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Breves

  1. YuniquePLM da Gerber conquista novos clientes
  2. SGS lança ferramenta de gestão de químicos
  3. Bancarrota ameaça de novo a American Apparel
  4. Produtora chinesa investe no “made in US”
  5. Winds Group instala fábrica no Haiti
  6. Cone Denim muda de mãos

1YuniquePLM da Gerber conquista novos clientes

As marcas americanas de denim Celebrity Pink e Liverpool Jeans investiram em software de gestão do ciclo de vida do produto para ajudar a acelerar o seu processo de desenvolvimento e reduzir o tempo que demora a chegar ao mercado. As marcas, que pertencem à mesma empresa, sediada em Los Angeles, estão a usar o YuniquePLM da Gerber Technology, juntamente com o software AccuMark, que usa nos processos de design e de desenvolvimento de produtos. A Celebrity Pink e a Liverpool Jeans vendem vestuário em denim e vestuário contemporâneo, para mulheres adultas e adolescentes, assim como calçado e acessórios em grandes armazéns e lojas especializadas na América do Norte e na Europa, incluindo a Macy’s, Bon-Ton, Dillards e Delia’s, entre outros. A empresa selecionou o YuniquePLM pela capacidade de integração de ferramentas de design. «Estamos muito satisfeitos por acrescentar a Celebrity Pink e a Liverpool Jeans à nossa família, em rápido crescimento, de parceiros que usam a solução YuniquePLM in the Cloud», afirma Bill Brewster, vice-presidente e diretor-geral de soluções de software para empresas da Gerber Technology. «As capacidades de integração da YuniquePLM torna a plataforma especialmente adequada a empresas de vestuário grandes e internacionais. Além disso, a solução permite a redução nos ciclos de tempo e torna mais eficiente todo o processo de entrega de novos produtos no mercado», acrescenta. No mês passado, a Gerber foi vendida à empresa de private equity American Industrial Partners (ver Gerber Technology troca de mãos).

2SGS lança ferramenta de gestão de químicos

A empresa de inspeção, verificação, testes e certificação SGS desenvolveu uma ferramenta que os fornecedores da indústria de vestuário podem usar para implementar um sistema de gestão de químicos que, afirma, protege a saúde e a segurança das pessoas, assim como o meio ambiente. O modelo 4C tem quatro áreas: Compromisso, Competência, Controlo de Pontos Críticos e Sistema Alargado. O objetivo é destacar a questão da gestão de químicos na indústria de vestuário e oferecer uma solução. «Todos os anos, a indústria de vestuário usa grandes quantidades de químicos – incluindo alguns que são perigosos», explica a SGS. «Isto significa que há um risco potencial para os trabalhadores durante a produção e os artigos finais podem colocar em risco retalhistas, consumidores e o ambiente. Para proteger a saúde e segurança das pessoas, assim como o ambiente, estão a ser implementadas leis mais restritivas. Cumprir com estas leis exige investimento e empenho – o que não é fácil para todos os produtores», justifica a empresa.

3Bancarrota ameaça de novo a American Apparel

A American Apparel pode estar a caminho do segundo pedido de proteção à bancarrota em dois anos, com rumores de que o Authentic Brands Group e o Iconix Brand Group estão entre as várias empresas que já manifestaram interesse em comprar a marca. Segundo a Reuters, ambas estão interessadas mas as negociações em relação a uma potencial venda podem levar a American Apparel a submeter um pedido de proteção à bancarrota, uma vez que iria «permitir ao comprador da American Apparel deixar para trás obrigações de dezenas de milhões de dólares, incluindo arrendamentos de mais de 200 lojas». A retalhista de moda para adolescentes saiu de um processo de bancarrota no início do ano, após a implementação de um plano de reorganização. Meses depois, contudo, a empresa revelou que teria de reduzir o número de funcionários como parte dos planos para redesenhar os seus processos de produção e potencialmente subcontratar a produção das peças de vestuário mais elaboradas. Em agosto, a empresa não fez comentários no que chama de «rumor e especulação» de que os seus dias como produtora de vestuário em Los Angeles e notícias de que estava a explorar uma potencial venda do negócio. A Reuters frisa que «não há certeza» de que as negociações iniciais resultem numa venda.

