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Breves

  1. Intertek expande serviços na Turquia
  2. H&M faz campanha para os refugiados
  3. Americanos esperam eleições para ir às compras
  4. Hugo Boss cai na Europa mas recupera na China
  5. Nova tecnologia de compressão procura investidores
  6. Islândia ratifica acordo da OMC

1Intertek expande serviços na Turquia

A especialista em testes e inspeções Intertek está a alargar os serviços oferecidos pelo seu laboratório de testes Softlines em Istambul, direcionados para as empresas têxteis, de vestuário e de calçado. As novas capacidades da Intertek na Turquia incluem mais testes químicos para ajudar os produtores a identificarem e gerirem substâncias restritas, como parafinas cloradas de cadeia curta e corantes com carcinogéneos. «Com 26 mil milhões de dólares [23,4 mil milhões de euros] de exportações em 2015, a Turquia está entre os 10 principais exportadores de têxteis e vestuário», explica Neslihan Sözer Güllü, responsável de negócios do Softlines. «Acrescentamos novas capacidades para testar métodos como a gestão de humidade da American Association of Textile Chemists and Colorists, a resistência à chama da National Fire Protection Association, a análise às fibras de algodão e linho, os padrões de análise de fibras do China National Textile Industry Council e testes antibacterianos/antimicrobianos para responder à procura do mercado», indica. A empresa faz diversos testes em têxteis e calçado, a partir de amostras de material ou produto acabado. Recentemente, a Intertek tornou-se no primeiro laboratório independente estrangeiro a ser aprovado pelo Ministério da Indústria e do Comércio do Vietname para testar formaldeído e corantes azóicos em vestuário.

2H&M faz campanha para os refugiados

A retalhista de moda sueca Hennes & Mauritz (H&M) está a tornar a educação de crianças refugiadas no foco de uma campanha mundial lançada a 3 de novembro pela Fundação H&M para apoiar os esforços do ACNUR, a agência das Nações Unidas para os refugiados. Como parte da campanha, que irá decorrer nas cerca de 4.000 lojas da H&M em 47 países, por cada cartão de oferta comprado até ao final de dezembro, a Fundação H&M vai fazer uma doação para ajudar o ACNUR a fornecer material escolar para crianças refugiadas em países como a Etiópia, a Malásia, o Paquistão, o Sudão do Sul e a Síria. O acesso dos refugiados à educação é a principal missão atual do ACNUR, enquanto encontra soluções de longo prazo para a crise dos refugiados. «Com esta mais recente doação, a Fundação H&M terá contribuído com 7,5 milhões de dólares [6,76 milhões de euros] para diferentes parceiros e programas relacionados com os refugiados nos últimos dois anos», afirma Diana Amini, diretora-geral da Fundação H&M. «As crianças que foram forçadas a sair das suas casas são muitas vezes as mais marginalizadas e as mais difíceis de chegar e queremos apoiar o ACNUR no seu trabalho, para assegurar uma educação para as crianças em cenários de crise», acrescenta. A educação é crucial para ajudar as crianças refugiadas a prosperar e a criar um futuro melhor para elas próprias e para as suas comunidades, indicou a Fundação. No entanto, mundialmente, apenas 50% das crianças refugiadas têm acesso a educação primária e apenas 22% vão para o ensino secundário. «Numa altura em que números recorde de pessoas têm sido forçadas a fugir, campanhas como esta são inestimáveis – permitem que o ACNUR apoie os refugiados e, ao mesmo tempo, dão uma possibilidade do público em geral tomar medidas», acrescenta Lionello Boscardi, diretor de parcerias no ACNUR. A H&M foi uma das várias retalhistas de moda afetadas este ano pelo escândalo de crianças refugiadas sírias a trabalhar em fábricas de fornecedores na Turquia – levando a pedidos para que as marcas analisem devidamente as suas cadeias de aprovisionamento para assegurar que não há menores a serem explorados.

