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  1. Marca Portugal aumenta valor
  2. Bangladesh lidera importações de algodão
  3. Cor invade vestidos de noiva
  4. Retoma não trava queda do retalho na Rússia
  5. Computadores dominam compras online
  6. Puma chama The Weeknd para a moda

1Marca Portugal aumenta valor

Portugal subiu quatro posições na lista de marcas de países mais reconhecidas, ocupando o 46.º lugar, de acordo com um estudo da consultora Brand Finance. O valor da marca do nosso país registou um crescimento de 9%, para 149 mil milhões de dólares (135,5 mil milhões de euros), em comparação com 137 mil milhões de dólares em 2015. Os EUA lideram o ranking, apesar da perspetiva de Donald Trump assumir a presidência estar a afetar a imagem do país, com um valor de 20,6 biliões de dólares. A China surge em segundo lugar (7,1 biliões de dólares), seguida da Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Índia, Canadá, Itália e Austrália. Outras conclusões do estudo mostram que o Reino Unido ainda não foi prejudicado pelo voto no Brexit e que Singapura é a marca mais poderosa quando eliminado o fator PIB. Já o Luxemburgo regista o crescimento mais rápido de notoriedade – com o valor da marca a crescer 43%, para 85 mil milhões de dólares. Confiança, dinamismo e abertura são apontados como as principais forças do país, numa campanha de marca nacional discreta que se distingue por se focar em atributos credíveis em vez de aspirações. Na 51.ª posição, o Paquistão é o país com o segundo maior crescimento, com um aumento de 41%. Em contrapartida, as quedas mais acentuadas foram protagonizadas pela Turquia, da 19.ª para a 25.ª posição, devido à instabilidade provocada pela proximidade com teatros de guerra, e pelo Brasil, que desceu do 11.º para o 15.º lugar, apesar do impulso dado pelos turistas durante os Jogos Olímpicos. Mas as dificuldades económicas, a desvalorização do real e o escândalo de corrupção da Petrobas levou a uma queda de 30% do valor da marca do país.

2Bangladesh lidera importações de algodão

O Bangladesh importou 6,2 milhões de fardos de algodão em 2015/2016, reforçando a sua posição como maior importador da fibra. O Departamento de Agricultura dos EUA antecipa que as importações de algodão do Bangladesh aumentem para 6,3 milhões de fardos em 2016/2017, um valor que eleva a quota do Bangladesh para mais de 18% das importações mundiais, o que representa mais do dobro da quota detida há cinco anos. A grande mudança nas importações do Bangladesh tem impacto em vários exportadores de algodão, sobretudo do continente africano, como o Benim e o Burkina Faso, e de países da Ásia Central, como o Uzbequistão. A procura no Bangladesh por algodão de origem uzbeque tem sido mais forte do que previsto anteriormente, resultando numa revisão em alta substancial para a estimativa de exportação uzbeque em 2015/2016, indicou o Departamento de Agricultura dos EUA no relatório de outubro “Algodão: Mercados Mundiais e Comércio”. Entretanto, o consumo aumentou por um valor mais moderado de 300 mil fardos, para 6,1 milhões. Para 2016/2017, o consumo deverá ser de 6,4 milhões de fardos. Para 2016/2017, o Departamento de Agricultura dos EUA reviu em alta a projeção das importações de algodão da Índia, para 1,5 milhões de fardos, devido às fortes importações registadas no início da época. Também para a Indonésia as importações estão agora estimadas em mais 100 mil fardos, para 2,9 milhões de fardos, devido à maior procura interna. Entre os exportadores, os EUA deverão exportar 12 milhões de fardos em 2016/2017. O número representa um aumento de 500 mil fardos em comparação com a estimativa inicial e resulta de uma maior procura mundial por importações. As colheitas mais pequenas vão implicar uma redução de 500 mil fardos, para 2,9 milhões de fardos, no Brasil. Colheitas significativamente maiores deverão aumentar as exportações australianas em 800 mil fardos, para 4,2 milhões de fardos. As exportações do Benim e do Mali, por seu lado, deverão atingir 700 mil fardos e 1,2 milhões de fardos, respetivamente.

3Cor invade vestidos de noiva

A tradição já não é o que era e a tendência para a utilização de mais cor nos vestidos de noiva está a ganhar terreno, deixando de lado as convenções. Quando optam por um vestido decorado com detalhes coloridos, as noivas são muitas vezes motivadas pelo desejo de «animar» o vestido ou atraídas por aquilo que veem como uma forma inteligente de adaptar o seu look ao tema do casamento. Quando a cor fica restrita a toques discretos, está normalmente centrada no corpete, onde pode ser usada para chamar a atenção para os bordados e outros motivos, ou apresentada na forma de uma renda colorida atrás. Algumas mulheres que escolhem dizer “sim” em branco e marfim são atraídas pelo contraste criado pelos acessórios coloridos, como cintos. No que diz respeito à escolha das cores, vale quase tudo. Contudo, o preto, chocolate, vermelho e bordeaux são sujeitos a debate, enquanto o cinzento, azul, cor de rosa e roxo são cada vez mais populares. Vestidos com efeito ombré na parte de baixo estão a ganhar cada vez mais atenção, pelo menos na Internet, segundo a AFP-Relaxnews. Apesar da tendência estar a ganhar pontos, a grande maioria das noivas ainda optam pelo look imaculado das criações mais tradicionais.

