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  1. Gerber lança subscrição para o AccuMark
  2. Vestido 3D desfila na passerelle nova-iorquina
  3. Consumidores recusam pagar mais por sustentabilidade
  4. Zalando expande portefólio de marcas próprias
  5. Algodão volta a opor EUA e China
  6. Bayer compra Monsanto

1Gerber lança subscrição para o AccuMark

A Gerber Technology anunciou que o seu software de design AccuMark está agora disponível com um plano de subscrição mensal, dando uma maior acessibilidade aos designers. O plano elimina a barreira dos custos fixos e permite que empresas de todos os tamanhos acedam ao software que contempla design CAD, marcação de moldes e planeamento de produção, tornando possível comercializar os produtos mais rapidamente, destaca a Gerber. «Estamos muito entusiasmados por anunciar a introdução do AccuMark como uma subscrição», afirma Mary McFadden, diretora-executiva de gestão de produto CAD na Gerber Technology. «Com custos iniciais mais baixos, empresas de todos os tamanhos podem tirar partido do software CAD líder da indústria e desfrutar de todas as funcionalidades do AccuMark com apoio de produto», aponta. «Este novo plano de subscrição oferece uma maior acessibilidade e flexibilidade de utilizador», acrescenta. A ação coincide com o lançamento do AccuMark 10.2 que traz melhorias às suas capacidades 3D e o AccuPlan. Segundo a Gerber, peças de vestuário mais complexas podem agora ser visualizadas de forma mais precisa graças a um melhor motor de tecidos que permite melhores parâmetros de materiais. No início deste mês, a Gerber Technology anunciou a compra das ações da empresa pela American Industrial Partners (ver Gerber Technology troca de mãos).

2Vestido 3D desfila na passerelle nova-iorquina

Um vestido impresso em 3D que desfilou na Semana de Moda de Nova Iorque é «a criação mais intrincada e complexa até agora», segundo os seus criadores, que usaram a tecnologia de impressão digital da Stratasys. Os designers ThreeAsFour e Travis Fitch criaram o vestido Oscillation como parte da colaboração com a empresa de tecnologia, concebendo 30 partes individuais, com multimateriais e multicores, resultante da junção de 270 ficheiros de design únicos. «A impressão 3D é transformadora para os designers que querem pegar em designs complexos e concretizá-los numa peça de vestuário usável», explica Adi Gil, da ThreeAsFour. «A coloração inspirada na biologia, correspondendo a flutuações na forma e no tamanho, apenas é passível de ser conseguido com a tecnologia de impressão Stratasys PolyJet 3D», acrescenta. Para criar a gradação de cores, cada impressão foi dividida digitalmente em nove camadas com menos de um milímetro de expressão. As camadas individuais receberam uma mistura de cores particular e flexibilidade para o efeito geral. «Na Stratasys estamos continuamente a refletir em descobertas estéticas para ajudar as mentes criativas a explorar caminhos não desbravados na arte e design contemporâneos que possam ser concretizados com a nossa tecnologia 3D», afirma Naomi Kaempfer, diretora criativa da Stratasys. «Com projetos vanguardistas como este, a ThreeAs Four deu o exemplo em inovação de produto e continuou a transformar a forma como as pessoas pensam na moda», conclui.

3Consumidores recusam pagar mais por sustentabilidade

Embora a maior parte dos consumidores afirme dar importância às credenciais éticas, os resultados de um novo estudo mostram que não estão dispostos a pagar mais por vestuário e calçado “amigo do ambiente” – preferindo dar mais destaque ao estilo, qualidade, gama e valor por dinheiro. Como tal, para impulsionar as vendas, os retalhistas têm de encontrar um equilíbrio entre o investimento em políticas éticas e as vendas, segundo Sarah Johns, analista na Verdict Retail. Os números da Verdict mostram que apesar de 60% dos consumidores considerar que o cuidado com o meio ambiente é importante quando compra vestuário e calçado, apenas 15,6% afirma que não compra a um retalhista se este não for transparente sobre as suas credenciais sustentáveis – dando menos incentivo aos retalhistas para mudarem as práticas atuais. A empresa de pesquisa de mercado também concluiu que 20,2% dos consumidores não pagaria mais por produtos amigos do ambiente ou sustentáveis e apenas 3% estaria disposto a pagar mais do que um valor superior em 21%. Os consumidores exigem estilo, qualidade e bom valor pelo dinheiro, juntamente com credenciais éticas, como prova o facto dos grandes vencedores com apostas de sustentabilidade serem coleções como a H&M Conscious, Topshop Reclaim e Asos Africa. A Verdict indicou ainda que dos consumidores que não compraram vestuário sustentável ou ecológico nos últimos anos, 31,1% não o fez porque considerou os produtos demasiado caros. Com um envolvimento ativo com os consumidores éticos, a Verdict afirma que os retalhistas têm não só uma oportunidade para aumentar as vendas respondendo a essa mentalidade, como estão também a proteger e a melhorar a sua imagem de marca. «Embora o consumo ético seja visto como um mercado de nicho, a ética do retalhista é importante para os consumidores», explica Sarah Johns. «Os consumidores admitiram que fatores como preço, estilo e qualidade dos produtos eram barreiras para comprar produtos sustentáveis ou ecológicos», destacou.

