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Breves

  1. Brexit tem novos capítulos
  2. Inditex faz parceria na China
  3. H&M aponta baterias ao Vietname
  4. Hanesbrands combate maus odores
  5. Reebok aumenta compras e vendas no Brasil
  6. Retalhistas americanos prontos a trabalhar com Trump

1Brexit tem novos capítulos

O processo para dar início às negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia ganhou uma nova complexidade depois do Tribunal Superior ter decidido que o governo necessita de aprovação no Parlamento para começar formalmente a negociação do Brexit. Embora esta sentença não signifique o fim do Brexit, permite que os deputados votem sobre se o Reino Unido pode despoletar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, um procedimento formal para sair do bloco económico. Assim que isso estiver feito, o país tem dois anos para as negociações. Ao mesmo tempo foi submetido um recurso contra a sentença por parte do governo britânico, com os ministros a argumentarem ter poderes suficientes para tomar sozinhos essa decisão. Deverá haver uma nova audiência no Supremo Tribunal no início do próximo mês. A Primeira-Ministra britânica, Theresa May, já estabeleceu um plano para desencadear o Artigo 50 antes do final de março de 2017, que pode significar que o Reino Unido não irá sair da UE até à primavera de 2019, no melhor dos casos. Até que esse prazo tenha terminado, o Reino Unido continua a ser membro da UE e deve continuar a respeitar as regras e leis impostas – não podendo negociar acordos comerciais com qualquer país terceiro. Os mais recentes números do British Retail Consortium (BRC) parecem confirmar que o Brexit ainda não afetou os preços nas lojas, que ficaram 1,7% mais baixos do que no mesmo mês do ano passado – e quase inalterados face ao declínio de 1,8% registado em setembro. A deflação dos preços nas lojas deverá ficar perto de zero no final do ano e pode entrar rapidamente em território inflacionário em algum ponto no primeiro semestre de 2017, afirma o BRC. «Embora saibamos que a desvalorização da libra desde o voo no Brexit está a alimentar pressões inflacionárias, as boas notícias para os consumidores é que os retalhistas têm sido bem sucedidos a gerir isto até agora e não há ainda impactos visíveis nos preços nas lojas», afirma Helen Dickinson, diretora-executiva do BRC. «Contudo, é inevitável que a inflação importada vá começar a deixar a sua marca e devemos esperar que esse efeito comece a surgir no primeiro trimestre de 2017», refere.

2Inditex faz parceria na China

A Inditex fez uma parceria de três anos com a Escola de Economia e Gestão Tsinghua, na China, para oferecer bolsas de estudo em Espanha, incluindo ainda visitas de estudantes à sede da Inditex, em Arteixo, programas de formação e promoção de atividades culturais para estudantes no campus da universidade em Pequim. Após a assinatura, o diretor-executivo da Inditex, Pablo Isla, fez um discurso perante 500 estudantes, onde sublinhou a importância da ética e da sustentabilidade, abordando ainda o modelo de negócios da empresa que integra completamente as lojas físicas e o online. Destacando a necessidade de trabalhar em equipa e de criar estruturas organizacionais «o mais simples possíveis», Isla referiu que tudo está relacionado com «um compromisso com a ética, com a convicção que as empresas têm um poder transformador positivo capaz de acrescentar valor à sociedade para além da simples contribuição económica». Durante o discurso, o CEO chamou ainda a atenção para o programa de coeficiência nas lojas, que permitiu reduzir o consumo de energia em 20% e o consumo de água em 50%. Este projeto ficará concluído na China em 2018, dois anos antes do objetivo mundial. Além disso, a retalhista está a empreender esforços para impulsionar a economia circular, estando a fazer investigação no desenvolvimento de novas fibras feitas a partir de vestuário usado, incluindo uma colaboração com a Lenzing para gerar fibras têxteis premium a partir de resíduos têxteis. Isla sublinhou também que «a China é uma prioridade para a Inditex e estamos convencidos do seu potencial de crescimento. Os chineses adoram moda e vamos continuar a ouvi-los e a aprender com eles para respondermos às exigências do mercado através do nosso modelo integrado de lojas físicas e online».

3H&M aponta baterias ao Vietname

A H&M vai fazer a sua estreia no Vietname no próximo ano, com a abertura das primeiras lojas no país. A H&M segue, assim, os passos de marcas como a Zara, Mango e Gap. Em comunicado, a retalhista revelou que vai abrir as primeiras lojas no próximo ano, deixando, contudo, em aberto, o número de pontos de venda. A retalhista sueca indicou ainda que vai abrir lojas na Colômbia, na Islândia, no Cazaquistão e na Geórgia em 2017. A H&M opera atualmente 4.200 lojas em 64 mercados. No mês passado, a retalhista anunciou uma queda nos lucros do terceiro trimestre, provocada por um aumento de promoções e custos mais elevados com as compras devido à valorização do dólar. A H&M indicou que planeia abrir cerca de 425 lojas e entrar em três mercados novos no ano fiscal 2015/2016, tendo chegado à Nova Zelândia em outubro.