3Americanos esperam eleições para ir às compras

Os retalhistas americanos estão a ser aconselhados a preparar-se para a invasão de consumidores após as eleições americanas de hoje. Os dados do estudo anual da National Retail Federation (NRF) levado a cabo pela Prosper Insights & Analytics mostram que os consumidores planeiam gastar em média 935,58 dólares (cerca de 843,4 euros) durante a época festiva. O valor fica apenas abaixo do recorde de 952,58 dólares gastos em 2015. «Para qualquer lado onde se olhe – esteja a comprar o jornal ou a ver televisão – os anúncios políticos estão a ocupar o espaço promocional que os retalhistas normalmente usam para colocar as compras de Natal na mente dos consumidores em todo o país», explica o presidente e CEO da NRF, Matthew Shay. «Assim que as eleições acabarem, antecipamos que os consumidores vão sair do modo eleições para o espírito natalício», refere. Os consumidores planeiam pôr-se a eles próprios no topo das listas de compras, com uma sondagem independente da NRF a mostrar que 58% planeia comprar para si próprio, gastando em média 139,61 dólares – mais 4% em comparação com os 133,74 dólares do ano passado e o segundo valor mais alto para consumo pessoal na história de 13 anos da sondagem. «Os retalhistas devem preparar-se para uma enchente de consumidores nas semanas após as eleições presidenciais, quando tiverem mais certezas em termos económicos e políticos e estiverem a tentar aproveitar as promoções e acordos que são demasiado bons para deixarem passar para os seus amigos, família e até para eles próprios», acrescenta Shay. Apesar de mais de um quarto dos consumidores afirmar que as eleições vão ter impacto nos seus planos de compras para as festas, e 43% acrescentar que está a ser mais cauteloso devido à incerteza das eleições, 87% dos consumidores pode ser convencido a gastar mais 25 dólares esta época de Natal se for tentado por bons saldos ou promoções, se encontrar o presente perfeito para si ou para outros ou usufruir de entregas gratuitas. Segundo a NRF, os consumidores vão procurar em grandes armazéns (57%), online (57%) e em lojas discount (56%), assim como em lojas especializadas em vestuário (34%). Há ainda 10% que planeia visitar lojas outlet, uma nova categoria que foi acrescentada no estudo deste ano. «Embora muitos consumidores tenham começado cedo com as listas de presentes, os millennials estão a esperar para conseguirem os melhores negócios para os seus presentes, com quase metade (46%) a esperar até novembro para começar as compras», revela a analista principal da Prosper Insights, Pam Goodfellow. «Os consumidores mais jovens deverão estar à espera da experiência de compras da Ação de Graças/Black Friday – e sabem que os retalhistas vão oferecer ótimas promoções nesse fim de semana», aponta. Os cartões de oferta estão entre os presentes mais populares, procurados por 61% dos inquiridos, seguidos do vestuário e acessórios (54%).

