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  1. Pronto-a-vestir francês à conquista do mundo
  2. Megan Fox assina coleção da roupa interior
  3. Ritz de Coco Chanel é o cenário do Metiers d’Art
  4. Consumo britânico penaliza Bonmarché
  5. Tara Jarmon tem novo dono
  6. Retalho adere aos wearables

1Pronto-a-vestir francês à conquista do mundo

As empresas francesas de pronto-a-vestir para senhora vão aumentar o foco nos mercados de exportação para impulsionar as vendas, após o seu mercado interno ter sido afetado no primeiro semestre de 2016 pelos ataques terroristas, mau tempo e agitação social. Embora mais conhecido pelas suas casas de moda de luxo, o mercado francês conta igualmente com diversas marcas de moda de gama média, que estão agora em busca de crescimento e investidores além-fronteiras. «Estamos a mobilizar-nos para nos expandirmos nos mercados de exportação, que são uma linha de vida face ao consumo mais baixo em casa», indicou Pierre-François Le Louët, o novo presidente do conselho de administração da Fédération Française du Prêt à Porter Féminin. Nos primeiros seis meses do ano, as vendas de pronto-a-vestir de senhora desceram 2,8%, para 4,9 mil milhões de euros, em França, a queda mais acentuada desde o primeiro semestre de 2013, enquanto as exportações aumentaram 1,2%, para 1,5 mil milhões de euros, segundo os números da federação. A chuva e as greves na primavera pesaram sobre o consumo e a situação não melhorou no verão. «Julho e agosto foram maus, com uma queda no turismo em Paris e na Riviera após os ataques em Nice, ao mesmo tempo que as temperaturas quentes não encorajaram as compras após as férias de verão», referiu François-Marie Grau, secretário-geral da Fédération Française du Prêt à Porter Féminin. A federação, cujos membros incluem as marcas de moda Zadig & Voltaire, René Derhy, Zapa, Bérénice, Gérard Darel, Anne Fontaine e Cotélac, não revelou as previsões para o ano completo. O sector de pronto-a-vestir francês, que realiza 35% das suas vendas nos mercados externos, tem fortes ambições nos EUA, o seu segundo principal mercado de exportação a seguir a Itália. As exportações para Itália aumentaram 9,8% no primeiro semestre e 5% nos EUA. Contudo, as vendas para a China, o terceiro maior mercado de exportação, caíram 23,7% no período, devido ao abrandamento da economia e à luta contra a corrupção no país.

2Megan Fox assina coleção da roupa interior

A retalhista de roupa interior Frederick’s of Hollywood anunciou Megan Fox como o novo rosto da marca, revelando que a atriz tem ainda uma quota na empresa e terá um papel criativo nas coleções. A retalhista, que apresentou um pedido de bancarrota e foi comprada por 22,5 milhões de dólares (cerca de 20 milhões de euros) pelo Authentic Brands Group em abril, revelou que Fox irá surgir na campanha para a primavera de 2017 e vai desenhar uma coleção-cápsula que irá ficar à venda no final do próximo ano. «No passado fui relutante em trabalhar com marcas porque há muita política por detrás e tem importância dar o nome e a imagem a algo», afirmou a atriz em declarações ao WWD. «Mas ao oferecerem-me uma quota na empresa e algum papel criativo, isso dá-me a oportunidade de ser dedicada em relação àquilo que estou a promover», acrescentou. O diretor de marketing do Authentic Brands Group, Nick Woodhouse, revelou que as negociações inicialmente tinham como foco que Megan Fox fosse a imagem da marca mas que rapidamente se tornou claro que havia potencial para um acordo mais abrangente, apesar da Frederick’s of Hollywood nunca ter trabalhado desta forma. «Megan é uma estrela mundial. Ela faz um trabalho excelente a exsudar sensualidade sem ser excessiva, mas também tem fortes posições sobre o negócio e a moda», afirmou Woodhouse. «Pensámos que a devíamos trazer como uma verdadeira sócia para que não fosse simplesmente uma relação transacional. Esta é uma jogada a longo prazo», acrescentou. O ABG tem estado a recriar a Frederick’s of Hollywood desde que assumiu a marca, diminuindo ligeiramente a sensualidade, aumentando a sua atratividade e recentrando a estratégia de retalho.

3Ritz de Coco Chanel é o cenário do Metiers d’Art

A Chanel decidiu ficar em casa este ano para o desfile Metiers d’Art, que terá lugar no Ritz em Paris. A casa de moda francesa revelou que vai homenagear as suas raízes com a edição de 2016 do desfile a decorrer neste hotel icónico, recentemente renovado. O diretor criativo Karl Lagerfeld escolheu o Ritz pelas suas ligações à fundadora da casa de moda, Gabrielle “Coco” Chanel, que viveu no hotel mais de 30 anos, onde decorou um apartamento de luxo. Localizado na Place Vendôme, o Ritz reabriu as suas portas este verão, depois de quatro anos em renovações, incluindo um novo terraço e a redução do número de quartos, de 159 para 142, para uma melhor experiência para os clientes. Em honra da residência de Coco Chanel no edifício, o hotel acrescentou o primeiro spa Chanel às suas instalações. O desfile Metiers d’Art da Chanel celebra o know-how envolvido nas suas coleções de moda, funcionando como valorização das pequenas indústrias e parceiros envolvidos. Embora o desfile conte com um destino diferente a cada edição, 2016 marca o segundo ano consecutivo em que Lagerfeld usa a ocasião para se focar em Paris, depois da coleção de 2015, apresentada em Roma, ter-se destacado por ser espécie de carta de amor do designer alemão à Cidade-Luz.

