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  1. Rumores apontam fusão da Burberry e da Coach
  2. Moda em queda no Reino Unido
  3. Consumidores dizem adeus aos logótipos
  4. MET dedica gala à Comme des Garçons
  5. Luxo não resiste a câmbios e terrorismo
  6. Raf Simons muda desfile para Nova Iorque

1Rumores apontam fusão da Burberry e da Coach

A Coach está a considerar uma fusão com a Burberry, segundo uma notícia publicada no blogue financeiro Betaville. A Coach estará a trabalhar com os consultores financeiros da Evercore há semanas num possível acordo, indica o website, citando duas fontes familiarizadas com a situação. As ações do Burberry Group subiram 4,8% após a notícia, publicada sexta-feira passada. O Financial Times já noticiou este ano que a Burberry pediu aos seus consultores na Robey Warshaw ajuda a preparar uma defesa no caso de uma oferta de compra. «A Burberry pode, de facto, ser vista como a Coach britânica, como nós analistas sublinhamos há anos», afirmou Luca Solca, diretor de bens de luxo na Exane BNP Paribas, num email citado pelo Business of Fashion. «No entanto, ao contrário da Coach, a maior parte dos esforços da Burberry nos últimos 20 anos foram no sentido de elevar a marca e chegar a preços de uma megamarca em vez de luxo acessível», acrescentou. Na opinião de Solca, uma fusão não beneficiaria nenhuma das marcas. «Uma fusão da Coach e da Burberry seria sobretudo uma fusão de problemas», indicou. «A história de fusões e aquisições no luxo mostra que as fusões obviamente não ajudam a ganhar tração de marca e desejabilidade», referiu.

2Moda em queda no Reino Unido

As vendas de moda no Reino Unido desceram pelo quarto mês consecutivo até 25 de setembro, a maior queda no sector desde 2009, com os consumidores a gastarem cada vez mais o seu dinheiro noutras áreas, segundo o Kantar Worldpanel. O estudo, que critica o hábito do sector de comprar demais e fazer muitos descontos, indica que se perderam quase 700 milhões de libras (cerca de 784 milhões de euros) em vendas de moda em 12 meses. O declínio de 0,1% em junho foi a primeira contração mensal em seis anos. «Os retalhistas de moda ainda estão a seguir os mesmos padrões de compras em excesso e grandes descontos e os consumidores estão cada vez mais relutantes em pagar o preço total», afirmou Glen Tooke, diretor de inteligência de consumo na Kantar Worldpanel. «Mais recentemente a queda tem sido impulsionada pela queda da frequência de compra, dando aos retalhistas menos oportunidades para encorajar os consumidores a deixarem o seu dinheiro. Os retalhistas responderam à diminuição das vendas com menos investimento nas suas linhas, quando o que precisam de fazer é responder a estes problemas de forma mais proativa. Em vez de perseguirem as mesmas microtendências que todos os seus concorrentes, têm de trabalhar para perceberem o que os seus consumidores realmente querem e responder às suas necessidades», acrescentou. «Como tal, têm de assegurar que a disponibilidade de stock é tão elevada quanto possa ser – online e offline – e que a experiência de compra é baseada no que o consumidor realmente quer, não no que o retalhista acha que eles devem experienciar», concluiu Glen Tooke.

3Consumidores dizem adeus aos logótipos

O mundo dos acessórios vai ser cada vez mais dominado pelo design em vez dos logótipos. Um terço das malas compradas nos EUA nos 12 meses terminados em junho não tinham um logótipo visível, segundo a empresa de pesquisa de mercado NPD Group. A venda de malas sem logótipos está a conquistar quota de mercado no último ano, sendo uma tendência de estilo que está a cruzar gerações, de acordo com o estudo The New Handbag Customer Revealed 2016, realizado em parceria com a Stylitics. As vendas de malas sem logótipos foram maiores entre as gerações mais velhas, mas estão a ganhar terreno também entre a geração mais nova. Os Millennials (entre os 25 e os 34 anos) e a Geração X (entre os 35 e os 49 anos) também aumentaram as compras de bolsas sem logótipos, e as vendas do género entre os Millennials mais novos (dos 18 aos 24 anos) mantiveram-se estagnadas em termos anuais nos 12 meses terminados em junho. «Os consumidores estão a tornar-se menos focados na imagem e mais focados na individualidade – sobretudo as gerações mais jovens», explicou Marshal Cohen, analista chefe da indústria no NPD. «Embora o prestígio dos logótipos seja ainda relevante para muitos, os dias dos consumidores procurarem ser parte de um movimento de designer ou marca estão em queda em favor do seu desejo de encontrar o estilo e função únicos para a sua personalidade e estilo de vida», acrescentou. O estudo concluiu que 81% dos Millennials afirma que é importante que o logótipo seja subtil. Embora os Millennials queiram geralmente que as suas malas sejam reconhecidas, procuram que este reconhecimento seja feito através da distinção pelo design. As opções de personalização das malas, como alças que podem ser trocadas, tornaram-se mais prevalentes. «Os Millennials lançaram um movimento de individualidade em massa que está a influenciar muito o retalho, incluindo a indústria da moda», referiu Cohen. «Os produtores de bolsas e os marketers em geral foram incumbidos por esta nova geração e pelos seus pares mais velhos a demonstrar a sua criatividade e atraírem a atenção dos consumidores de novas formas», resumiu.

