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  1. Luxo barato é no Reino Unido
  2. Roberto Cavalli reorganiza negócio
  3. Lucros em queda na Fast Retailing
  4. Versace recruta Zayn Malik para a Versus
  5. Amazon aponta para a moda na Índia
  6. Marketing de influência exige autenticidade

1Luxo barato é no Reino Unido

Após o Brexit, o Reino Unido é agora o mercado de luxo mais barato do mundo, de acordo com um estudo da Deloitte, que mostra grandes diferenças entre os preços de bens de luxo ao redor do mundo. A empresa de consultoria analisou o preço de vários itens de luxo e descobriu que, por causa da queda da libra face ao dólar americano, o Reino Unido se tornou mais acessível, embora os preços em França sejam apenas ligeiramente mais elevados. O estudo para o The Wall Street Journal mostrou que uma carteira Louis Vuitton Speedy 30 estava à venda por 802 dólares (cerca de 730 euros) em Londres, 850 dólares em Paris, 970 dólares em Nova York e 1.115 dólares na China. No mercado de luxo mais acessível, uma carteira Loewe custava 311 dólares em Londres, 330 dólares em Paris, 380 dólares em Nova Ioque e 434 dólares na China. As diferenças de preços levaram a um aumento do consumo na Grã-Bretanha, com o serviço de reembolso de impostos Global Blue a afirmar que as vendas dos bens de luxo para o qual os compradores procuraram reembolsos de impostos subiram mais de 36% no Reino Unido em agosto, mas, ao mesmo tempo, caíram 20% em França e mais de 11% em Itália. A Deloitte revelou ainda que espera que as marcas de luxo ajustem os preços em algum ponto, para que estas flutuações cambiais não prejudiquem outros mercados europeus ou o negócio das marcas nos EUA e na China. Embora isso signifique que os consumidores britânicos que vivem no Reino Unido possam ter que aguentar com preços mais altos, mais de metade das vendas nas lojas de luxo são feitas com turistas, com os visitantes chineses a serem o maior grupo, pelo que os seus hábitos de consumo podem ter prioridade sobre o cliente local. O Reino Unido deverá manter uma vantagem de preço ainda por algum tempo e a Visit Britain indicou que as reservas antecipadas nos meses até dezembro subiram até 24% a partir China. Muitos viajantes chineses compram bens de luxo no exterior para vender no em casa.

2Roberto Cavalli reorganiza negócio

Poucas horas depois da saída do diretor criativo Peter Dundas, a Roberto Cavalli anunciou uma série de cortes mais profundos através de uma estratégia de reorganização de 30 milhões de euros. Estão ainda em curso planos para desenvolver os acessórios da marca e a oferta de moda para homem. A casa de moda italiana vai despedir quase um terço da sua força de trabalho, transferir os escritórios corporativos e de design de Milão para mais perto de Florença e fechar lojas com fraco desempenho, anunciou o novo CEO, Gian Giacomo Ferraris. «A indústria da moda está a enfrentar tempos difíceis», afirmou, citando «mudanças na procura do consumidor, a contração significativa em vários mercados-chave e a transformação fundamental na dinâmica da indústria. «Só marcas icónicas com um modelo de negócio coerente e uma organização eficiente podem sobreviver», acrescentou Ferraris. Com o objetivo de fazer regressar a casa de moda ao lucro em 2018, o CEO sublinhou que «o plano é necessário para uma empresa que tem tido uma linha superior estagnada há alguns anos e que, por várias razões, aumentou os seus custos». O plano, a ser lançado nos próximos dias, prevê que «várias» lojas sejam fechadas ou relocalizadas, destacando que serão visadas aquelas que não têm boa performance ou se situam em locais menos convenientes. Serão extinguidos cerca de e 200 postos de trabalho, que atualmente emprega 672 pessoas, na maioria em Itália. Os escritórios de Milão da Cavalli serão transferidos para a cidade toscana de Osmannoro, nos arredores de Florença, onde o grupo está sediado. A casa de moda, que tem estado de transição desde que o grupo italiano de private equity Clessidra a comprou em abril do ano passado, espera que o volume de negócios caia para cerca de 155 milhões de dólares este ano, em comparação com 180 milhões de eurosem 2015. No lado positivo, Ferraris indicou que irá começar a abertura de novas lojas em meados de 2017, e se concentrará em moda masculina e acessórios, esta última responsável por apenas 15% das vendas.

3Lucros em queda na Fast Retailing

A gigante japonesa Fast Retailing sofreu uma queda acentuada no lucro do ano completo, com os ajustes cambiais e perdas de imparidade a agravarem a descida. O lucro caiu 56%, para 48 mil milhões de ienes (418,3 milhões de euros), enquanto o lucro operacional desceu 22,6%, para 127,2 mil milhões de ienes. O grupo, que detém a marca de casualwear Uniqlo, sublinhou, contudo, que no total as vendas aumentaram 6,2%, para 1.79biliões de ienes. A Fast Retailing revelou também que as operações nos EUA da Uniqlo estão a dar sinais de melhoria, apesar de ter fechado algumas lojas mais pequenas para se concentrar nas operações principais, assim como no comércio eletrónico.

