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  1. Brexit pode custar milhões sem acordo com a UE
  2. LVMH não quer negócios com a Amazon
  3. Neozelandeses fazem fila na primeira loja H&M
  4. Telemóveis lideram no comércio eletrónico asiático
  5. Peter Dundas abandona Roberto Cavalli
  6. Retalho acentua queda em Hong Kong

1Brexit pode custar milhões sem acordo com a UE

Um estudo do governo britânico afirma que um Brexit “difícil” pode custar ao país até 81 mil milhões de dólares (cerca de 73,5 mil milhões de euros) por ano. A economia britânica pode cair até 9,5% se o país deixar o mercado único – que permite que os membros da UE façam trocas comerciais entre eles sem restrições – de acordo com o estudo citado pelo The Times of London. «O Tesouro estima que o PIB do Reino Unido possa ser mais baixo entre 5,4% e 9,5% 15 anos depois se deixarmos a UE sem um acordo posterior, com a estimativa média a apontar para 7,5%», indica o estudo, segundo o jornal. O documento acrescenta que o comércio será um quinto mais baixo do que seria de outra forma, que o investimento direto estrangeiro será igualmente um quinto inferior e que o nível de produtividade irá baixar devido a essas reduções no comércio e no investimento, causando uma redução na eficiência da economia a longo prazo. A notícia recente da Bloomberg de que a Primeira-Ministra Theresa May aceitou submeter a voto parlamentar os seus planos para tirar a Grã-Bretanha da União Europeia, um desenvolvimento que pode limitar a sua capacidade para forçar um «Brexit difícil», levou a uma ligeira recuperação da libra. Apesar das incertezas sobre o estatuto futuro da economia britânica após o Brexit, «a desvalorização da libra não vai continuar para sempre», afirma Masashi Murata, estratega cambial na Brown Brothers Harriman, numa nota citada pelo The Daily Telegraph. «O impacto benéfico da desvalorização da libra na economia britânica é difícil de ignorar», refere, destacando as exportações e as vendas a retalho fortes em julho e agosto. A queda da libra vai ajudar a reforçar a fase expansionista da economia britânica, enquanto alguns especulam que o Banco de Inglaterra pode promover a descida das taxas, acrescenta.

2LVMH não quer negócios com a Amazon

Numa conferência com os analistas após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, o diretor-financeiro do LVMH, Jean-Jaques Guiony afirmou que «de forma alguma» irá fazer negócios com a Amazon, embora a gigante do retalho online esteja empenhada em atrair mais marcas de gama alta. «Acreditamos que o negócio da Amazon não se coaduna com o LVMH e não se adequa às nossas marcas», referiu Guiony aos investidores. «Não há forma alguma para que façamos negócios com eles… por enquanto», acrescentou. Na dissecação dos resultados, o diretor financeiro revelou que o grupo de bens de luxo está a beneficiar de um aumento das vendas no Reino Unido, provocado pela desvalorização da libra esterlina e que o volume de negócios da flagship da marca Louis Vuitton no Reino Unido subiu em termos de volume durante o período. A marca subiu ainda em 5% os preços após o Brexit. O diretor financeiro também indicou que o crescimento das vendas na China Continental ficou em dois dígitos baixos no terceiro trimestre, uma melhoria face ao aumento por um dígito médio no primeiro semestre. O consumo na China recuperou no trimestre para o LVMH, com Guiony a afirmar que «não sei se este é o início de uma nova tendência», acrescentando que «mais ou menos todos os negócios contribuíram para esta melhoria», citando ainda melhorias em Hong Kong, de uma taxa de crescimento negativa de dois dígitos baixos para uma taxa negativa de um dígito médio. Como cerca de um terço dos clientes da Louis Vuitton são chineses, a divisão mais exposta ao consumo chinês é a joalharia. «Os consumidores chineses estão a comportar-se muito bem na Bulgari», referiu. O diretor financeiro afirmou ainda que o consumidor francês esteve «bastante forte no terceiro trimestre», com exceção dos turistas. «A França está ainda no negativo, mas não tão negativo como no primeiro semestre», destacou, citando ainda vendas robustas da Vuitton em Itália e na Alemanha.

