retalho diminuiu 0,2% face a julho, onde tinha registado um aumento de 1,9%, naquela que foi a performance mais forte do sétimo mês em 14 anos. Em termos anuais, as vendas em agosto cresceram 6,2%, tornando este no maior incremento anual desde 2001. O montante gasto no sector do retalho aumentou 4,1% em termos anuais e desceu 0,5% na comparação mensal. Mas o valor despendido online subiu 18,5% em termos anuais e 0,4% face a julho. Na análise dos dados, o gabinete de estatística indicou que as vendas em agosto desceram devido a uma quebra nas vendas de vestuário e artigos para a casa, que tinham aumentado em julho devido às temperaturas anormalmente altas. As vendas de bens alimentares subiram em agosto, o mesmo acontecendo com as vendas em grandes armazéns. Segundo a diretora de vendas a retalho do gabinete de estatística do Reino Unido, Mel Richard, «apesar de uma pequena queda após o aumento acentuado em julho, o padrão subjacente no sector do retalho continua a ser de crescimento sólido. Houve alguma variação entre sectores diferentes, mas os números no geral não sugerem nenhuma grande queda na confiança dos consumidores após o referendo».