4MET dedica gala à Comme des Garçons

O Metropolitan Museum of Art (MET) de Nova Iorque anunciou que o tema para a próxima gala e exposição do Costume Institute, em 2017, será “Rei Kawakubo/Comme des Garçons”. De acordo com a revista Vogue, esta será a primeira vez que o evento tem como único tema um designer vivo desde a exposição dedicada a Yves Saint Laurent, em 1983. A exposição, que irá abrir a 4 de maio de 2017, terá cerca de 120 designs de moda de senhora da Comme des Garçons feitos por Kawakubo, desde a primeira coleção apresentada em passerelle, em 1981, aos desfiles mais recentes. A mostra irá focar-se em temas contrastantes, como Oriente/Ocidente, homem/mulher e passado/presente. «Rei Kawakubo é uma das designers mais importantes e com mais influência dos últimos 40 anos», sublinhou o curador do Costume Institute, Andrew Bolton. «Ao convidar-nos para repensarmos a moda como um local de criação constante, recriação e hibridismo, ela definiu a estética do nosso tempo», acrescentou. Antes da abertura da exposição, o Baile de Beneficência do Costume Institute irá ter lugar a 1 de maio, a primeira segunda-feira do mês.

5Luxo não resiste a câmbios e terrorismo

De acordo com um estudo anual da empresa de consultoria Bain & Co, o mercado mundial de luxo deverá encerrar 2016 com uma queda de 1% a taxas de câmbio atuais. Há muito acostumado a crescer, o mercado tem sido afetado pelas flutuações dos câmbios, assim como pelos ataques terroristas na Europa. Como resultado, em 2016 o volume de negócios do mercado mundial de artigos de luxo pessoais, como artigos em couro, moda, relógios, joalharia, perfumes e cosméticos, deverá representar 249 mil milhões de euros, em comparação com 253 mil milhões de euros em 2015. A taxas de câmbio atuais, o mercado cresceu 12% em 2015 e 3% tanto em 2014 como em 2013. O estudo da Bain & Co, realizado em parceria com a Altagamma Foundation, refere que as flutuações dos câmbios e o terrorismo tiveram um «impacto na confiança dos consumidores e no fluxo de turistas». O estudo indicou ainda que, embora o consumo interno de produtos de luxo tenha aumentado na China, «não foi suficiente para compensar o declínio nas compras pelos turistas chineses no estrangeiro, sobretudo na Europa». A Bain & Co destacou que «pela primeira vez na história, o contributo dos consumidores chineses para o mercado mundial de bens de luxo diminuiu, de 31% em 2015 para 30% em 2016». Nos EUA, o mercado irá sofrer uma queda de 3% em termos anuais a taxas de câmbio atuais, uma vez que «as marcas de luxo que operam nos EUA continuam a ser afetadas pelo declínio no turismo devido à força do dólar e ao débil consumo interno». Na Europa, embora a desvalorização da libra tenha gerado um aumento no consumo dos turistas no Reino Unido, a França e a Alemanha foram afetadas pelos ataques terroristas. «O mercado de bens de luxo atingiu a maturidade. Estamos a começar a perceber o desenvolvimento de uma clara polarização na performance entre os vencedores e os perdedores», afirmou Claudia D’Arpizio, partner na Bain & Co e autora principal do estudo. Em 2020, a empresa prevê que o mercado atinja 280 a 285 mil milhões de euros, o equivalente a «um crescimento anual entre 3% e 4% a partir de 2017», embora se mantenha «prudente», tendo em conta as dificuldades que podem surgir até lá.

6Raf Simons muda desfile para Nova Iorque

Raf Simons vai mostrar a sua coleção para homem para o outono-inverno 2017 na New York Fashion Week: Men’s. O desfile, que irá ter lugar a 1 de fevereiro do próximo ano, será a primeira vez que o designer vai apresentar a sua marca própria em Nova Iorque, tendo mostrado a coleção na Paris Men’s Fashion Week desde 1997 e na Pitti Uomo, em Florença, em junho. A mudança de Simons é positiva para o The Council of Fashion Designers of America (CFDA), que tem tido dificuldade em atrair grandes marcas para o evento. No último ano, várias insígnias, como a Rag & Bone, decidiram mostrar as coleções de homem e senhora em conjunto, quer fora do calendário oficial, quer no calendário da moda de senhora, enquanto outras marcas americanas, incluindo a Ralph Lauren, 3.1 Philip Lim, Thom Browne e Calvin Klein, têm optado por desfiles no estrangeiro. Steven Kolb, diretor-executivo do CFDA, revelou estar entusiasmado com a presença de Simons no calendário da New York Fashion Week: Men’s. «Raf irá trazer um novo nível de criatividade e energia à New York Fashion Week: Men’s e estamos entusiasmados por tê-lo nesta importante plataforma para o vestuário de homem americano», confessou ao Business of Fashion.