4Retoma não trava queda do retalho na Rússia

O declínio das vendas a retalho na Rússia deve ultrapassar os 5% no final de 2016, apesar da recuperação económica esperada para o quarto trimestre, indicou o Ministro do Desenvolvimento Económico, Aleksey Ulyukayev. «A partir do quarto trimestre [2016] o crescimento vai recuperar gradualmente. Para já, este é um passo para o equilíbrio entre elementos das exportações líquidas e uma recuperação muito lenta do crescimento do consumo. Mas ainda assim, o comércio a retalho vai descer mais de 5% no final deste ano», afirmou.

5Computadores dominam compras online

As compras através dos computadores ainda são superiores às realizadas nos smartphones quando os consumidores querem comprar moda. A Nosto, uma plataforma de personalização para o retalhista online, analisou os dados de mais de 700 retalhistas eletrónicos no primeiro semestre e concluiu que os consumidores britânicos compraram mais moda através de dispositivos móveis do que outros consumidores na Europa. Mas apesar do comércio móvel representar 51% do consumo online em todas as categorias de retalho e apesar dos retalhistas de moda estarem entre os mais proativos no desenvolvimento das vendas em dispositivos móveis, as compras no telemóvel dos consumidores britânicos ficam atrás do consumo através dos computadores. O valor da encomenda média através de um smartphone especificamente para a moda é de 89 libras (98,4 euros), em comparação com 116 libras num computador de secretária ou portátil e de 107 libras num tablet. Os consumidores nos países nórdicos têm uma encomenda média feita em telemóvel de 101 libras, enquanto em França o valor é de 96 libras. Na Alemanha é de 88 libras e em Espanha de 81 libras. O tráfego móvel no Reino Unido está a crescer rapidamente e deverá erodir a liderança dos computadores no futuro próximo. Os telemóveis já representam 29% de todo o tráfego na internet no Reino Unido para os retalhistas de moda, uma subida de 22% em comparação com o primeiro semestre de 2015. Juha Valvanne, fundador da Nosto, afirmou que os consumidores britânicos se sentem confortáveis a procurar moda nos seus telefones, mas os retalhistas têm de fazer mais para os converter em compradores. Matti Rönkkö, CEO da Nosto, acrescentou que «os retalhistas britânicos de moda online podem fazer algumas mudanças simples aos seus sites móveis para realmente criar uma maior confiança com os seus consumidores. Com as novas regras de adaptação ao móvel implementadas no ano passado pelo Google, os sites dos retalhistas têm agora de estar completamente otimizados para os utilizadores de smartphones. Os adeptos de moda normalmente têm menos paciência do que outros consumidores: a taxa de rejeição é a mais elevada de qualquer dispositivo e o tempo no site é também o mais baixo, por isso os retalhistas têm mesmo de tornar mais fácil para eles encontrar os artigos que estão à procura – falar com os seus consumidores como indivíduos e dar-lhes experiências de compras inspiradoras e envolventes».

6Puma chama The Weeknd para a moda

O músico The Weeknd está a entrar no mundo da moda pelas mãos da Puma, que o nomeou embaixador mundial da marca e colaborador criativo. O músico, vencedor de dois Grammy na edição dos prémios da música deste ano, cujo nome verdadeiro é Abel Tesfaye, vai lançar uma coleção de vestuário e ténis com a gigante do sportswear. A linha está a ser apresentada como «uma fusão dos designs inspirados no desporto da Puma e a estética motivada pela rua de The Weeknd» e será lançada comercialmente em 2017 sob a designação Puma x XO. A coleção é uma evolução natural da relação do cantor com a marca, depois de ter dado a cara na campanha Sportstyle “Run the Streets”, que será lançada em novembro e na qual The Weeknd surge com o calçado Ignite evoKnit e Ignite Limitless, assim como com peças de vestuário Evo Apparel. Esta parceria não é, contudo, uma estreia para a Puma, que já recrutou artistas como Rihanna, que em 2014 foi nomeada diretora criativa da marca e tem granjeado popularidade com a coleção Fenty x Puma. Kylie Jenner foi igualmente contratada pela Puma para participar na campanha Fierce em abril, enquanto a manequim Cara Delevingne foi apresentada como o rosto da campanha Do You este mês.