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  1. Alpargatas põe marcas à venda
  2. Hugo Boss entra em recuperação
  3. Consumidor italiano mais confiante
  4. Contrafação domina mercado chinês
  5. Victoria Beckham é marca de luxo do ano
  6. Burberry investe em fábrica no Reino Unido

1Alpargatas põe marcas à venda

A empresa de calçado e vestuário brasileira Alpargatas S.A. aceitou vender as marcas Topper e Rainha no Brasil, tendo em vista a redução dos custos e melhoria do fluxo de caixa, de acordo com um anúncio feita na última terça-feira. Um grupo de investidores, liderado por Carlos Roberto Wizard Martins, irá pagar 48,7 milhões de reais, o equivalente a 11,6 milhões de euros, pelas marcas na Brasil. A produtora de calçado concordou também em vender 20% do negócio da Topper na Argentina, por um valor que dependerá do lucro operacional e dívida líquida no final de 2015. O conglomerado industrial Camargo Correa, o acionista maioritário da Alpargatas, tem procurado vender ativos e angariar capital no seguimento de um grande escândalo de corrupção.

2Hugo Boss entra em recuperação

A casa de moda alemã Hugo Boss anunciou, também esta terça-feira, que espera uma recuperação das vendas e lucros no quarto trimestre, depois da desaceleração sentida em território chinês e diminuição das compras efetuadas pelos turistas em visita aos Estados Unidos da América, que se refletiram nos resultados do terceiro trimestre fiscal. A Hugo Boss revelou que a sua previsão para o quarto trimestre – o período de retalho mais importante devido aos feriados de Natal e Ano Novo – se baseia na suposição de que as vendas, nas lojas próprias permanecerão estáveis ou poderão aumentar, com base na tendência já observada em outubro. A marca alemã reduziu a previsão de vendas e lucro para 2015 no mês anterior,  na sequência do abrandamento do mercado chinês, antecipando um aumento de 3% a 5%, mediante reajuste cambial. A Hugo Boss tem investido significativamente na expansão da sua rede de retalho, com a inauguração de 64 lojas nos primeiros nove meses do ano, resultando num total de 1.105. No terceiro trimestre, as vendas cresceram 6% nas lojas próprias, em moedas locais, e mantiveram-se estáveis ​​em ajuste cambial, impulsionadas pelo crescimento de 20% das vendas através do seu website, enquanto as vendas por atacado caíram 7%. Particularmente reconhecida pela linha masculina, a Hugo Boss tem vindo a expandir o segmento feminino, sob a direção do designer Jason Wu, com as vendas deste segmento a aumentarem 6% no terceiro trimestre, em moeda local, enquanto a linha masculina caiu 1%.

3Consumidor italiano mais confiante

A confiança do consumidor italiano aumentou em outubro, alcançando o valor mais elevado desde fevereiro de 2002, revelou o Istat, ontem, quarta-feira. A agência nacional de estatística italiana informou que o índice de confiança do consumidor aumentou para 116,9 pontos, face a 113 pontos em setembro. O índice de confiança empresarial italiano também disparou, crescendo pelo terceiro mês consecutivo em outubro, alcançando o seu nível mais elevado desde outubro de 2007 – o início da crise económica global – revelou o Istat.

4Contrafação domina mercado chinês

A agência de notícias oficial Xinhua revelou que mais de 40% dos produtos vendidos através de plataformas digitais na China no ano passado eram produtos contrafeitos ou de má qualidade, ilustrando a dimensão de um problema que tem afetado o sector de comércio eletrónico do país, em rápido crescimento. De acordo com o relatório, que foi entregue aos principais legisladores chineses na segunda-feira, pouco menos de 59% dos artigos vendidos online no ano passado eram «genuínos ou de boa qualidade». A China tem investido na transformação da sua imagem, frequentemente associada a produtos pirateados e falsificados, o que representa sérias dificuldades para as marcas globais que procuram atuar no mercado chinês, como a Apple e o grupo de artigos de luxo LVMH. O relatório apela à implementação rápida de «legislação para o comércio eletrónico, melhoria da supervisão e clarificação dos direitos dos consumidores e responsabilidades dos vendedores». Estas medidas são necessárias, explica, devido ao rápido crescimento das vendas on-line, que aumentaram 40% face ao ano anterior, fixando-se em 441,84 mil milhões de dólares. A China pretende reforçar a proteção dos consumidores no segmento de vendas online, onde existe ainda muita incerteza sobre como os consumidores podem exigir uma indemnização ou responsabilizar os vendedores. O relatório revela que as queixas de clientes face a encomendas efetuadas online ascendeu a 77,8 mil no ano passado, um aumento significativo de 356,6% face a 2013.

5Victoria Beckham é marca de luxo do ano

A designer britânica Victoria Beckham arrecadou o prémio de “Marca de Luxo do Ano”, no âmbito dos Prémios de Luxo Britânicos Walpole. Simultaneamente, a designer Emilia Wickstead recebeu o prémio “Novo Talento”, que reconhece as entidades emergentes do sector, enquanto a designer de joias, Pippa Small foi distinguida a marca mais responsável do ponto de vista social. «Enquanto marca britânica independente, sinto-me honrada por estar presente entre tantos nomes reconhecidos», afirmou Victoria Beckham durante da cerimónia de receção do prémio, que decorreu na segunda-feira, dia 2 de novembro. A Walpole, que promove as marcas de luxo britânicas, inclui Jimmy Choo e Rolls Royce entre os seus membros fundadores.

6Burberry investe em fábrica no Reino Unido

A marca de luxo britânica Burberry Group PLC anunciou um investimento de 50 milhões de libras numa nova fábrica, localizada em Leeds, no norte de Inglaterra, que irá empregar mais de 1.000 pessoas. A nova unidade, que permitirá aumentar a produção da sua célebre gabardine, representa «um enorme voto de confiança nos nossos planos de construção de uma unidade de fabrico no norte», reconheceu George Osborne. O Ministro das Finanças britânico tem sido um defensor do desenvolvimento da economia do norte de Inglaterra, que tem sido superado por Londres e pelo sudeste do país, ao longo de várias décadas, desde o colapso de indústrias como o algodão, aço e carvão. A empresa, sediada em Londres, revelou que pretende também fundir as suas linhas Prorsum, London e Brit sob a marca Burberry até ao final de 2016. A transição será faseada ao longo do próximo ano, devendo estar concluída em dezembro, com a criação de uma marca única.  A nova marca substitui as três linhas, simplificando a apresentação da gama completa de produtos da Burberry, em reconhecimento da forma como os consumidores de bens de luxo apreciam a experiência da marca, online e offline. A Burberry enfatiz, também a herança de design da casa britânica, destacando o facto de todos os seus produtos serem desenhados e desenvolvidos em Londres. O diretor-criativo e CEO da Burberry, Christopher Bailey, afirmou que «o comportamento do cliente de luxo está a evoluir, o seu estilo é mais fluido e isso reflete-se na forma de fazer compras. As mudanças que estamos a implementar permitem-nos responder a esse novo comportamento de forma mais intuitiva. Unindo as nossas três linhas sob a mesma marca podemos disponibilizar uma experiência muito mais consistente das coleções da Burberry».