3Neozelandeses fazem fila na primeira loja H&M

A H&M estreou-se na Nova Zelândia, com mais de 1.000 consumidores a fazerem fila para visitarem a loja no Sylvia Park Shopping Centre, em Auckland. A loja de 2.300 metros quadrados, distribuídos por dois pisos, abriu às 7 horas, com a H&M a servir o pequeno-almoço e a dar sacos com ofertas exclusivas aos que esperaram na fila desde as 5 horas. O country manager da H&M para a Austrália e a Nova Zelândia, Hans Andersson, afirmou que «esperamos por este dia muito tempo e a resposta do público valeu a espera».

4Telemóveis lideram no comércio eletrónico asiático

Investir na capacidade de retalho a partir de dispositivos móveis deve estar no topo da lista para as marcas que querem afirmar-se no sudeste asiático, de acordo com os especialistas da indústria reunidos no Retail Congress Asia Pacific 2016. A região está a registar o crescimento mais rápido e é o quarto maior mercado na internet, com 260 milhões de utilizadores, segundo o vice-presidente da Google para o sudeste asiático e Índia, Rajan Anandan, e os dispositivos móveis são os principais responsáveis por este desenvolvimento. Em média, os consumidores do sudeste asiático entram online com os seus smartphones 150 vezes por dia, afirmou Anandan, e este comportamento de dispositivos móveis primeiro está a afetar o retalho offline em termos de descoberta de produtos e comparação de preços. A região como um todo tem uma penetração de dispositivos móveis semelhante à dos EUA e, de uma perspetiva comercial, as apps móveis estão a contribuir mais para as transações online. Cerca de 31% das vendas online na Indonésia e na Tailândia são impulsionadas por apps, seguida de perto pela Malásia, com 30%. Mas os marketers são cautelosos no desenvolvimento da sua presença em dispositivos móveis na região, já que os consumidores estão sobrecarregados com demasiadas apps e plataformas. O vice-presidente de retalho, de franchise e de comércio eletrónico para a região Emea da Crocs, Neil Parker, revelou que a marca está focada em melhorar a sua presença nas redes sociais e nas apps de chat, já que os consumidores não estão a passar tempo nas apps da marca. «É preciso pensar em termos de pontos de toque», indicou Parker, acrescentando que as marcas têm de perceber como os seus consumidores-alvo se comportam nas plataformas digitais para determinar como, e se, a marca deve estar presente. As lojas físicas, destacou, estão a tornar-se mais uma espécie de embaixadoras da Crocs, enquanto as plataformas online estão mais orientadas para as transações.

5Peter Dundas abandona Roberto Cavalli

Peter Dundas saiu da direção criativa da Roberto Cavalli 18 meses após ter assumido a posição. Os motivos da saída não são ainda conhecidos, assim como o futuro do designer e da casa de moda italiana. A coleção para a primavera 2017, apresentada no mês passado em Milão, foi, por isso, a última de Dundas para a Roberto Cavalli. «Em nome da Roberto Cavalli e dos nossos acionistas, agradecemos a Peter Dundas pela sua contribuição para a marca e desejamos-lhe tudo de bom para o seu futuro», afirmou em comunicado o CEO da casa de moda, Gian Giacomo Ferraris. «Enquanto a Roberto Cavalli passa um período de transformação, a equipa de design vai continuar e a nomeação de um novo diretor criativo será feita no devido tempo», acrescentou. Já Peter Dundas mostrou-se reconhecido pela oportunidade. «Quero agradecer à Roberto Cavalli e ao grupo por esta experiência valiosa e desejo-lhes sucesso nos seus empreendimentos futuros», declarou o designer. Antes de ter regressado à Cavalli, Dundas era diretor artístico da Emilio Pucci desde 2008. Ele e a esposa Eva tinham trabalhado com o próprio Roberto Cavalli, fundador da casa de moda, entre 2002 e 2005.

6Retalho acentua queda em Hong Kong

As vendas a retalho em Hong Kong caíram 10,5% em termos anuais em Hong Kong em agosto, com a quebra no número de visitantes e a cautela dos consumidores a continuarem a prejudicar a evolução do sector, segundo o departamento de censos e estatística do território. Este declínio, que revela um agravamento face à queda de 7,7% em julho, superou a descida de 6,8% esperada pelos analistas. As vendas a retalho em volume caíram 12,7% em termos anuais em agosto, um valor mais alto do que a diminuição de 8,4% em julho e pior do que a diminuição de 6,6% prevista pelos analistas. «A previsão a curto prazo para as vendas a retalho está ainda centrada na performance do turismo e na dimensão na qual o sentimento do consumidor local será afetado por vários ventos contrários», concluiu um porta-voz do governo em comunicado.