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  1. Google quer patente para têxteis interativos
  2. Vendas da Zona Euro caem em agosto
  3. Slimane processa novamente o Kering
  4. Wal-Mart abranda abertura de lojas
  5. Moda francesa vale mais que aeronáutica
  6. Apple, Google e Coca-Cola são as mais valiosas

1Google quer patente para têxteis interativos

A Google apresentou um pedido de patente nos EUA para o seu sistema de controlo de gestos desenvolvido sob o Projeto Jacquard. Este sistema funciona com vestuário inteligente que faz uso de têxteis interativos. Estes têxteis podem sentir gestos à base de toques na mão para enviar ordens para dispositivos que estão nos bolsos ou na carteira para executarem funções pré-definidas. O têxtil interativo compreende duas camadas de tecido com fios condutores, afirma o pedido de patente publicado no website do US Patent & Trademark Office. Os fios condutores, usados em ambas as camadas, estão configurados para formar um sensor de toque capacitivo que está ligado a um controlador têxtil que consegue detetar o input de toque no sensor. Este input fornece dados de toque que são usados para controlar o dispositivo controlador sem fios juntamente com o têxtil interativo. Este novo tecido tecnologicamente avançado pode ser usado para fazer vestuário como casacos, jeans, bonés, camisolas e bolsas, entre outros. A incorporação desta tecnologia em vestuário vai permitir que os utilizadores atendam chamadas, controlem o volume da música ou mudem de faixa musical sem ter de tocar no smartphone ou nos dispositivos de música. Simplesmente têm de bater com os dedos ou usar um gesto de varrimento no vestuário para executar funções específicas nos dispositivos. A Google fez uma parceria com a Levi’s para o Projeto Jacquard e integrou a tecnologia de sensor de gestos no casaco Commuter Trucker da marca americana, pensado para quem usa a bicicleta como meio de transporte nas cidades.

2Vendas da Zona Euro caem em agosto

As vendas a retalho caíram 0,1% em termos mensais tanto na UE como na Zona Euro, segundo o gabinete de estatística Eurostat. As vendas a retalho subiram 0,6% em agosto na Zona Euro e 2,1% na UE. Os crescimentos mais relevantes na Zona Euro foram registados no Luxemburgo (12,6%), na Roménia (11,7%) e Polónia (10,8%), enquanto os maiores declínios foram registados em França (1,5%) e na Dinamarca (0,8%). Na Zona Euro, as vendas de produtos alimentares, bebidas e tabaco desceram 0,4%, enquanto as vendas de bens não alimentares desceram 0,1% e as de combustível automóvel subiram 0,2%.

3Slimane processa novamente o Kering

Hedi Slimane submeteu mais um processo legal contra o grupo Kering. Segundo a agência noticiosa francesa AFP, o ex-diretor criativo da Yves Saint Laurent, que já tem um processo contra o antigo empregador devido a uma cláusula de não concorrência de 13 milhões de dólares (cerca de 11,7 milhões de euros), está agora a exigir «quase 10 milhões de euros» do grupo liderado por François-Henri Pinault. A soma corresponde, de acordo com Slimane, à parte variável da sua remuneração pelo último ano que passou na liderança da casa de moda francesa. Ainda de acordo com a AFP, o designer está a exigir que o Kering cumpra o acordo de parceria, que incluía alguns direitos para Slimane, nomeadamente o direito de acesso à informação enquanto acionista minoritário na Saint Laurent. O caso do acordo de parceria deve ser discutido a 19 de outubro numa audiência no tribunal comercial de Paris. Quanto à cláusula de não concorrência, no final de junho o Kering foi sentenciado a pagar 13 milhões de dólares a Hedi Slimane, mas o grupo recorreu da sentença. Hedi Slimane, de 47 anos, assumiu o design da Saint Laurent em 2012, após uma carreira na Louis Vuitton e na Dior Homme. Ao longo de quatro anos, rejuvenesceu a casa de moda, atraindo uma clientela mais jovem e direcionada, graças a looks andróginos, cortes justos e skinny jeans. As vendas da marca explodiram, com o volume de negócios a subir de 353 milhões de euros em 2011 para 974 milhões de euros em 2015. Para Slimane, foi um regresso às origens, já que entre 1996 e 2000 foi diretor de coleção de moda masculina para a Saint Laurent.

