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Breves

  1. Gore em reestruturação
  2. Indonésia quer participar no TPP
  3. Hanesbrands de vento em popa
  4. Retalho americano continua em alta
  5. Bangladesh aposta em fibras orgânicas
  6. Vendas de vestuário e calçado a ritmos diferentes

1Gore em reestruturação

A empresa WL Gore & Associates, especializada em tecnologia de tecido destinado à prática de atividades exteriores, está a reestruturar as suas marcas de forma a coincidir com o lançamento de novos produtos e tecnologias, em outubro de 2016. No contexto destas mudanças, a Gore Fabrics será lançada como uma nova marca umbrella, com a denominação “Gore” a ser incluída em todas as marcas individuais. A empresa acredita que as nova marca facilitará a escolha dos consumidores. Isto inclui os produtos «impermeáveis e respiráveis» Gore-Tex, o novo Gore Windstopper, que bloqueia o vento e é altamente respirável, e o Gore Thermium, que será lançado brevemente. O vestuário GoreTex, à prova de vento, impermeável e respirável – nas três categorias Gore-Tex Products, Gore-Tex Pro e Gore-Tex Active – permanecerá inalterado na sua denominação. Na categoria Gore Windstopper, a empresa acrescentou duas novas tecnologias de produto, com membranas que oferecem proteção contra o vento, disponibilizando funcionalidades adicionais. Os produtos Gore Thermium recorrem a uma tecnologia de laminado inteiramente nova, que protege a isolação da peça de vestuário da chuva ou neve, permitindo a sua respirabilidade. Está já a ser usada por marcas como Arc’teryx, Black Diamond, Montura, Mountain Equipment, Odlo, Salewa, Sportful e Tierra, para 2016.

2Indonésia quer participar no TPP

A Indonésia expressou a intenção de aderir ao acordo de comércio de Parceria Transpacífica (TPP), numa tentativa de continuar a fortalecer os laços existentes entre o país e os EUA, em particular na área do comércio e do investimento estrangeiro. Durante uma reunião com o presidente Barack Obama, que decorreu esta semana, o Presidente da Indonésia, Joko Widodo, revelou que o seu país pretende aderir ao TPP, que foi acordado no início deste mês pelos EUA e outras onze nações. «A Indonésia é uma economia aberta, e com uma população de 250 milhões, somos a maior economia do Sudeste Asiático», disse Widodo. «E a Indonésia tem a intenção de aderir ao TPP». Embora Obama não tenha abordado especificamente a potencial inclusão da Indonésia no TPP, ressalvou a importância de continuar a expandir a já forte relação bilateral dos EUA com o país. «A nossa parceria é do interesse dos EUA», disse Obama no seguimento da sua reunião com Widodo, destacando, posteriormente, a vasta população da Indonésia, a sua tradição democrática e o seu papel no desenvolvimento económico do sudeste asiático. «Eu creio que a nossa reunião de hoje ajudou a enfatizar a natureza do que nós acreditamos ser uma parceria estratégica». O representante comercial dos EUA, Michael Froman, no entanto, disse que a Indonésia deve, ainda, abordar vários desafios, a fim de conseguir a inclusão num acordo como o TPP, que contemplará a restrição dos regimes regulatórios ainda onerosos do país e eliminação das restrições de importação e exportação.

3Hanesbrands de vento em popa

O fabricante de vestuário americano Hanesbrands aumentou as suas projeções de lucro anuais, após a divulgação de ganhos trimestrais superiores, impulsionados pelas recentes aquisições. O lucro líquido aumentou 36,3%, fixando-se em 162,1 milhões de dólares, nos três meses findos a 3 de outubro, face a 118,9 milhões no ano anterior. A empresa, cujas marcas incluem Hanes, Champion e Playtex, realizou diversas aquisições, entre as quais o negócio de 200 milhões de dólares pela empresa de moda Knights Apparel. A margem bruta aumentou para 36,5%, de 35,5%, enquanto as margens de lucro operacionais de roupa interior e activewear aumentaram 40 pontos-base e 230 pontos-base, respetivamente, em resultado de um forte desempenho da cadeia de abastecimento e benefício da estratégia InnovatetoElevate do grupo. As vendas líquidas aumentaram 14%, fixando-se em 1,59 mil milhões de dólares, enquanto as vendas do núcleo, que exclui aquisições e a saída do retalhista do Canadá, aumentaram 3% em moeda constante. As vendas de roupa interior aumentaram 3% no decorrer do trimestre, enquanto a categoria de activewear cresceu 22%, impulsionada pelo crescimento de duplo dígito da marca Champion e a aquisição da Knights Apparel. As vendas internacionais e o lucro operacional aumentaram «significativamente», disse a empresa, apesar dos impactos negativos da moeda estrangeira, em resultado da aquisição da DBApparel, na Europa, e resultados fortes no Japão.

