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  1. Email ainda marca pontos no marketing
  2. VF Corp revê crescimento em baixa
  3. Hugo Boss deixa o luxo
  4. Britânicos passam dois anos a remodelar a casa
  5. Negócio daigou em queda
  6. Realidade aumentada supera a virtual

1Email ainda marca pontos no marketing

Um novo estudo da Bluecore concluiu que os emails ainda são uma plataforma de marketing essencial. Apesar da ideia de que a maior parte dos consumidores, sobretudo as gerações mais jovens, optaria por interações breves nas redes sociais, mais de dois-terços dos consumidores preferem, na verdade, que as marcas comuniquem com eles por email. A predileção por comunicação por email das marcas é transversal às gerações Baby Boomer (73%), Geração X (71%), Millennial (62%) e Geração Z (65%), segundo a pesquisa. E mais de metade de todos os consumidores revelou que o smartphone é o dispositivo favorito para consultar o email. Para além de analisar as formas de comunicação que os consumidores preferem, o estudo explorou igualmente a utilização do separador “Promoções” no Gmail e percebeu que mais de 60% dos utilizadores do Gmail vão ao separador para encontrar as promoções e ofertas quando estão prontos a comprar e 47% consulta diariamente esse separador. «O email não só está bem e de boa saúde, como é a forma preferida de comunicação entre as marcas e os seus consumidores», afirma Jared Blank, vice-presidente sénior de análise de dados e informação. «Esta pesquisa mostra que embora haja atualmente muitas opções para o envolvimento digital, os retalhistas têm de se focar no desenvolvimento de uma relação significativa e pessoal com os seus consumidores fiéis que optam pelo email. O email está sempre ligado em vários dispositivos, sendo usado tanto para as compras online com em lojas físicas», refere.

2VF Corp revê crescimento em baixa

A VF Corp reviu em baixa as suas previsões, uma vez que a baixa procura por denim e sportswear continua a prejudicar a gigante de vestuário americana. A VF antecipa agora que o volume de negócios aumente apenas 2% este ano, em comparação com a previsão anterior de um crescimento de 3% a 4%. A empresa espera agora que o lucro bruto por ação para o ano se situe nos 3,13 dólares (2,86 euros), em comparação com a projeção anterior de 3,20 dólares. O diretor-executivo, Eric Wiseman, afirmou que o negócio foi afetado pelo abrandamento na procura nas Américas, o maior mercado da empresa. No último trimestre, terminado a 1 de outubro, a VF registou um lucro de 498,5 milhões de dólares, um valor acima dos 459,8 milhões de dólares do período homólogo do ano passado. As vendas no segmento de outdoor e desportos de ação subiram 1,7%, para 2,33 mil milhões de dólares, lideradas por um aumento de 7% das vendas na marca Vans, que compensou a queda nas marcas The North Face e Timberland. As vendas de sportswear desceram 13%, para 140,7 milhões de dólares. Já a unidade de jeanswear caiu 6,2%, para 701,4 milhões de dólares. O negócio direto para o consumidor subiu 6%, graças à força do comércio eletrónico, e a empresa espera que as operações online, que representam 23% das vendas totais, aumentem por uma taxa de um dígito alto.

3Hugo Boss deixa o luxo

A casa de moda alemã Hugo Boss está a planear abandonar o mercado de luxo e regressar às suas origens para vender vestuário de homem de gama alta, afirmou o diretor-executivo Mark Langer, ao Handelsblatt. «O esforço para fazer uma incursão no mercado de luxo não se revelou particularmente útil para o nosso negócio», indicou Langer, naquela que foi a primeira entrevista desde que assumiu o cargo na Hugo Boss. O ex-CEO Claus-Dietrich levou a marca alemã para um segmento de mercado mais alto quando o mercado de luxo estava em crescimento, tendo aberto mais de 400 lojas em todo o mundo e colocando um maior foco no vestuário de senhora. Mas o sector do luxo está agora a passar pelo abrandamento mais acentuado em sete anos, levando Lahrs a sair da empresa em fevereiro, numa altura em que as vendas da Hugo Boss sofreram uma queda nos EUA e na China. Mark Langers planeia fechar lojas não rentáveis e quer reduzir os custos anuais em 50 milhões de euros.

