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Breves

  1. Calor e promoções prejudicam H&M
  2. Serena Williams vence na moda
  3. Americanos mais confiantes
  4. Mangas vitorianas são protagonistas em Londres
  5. Expectativas do retalho alemão revistas em alta
  6. Telemóveis são arma contra más condições de trabalho

1Calor e promoções prejudicam H&M

As temperaturas quentes, o aumento das promoções e a valorização do dólar provocaram uma queda de 9% nos lucros da H&M. A retalhista sueca indicou que o lucro para os três meses terminados a 31 de agosto desceram para 4,82 mil milhões de coroas suecas (502,5 milhões de euros), em comparação com 5,31 mil milhões de coroas suecas no mesmo período do ano passado. Segundo a H&M, o lucro foi negativamente afetado pelo tempo anormalmente quente em agosto e por um aumento das promoções, assim como por custos de compra superiores provocados pela valorização do dólar americano. No início de setembro, a H&M tinha anunciado que o volume de negócios do trimestre, incluindo IVA e a conversão para coroas suecas, subiu cerca de 6%, para 56,8 mil milhões de coroas suecas, em comparação com 53,42 mil milhões de coroas suecas. No final de agosto, a H&M operava 4.135 lojas, em comparação com 3.675 há um ano.

2Serena Williams vence na moda

Serena Williams apresentou a sua mais recente coleção para a rede de compras HSN na Semana de Moda de Nova Iorque. A linha inclui 42 peças, com preços entre 30 e 700 dólares (entre 26,7 e 823 euros) e está já disponível para compra no website HSN.com, sendo mais um exemplo do novo modelo “veja agora, compre agora”. Esta é a terceira coleção da tenista para a rede de compras e tem como foco o poder das mulheres. «Fazemos muito», explicou Serena Williams no final do desfile, citada pelo The New York Times. «Damos à luz, estamos em conselhos de administração, fazemos tudo. Não somos suficientemente valorizadas. Eu quis elogiar todas as mulheres», afirmou. Na primeira fila do desfile estiveram mulheres poderosas, desde a irmã da tenista, Venus Williams, à cantora Ciara, passando pelo ícone da moda Iris Apfel e a editora da Vogue Anna Wintour que, segundo Serena Williams, tem ajudado a linha a crescer, com o feedback de cada coleção. «No meu trabalho, recebo feedback todos os dias, por isso sou bastante boa nisso», indicou. «Não quero ouvir uma aprovação, quero ouvir o que posso fazer melhor», acrescentou.

3Americanos mais confiantes

A confiança dos consumidores americanos manteve-se estável no primeiro semestre de setembro, sugerindo que as famílias estão relativamente otimistas para este outono. Os números preliminares do índice de sentimento do consumidor registaram 89,8 na primeira metade de setembro, um valor que se manteve inalterado face à leitura final de agosto. Os analistas, contudo, esperavam um aumento para 91. «No geral, os consumidores mantiveram-se razoavelmente otimistas em relação às suas perspetivas económicas», afirmou Richard Curtin, o economista chefe do estudo. O índice sobre as atuais condições caiu de 107 para 103,5, enquanto o índice sobre as expectativas aumentou de 78,7 para 81,1.

4Mangas vitorianas são protagonistas em Londres

As mangas em balão regressaram à passerelle, com as propostas que desfilaram na Semana de Moda de Londres a “ressuscitarem” o estilo que marcou a moda no século XVI e XVII. Aplicadas num casaco com fecho ou numa sweatshirt, as mangas em balão foram modernizadas mas deram um toque histórico ao ambiente que se viveu durante as apresentações das propostas para a próxima primavera-verão. Na J.W. Anderson, os casacos de Henrique VIII, que morreu em 1547, deram lugar a mangas elaboradas e em balão. A Burberry de Christopher Bailey citou a influência da obra “Orlando” de Virginia Woolf, que abrange um período de 1588 a 1928, uma vez que conta a história do personagem que desafia o tempo e o género. A Marques’Almeida, a marca da dupla portuguesa Marta Marques e Paulo Almeida, mostrou diversas influências, incluindo algumas das mangas largas que a Princesa Diana usou, numa referência aos anos 80 do século passado. A moda das mangas em balão já chegou, de resto, à passerelle vermelha, como mostra o vestido usado pela atriz Diane Kruger numa gala do New York City Ballet, e a capa da revista Elle com a atriz Lily James a usar uma das camisolas da Burberry que desfilou em Londres.

