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  1. Parceria Transpacífico pode não avançar
  2. Reebok leva produção para os EUA
  3. Carven perde direção criativa
  4. Britânicos mais confiantes na economia
  5. Dior Couture retoma crescimento
  6. Online gera queixas na Nova Zelândia

1Parceria Transpacífico pode não avançar

A Parceria Transpacífico (TPP) que foi assinada no início deste ano por 12 países membros pode não entrar em vigor na forma atual. Ambos os candidatos à presidência dos EUA opõem-se ao tratado tal como está, considerando que o mesmo vai contra os interesses dos EUA. Hillary Clinton, candidata democrata, é contra a implementação do pacto desde que se candidatou, enquanto o candidato republicano Donald Trump sempre condenou a ratificação do tratado durante a campanha. «A minha mensagem para todos os trabalhadores no Michigan e na América é esta: vou travar qualquer acordo comercial que acabe com postos de trabalho ou baixe os salários, incluindo a Parceria Transpacífico», afirmou Clinton durante a campanha em Warren, acrescentando que «oponho-me agora, opor-me-ei depois das eleições e irei opor-me enquanto presidente». Da mesma forma, Trump também se manifestou contra o acordo. Num discurso público na Pensilvânia, o candidato republicano disse que «o TPP seria um golpe mortal para a produção americana… Iria abrir ainda mais os nossos mercados a batoteiros cambiais agressivos».

2Reebok leva produção para os EUA

A produtora de equipamento de desporto Reebok está a trazer de volta para os EUA alguma da sua produção de calçado, tendo anunciado a abertura de um novo laboratório de produção no próximo ano que irá usar um inovador material líquido e desenhos 3D. Alguns componentes dos 300 pares de sapatos planeados virão da Ásia, mas a maior parte dos componentes técnicos será produzida em Wixom, no Michigan, revelou a empresa. A produtora alemã BASF desenvolveu com a Reebok um material líquido que é colocado na sola exterior dos ténis para um fit tridimensional com a ajuda de desenhos 3D. O material ajuda a absorver o choque. «Esta é a primeira utilização deste processo para fazer calçado de desporto. Pedimo-lo emprestado e melhorámo-lo a partir de um processo que encontramos na indústria automóvel», afirmou Bill McInnis, diretor do futuro na Reebok. «O conceito de Fábrica Líquida é exclusivo da Reebok», acrescentou. Até agora, todo o calçado da Reebok é produzido na Ásia. «Assim que definirmos uma célula de produção, podemos fazê-lo em qualquer sítio», destacou McInnis. A curto prazo, a Reebok vai apenas produzir pequenas séries a um preço relativamente alto (189 dólares, o que representa cerca de 173 euros, para a primeira versão) devido aos custos de desenvolvimento elevados. A longo prazo, a Reebok espera usar esta tecnologia para criar um produto com preços competitivos. «O processo da Fábrica Líquida é muito flexível, no qual cada máquina pode ser usada para criar todos os conceitos diferentes que a imaginação permitir – é programação, não são moldes», explicou. «Subir de escala é uma questão de instalar mais máquinas da Fábrica Líquida. A produção local também se torna muito mais próxima do consumidor em termos de rapidez a chegar ao mercado», referiu. A Reebok não é a única a tornar a produção mais localizada. Em maio, a alemã Adidas anunciou a abertura da Speedfactory, uma unidade de produção operada sobretudo por robots na cidade de Ansbach, que deverá iniciar a produção à escala industrial no próximo ano. Também em 2017, a Adidas deverá abrir uma outra unidade produtiva nos EUA (ver Adidas revela primeiros ténis da Speedfactory).

