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  1. Asos soma lucros
  2. Triumph com Magic Boost para recuperar vendas
  3. Sites europeus demasiado lentos para os chineses
  4. Indianos preferem compras online para as festas
  5. Vídeo ganha protagonismo nos smartphones
  6. Alibaba reforça Singles’ Day com Katy Perry

1Asos soma lucros

A retalhista britânica Asos registou um aumento de 37% no lucro anual, após um forte crescimento no Reino Unido, nos EUA e nos mercados europeus, e indicou estar confiante em relação ao novo ano fiscal. A Asos anunciou um lucro bruto de 63,7 milhões de libras (71,6 milhões de euros) para o ano terminado a 31 de agosto, ligeiramente acima das expectativas dos analistas, que em média apontavam para 62 milhões de libras, e representa um grande aumento face aos 46,4 milhões de libras do ano passado. O crescimento do lucro deveu-se à subida das vendas (+26%) no Reino Unido e nos mercados internacionais da retalhista online, que beneficiou ainda da desvalorização da libra face ao dólar americano e ao euro após o voto no Brexit em junho. Recentemente, a Asos tem sido acusada pelos sindicatos de dar más condições de trabalho no seu armazém principal no norte de Inglaterra, mas a retalhista indicou em comunicado que essa informação é incorreta e enganadora.

2Triumph com Magic Boost para recuperar vendas

A retalhista de lingerie Triumph International está a lançar uma nova gama de soutiens “Magic Boost” para aumentar as vendas após uma performance estagnada no ano passado. A marca, cuja campanha publicitária conta com a modelo Daisy Lowe, afirmou que os novos soutiens, que levantam, empurram e modelam o peito, pertencem a uma nova gama de produtos «pensados em resposta à necessidade das consumidoras de uma lingerie que tenha um fitting perfeito, para qualquer tipo de corpo». A Triumph, que está presente em 120 países, acrescentou que em 2017 planeia relançar a gama de soutiens de desporto Triaction. A sede da empresa, registada no Reino Unido, teve, em 2015, um volume de negócios de 32,8 milhões de libras (cerca de 36,9 milhões de euros), em comparação com 35 milhões de libras no ano anterior, em parte devido à venda da marca de roupa interior HOM em 2015. O lucro bruto, contudo, subiu para 1,8 milhões de libras, em comparação com 1,3 milhões de libras. «A confiança do consumidor ainda está frágil, apesar de haver uma maior confiança que se traduz num aumento do consumo na high street e no negócio online», refere a empresa numa nota sobre os resultados.

3Sites europeus demasiado lentos para os chineses

Os websites europeus estão a carregar de forma demasiado lenta para os consumidores chineses. Um estudo da CDNetworks afirma que 85% dos websites não carrega em 4,8 segundos (o tempo esperado pelos consumidores chineses). Em vez disso, as marcas estudadas têm um tempo médio de carregamento de 33,1 segundos, que é ainda bastante mais do que muitos consumidores vão esperar. O problema para muitos resume-se à firewall oficial da China, a Golden Shield, que pode tornar mais lentas as pesquisas na internet, bloquear algum conteúdo e até alguns domínios. Mas apesar do problema ter origem na China, os consumidores locais não são compreensivos em relação à situação e 85% considera que a demora no carregamento se reflete mal na marca, enquanto 57% preocupa-se que um site lento signifique que não é seguro. 17% acredita que as marcas que não fizeram nada para tornar os seus sites mais rápidos na China não apreciam os clientes do país, enquanto 19% vê essas marcas como de pouca confiança e 17% acreditam que as mesmas não vão durar muito tempo. O estudo analisou a velocidade de 1.780 websites da Alemanha, Reino Unido, Itália, Dinamarca, França e Suécia, e inquiriu 484 consumidores chineses com mais de 18 anos.