4Hanesbrands combate maus odores

A produtora de roupa interior e activewear Hanesbrands está a lançar uma tecnologia avançada de proteção antiodores na sua marca Hanes, com o objetivo de gerar mais crescimento orgânico nas suas linhas básicas. A Hanes vai lançar a tecnologia FreshIQ nas suas linhas de roupa interior masculina, meias, t-shirts e produtos em malha polar, com artigos adicionais a deverem ser introduzidos no outono do próximo ano. A «FreshIQ vai diferenciar a Hanes e ser uma vantagem competitiva no mercado – exatamente o que estamos a querer atingir com a nossa estratégia Inovar para Elevar», afirma o CEO da Hanesbrands, Gerald W Evans Jr. «Somos a primeira marca mainstream a incluir tecnologia de controlo de odores na roupa interior e meias do dia a dia, e a pesquisa junto dos nossos consumidores indica que essa mais-valia vai ajudar ao crescimento orgânico na nossa linha de básicos», acrescenta. A tecnologia consiste num acabamento antimicrobiano que inibe fisicamente a multiplicação de bactérias responsáveis pelos maus odores, revela a empresa. «A nossa pesquisa indica que a FreshIQ será a maior notícia para a Hanes desde o lançamento da nossa t-shirt Tagless, que alimentou um crescimento de dois dígitos para a marca», refere o CEO da Hanesbrands. Os produtos Hanes FreshIQ estão disponíveis online e em lojas como o Wal-Mart, Target, Kohl’s, JCPenney e outros retalhistas. No terceiro trimestre, a empresa sediada na Carolina do Norte registou já um crescimento de 11% das vendas, para 1,76 mil milhões de dólares (cerca de 1,62 mil milhões de euros).

5Reebok aumenta compras e vendas no Brasil

A marca de sportswear Reebok antecipa um aumento de 10% das vendas no Brasil este ano e planeia, pela primeira vez, aprovisionar a mesma quantidade (10%) localmente – depois da proprietária da marca, a Adidas, ter assumido o controlo do franchise no ano passado. A informação foi avançada ao just-style.com por Julian Salgueiro, diretor de marketing da Reebok, antes da abertura de uma loja de 180 metros quadrados da marca no centro comercial El Dorado, em São Paulo. A Reebok irá provavelmente lançar uma segunda loja independente no próximo ano, para elevar a sua rede de pontos de venda para quase 200, segundo Salgueiro, incluindo espaço em cadeias de artigos de desporto como a Centauro, em lojas especializadas e, mais recentemente, no portal online netshoes.com.br. As revelações de Salgueiro surgem numa altura em que a gigante alemã Adidas anunciou que vai reestruturar a Reebok para impulsionar as vendas. No Brasil, a Reebok aumentou consideravelmente o orçamento de marketing, tendo recentemente patrocinado a nova linha de vestuário que o rapper brasileiro Emicida apresentou na São Paulo Fashion Week e contratado uma outra estrela do rap, Raul da Rima, para ser o rosto da marca em campanhas e eventos. O diretor de marketing afirmou que estes esforços irão ajudar a aumentar as vendas em 10% este ano. O sourcing local está também a aumentar no Brasil, com a queda do real a provocar uma subida dos custos com importações de calçado e vestuário. «Importamos 100% da China e do Vietname, mas no próximo ano vamos começar a produzir até 10% [das vendas locais] no Brasil, incluindo calçado e vestuário», afirmou Julian Salgueiro. Embora não tenha divulgado o nome dos fornecedores, o diretor de marketing insinuou, segundo o just-style.com, que os mesmos podem fazer parte da lista de dezenas de parceiros da Adidas no Brasil, que inclui a Alliance, a Amazonas e a Branyl.

6Retalhistas americanos prontos a trabalhar com Trump

Os retalhistas americanos já manifestaram a sua disponibilidade para trabalhar com o presidente eleito Donald Trump e com o novo Congresso numa agenda «pró-crescimento, pró-emprego». Em comunicado, Matthew Shay, presidente e CEO da National Retail Federation, afirmou que «com a época de Natal a chegar, os retalhistas estão contentes por esta eleição sem precedentes ter terminado, juntamente com a retórica disruptiva e com o impacto que teve nos consumidores preocupados com o seu futuro». No rescaldo da eleição de Donald Trump, Shay considera que «os próximos meses vão oferecer muitas oportunidades para informarmos os legisladores sobre as nossas prioridades, como a reforma fiscal e o investimento nas infraestruturas do nosso país», acrescentando que «quando o presidente Trump começar a formar a sua Administração, esperamos que o pragmatismo prevaleça sobre a ideologia, para que todas as áreas de governo possam trabalhar em conjunto para o benefício dos retalhistas, dos seus associados, dos consumidores que eles servem e das comunidades onde vivem e trabalham». Durante a campanha, Donald Trump criou uma grande incerteza para o sector têxtil e vestuário, nomeadamente com a promessa de rasgar os acordos comerciais assinados, incluindo o Nafta (com o Canadá e o México) e a Parceria Transpacífico. Há ainda o slogan “Make America Great Again”, que resume a vontade de fazer reformas fiscais, com impostos mais baixos para as empresas e incentivos comerciais para trazer a produção para os EUA e criar novos empregos nos EUA.