4Retalho americano continua em alta

O sector de retalho americano continuará a crescer de forma constante em 2016, em resultado da melhoria da eficiência operacional, apesar da despesa, ainda discreta, dos consumidores, de acordo com um novo relatório. O Serviço aos Investidores da Moody’s prevê um aumento de 56% do lucro operacional da indústria este ano e em 2016. O crescimento será impulsionado pelo forte desempenho contínuo de empresas-chave, como retalhistas de peças de automóveis e sectores de supermercados, bem como retalho especializado, retalhistas de desconto e sectores de grandes armazéns. Este ano, a empresa de notação de crédito reduziu a sua previsão de crescimento das vendas a retalho americanas, fixando-a em 34%, face a 45%, devido aos preços significativamente inferiores da gasolina no primeiro semestre, bem como ao mau tempo, que manteve os consumidores longe dos espaços comerciais. Porém, com a estabilização dos preços da gasolina, a Moody’s diz que as vendas a retalho deverão recuperar, aumentando 45% em 2016. «Em acréscimo, as vendas e-commerce continuarão a crescer, auxiliando diversos sectores à medida que mais empresas procuram responder à procura dos clientes por maior flexibilidade e escolha», disse o vice-presidente e analista-sénior Mickey Chadha. «Apesar de representar ainda uma pequena parte do panorama global de retalho, o e-commerce está a impulsionar uma grande mudança e permanecerá o segmento de mais rápido crescimento da indústria». Simultaneamente, as condições económicas permanecem ambivalentes. Embora o sector de retalho esteja a beneficiar de claros sinais positivos, tais como ganhos sólidos na poupança das famílias, a despesa na faixa demográfica mais baixa «é ainda limitada», disse a Moody’s. Enquanto o rendimento disponível permanecer fraco, o desemprego persistir e o crescimento dos salários permanecer lento, a despesa dos consumidores não aumentará de forma significativa.

5Bangladesh aposta em fibras orgânicas

Os principais fabricantes de vestuário de malha do Bangladesh aumentaram o consumo de fibras orgânicas, respondendo à crescente procura de compradores internacionais. «Estamos a receber um número crescente de encomendas de vestuário confecionado com recurso a fibras orgânicas», disse Mohammad Hatem, vice-presidente demissionário da Associação de Fabricantes e Expostadores de Vestuário de Malha do Bangladesh (BKMEA). Este serviço de outsourcing significa uma vantagem de preço para as marcas. A título de exemplo, disse Hatem,  um retalhista pode vender uma t-shirt orgânica por 30 dólares, cujo valor seria de apenas 20 dólares caso fosse feita de fibras convencionais. Os executivos da indústria disseram que mais de 50 empresas de malhas do Bangladesh estão agora a adquirir algodão cultivado sem recurso a produtos químicos ou pesticidas nocivos. O Bangladesh importa mais de 4,5 milhões de fardos de algodão anualmente e a Associação de Algodão Bangladesh diz que metade desse valor é, atualmente, orgânico. Entre os fabricantes que apostam nesta nova tendência, destaca-se a Viyellatex e a DBL, ambos baseados no norte da cidade de Daca. David Hasanat, presidente da Viyellatex disse que a sua empresa adquire a maioria da sua fibra orgânica na Índia, certificada pela rede holandesa, Control Union. Esta certificação permitiu estabelecer contactos com marcas de moda internacionais de renome, como Calvin Klein, Hugo Boss e Tommy Hilfiger. «Processamos fio orgânico tendo em vista a redução do impacto negativo sobre o ambiente e os consumidores», disse Mohammed Abdul Jabbar, diretor da do DBL Group.

6Vendas de vestuário e calçado a ritmos diferentes

As vendas a retalho de vestuário no Reino Unido continuaram a aumentar nos doze meses. De acordo com o estudo trimestral, recentemente elaborado pela Confederação da Indústria Britânica (CBI), os volumes de vendas no retalho de vestuário aumentaram, reportando um saldo positivo de 36% em base anual, aquém do resultado de +60% obtido no período anterior. O sector de calçado e couro testemunhou um crescimento do volume de vendas pelo segundo mês consecutivo, reportando um saldo positivo de 45%, superando o resultado de 17% obtido em setembro. O volume de vendas do sector de retalho, no cômputo geral, aumentou, com 38% dos inquiridos a reportarem resultados superiores ao ano passado, enquanto 20% relataram o oposto, auferindo um saldo final de +18%. Isto representa uma desaceleração do crescimento em relação ao mês anterior (+ 49%), ficando aquém das expectativas (+51%). O crescimento deverá aumentar a um ritmo um pouco mais rápido nos doze meses até novembro (+ 24%). O volume de vendas decorrente de plataformas de e-commerce aumentou (+38%) e correspondeu às expectativas (+37%), sendo expectável que continue a crescer no próximo mês (+45%). «O crescimento das vendas e encomendas dos retalhistas de rua permanece resistente, mas tem havido um ligeiro abrandamento no ritmo de crescimento, no seguimento de um mês de setembro forte», disse Rain NewtonSmith, diretora de economia da CBI. E acrescentou: «A inflação baixa e a melhoria dos salários significa que as perspetivas de crescimento das vendas são adequadas, mas os desafios permanecem, como o enfraquecimento da economia global e as pressões competitivas sentidas no sector de retalho, por isso não podemos tomar esta perspetiva positiva como algo garantido».