3Carven perde direção criativa

Alexis Martial e Adrien Caillaudaud abandonaram o leme criativo da casa francesa de moda Carven por «mútuo acordo», apenas 18 meses depois de terem assumido o cargo. A Carven – uma das histórias de sucesso da moda francesa nos últimos nos – revelou em comunicado que irá anunciar mais tarde a nova direção criativa. A saída da dupla de designers é mais um acontecimento na longa “dança das cadeiras” em reputadas marcas internacionais que tem vindo a agitar o mercado no último ano. No início deste mês, o australiano Justion O’Shea deixou a Brioni apenas seis meses depois de ter aceite a posição, devido a críticas ao seu plano de dar ao “alfaiate do James Bond” uma controversa renovação hard-rock. Martial e Caillaudaud – que são encarados como parte de uma geração emergente de jovens designers franceses promissores – trabalharam antes na Givenchy. A dupla sucedeu a Guillaume Henry, que deixou a Carven para liderar a Nina Ricci, tendo relançado a imagem apagada da marca durante os cinco anos que esteve ao serviço. A Carven – que em maio foi comprada pelo grupo de luxo Bluebell – abandonou a linha de homem em julho.

4Britânicos mais confiantes na economia

Há mais pessoas confiantes na economia britânica do que aquelas que estão pessimistas pela primeira vez em dois anos. Um estudo do Barclaycard mostra que a confiança dos consumidores subiu para um novo valor recorde, com 48% das pessoas a sentir-se otimista com a economia, enquanto 47% não está confiante e os restantes não têm certeza. É a primeira vez que a percentagem de pessoas otimistas superou a de pessoas pessimistas desde que a pesquisa do Barclaycard começou, em setembro de 2014. O mais recente inquérito a 2.000 pessoas em setembro, 70% sentem-se mais seguros com as finanças familiares, com números crescentes de pessoas confiantes na sua capacidade de gastar em itens não-essenciais ou de fazer uma grande compra. Os 48% de pessoas otimistas com a economia britânica marca um grande salto em comparação com abril, antes do referendo que votou no Brexit, quando apenas 34% se sentia confiante. Em julho, após o voto no referendo, apenas 35% das pessoas se sentia confiante com a economia do Reino Unido, concluiu na altura o Barclaycard.

5Dior Couture retoma crescimento

A Dior Couture registou uma retoma no volume de negócios no primeiro trimestre, com a casa de moda francesa a indicar que a performance marcou «uma mudança claramente positiva em relação aos trimestres anteriores». As vendas subiram 7%, ou 8% a câmbios neutros, para 502 milhões de euros, para o período terminado a 30 de setembro. O segundo trimestre pode ainda ser melhor, indicou, com os primeiros indicadores do volume de negócios a darem conta de um aumento de 7%, referiu a Dior, dando um sinal de aprovação à linha de alta-costura de senhora desenhada por Serge Ruffieux e Lucie Meier desde a saída de Raf Simons, em outubro de 2015. No último trimestre do ano fiscal anterior, que decorreu até 30 de junho, as vendas tinham baixado 2,9%, para 464 milhões de euros, seguindo a tendência de queda já registada no terceiro trimestre, devido aos números mais baixos de turistas após os ataques terroristas em França. Os números da Dior foram publicados em conjunto com os da Christian Dior SA, que detém a Dior Couture, e os do conglomerado de luxo LVMH. No total, a Christian Dior encerrou o ano fiscal de 2015 com um volume de negócios de 1,87 mil milhões de euros, um aumento de 17,1% a taxas de câmbio atuais e um aumento de 7% a taxas de câmbio constantes.

6Online gera queixas na Nova Zelândia

As vendas online na Nova Zelândia representam atualmente 6% de todo o consumo em retalho, segundo o estudo de 2016 da Comissão de Comércio e Consumo. «O mercado mundial está a aumentar a concorrência e a forçar os retalhistas a serem mais inovadores e criativos na forma como apresentam os seus produtos aos consumidores», indicou o Ministro do Comércio e Consumo, Paul Goldsmith. «Contudo, os meios online são agora responsáveis por 34% das queixas de concorrência justa na Comissão», acrescentou. Segundo Goldsmith, «é importante lembrar que, embora possa não haver uma loja física para o consumidor, os retalhistas online na Nova Zelândia estão ainda sujeitos à Lei de Comércio Justo e Lei de Garantias ao Consumidor». As mudanças na legislação em 2014 exigem que os vendedores online coloquem essa informação visível, para que os consumidores tenham conhecimento de que se aplica esta proteção, referiu o Ministro. O estudo, realizado anualmente pela Comissão de Comércio, também destaca várias outras questões que estão a afetar os consumidores, como os termos e condições de contrato e a faturação.