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  1. Modtissimo volta a aterrar no Aeroporto Francisco Sá Carneiro
  2. Novos criadores abrilhantam Paris
  3. Turistas aproveitam desvalorização da libra
  4. Mercado de wearable arrefece
  5. Comércio online soma pontos na Rússia
  6. Kanye West avança no desporto

1Modtissimo volta a aterrar no Aeroporto Francisco Sá Carneiro

A próxima edição do salão português Modtissimo será, de novo, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto. De acordo com um comunicado da Associação Selectiva Moda aos expositores, assinado pelo diretor-geral Manuel Serrão, a decisão foi ditada pela «opinião da esmagadora maioria dos nossos expositores habituais e também as reações de um grande número de compradores nacionais e estrangeiros», que resultou na «conclusão quase unânime da boa decisão que tivemos de realizar no Aeroporto Sá Carneiro a nossa edição de fevereiro do ano passado». Manuel Serrão vai mais longe e antecipa não só que a próxima edição, a 15 e 16 de fevereiro de 2017, irá ser no aeroporto, mas que «a melhor solução para os próximos anos é mesmo este duplo ticket, de termos a 1.ª edição do ano no aeroporto e a 2.ª edição na Alfândega do Porto».

2Novos criadores abrilhantam Paris

As expectativas estão ao rubro para a próxima Semana de Moda de Paris, com a estreia de vários diretores criativos a antecipar novidades para as coleções primavera-verão 2017. Ao contrário das restantes semanas de moda, nomeadamente Nova Iorque, Londres e Milão, é pouco provável que as propostas de homem e senhora se encontrem na mesma passerelle, o mesmo acontecendo para o conceito “veja agora, compre agora” que marcas como a Burberry e Tom Ford implementaram. As casas de moda francesas estão a resistir à revolução e continuam a operar no calendário tradicional da indústria. Contudo, os desfiles parisienses – que começaram ontem e acabam a 5 de outubro – não estão isentos de novidades, trazidas, sobretudo, pelos novos diretores criativos de casas de moda como a Dior ou a Lanvin. Maria Grazia Chiuri é a primeira mulher ao leme da direção criativa das coleções de alta-costura, pronto-a-vestir e acessórios da Dior. A nova linha de pronto-a-vestir deverá marcar uma nova era para a marca, com particular ênfase nos acessórios. Também a Lanvin deverá renascer para uma nova etapa com o desfile de hoje, depois da saída do icónico designer Alber Elbaz, há quase um ano. Bouchra Jarrar estreia-se à frente das coleções de vestuário de senhora, antecipando-se um toque mais feminino e moderno ao estilo Lanvin. Já o desfile da Sonia Rykiel, agendado para 3 de outubro, deverá ser repleto de emoções, podendo assumir os contornos de homenagem à designer epónima, que faleceu há cerca de um mês. A apresentação poderá ser o adeus final à designer francesa que revolucionou a moda, libertando as mulheres dos coordenados burgueses e apresentando um toque de chique relaxado que caracteriza atualmente o estilo francês.

3Turistas aproveitam desvalorização da libra

A desvalorização da libra após o Brexit levou em agosto os turistas ao Reino Unido para comprarem artigos de luxo, segundo a especialista em vendas isentas de impostos Global Blue. O consumo dos turistas em bens de luxo subiu 36% em termos anuais no mês passado, com as vendas de relógios e joalharia a subirem quase 13%, depois de um aumento de 18% em julho. Mas este crescimento deu-se à custa de França, onde o consumo de turistas baixou 20% no mês passado, após uma queda de 23% em julho e de 15% em junho. Itália também caiu 11% após a descida de 23% em julho. No geral, as compras de turistas com duty-free em agosto caíram 5,2%, um abrandamento significativo face à queda de 16% em julho e junho, ajudado por um aumento de 7,2% no consumo dos turistas americanos depois de cinco meses negativos consecutivos. As compras por clientes chineses, que representam cerca de 40% do mercado mundial de bens de luxo, caíram novamente em agosto, uma descida de 14,6% em termos anuais, apesar de significar um abrandamento da queda de 25,6% registada em julho. Os chineses continuam a favorecer a Coreia do Sul, com o consumo no país a aumentar 31% em agosto, em detrimento do Japão, onde as vendas desceram 36% no mês passado, prejudicadas pela valorização do iene. Os números publicados pela Global Blue não têm em consideração as compras efetuadas nos EUA, Kong Kong e no Dubai, onde não existem operações isentas de impostos.