4Versace recruta Zayn Malik para a Versus

Zayn Malik juntou-se à namorada, a supermodelo Gigi Hadid, no mundo da moda com o lançamento de uma coleção cápsula para a Versace no próximo ano. O artista a solo, ex-membro dos One Direction, vai estrear a sua coleção-cápsula Zayn X Versus para homem e mulher nas lojas Versus em todo o mundo e online em maio do próximo ano. O cantor também vai aparecer nas próximas duas campanhas publicitárias da marca Versus, a partir de fevereiro. A Versace, que criou a Versus em 1993, firmou que a base de fãs de Malik em todo o mundo, vai ajudar a criar buzz para as roupas. Segundo Donatella Versace, «Zayn é atualmente uma das personalidades mais interessantes da cena mundial. Quando nos conhecemos, ele disse-me o quanto gosta de moda. Pensei que seria fantástico colaborarmos numa nova coleção Versus juntos. «A Versus é a alma rock and roll da família Versace e tem sempre sido associada com a música», afirmou a designer ao The New York Times. «Todos, desde os Foo Fighters ao Lenny Kravitz, têm atuado nos desfiles e tem a ver com rebelião. Para mim, Zayn foi perfeito», acrescentou. Malik, de 23 anos, revelou que «gosto de aprender sobre coisas em que estou interessado em e gosto de estar perto de pessoas criativas, por isso acho que vai ser cool». O cantor referiu ainda que «o bónus é que estou a colaborar com a Donatella, de quem gosto e admiro. Sei que vamos criar algo incrível».

5Amazon aponta para a moda na Índia

A gigante online Amazon afirmou que, em breve, vai ultrapassar a combinação das rivais Flipkart/Myntra/Jabong para se tornar na player mais importante na moda por comércio eletrónico na Índia. A empresa afirmou também que já está à frente das rivais na recolha de produtos e número de clientes, de acordo com o Business Standard. A Amazon criou a sua própria seleção de marcas durante as vendas no feriado de seis dias na primeira semana de outubro, com os players de comércio eletrónico independentes, com o Abof.com e o BlueStone, do Aditya Birla, a venderem na sua plataforma. «Somos o número um na forma como servimos os clientes. Temos a maior seleção e coleção de produtos e é isso que importa para nós… Temos a seleção mais ampla e mais relevante, mais marcas, e entregamos de uma forma excecional. Vamos ser o líder da moda na Índia, mais tarde ou mais cedo», afirma Arun Sirdeshmukh, diretor da Amazon Moda. A moda é um dos três vetores que tiveram uma boa performance na Amazon durante a campanha de vendas “Saldos do Grande Festival Indiano” e representou um terço do total de 15 milhões de unidades que a empresa expediu durante os cinco dias, segundo revelou um funcionário da Amazon, que pediu anonimato. O Myntra, detido pelo Flipkart, espera rentabilidade a partir do próximo ano, com foco em marcas próprias com maiores margens. Também detém o Jabong, que adquiriu à Rocket Internet no início deste ano. A empresa indicou que, em comparação com o ano passado, quase duplicou a sua seleção de produtos na Índia com uma coleção de 15.000 marcas e 2 milhões de designs. A Amazon está também a tentar levar marcas internacionais que vende no seu site nos EUA e na Europeia para a Índia.

6Marketing de influência exige autenticidade

Embora os influenciadores sociais estejam na vanguarda das comunicações digitais para as indústrias de moda e beleza, ainda há uma grande «desconexão» na forma como eles e as marcas trabalham atualmente em conjunto, segundo um relatório da Fashion and Beauty Monitor, em parceria com a Econsultancy. De acordo com as conclusões, o Instagram é o canal de eleição para 74% dos influenciadores da moda e beleza, apesar de 55% concordarem que identificar, contactar e envolver-se com uma marca adequada é uma «tarefa difícil e demorada». Cerca de 83% dos influenciadores afirma que publicações patrocinadas trazem o maior retorno monetário. No entanto, 66% está a tornar-se mais seletivo sobre com quem trabalha, avaliando a reputação de uma marca antes de estabelecer uma relação. 47% dos influenciadores diz que o desenvolvimento pessoal e ser a sua própria marca é de extrema importância e 67% afirma que a autenticidade é um atributo fundamental para a construção de influência. Cerca de 93% dos inquiridos acredita que as marcas têm de permitir que os influenciadores controlem a narrativa de uma campanha, dentro do acordado, com 74% a sentir-se frustrado por o «alcance e os números continuem a ser de extrema preocupação para as marcas». A pesquisa também mostra que um contrato de um ano tem um valor superior a 5.000 libras para 74% dos influenciadores. «Para os sectores de moda, beleza e estilo de vida, a tecnologia está no centro de tudo o que fazem. Por essa razão, os influenciadores digitais foram disparados para a ribalta, como o rosto e a voz das marcas», explicou Priyanka Dayal, diretora de marketing de conteúdo no Fashion and Beauty Monitor. «As conclusões sublinham a disparidade que existe na maneira como as marcas trabalham atualmente com influenciadores e a maneira como os influenciadores gostariam de trabalhar com as marcas. Para o marketing de influência atingir o seu potencial completo, é fundamental para as marcas saber o que é preciso para preencher essa lacuna», concluiu Dayal.