4Zalando expande portefólio de marcas próprias

A retalhista online de moda Zalando anunciou que vai criar um negócio independente de marcas próprias para impulsionar as vendas das suas 17 marcas para novos mercados e segmentos-alvo. A retalhista, sediada em Berlim, confirmou ao portal just-style.com que a sua unidade zLabels já não vai desenhar e produzir exclusivamente para a empresa de comércio eletrónico, mas vai em vez disso assumir a distribuição das 17 marcas de moda «de forma autónoma e independente» da Zalando. «O sucesso nos últimos anos mostrou o grande potencial que existe nas marcas zLabels e eles querem desenvolver mais esse potencial», indicou um porta-voz. «Graças a canais de vendas adicionais, a zLabels será capaz de atingir novos grupos-alvo e ganhar novos mercados. A Zalando vai, claro, continuar a ser a sede e o parceiro mais próximo», acrescentou. A Zalando vende atualmente 1.500 marcas em 15 mercados europeus e foi recentemente nomeada para a lista dos 30 principais retalhistas multicanal da Europa.

5Algodão volta a opor EUA e China

Os EUA estão a ser pressionados a alargar a queixa apresentada contra a política de algodão da China na semana passada. A 13 de setembro, a Administração Obama lançou uma nova ação contra a China na Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando apoio excessivo por parte do governo para a produção de arroz, trigo e milho. Segundo a queixa, o apoio aos preços de mercado destes produtos em 2015 foi superior em quase 100 mil milhões de dólares (89,4 mil milhões de euros) aos níveis a que a China se comprometeu quando aderiu à OMC. Em declarações no lançamento da ação, o Secretário da Agricultura dos EUA, Tom Vilsack, afirmou que acredita que «esta é apenas a ponta do icebergue em termos de práticas predatórias que acontecem em todo o mundo e prejudicam os nossos produtores» e acrescentou que «estou muito esperançoso que o governo dos EUA também prossiga vigorosamente uma queixa contra a China no que diz respeito à sua política para o algodão, que tem causado estragos nos nossos produtores domésticos. Sem isso, temo que a nossa produção de algodão e tudo o que isso significa para a economia da nossa nação se perca da mesma forma que perdemos a nossa indústria têxtil, que outrora foi o maior sector industrial da nossa economia». Gary Adams, presidente e CEO do National Cotton Council quer ir ainda mais longe, citando a necessidade de uma análise global ao mercado de fibras. «Para identificar e compreender todos os fatores que afetam os mercados mundiais de algodão é necessária uma análise exaustiva e abrangente de todas as políticas que afetam a produção e comércio global de fibras – incluindo as sintéticas», indica. «Com os produtores mundiais de fibras sintéticas a operarem a apenas 71% da sua capacidade e com os preços na China – a maior produtora de poliéster – abaixo dos 0,50 dólares por libra, os impactos prejudiciais das fibras sintéticas são sentidos por todos os participantes no mercado mundial de algodão», sublinha Gary Adams.

6Bayer compra Monsanto

A Bayer AG conseguiu, após três tentativas, comprar a empresa americana de sementes de algodão Monsanto, num negócio de 66 mil milhões de dólares (cerca de 59 mil milhões de euros). «O anúncio de hoje é prova de tudo o que conseguimos e o valor que criamos para os nossos acionistas na Monsanto», afirmou Hugh Grant, presidente do conselho administrativo e CEO da Monsanto. «Acreditamos que esta combinação com a Bayer representa o valor mais atrativo para os nossos acionistas», acrescentou. A Monsanto, que tem mais de 20 mil empregados em todo o mundo, produz sementes para frutos, vegetais e diferentes colheitas. Segundo a Bayer, os negócios em conjunto vão beneficiar os agricultores com uma série de soluções para responder às suas necessidades atuais e futuras, incluindo soluções melhoradas em sementes, agricultura digital e proteção de colheitas. «Este representa um grande passo em frente para o nosso negócio Crop Science e reforça a posição de liderança da Bayer como uma empresa mundial de ciências da vida impulsionada pela inovação com posições de liderança nos seus principais segmentos», afirmou Werner Baumann, CEO da Bayer AG. A aquisição, que foi anunciada a 14 de setembro, está sujeita às condições habituais neste tipo de operação, incluindo a aprovação pelos acionistas da Monsanto e das autoridades reguladoras da atividade. O negócio deverá ficar concluído no final de 2017. «Esta transação também sublinha o forte empenho da Bayer nos EUA, aumentando a nossa história de 150 anos com operações em 25 estados, empregando mais de 12 mil pessoas no país. Estou convencido que a Monsanto vai florescer como parte de uma das empresas mais respeitadas e de confiança do mundo», concluiu o CEO da Bayer AG.