5Expectativas do retalho alemão revistas em alta

A associação alemã de retalho HDE reviu em alta as previsões de vendas para 2016, dando mais um sinal de que o consumo privado deverá impulsionar o crescimento na maior economia da Europa. A HDE revelou que espera agora que as vendas a retalho subam 2,5% em 2016, em comparação com a anterior previsão de um aumento de 2%. O primeiro semestre, as vendas subiram 2,6%. Contudo, o crescimento não é homogéneo. As vendas a retalho online deverão crescer 11% para o ano completo, enquanto os retalhistas físicos de vestuário estão menos otimistas devido à concorrência acérrima dos rivais digitais. No primeiro semestre, as vendas a retalho de vestuário caíram 1,5% em termos anuais. Segundo o mais recente estudo do sector realizado pela HDE, o negócio está em valores máximos dos últimos cinco anos e o ambiente é “amigo do consumidor”, ajudado por baixas taxas de juro e emprego quase completo. O governo alemão espera que o aumento do consumo privado, a maior atividade no sector da construção e o aumento da despesa pública com os emigrantes ajudem a economia a crescer 1,7% este ano. Alguns analistas antecipam mesmo uma expansão de 1,9%.

6Telemóveis são arma contra más condições de trabalho

Trabalhadores da indústria de vestuário do Bangladesh à Turquia estão a usar o telemóvel para denunciarem trabalho infantil, salários em atraso e tráfico – uma tendência que os grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que mostra o potencial da tecnologia para combater os abusos na indústria de vestuário. Dois serviços de telemóvel, ambos de empresas sediadas nos EUA, estão a encorajar os trabalhadores a ligarem para números gratuitos para anonimamente denunciarem casos de violação dos direitos. A ideia é dar às grandes marcas avisos antecipados sobre o que se passa nas suas cadeias de aprovisionamento, numa altura em que tentam cumprir legislação mais rigorosa contra a exploração laboral e a escravatura moderna. «Um dos maiores desafios das empresas que estão longe dos seus fornecedores é como ouvir diretamente os trabalhadores», indicou Sarah Labowitz, codiretora do Center for Business and Human Rights na NYC Stern School of Business em Nova Iorque. «No que diz respeito a questões como discriminação, assédio e abuso, os trabalhadores têm um papel na identificação destes problemas. E, tal como acontece com muitos problemas sociais, muitas vezes olhamos para a tecnologia em busca de soluções», afirmou à Thomson Reuters Foundation. Os dois sistemas, batizados Laborlink e LaborVoices, são semelhantes, com os trabalhadores a responderem a questões simples usando, para isso, o botão 1 para “sim” e o 2 para “não”. Uma análise às chamadas para o LaborVoices de mais de 5.000 trabalhadores no Bangladesh na primeira metade do ano revelou que quase um quinto das empresas tem «risco elevado» de trabalho infantil, apontou Ayush Khanna, diretor do sistema. «A penetração dos telemóveis em países em desenvolvimento é superior a 90% atualmente, por isso é uma tecnologia óbvia para usar para aumentar a transparência e a responsabilidade na cadeia de aprovisionamento. O sistema contorna muitas das limitações das auditorias tradicionais, que são lentas, ocasionais e podem ser pouco precisas porque os trabalhadores têm medo»», acrescentou. O Bangladesh, que é segundo principal fornecedor mundial de vestuário, apenas atrás da China, emprega mais de 4 milhões de pessoas na indústria, que representa ainda mais de 80% das suas exportações, no valor de 26 mil milhões de dólares (23,1 mil milhões de euros). Os trabalhadores têm um salário mínimo de 68 dólares, em comparação com 280 dólares na China. Os salários baixos e as más condições de trabalho são constantes no país, como provam diversos acidentes, desde o colapso do Rana Plaza, em 2013, que matou mais de mil pessoas, ao incêndio numa fábrica têxtil perto de Daca que matou três pessoas este ano. Os 5.239 trabalhadores que telefonaram para o LaborVoices na primeira metade do ano trabalhavam em 85 fábricas em Daca e Chittagong, que fornecem mais de 30 marcas ocidentais, como a Walmart, Target, Zara, Adidas, H&M e Levi’s. Já o Laborlink chegou a mais de 500 mil trabalhadores em 16 países, da China à Colômbia. «As chamadas dos trabalhadores são um bom sistema, mas não são um substituto para as auditorias e avaliações. É preciso ambos para resolver as questões na cadeia de aprovisionamento», destacou, contudo, Sarah Labowitz.