4Hugo Boss cai na Europa mas recupera na China

A marca alemã de moda Hugo Boss registou uma queda das vendas e dos lucros no terceiro trimestre, mas confirmou as previsões para o ano completo e deu conta de um aumento da procura na China. O lucro nos três meses terminados em outubro desceu 9%, para 81 milhões de euros, em comparação com 89 milhões de euros no mesmo período do ano passado. As vendas caíram 6%, para 703 milhões de euros, em comparação com 744 milhões de euros no período homólogo de 2015, o que equivale a uma queda de 3% a câmbios ajustados. A marca, contudo, conseguiu mitigar a tendência negativa das vendas nos lucros, graças a grandes poupanças nos custos. «O terceiro trimestre não foi fácil», reconheceu o CEO Mark Langer. «Contudo, estamos agora numa tendência positiva na China. Estou satisfeito com a forma rápida e abrangente com que conseguimos ajustar as nossas estruturas de custos às condições de mudança do negócio. Todas as medidas que tomamos para proteger a rentabilidade no ano atual estão a decorrer como o planeado ou até antecipadamente. Tem a ver com preparar a Hugo Boss para um crescimento sustentável. É para isso que estamos a apontar na nossa estratégia realinhada, que vai ser revelada em breve», acrescentou. As vendas nas Américas desceram 9% em moeda local, devido sobretudo a um declínio de 14% no mercado americano, tendo ainda caído 2% na Europa e 3% na Ásia. As vendas na Europa sofreram o impacto das condições de mercado adversas, enquanto na Ásia foram prejudicadas pelas descidas registadas em Hong Kong e Macau, assim como pelo encerramento de lojas. As vendas na China, ajustadas em termos cambiais, foram 4% mais baixas do que no ano passado, mas em termos comparáveis subiram, quebrando uma tendência negativa nos trimestres anteriores. A margem de lucro bruto subiu 20 pontos, para 64,7%, devido essencialmente a uma redução dos descontos em todos os canais de venda. Com base nesta performance, a empresa indicou que as vendas deverão manter-se estáveis ou descerem até 3% a câmbios ajustados no ano completo.

5Nova tecnologia de compressão procura investidores

A start-up britânica Python Performance lançou uma campanha no Kickstarter numa tentativa de angariar fundos para uma nova tecnologia de compressão para sportswear que afirma melhorar a performance dos atletas e ajudar na prevenção de lesões. A tecnologia ReForm, desenvolvida em colaboração com um ex-designer da Speedo e com a Universidade de Birmingham, tem diversas funcionalidades, utilizando os princípios da fita de cinesiologia, usada frequentemente por atletas para ajudar o processo de cura natural do corpo, ao mesmo tempo que fornece apoio e estabilidade aos músculos e articulações sem restringir os movimentos do corpo. Cada peça de vestuário Python Performance Contour Compression inclui a nova tecnologia, que usa um método «único» de produção para que o material forneça aquecimento e arrefecimento, compressão e estabilização das articulações em pontos específicos. «Criámos o próximo passo em vestuário de desporto de performance e acreditamos honestamente que nenhum dos gigantes do sportswear está a fazer vestuário desportivo desta forma», sublinha Oscar Ryndziewicz, CEO da Python Performance. «Queremos mudar o status quo da categoria de sportswear e estamos a trabalhar com alguns dos talentos mais entusiasmantes em I&D para assegurar que a inovação está no centro de cada peça de vestuário que produzimos», acrescenta. A tecnologia está atualmente a ser testada pelo departamento de ciências do desporto da Universidade de Birmingham, com as teses de dissertação sobre a inovação a deverem ser publicadas mais no final do ano.

6Islândia ratifica acordo da OMC

A Islândia foi o mais recente país a ratificar o Acordo de Facilitação de Comércio da Organização Mundial de Comércio (OMC), dando mais um sinal de apoio ao acordo mundial. O primeiro acordo comercial multilateral na história de 20 anos da OMC prevê a redução das barreiras ao comércio e a eliminação dos custos de transação transfronteiriços para empresas de todo o mundo, devendo entrar em vigor quando for ratificado por dois-terços (108) dos 161 países que fazem parte da OMC. A Islândia tornou-se o 96.º membro a ratificar o acordo e a sua aceitação significa que já foram recebidas mais de 87% das aprovações necessárias. Concluído na Conferência Ministerial de Bali da OMC em 2013, o Acordo de Facilitação de Comércio contém provisões para acelerar a movimentação, libertação e autorização de bens, incluindo bens em trânsito. Também estabelece medidas para uma cooperação efetiva entre as alfândegas e outras autoridades na facilitação do comércio e em questões de cumprimento de deveres alfandegários. De acordo com o Relatório do Comércio Mundial da OMC publicado em outubro do ano passado, a implementação do acordo tem o potencial de aumentar as exportações mundiais em até um bilião de dólares por ano. O relatório concluiu ainda que os países em desenvolvimento vão beneficiar significativamente do acordo, captando mais de metade dos ganhos.