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  1. H&M queima-se com temperaturas altas
  2. Consumo americano retoma crescimento
  3. Ikea apoia retalho na Índia
  4. Britânicos abrem menos lojas
  5. Marcas são ignoradas nas redes sociais
  6. Luxo abranda na China

1H&M queima-se com temperaturas altas

A H&M foi afetada pelo tempo «anormalmente quente» de setembro, que teve um impacto «muito negative» na performance da retalhista sueca no mês passado. As vendas do grupo aumentaram apenas 1%, incluindo IVA e em moeda local em comparação com um ano atrás, indicou a H&M em comunicado. Este foi o crescimento mais lento desde agosto de 2015. Em setembro do ano passado, a retalhista registou um aumento de 11% nas vendas, já que o tempo em muitos dos seus principais mercados regressou a condições mais normais, após um agosto anormalmente quente, referiu na altura. O número de lojas da H&M aumentou para 4.204 no final do mês passado, em comparação com 3.733 há um ano.

2Consumo americano retoma crescimento

O consumo das famílias e a economia americana no geral continuam no caminho do crescimento, apesar das preocupações cada vez maiores dos consumidores com o resultado das eleições presidenciais. As vendas nas lojas a retalho, online e em restaurantes subiram 0,6% em setembro em termos anuais, para 459,8 mil milhões de dólares, correspondendo às expectativas dos analistas para uma retoma das vendas, após as mesmas terem descido 0,2% em agosto, de acordo com o Departamento do Comércio. O comércio eletrónico foi o claro vencedor do mês de setembro, com as vendas a subirem 0,3% em termos anuais, contribuindo para um crescimento de 11% para o período de nove meses. As vendas de vestuário e acessórios mantiveram-se estagnadas, em 21,4 mil milhões de dólares. As vendas em grandes armazéns caíram 0,7%, para 12,8 mil milhões de dólares, depois de terem já registado um declínio de 0,6% em agosto e de 1,3% em julho. Nas próximas semanas, a campanha presidencial e a incerteza em relação aos resultados das eleições de 8 de novembro podem afetar os consumidores, com a Universidade do Michigan a revelar que o índice de confiança dos consumidores caiu no início de outubro para o valor mais baixo em 13 meses. Richard Curtin, analista-chefe do estudo da universidade, afirmou que o declínio está concentrado entre as famílias que ganham menos de 75 mil dólares por ano. «É provável que a incerteza que rodeia a eleição presidencial tenha um impacto negativo, sobretudo entre os consumidores com menores rendimentos», explicou Curtin. «Sem essa incerteza, as medidas de confiança não enfraqueceram», referiu. A empresa de projeções Macroeconomics Advisers prevê que o PIB cresça 2,6% no recentemente terminado terceiro trimestre, uma aceleração face ao aumento de 1,4% no segundo trimestre.

3Ikea apoia retalho na Índia

A Ikea está a negociar com o governo indiano para criar zonas de retalho independentes nas cidades, para que as empresas possam comprar ou arrendar terra mais facilmente. O subdiretor para o país, Patrick Antoni, apoia a mudança de política, afirmando que as cidades inteligentes devem ter zonas de retalho para facilitar a vida a retalhistas e consumidores, segundo uma notícia publicada no Business Standard. A Ikea será um player de baixos preços e grandes volumes na Índia que ajudará a expandir o mercado local, acrescentou Antoni, juntamente com lojas de mobiliário online como a Urban Ladder, que está igualmente a expandir-se para o retalho físico. «Tudo o que fazemos aqui é para os mercados locais e para exportação», indicou, referindo ainda que quanto mais a Ikea compra localmente, mais rapidamente se vai tornar rentável no país. A Ikea vai abrir a sua primeira loja em Hyderabad até ao final de 2017 e está a planear abrir uma outra em Bombaim seis meses depois.