4Mercado de wearable arrefece

A tecnologia wearable, que no ano passado registou um forte crescimento das vendas, está a arrefecer este ano, com os consumidores hesitantes em relação a novos dispositivos. Um novo estudo da IDC revela que as vendas de wearables ainda vão crescer 29,4% em 2016, para cerca de 103 milhões de unidades, mas representa um forte abrandamento face ao crescimento de 171% em 2015, que foi alimentado pelo lançamento do Apple Watch e de diversas pulseiras de fitness. «Está a tornar-se cada vez mais óbvio que os consumidores não estão dispostos a lidar com problemas técnicos que até agora têm sido associados com muitos dispositivos wearables», justifica Ryan Reith, analista da IDC. Os chamados wearables básicos – incluindo pulseiras de fitness e outros dispositivos que não correm aplicações de terceiros – irão representar a maior parte do mercado, com cerca de 80,7 milhões de unidades enviadas este ano, de acordo com a IDC. A empresa de inteligência de mercado e consultoria afirma que os envios de relógios inteligentes deverão crescer apenas 3,9%, afetados por um atraso no lançamento do novo Apple Watch. Ramon Llamas, analista da IDC, afirmou que o mercado pode registar um crescimento mais forte com o lançamento de novos dispositivos. «Os óculos inteligentes vão arrancar com o uso de realidade virtual e aumentada», indicou. Alguns artigos de vestuário inteligente, como casacos conectados ou calçado podem também impulsionar o mercado, referiu Llamas.

5Comércio online soma pontos na Rússia

O mercado de comércio eletrónico da Rússia deverá atingir 900 mil milhões de rublos (12,5 mil milhões de euros) em vendas este ano, após um crescimento de 26% em termos anuais, para 405 mil milhões de rublos, no primeiro semestre, segundo um estudo da Association of Internet Trade Companies. Contudo, muito do comércio é feito fora das fronteiras, afirma a associação. O comércio além-fronteiras representou um terço do mercado nos primeiros seis meses, tendo subido 37%, para 143 mil milhões de rublos. As vendas domésticas de comércio eletrónico em termos de unidades subiram apenas 5%, enquanto os envios internacionais representaram um crescimento de 102%. «A situação ficou completamente fora de controlo, é pior do que o que antecipávamos», afirmou o presidente da Association of Internet Trade Companies, Alexei Fedorov, no fórum Retail Business Russia. «No primeiro semestre de 2016, foram importados 103 milhões de encomendas, em comparação com 51 milhões de encomendas um ano antes. A Russian Post [correios] lucrou com isso mas a liderança da Russian Post está a matar os retalhistas russos», afirmou Fedorov. A quota de mercado da Russian Post na entrega de bens de comércio eletrónico no primeiro semestre está estimada em 63% em comparação com 51% em 2015. A empresa indicou que entre janeiro e junho processou 98,7 milhões de entregas internacionais, o dobro da quantidade do primeiro semestre de 2015. A associação afirma que, em termos anuais, as vendas online deverão subir 18,4% em comparação com 2015, acima do objetivo anterior de um aumento de 15%, para 850 mil milhões de rublos. «Pode haver um milagre e registarmos um bilião de rublos», indicou Fedorov.

6Kanye West avança no desporto

A colaboração de Kanye West com a Adidas, a Yeezy, deverá alastrar-se aos produtos de performance com o lançamento de calçado de futebol, basquetebol e futebol americano no próximo ano. Os atletas atualmente patrocinados pela Adidas deverão usar os novos produtos em 2017. A Adidas está a tentar aumentar o número de atletas que patrocina nas ligas de futebol americano e de basebol, aumentando de cerca de 20 para cerca de 250 em cada liga. E os analistas afirmam que a Yeezy será um fator de atratividade para os atletas. Os ténis de basquetebol da Yeezy deverão ser lançados em janeiro do próximo ano, a que se seguirá calçado específico para outras modalidades desportivas. Para além de alargar a sua abrangência, a Yeezy deverá ainda abrir lojas independentes em mercados-chave.