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  1. Retalho alemão com surpresa negativa
  2. Celebridades doam jeans para refugiados
  3. Brasileira Renner falha previsões
  4. Eleição nos EUA condiciona empresas mexicanas
  5. Britânicos perdem confiança mas vão às compras
  6. Emporio Armani lança relógio inteligente

1Retalho alemão com surpresa negativa

Setembro foi um mês difícil para as vendas a retalho na Alemanha, que caíram pelo segundo mês consecutivo, tendo mesmo registado a queda mais acentuada em dois anos, provocada pelas incertezas na economia mundial e pela preocupação com o terrorismo. O gabinete de estatística federal Destatis indicou que as vendas, ajustadas em termos sazonais e de inflação, desceram 1,4% em termos mensais em setembro, depois da queda de 0,3% em agosto. Os analistas esperavam um crescimento de 0,2%. Em termos anuais, isto é, em comparação com setembro de 2015, as vendas subiram 0,4%, um valor bastante abaixo do crescimento de 3,8% registado em agosto e das previsões dos analistas de um aumento de 1,6%. No período entre janeiro e setembro, as vendas a retalho subiram 2,1% em termos reais e 2,2% em termos nominais. Embora o consumo privado na Alemanha se tenha mantido forte ao longo do ano, um estudo da empresa de pesquisa de mercado GfK, publicado no final do mês de outubro, deu conta de um ligeiro declínio na confiança dos consumidores, citando um ambiente de comércio externo «cada vez mais difícil» e «preocupações com o terrorismo».

2Celebridades doam jeans para refugiados

Jeans coloridos doados pela modelo britânica Kate Moss e pela atriz americana Sharon Stone estão entre os 100 jeans que foram a leilão, oferecidos por celebridades para angariar dinheiro para os refugiados. A coleção “Jeans for Refugees”, uma iniciativa do designer americano Johny Dar, esteve em exposição na Saatchi Gallery, em Londres. Johny Dar estava a fazer trabalho de voluntário na chamada “selva” de Calais – onde viviam cerca de 10.000 refugiados e cujo desmantelamento está em curso – quando decidiu fazer o leilão online. «Ele viu a crise dos refugiados a acontecer, de forma silenciosa mas a preparar algo, a querer agir», explicou Kashi Money, porta-voz de Johny Dar, na abertura da exposição. O leilão começou há 10 meses com Sharon Stone a ser a primeira celebridade a dar os seus jeans, que foram pintados à mão por Johny Dar e arrecadados por 5.500 euros. Os jeans da cantora Pink foram comprados por 4.800 euros, enquanto os de Elle Macpherson renderam 4.700 euros. O dinheiro angariado no leilão, que terminou no passado domingo, será entregue à associação International Rescue Committee, sediada em Nova Iorque, que deverá usar os fundos para ajudar refugiados em fuga de África e do Médio Oriente.

3Brasileira Renner falha previsões

A Renner SA, a retalhista de vestuário com maiores lucros no Brasil, falhou as estimativas do terceiro trimestre, com a recessão no país e outros fatores negativos a levarem a uma queda das vendas comparáveis pela primeira vez em mais de sete anos. A Renner revelou que o lucro líquido totalizou 84,9 milhões de reais (23,8 milhões de euros) no último trimestre, abaixo dos 105,9 milhões de reais estimados pelos analistas consultados pela Thomson Reuters. O lucro caiu 11,5% em termos anuais. A Renner citou temperaturas anormalmente baixas no lançamento da coleção de verão e os Jogos Olímpicos entre os fatores que pesaram nas vendas de vestuário no país. Os consumidores estão ainda a reduzir o consumo, numa altura em que o Brasil se vê a braços com uma recessão que já não se via há oito décadas. As vendas nas lojas da Renner abertas há pelo menos um ano caíram 3,9% – a primeira queda desde o primeiro trimestre de 2009. «Foi um trimestre atípico», afirmou o diretor financeiro, Laurence Gomes, à Reuters. Apesar das dificuldades económicas do Brasil, que deverão prolongar-se até ao início do próximo ano, os esforços de contenção de custos e a estratégia centrada no consumidor do CEO José Galló deverão permitir que a Renner continue a ganhar quota de mercado aos riais, acreditam os analistas, incluindo Joseph Giordano, da JPMorgan Securities. Apesar da queda das vendas, o lucro bruto foi de 53,7% do volume de negócios, em comparação com uma margem bruta de 53,1% no mesmo período do ano passado, graças a um inventário mais controlado. O Ebitda (o lucro antes de juros, impostos, desvalorizações e amortizações) caiu ligeiramente em comparação com 2015, para 229,5 milhões de reais – falhando as previsões de 250,6 milhões de reais.