4Britânicos abrem menos lojas

Há menos lojas a abrir no Reino Unido, de acordo com um novo estudo da Local Data Company (LDC), que refere que no período de janeiro a junho de 2016 abriram 20.804 lojas, uma queda de 15% face ao segundo semestre de 2015. O número de lojas que fecharam também diminuiu no primeiro semestre, mas apenas 5%, para 22.801. No total, o número de lojas que fecharam excedeu a abertura de novas em 1.997 pontos de venda – revertendo a situação do segundo semestre de 2015, em que as aberturas foram superiores em 335 ao encerramento de lojas. A LDC afirma que as preocupações com o estado global da economia e com o Brexit estão provavelmente por trás desta queda. Descrevendo o abrandamento como uma «queda dramática», o porta-voz da LDC, Michael Weedon, afirmou que «em janeiro e fevereiro as pessoas não estavam a pensar “é melhor não abrir uma loja”». Matthew Hopkinsin, também da LDC, referiu que «se isto vai ser apenas uma anomalia nas estatísticas ou o início de uma reversão a longo prazo irá tornar-se claro nos próximos meses». «Por exemplo, o crescimento de 23% no aumento de restaurantes desde 2010 dificilmente se irá manter. Os empresários, o governo e os media estão todos a analisar o horizonte para tentar perceber o que vai acontecer a seguir», acrescentou.

5Marcas são ignoradas nas redes sociais

Mais de um quarto das pessoas estão «ativamente a ignorar» as marcas nas redes sociais, segundo o estudo Connected Life da Kantar, que analisa as atitudes e comportamentos digitais de 70 mil pessoas em 57 países. O estudo, realizado entre junho e setembro, concluiu que 36% dos consumidores se sente bombardeado pelas marcas nas plataformas sociais, com 26% dos inquiridos a afirmar também que ignora as publicações ou anúncios de marcas nas redes sociais. O estudo mostrou que 23% dos utilizadores da Internet estão agora no Snapchat, em comparação com 12% há dois anos, enquanto a utilização mundial do Instagram subiu de 24% para 42% em 2014. Os escandinavos parecem ser os mais céticos, com 57% a afirmar que ignora ativamente o conteúdo das marcas, enquanto 40% no Reino Unido ignora publicações e anúncios. 15% na Arábia Saudita e 19% no Brasil evitam conteúdo das marcas. Os utilizadores na China (24%) e na África do Sul (26%) estão mais próximos da média mundial. Já a Polónia é o país onde o bloqueio de anúncios é mais prevalente (51%), bastante acima da média mundial de 18%. «Algumas marcas estão a acertar – no último ano vimos empresas como a Disney, Starbucks e McDonald’s a usarem filtros do Snapchat para envolver os consumidores de uma forma que não parece intrusiva», explicou Michael Nicholas, diretor mundial na Kantar TNS. «Essa é a chave para ultrapassar as perceções negativas de muitas pessoas da atividade de marca online», acrescentou. Sobretudo, referiu, «há uma oportunidade real para as marcas entrarem nesta tendência de criar conteúdo personalizável e partilhável, como vídeos e estórias. O desafio é como se centrar no conteúdo certo para as pessoas certas, nas plataformas certas, no momento certo». O estudo concluiu ainda que 40% dos inquiridos entre os 16 e os 24 anos afirmou que confia mais no que as pessoas dizem online sobre as marcas do que em fontes como jornais, os websites das marcas ou anúncios na televisão.

6Luxo abranda na China

O consumo dos chineses em artigos de luxo deverá subir 3% este ano, para 120 mil milhões de dólares, apesar das preocupações de um abrandamento na economia chinesa e no sector mundial do luxo. Um estudo da Fortune Character revela ainda que os consumidores chineses representam já quase metade do consumo do luxo em todo o mundo. Embora o consumo deva aumentar, a previsão de um crescimento de 3% fica abaixo da subida de 10% do ano passado. Muito do consumo não está a beneficiar a economia doméstica ou as marcas que se expandiram para a China. Os consumidores da China Continental fazem 77% das suas compras de luxo no estrangeiro, com a Europa e Hong Kong entre os destinos mais populares. Apesar de Hong Kong ter tido dificuldades este ano, a sua proximidade com a China Continental coloca o território no topo das preferências dos viajantes chineses. Já na Europa, a desvalorização da libra colocou o Reino Unido como alvo preferencial.