4Produtora chinesa investe no “made in US”

Uma produtora chinesa que produz para marcas como a Adidas e a Reebok vai instalar uma nova fábrica de 20 milhões de dólares (18,3 milhões de euros) na América do Norte. A Suzhou Tianyuan Garments Co vai criar cerca de 400 postos de trabalho numa unidade em Little Rock, no Arkansas, segundo o governador Asa Hutchinson, que deverá estar operacional até ao final de 2017. A Suzhou Tianyuan é especialista na produção de vestuário casual e sportswear para um leque de clientes que também inclui a Armani. A produção anual da empresa ronda os 10 milhões de peças de vestuário, com 90% das suas peças feitas para a Adidas. «Estou muito contente por anunciar que a Tianyuan escolheu o Arkansas como a sua casa na América do Norte. A localização estratégica no Arkansas vai dar-lhes ótimo acesso ao mercado americano e além», referiu Hutchinson. O Arkansas Economic Development Commission ofereceu um pacote de incentivos que vai incluir uma devolução de impostos anual de 3,9% durante cinco anos, equivalente a 1,6 milhões de dólares. Os incentivos incluem ainda um apoio financeiro de um milhão de dólares para infraestruturas para obras e aquisição de equipamentos, assim como um estipêndio de 500 mil dólares para a formação de trabalhadores. Um estudo publicado no mês passado sugere que a produção de têxtil e vestuário nos EUA está a ressurgir, com empresas sediadas na Índia e na China a investirem em unidades nos EUA. Este regresso pode ter sido parcialmente impulsionado por preocupações em relação à segurança das empresas e pelo receio crescente com a segurança de químicas e falta de rastreabilidade, que são mais fáceis de monitorizar e controlar nas fábricas americanas do que em países em desenvolvimento. No início de outubro, a empresa chinesa Shangying Global entrou no mercado americano com a sua primeira aquisição internacional, tendo comprado a produtora de vestuário Oneworld Star International por uma soma de 280 milhões de dólares.

5Winds Group instala fábrica no Haiti

O Winds Group, fornecedor de vestuário de desporto sediado em Hong Kong, vai abrir uma unidade produtiva de activewear no Haiti na próxima semana, que irá produzir, numa fase inicial, 12 milhões de peças para marcas americanas. Segundo uma notícia publicada pelo just-style.com, a fábrica, com cerca de 7.500 metros quadrados, fica localizada no centro de têxteis Codevi, com o CEO do Winds Group, Carlos Arias, a anunciar que a empresa espera construir uma segunda unidade no próximo ano, para duplicar a produção para 24 milhões de peças em 2018. A empresa vai beneficiar dos programas HOPE e HELP, que oferecem isenção sobre as exportações do Haiti para o mercado dos EUA e que permitem que os produtores na ilha possam usar matérias-primas de qualquer parte do mundo. O Winds Group vai fornecer esta nova fábrica, que batizou de Mazava Hispaniola, com tecidos das suas empresas chinesas. Apesar da sua vulnerabilidade a tempestades e cheias, a proximidade do Haiti aos EUA, as suas preferências de sourcing e baixos custos tornam-no num local de produção ideal, segundo o CEO do Winds Group. «Acreditamos no Haiti», afirmou Arias. «Tem pessoas extraordinárias e muita necessidade de trabalho», acrescentou. As exportações de têxteis e vestuário do Haiti deverão aumentar 10% este ano, para cerca de 550 milhões de dólares (503,4 milhões de euros).

6Cone Denim muda de mãos

O International Textile Group (ITG), que detém a Burlington e a Cone Denim, foi adquirido pela Platinum Equity através de uma fusão completa com uma participada da empresa de private equity. A transação, cujo valor não foi revelado, resulta na integração do International Textile Group no portefólio da Private Equity. O ITG fornece soluções têxteis em tecidos de performance e especiais para vestuário, têxteis técnicos e componentes para a indústria automóvel. A empresa emprega cerca de 4.800 pessoas e tem operações nos EUA, México e China. «Esta é uma altura entusiasmante para o ITG», considera Kenneth Kunberger, CEO do International Textile Group. «Acreditamos que a Platinum Equity e os objetivos e estratégias do ITG estão bem alinhados e dão uma forte fundação para apoiar as inovações de performance e a herança da marca nos nossos mercados mundiais. Esperamos muitas oportunidades no futuro», acrescenta. Para concluir a fusão, a Platinum Equity comprou toda a dívida e ações do ITG detidas por entidades geridas pela WL Ross & Co.