4Wal-Mart abranda abertura de lojas

O Wal-Mart Stores reviu as suas previsões de lucro para os próximos dois anos fiscais devido a investimentos no seu negócio online, com o maior retalhista do mundo a indicar ainda que o ritmo de abertura das lojas vai abrandar. O Wal-Mart indicou que espera que os lucros estagnem no ano que termina a 31 de janeiro de 2018, com a despesa de capital em cerca de 11 milhões de dólares (cerca de 9,9 milhões de euros). Anteriormente antecipava um aumento do lucro. O diretor financeiro Brett Biggs afirmou numa entrevista que a empresa vai focar os gastos na remodelação de lojas e no crescimento do comércio eletrónico, com apenas cerca de 20% dedicado à abertura de novas lojas. A empresa vai ainda moderar o lançamento das mercearias de proximidade Neighborhood Market, indicou o diretor financeiro. O Wal-Mart gastou recentemente mais de 3 mil milhões de dólares para comprar a startup de comércio eletrónico Jet.com. O comércio eletrónico representa cerca de 3% para as vendas do Wal-Mart. Biggs indicou que o crescimento das vendas do Wal-Mart tem sido impulsionado pela abertura de novas lojas no passado, mas que à medida que avança, o retalhista planeia aumentar as receitas das atuais lojas e do negócio online. O Wal-Mart indicou ainda que espera um aumento do lucro por ação de 5% no ano fiscal de 2019 – anteriormente tinha antecipado um aumento de 5% a 10%. A empresa reiterou a sua previsão de lucro para 4,29 dólares a 4,49 dólares para este ano fiscal.

5Moda francesa vale mais que aeronáutica

Os negócios da moda ou com ela relacionados em França, como a joalharia, óculos, relógios e cosmética, geraram mais vendas do que as indústrias aeroespacial e automóvel, segundo um estudo comissionado pelo Institut Français de la Mode. As vendas anuais geradas pelos negócios relacionados com a moda sediados em França totalizaram 150 mil milhões de euros, em comparação com 102 mil milhões de euros da aeronáutica e 39 mil milhões para os automóveis. O estudo, realizado por economistas e estatísticos independentes do gabinete nacional de estatística de França, o Insee, usou ainda dados oficiais das alfândegas. «Esta indústria é muito subestimada pelas autoridades públicas», considera Ralph Toledano, CEO das marcas de moda Nina Ricci e Jean-Paul Gaultier e presidente da Fédération Française de la Couture, du Prêt-à-Porter des Couturiers et des Créateurs de Mode. «Os franceses não têm muita consciência do peso que as indústrias de lifestyle representam no país… No estrangeiro, posso assegurar que as pessoas não falam da Airbus mas falam sobre a Chanel e a Yves Saint Laurent», referiu. O estudo, promovido em conjunto com a Fédération Française du Prêt à Porter Féminin, indica que os negócios relacionados com a moda empregam diretamente pelo menos 580 mil pessoas em França e mais de um milhão de pessoas quando se tem em consideração profissões relacionadas, como comunicação, modelos e marketing. Também destaca a importância das seis semanas de moda de Paris por ano – duas de pronto-a-vestir, duas de moda de homem e duas de alta-costura –, afirmando que, em conjunto, geram vendas anuais de 10,3 mil milhões de euros. As semanas de moda de Paris trazem ainda 1,2 mil milhões de euros em volume de negócios dos visitantes que ficam em hotéis, comem em restaurantes, gastam dinheiro em táxis e outros serviços, para além de gastarem também em desfiles de moda. O estudo conclui também que as marcas francesas e as marcas estrangeiras de moda com acionistas maioritários franceses geraram, em conjunto, 70 mil milhões de euros em vendas anuais, incluindo receitas obtidas no estrangeiro.

6Apple, Google e Coca-Cola são as mais valiosas

A Apple Inc, a Google e a Coca-Cola ocuparam os primeiros lugares da lista das marcas mais valiosas em 2016, enquanto as marcas de tecnologia e automóveis dominaram os rankings gerais, segundo um novo estudo da consultora Interbrand. Microsoft Corp, Toyota Motor Corp, IBM Corp, Samsung Electronics Co Ltd, Amazon.com Inc, Mercedes-Benz e General Electric Co fazem igualmente parte do top 10, de acordo com o 2016 Best Global Brands da Interbrand. A rede social Facebook, a gigante de comércio eletrónico Amazon e a empresa de brinquedos Lego foram as marcas que mais cresceram. Este ano, a tecnologia e os automóveis ocuparam 29 das 100 posições no ranking. O estudo lista as marcas com base na performance financeira, a sua influência nos clientes e o poder para ter um preço premium ou aumentar as vendas da empresa. O valor da marca Apple subiu 5% em comparação com o ano passado, para 178 mil milhões de dólares (159,8 mil milhões de euros) e o da Google aumentou 11%, para 133 mil milhões de dólares. Apple, Google e Coca-Cola são as marcas mais valiosas uma vez que «as suas finanças são robustas, a marca é um forte impulsionador da compra e são muito fortes em comparação com os concorrentes», justificou Jez Frampton, diretor-executivo da Interbrand. Pela primeira vez no ranking está a marca francesa de moda Dior e a produtora de automóveis Tesla Motors Inc, nas posições 89 e 100, respetivamente. Hugo Boss, Chevrolet e Kleenex saíram da lista.