4Britânicos passam dois anos a remodelar a casa

Os britânicos gastam, em média, durante a sua vida, mais de 36 mil libras (40,2 mil euros) a redecorarem as suas casas, de acordo com um estudo da empresa de janelas Anglian Home Improvements. Eles redecoram cerca de 36 vezes, com uma casa típica a demorar cerca de 18 dias a terminar. Isso significa que cada britânico passa quase dois anos da sua vida a decorar. A Anglian inquiriu 1.000 adultos e concluiu que 55% está a planear uma remodelação interior nos próximos 12 meses, com apenas 22% a gostar da sua casa como está. 45% veem a casa como um trabalho em curso e 15% fazem remodelações anualmente, enquanto 23% fazem-nas a cada dois anos. Para 10%, é um projeto a cada década. As mulheres têm mais a dizer no que diz respeito às escolhas de decoração (47%), em comparação com apenas 37% dos homens que afirmam ter a palavra final no projeto. A Anglian afirma que esta é uma percentagem relativamente alta para os homens, o que mostra que estes têm um maior interesse nas suas casas. A maioria das pessoas inspira-se em programas de televisão de remodelações, 25% sente-se inspirado pela casa de amigos e 21% confessa-se influenciado pelo que vê revistas. A internet é também essencial – o Pinterest influencia 10% das pessoas, o Facebook chega a 8% e 5% vai beber inspiração ao Instagram.

5Negócio daigou em queda

O comércio “daigou” está a cair devido às medidas do governo chinês para o evitar, embora esta forma de negócio represente ainda um mercado considerável, segundo uma notícia no Financial Times. Um daigou (que significa “comprador em nome de”) é uma pessoa que compra artigos no estrangeiro – desde produtos de luxo a leite em pó para bebés – e os leva para a China para vender por uma margem. Muitos visitantes chineses que estiveram no Reino Unido após a recente desvalorização da libra pertenciam ao negócio daigou, que a Bain estima ter representado 34 a 50 mil milhões de yuans (de 4,6 a 6,8 mil milhões de euros) no ano passado. A Austrália, contudo, é um dos principais mercados para os compradores daigou, devido à sua proximidade com a China, e há empresas que afirmaram ao Financial Times que a legislação implementada este ano para limitar o negócio está a ter efeito. Na primavera, o governo chinês subiu os impostos sobre as importações em artigos enviados pelo correio, artigos trazidos pelos passageiros de aviões e sobre transações de comércio eletrónico. Com algumas marcas de luxo, incluindo a Chanel e a Louis Vuitton, a terem reduzido os preços na China para harmonizar com o resto do mundo e a tornar os daigou menos atrativos, a KPMG espera que o número de daigou diminua ao longo do tempo.

6Realidade aumentada supera a virtual

Um novo estudo a mais de 100 empresas de desenvolvimento de produto mostrou que 85% estão a criar projetos de realidade virtual ou a planear fazê-lo nos próximos dois anos. Apesar da realidade aumentada se ter tornado generalizada com o sucesso do Pokémon Go, a realidade virtual tem tido dificuldades de aceitação devido ao preço elevado dos equipamentos e ao facto dos utilizadores ficarem restringidos a uma única localização para conseguir ter uma experiência de realidade virtual. No entanto, 54% dos inquiridos afirmou estar mais otimista sobre o futuro a longo prazo da realidade aumentada em comparação com a realidade virtual, em comparação com 34% que se mostraram mais otimistas com o futuro da realidade virtual. O novo estudo “The State of Virtual Reality – 2016” do estúdio de design e desenvolvimento Yeti, mostrou que 80% dos inquiridos considera que o entretenimento para crianças será a principal indústria onde a realidade virtual vai ter impacto, mas a educação será igualmente importante (74%), assim como os meios de comunicação social (63%), saúde (60%), tecnologia (56%), viagens (54%), artes (52%) e imobiliário (51%). Os inquiridos também acreditam que a realidade virtual vai afetar os bens de consumo, a produção industrial, a construção e os transportes. Em conjunto, a realidade virtual e a realidade aumentada representam um volume de negócios de 5,2 mil milhões de dólares (cerca de 4,8 mil milhões de euros), segundo o Worldwide Semiannual Augmented and Virtual Reality Spending Guide da International Data Corp, um valor que deverá atingir 162 mil milhões de dólares em 2020, com uma taxa composta de crescimento anual de 181% entre 2015 e 2020.