4Eleição nos EUA condiciona empresas mexicanas

Quatro empresas mexicanas planeiam aumentar o seu capital através da entrada em bolsa após as eleições presidenciais nos EUA, incluindo a retalhista Grupo Axo, segundo fontes próximas citadas pela Reuters. Vários investidores e empresas mexicanos adiaram os planos de venda de ações com receio de que o candidato republicano Donald Trump, que se opõe ao acordo de comércio livre na América do Norte (Nafta), vença as eleições de 8 de novembro. Trump assustou os investidores com ameaças de acabar com o acordo entre os EUA, o México e o Canadá, sendo ainda crítico das empresas americanas que investem no México. O Grupo Axo, que tem mais de 170 lojas próprias está a preparar a oferta pública inicial, embora um porta-voz do grupo não tenha fornecido uma data. A produtora de tequila Jose Cuervo, e as produtoras de cimento Cemez e Ementia estão igualmente a preparar a venda de ações, ainda para este ano, segundo três pessoas contactadas pela Reuters, que pediram anonimato.

5Britânicos perdem confiança mas vão às compras

A confiança dos consumidores britânicos caiu em outubro, segundo dois estudos que mostram menos confiança na economia. O índice de confiança do consumidor do GfK desceu dois pontos, para -3, embora os resultados sugiram que os consumidores continuam otimistas em relação a gastar, acreditando mesmo que «agora é a altura certa para gastar». O estudo do GfK, levado a cabo em nome da Comissão Europeia, mostra que a avaliação das finanças pessoas nos últimos 12 meses aumentou um ponto em outubro, para +3, um valor, contudo, que fica um ponto abaixo de outubro de 2015. As previsões para os próximos 12 meses baixou um ponto, para +6, o mesmo nível do ano passado. Já a avaliação da situação económica geral no país nos últimos 12 meses caiu três pontos, para -19, o que fica 14 pontos abaixo do valor registado em outubro de 2015. As expectativas nesta área para os próximos 12 meses caiu oito pontos, para -17, cerca de 13 pontos menos do que há um ano. «Apesar da continuação do fator otimista resultante da continuação de juros e taxas de inflação baixas, o declínio acentuado da libra está a alimentar receios de que o aumento dos preços afete os padrões de vida no Reino Unido no próximo ano. Contudo, a visão da situação financeira pessoal no último ano e no próximo continua positiva quando comparada com os níveis de 2015, sublinhando que nos sentimos mais otimistas em relação a situações que podemos controlar», referiu Joe Staton, diretor de dinâmicas de mercado na GfK. O índice de confiança do consumidor YouGov/Cebr também desceu de 111,5 em setembro para 109,3 em outubro, o valor mais baixo desde setembro de 2013, com as fianças familiares a serem particularmente afetadas. A sondagem, que compreende 6.000 entrevistas, revelou que a segurança no emprego é a única área em que os consumidores estão mais otimistas para o próximo ano. Scott Corfe, diretor do Centre for Economics and Business Research, afirmou sobre os resultados do estudo do YouGov/Cebr que «a queda acentuada na libra e os receios de um Brexit “difícil” afetaram a confiança dos consumidores e 2017 parece que vai ser um ano difícil para as famílias britânicas.». Ao mesmo tempo, referiu, «o aumento dos rendimentos dá poucos sinais de retoma, significando que vai haver mais um aperto sobre as finanças familiares em 2017».

6Emporio Armani lança relógio inteligente

A Emporio Armani está a entrar no mundo da tecnologia wearable com o lançamento de uma coleção de relógios inteligentes híbridos. A casa de moda italiana lançou no passado dia 26 de outubro relógios que se sincronizam com os smartphones dos utilizadores. «Hoje, a tecnologia influencia decisivamente a nossa vida quotidiana», afirmou o fundador da casa de moda, Giorgio Armani, sobre a decisão de entrar nesta área de negócio. «Há uma app para tudo e considero que, em muitos casos, são invenções que realmente melhorar as nossas vidas», acrescentou. Os relógios assemelham-se aos modelos tradicionais, com opções de detalhes no mostrador em prateado, rosa-dourado, cinzento metalizado, preto e aço inoxidável, com o símbolo da Emporio Armani e com a opção de bracelete em metal ou couro. Têm, contudo, características tecnológicas como mudança automáticas de zonas horárias, registo de dados de atividade ou sono, uma câmara, alarme e possibilidade de controlar a música que está a tocar no smartphone com o qual está emparelhado, assim como notificações de mensagens e chamadas. Estes modelos híbridos fazem parte de um projeto mais vasto de relógios inteligentes que deverá ficar concluído em 2017.