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  1. Zona Euro em alta. . .
  2. . . . e China em baixa
  3. Fast Retailing não cumpriu
  4. Singapura na vanguarda comercial
  5. Topshop estreia-se na Índia
  6. Retalho japonês cai em setembro

1Zona Euro em alta. . .

O sentimento económico da Zona Euro subiu mais do que esperado em outubro, segundo dados recentemente divulgados, impulsionado principalmente pela forte confiança nos sectores de retalho e construção. De acordo com a Comissão Europeia, o sentimento económico global aumentou para 105,9 em outubro, face a 105,6 em setembro, mantendo a tendência positiva iniciada em julho. Os analistas previram a leitura de 105,2 pontos para outubro. O indicador de clima de negócios também aumentou para 0,44 em outubro, face a uma versão revista de 0,36 em setembro, superando as expectativas de uma ligeira diminuição que, de acordo com as projeções dos analistas, se fixaria em 0,32. Os preços ao consumidor na Zona do Euro caíram 0,1% em setembro, em termos anuais, fixando-se abaixo de zero pela primeira vez desde março.

2. . . e China em baixa

O crescimento económico chinês desacelerou no terceiro trimestre, fixando-se em 6,9%, o valor mais baixo desde o início da crise financeira de 2009. No entanto, superou as expectativas de crescimento dos analistas, que antecipavam um resultado de 6,8%. Este valor permitiu aliviar os receios em relação ao desempenho da segunda maior economia mundial, que teve um ano turbulento devido à desaceleração do consumo de bens de luxo, desvalorização do yuan e instabilidade do mercado de ações. O governo chinês estabeleceu uma meta de crescimento do PIB de 7% para 2015, face a 7,3% no decorrer do ano anterior, o crescimento mais fraco desde 1990. Michael Hewson, diretor de estratégia de mercado da CMC, considera que o resultado é «surpreendentemente bom» dada a debilidade de alguns dos componentes de dados individuais. O crescimento da produção industrial ficou aquém das expectativas do mercado, em 5,7%, enquanto o crescimento do investimento em ativos fixos – a despesa em fábricas e máquinas, que tem impulsionado a economia chinesa – também desacelerou no decorrer do último ano. Algumas marcas de luxo responsabilizaram a desaceleração da economia chinesa pela diminuição do crescimento das suas vendas, entre as quais a Hugo Boss e Burberry. O crescimento das vendas a retalho no feriado do Dia Nacional, que teve lugar na primeira semana de outubro, também diminuiu, fixando-se em 11% face a 12,1% no ano passado, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Comércio. O feriado é tradicionalmente importante para os retalhistas, sendo habitualmente aproveitado pelos cidadãos chineses para viajar e fazer compras.

3Fast Retailing não cumpriu

O grupo japonês, que detém a marca Uniqlo, não cumpriu as ambiciosas previsões de lucro operacional e advertiu para a desaceleração do crescimento das vendas e lucros no decorrer do próximo ano. O grupo Fast Retailing anunciou que o lucro líquido, nos 12 meses terminados a 31 de agosto, aumentou 47,6% face ao período anterior, fixando-se em 916,3 milhões de dólares, impulsionado pelo elevado desempenho das vendas em território chinês. No entanto, o lucro operacional, que aumentou 26% em termos anuais, fixando-se em 1,37 mil milhões de dólares, ficou aquém da previsão de crescimento para 1,66 mil milhões, em resultado das perdas por imparidade relacionadas com a marca J-Brand e algumas lojas americanas da Uniqlo. A receita do grupo aumentou 21,6%, somando 13,9 mil milhões de dólares. No período de doze meses a terminar em agosto de 2016, o lucro líquido deverá aumentar apenas 4,5%, para 957 milhões de dólares, com as vendas líquidas a crescerem 13%, fixando-se em 15,8 mil milhões de dólares. O lucro operacional deverá aumentar 22%, para 1,66 mil milhões de dólares, aquém das expectativas dos analistas de 1,89 mil milhões. A marca Uniqlo voltou, uma vez mais, a liderar o desempenho do grupo neste ano fiscal. A receita aumentou 46%, para 5,02 mil milhões de dólares, e o lucro operacional cresceu 31,6%, fixando-se em 360 milhões de dólares, com a China e a Coreia do Sul a revelarem-se os principais motores do crescimento. Paralelamente, o lucro operacional «manteve-se estável» nas operações no sudeste asiático. Embora a procura interna tenha diminuído, os EUA continuam a ser uma das fragilidades do grupo Fast Retailing, assinalando um aumento das perdas operacionais e vendas aquém da meta estipulada. «Isto deveu-se à rápida expansão da rede de lojas, com 17 novos espaços inaugurados no ano fiscal de 2015, e devido ao facto da marca Uniqlo ser ainda relativamente nova no mercado americano, não sendo, por isso, amplamente reconhecida», explicou a empresa.

4Singapura na vanguarda comercial

Singapura pretende tornar-se líder no comércio eletrónico, através da introdução de um centro comercial que combina compras online e offline, revela a TechCrunch. O Singpost, o prestador de serviços de correio de Singapura, divulgou o conceito de um centro comercial, no qual os clientes podem efetuar compras online, recebendo-as, posteriormente, na morada indicada. O centro comercial, que ficará concluído em meados de 2017, terá 25 mil metros quadrados, distribuídos por cinco andares. O centro comercial será o primeiro no mundo a disponibilizar uma oferta de compras online e offline num único espaço central. O grupo chinês Alibaba investiu 4,6 mil milhões de dólares na melhoria da sua oferta de vendas online e offline combinadas, mas o Singpost será o primeiro a fazê-lo, tendo por base um centro comercial.

5Topshop estreia-se na Índia

A Topshop estreou-se no mercado indiano, em parceria com o gigante de e-commerce local Jabong.com, dando seguimento à sua expansão digital no continente asiático. A retalhista britânica está a disponibilizar uma seleção de vestuário, calçado e acessórios para homem e senhora da coleção outono-inverno 2015. Esta iniciativa surge no âmbito da sua recente estratégia de expansão nos mercados emergentes asiáticos, apostando, primeiramente, numa presença digital, em parceria exclusiva com a Shangpin.com, na China, em 2014, e com a Zalora.com, no sudeste asiático e Hong Kong, no início deste ano. A reação inicial em território indiano tem sido declaradamente positiva, segundo a publicação The Times of India, com alguns itens disponibilizados através da plataforma Jabong.com já esgotados.

6Retalho japonês cai em Setembro

As vendas a retalho no Japão caíram 0,2% em setembro, face ao mesmo período do ano passado, assinalando a primeira queda em seis meses. No entanto, isto deveu-se, principalmente, à diminuição dos gastos com automóveis, eletrodomésticos e outros bens duráveis. Por sua vez, o crescimento do volume de vendas foi impulsionado maioritariamente pelo sector têxtil, de vestuário e objetos pessoais, aumentando 4,7%, de acordo com o Ministério da Economia, Comércio e Indústria. As vendas dos retalhistas de larga escala, incluindo grandes armazéns, também subiram 1,7%. As vendas relativas ao segmento de alimentação e bebidas subiram 3,4%. Em termos mensais, as vendas a retalho cresceram 0,7%, após ajuste sazonal. Desde o último trimestre, aumentaram 1,8%, um resultado interpretado por alguns analistas como um sinal de resiliência do consumo, face ao sugerido pela queda anual.