4Indianos preferem compras online para as festas

O próximo festival na Índia, que começa agora em outubro e termina apenas em janeiro, deverá registar vendas online recorde e a taxa de compra por minuto mais elevada de sempre para os gigantes do comércio eletrónico, segundo um estudo da Associação de Câmaras de Comércio e Indústria da Índia (Assocham). O estudo inquiriu 2.500 profissionais com idades entre os 25 e os 40 anos em 10 cidades grandes, mostrou que 60% prefere comprar os presentes para a época festiva online em vez de passar longas horas nos corredores de lojas. A maioria dos inquiridos referiu ainda que planeia gastar em promoções e descontos oferecidos pelos retalhistas eletrónicos em áreas como o vestuário, calçado, eletrodomésticos, produtos de beleza, joalharia, telemóveis, televisões e computadores, entre outros. A facilidade, as várias opções de entrega e de pagamento, melhores ofertas e outros fatores são as principais razões pelas quais os inquiridos vão fazer compras online. «Esta deve ser a época festiva mais agitada para as empresas de comércio eletrónico, já que os consumidores indianos deverão gastar até 250 milhões de rupias [3,43 milhões de euros], em comparação com os 200 milhões de rupias gastos na época festiva do ano passado, o que corresponde a um crescimento de cerca de 25%», afirmou DS Rawat, secretário-geral da Assocham. «Além disso, a introdução de serviços premium como envios gratuitos, período de devolução alargado e outros, juntamente com o aumento da utilização de internet de alta velocidade através dos smartphones deverão aumentar as compras online nesta época festiva e ajudar os retalhistas online a registar lucros após uma primeira parte do ano aborrecida», concluiu.

5Vídeo ganha protagonismo nos smartphones

Chamadas, compras e emissão em direto de vídeo estão a levar a um aumento da quantidade de dados em vídeo usados pelos proprietários de smartphones. As mudanças no comportamento de utilização junto dos utilizadores de smartphones quase triplicou a quantidade de dados de vídeo consumidos mensalmente por pessoa no segundo trimestre de 2016 em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o estudo NPD Connected Intelligence, que inquiriu mais de 5.000 consumidores americanos com mais de 18 anos. «De ano para ano vemos a utilização dos smartphones a aumentar entre os millennials, especialmente no que se relaciona com características de vídeo, que são normalmente ações que consomem muitos dados», explicou John Buffone, do NPD. «À medida que a nova geração de smartphones chega ao mercado, a partilha, o streaming e as chamadas de vídeo vão continuar a aumentar e isso criou novas ofertas dos operadores de comunicações móveis numa tentativa de aumentar a sua base de consumidores», acrescentou. O NPD indicou que o consumo de dados de vídeo nos telemóveis subiu 130% no último ano. Com o consumo de vídeo nas redes wi-fi incluído, a taxa de crescimento aumenta para 192%, atingindo quase 15GB de dados por utilizador de smartphone por mês, em comparação com apenas 5GB há um ano.

6Alibaba reforça Singles’ Day com Katy Perry

O gigante chinês de comércio eletrónico Alibaba Group começou a contagem decrescente para o festival anual de compras Singles’Day, prometendo aos consumidores – e aos investidores – desfiles de moda, realidade virtual e a estrela americana Katy Perry. O evento de um dia, que tem lugar a 11 de novembro, regista vendas de milhões de dólares através da plataforma Tmall graças a grandes descontos e é um barómetro para a performance da empresa. No ano passado, as transações ultrapassaram os 14 mil milhões de dólares (cerca de 12,9 mil milhões de euros). A celebração, lançada há sete anos pelo Alibaba, já superou as vendas combinadas de eventos equivalentes nos EUA: a Cyber Monday e a Black Friday. A empresa, liderada por Jack Ma, planeia expandir as vendas do Singles’Day, abrindo Hong Kong e Taiwan como os primeiros mercados fora da China onde os consumidores vão poder comprar produtos internacionais através do Tmall. O plano faz parte dos esforços da empresa de reduzir a importância da China, onde gera a maior parte do seu volume de negócios e onde o abrandamento do crescimento económico ameaça abrandar os lucros do Alibaba. «No ano passado trouxemos muitas marcas internacionais para a China pela primeira vez», explicou o diretor-executivo do Alibaba, Daniel Zhang, aos jornalistas em Hong Kong. «Estamos a trazê-los para os consumidores em Hong Kong e em Taiwan pela primeira vez este ano e no próximo será o sudeste asiático e o resto do mundo», acrescentou. O evento deste ano terá uma atuação da cantora Katy Perry, compras com realidade virtual e um desfile de moda transmitido em direto a partir de Xangai que vai permitir que os consumidores façam a pré-encomenda das peças mostradas.