4Consumo britânico penaliza Bonmarché

A retalhista britânica de moda Bonmarché Holdings deu más notícias ao mercado, tendo revisto em baixa as previsões de lucro para o ano fiscal de 2017. Na atualização publicada a 28 de julho, a empresa tinha indicado que as condições de negócio no primeiro trimestre de 2017 foram difíceis devido ao mau tempo, mas que as suas expectativas para o ano completo se mantinham inalteradas, sob a assunção de que as condições iriam «normalizar durante o outono». A performance, contudo, manteve-se inalterada em julho e agosto, apesar das condições se terem agravado. Já em setembro, o comércio foi «extremamente mau, em grande parte como consequência das temperaturas anormalmente quentes, que não favoreceram as vendas das nossas novas gamas de outono». A retalhista estima atualmente uma queda de cerca de 8% no segundo trimestre, com os valores do primeiro semestre a caírem pela mesma taxa. As dificuldades deverão continuar no segundo semestre. «Entramos [no segundo semestre] a enfrentar uma incerteza considerável no que diz respeito às condições do mercado», indicou a nova CEO, Helen Connolly. «O mês quente de setembro impediu que ganhássemos uma medida de força significativa nas gamas de outono e a nossa perceção é que o mercado de vestuário se tornou, no geral, mais difícil. A visão da administração é que, à luz do resultado de setembro e à sua visão, no geral, menos otimista das condições do mercado, é apropriado baixar as expectativas de lucro para o segundo semestre do ano», acrescentou. A retalhista antecipa agora lucros anuais entre 5 e 7 milhões de libras (entre 5,8 e 8,2 milhões de euros, aproximadamente).

5Tara Jarmon tem novo dono

A marca de vestuário de senhora de gama alta Tara Jarmon vendeu uma quota maioritária ao fundo de investimento AMS Industries, numa altura em que está a tentar dar um novo impulso à expansão internacional. A marca do segmento de luxo, que conta com 30 anos de história, registou um volume de negócios no retalho de cerca de 50 milhões de euros a partir dos mais de 700 pontos de venda, que incluem 50 lojas próprias, 100 shop-in-shops e grossistas. O plano de expansão prevê novas lojas na Alemanha, nos EUA e na Ásia e tem como objetivo duplicar o volume de negócios nos próximos cinco anos. Os fundadores David e Tara Jarmon, que mantêm uma pequena quota, revelaram que querem lançar uma nova fase de desenvolvimento na empresa e têm agora apoio financeiro para a concretizar. Também indicaram que a atual administração, liderada por Francis Varesano, irá manter-se em funções. O CEO da AMS Industries, Jean-Paul Bize, é um investidor diversificado, com quotas em empresas de energia. A própria AMS controla a joalharia Poiray, a empresa de cultura de pérolas Tecla e a cadeia hoteleira Inwood. Jean-Paul Bize declarou que quer construir um conglomerado de luxo com a adição da Tara Jarmon ao portefólio. Já Francis Varesano explicou que a empresa contactou vários investidores potenciais, mas escolheu a AMS pela experiência empresarial, visão a longo prazo e recursos financeiros de Bize.

6Retalho adere aos wearables

A moda mainstream está, aos poucos, a render-se aos wearables e a integrá-los nas suas coleções através de parcerias com marcas de tecnologia. Com empresas como a Fitbit e a Jawbone a incorporarem mais design nos seus produtos para os reposicionarem como acessórios com estilo, várias marcas de retalho estão igualmente a abraçar a estratégia de incorporar itens conectados nas suas coleções. A gigante britânica de vestuário Topshop anunciou recentemente o vencedor do concurso Top Pitch, um programa de tecnologia wearable pensado para encorajar os empreendedores e dar-lhes notoriedade na indústria da moda. A retalhista vai agora trabalhar com The Crated, o projeto vencedor, no design de um protótipo para vestuário aquecido. Os dois outros finalistas – Luma Legacy e Pins Collective, que produzem, respetivamente, acessórios que partilham memórias e crachás digitais – vão continuar a receber apoio da retalhista. A marca nova-iorquina Kate Spade também alinhou na tendência, tendo anunciado planos para lançar uma coleção de wearables para o outono. Segundo o WWD, a marca tem estado a trabalhar em relógios inteligentes híbridos e em braceletes que registam a atividade física, desenhados especialmente para mulheres e com características como controlo de música, atualização de fusos horários e registo de sono. Setembro marca ainda o lançamento da primeira coleção de relógios inteligentes da Hugo Boss, disponíveis em dois estilos para homem. O MIT Media Lab e a Microsoft Research estão já um passo à frente e estão a avançar com experiências no campo da beleza. Partindo do sucesso das tatuagens metalizadas, os dois gigantes criaram o “DuoSkin”, um dispositivo que se assemelha a um transfer temporário em dourado ou prateado de uma folha mas que transforma a pele num interface interativo.